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RELIGIÃO CATÓLICA
EVANGELHO DO DIA DA SEMANA

Jesus ensina a Palavra de Deus

Evangelho do Dia Liturgia da Palavra
LEITURAS DIÁRIAS DA SEMANA

Veja abaixo das datas algumas informações muito importantes!

Sex, 09 Fevereiro

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Folheto Dominical - PULSANDINHO - Arquidiocese de Apucarana - PR:
Download do Folheto: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/
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Folheto Dominical - O POVO DE DEUS - Arquidiocese de S ão Paulo - SP:
Download do Folheto: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus
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CRÉDITOS DEVIDOS NESTA PÁGINA


Leituras, Homilias, Comentários, Figuras e Histórias dos Santos e Santas do Dia:
Liturgia Diária Completa: Portal Dom TotalSanto do Dia: Santuário Aparecida

Comentários do Evangelho e Figuras Litúrgicas:
Evangelho Diário: Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho/

Comentaristas do Evangelho

Diácono José da Cruz
Diácono Permanente – José da Cruz - nascido em 25/11/1951. Ordenado pelo Bispo D.José Lamberte em 01 de Novembro de 1991 na Paróquia São João Batista e Imaculada Conceição, aonde atuou desde a ordenação até 31 de Janeiro de 1997, trabalhando com dois Párocos Pe... - (clique aqui para conhecer melhor o Diácono)
José Raimundo OlivaProf. Dr. Padre Jaldemir Vitório
Doutor em exegese bíblica pela a Gregoriana de Roma. Atualmente Pe. Vitório é o reitor da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) em Belo Horizonte - MG.

Liturgia da Sexta-Feira — 09.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTA APOLÔNIA

A história de Apolônia nos chegou pela narrativa de Dionísio, bispo de Alexandria, escrita em 249. Assim ele se expressa: "No dia 9 de fevereiro, um charlatão alexandrino provocou uma terrível revolta entre os pagãos. As casas dos cristãos foram invadidas e jóias e objetos preciosos foram roubados. Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas ruas, espancados, escorraçados e, condenados a morte, caso não renegassem a fé em voz alta. Os pagãos prenderam também a bondosa virgem Apolônia, que tinha idade avançada. Foi espancada violentamente e teve os dentes arrancados. Além disso, foi arrastada até a grande fogueira, que ardia no centro da cidade, onde seria queimada viva se não repetisse, em voz alta, uma declaração pagã renunciando a fé em Cristo. Neste instante, ela pediu para ser solta por um momento, sendo atendida ela saltou rapidamente na fogueira, sendo consumida pelo fogo".

O martírio da virgem Apolônia, que terminou aparentemente em suicídio, causou, exatamente por isto, um grande questionamento dentro da Igreja, que passou a avaliar se era correto e lícito, se entregar voluntariamente à morte para não renegar a fé.

Contudo, o gesto da mártir Apolônia, a sua vida reclusa dedicada à caridade cristã, provocou grande emoção e devoção na província africana inteira, onde ela consumou o seu sacrifício. Passou a ser venerada, porque foi justamente o seu apostolado desenvolvido entre os pobres da comunidade que a colocou na mira do ódio e da perseguição dos pagãos.

REFLEXÃO
A vida de Apôlonia foi marcada pelo amor aos mais pequenos, nos quais ela reconhecia a pessoa de Jesus. Martirizada numa fogueira, depois de ter os dentes arrancados, Apolônia tornou-se a protetora dos dentistas.

ORAÇÃO
Ó gloriosa Santa Apolônia, por aquela dor que padecestes, quando, por ordem do tirano, vos foram arrancados os dentes que tanto decoro ajuntava ao vosso angélico rosto, obtende do Senhor a graça de estarmos sempre livres de todo tipo de maldade. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


V SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94,6s).

Oração do dia
Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 11,29-32;12,19)
Leitura do primeiro livro dos Reis.

11 29 E aconteceu que um dia, saindo Jeroboão de Jerusalém, encontrou-se em caminho com o profeta Aías de Silo, vestido com um manto novo. Estavam os dois sós no campo.
30 Então Aías, tomando o manto novo que trazia, rasgou-o em doze pedaços.
31 “Toma para ti dez pedaços, disse ele a Jeroboão, pois isto diz o Senhor, Deus de Israel: Vou arrancar o reino das mãos de Salomão, e dar-te-ei dez tribos.
32 Mas, em atenção ao meu servo Davi e à cidade de Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, ficar-lhe-á ainda uma tribo”.
12 19 Desse modo, separou-se Israel da casa de Davi até o dia de hoje.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 80/81

Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

Em teu meio não exista um deus estranho
nem adores a um deus desconhecido!
Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor,
que da terra do Egito te arranquei.

Mas meu povo não ouviu a minha voz,
Israel não quis saber de obedecer-me.
Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos,
abondonei-os ao seu duro coração.

Quem me dera que meu povo me escutasse!
Que Israel andasse sempre em meus caminhos!
Seus inimigos, sem demora, humilharia
e voltaria minha mão contra o opressor.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14).


Evangelho (Marcos 7,31-37)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

7 31 Ele deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galiléia, no meio do território da Decápole.
32 Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão.
33 Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva.
34 E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: "Éfata!", que quer dizer "abre-te!"
35 No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.
36 Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam.
37 E tanto mais se admiravam, dizendo: "Ele fez bem todas as coisas. Fez ouvir os surdos e falar os mudos".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Demos graças ao Senhor por sua bondade, por suas maravilhas em favor dos homens; deu de beber aos que tinham sede, alimentou os que tinham fome (Sl 106,8s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O surdo mudo ouviu e falou...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Essa surdez e mudez que hoje refletimos neste evangelho, têm um significado bem mais profundo do que a cura física. Não se trata simplesmente do ouvir com os ouvidos e falar com a boca, a surdez e a mudez abordada pelo evangelista Marcos, localiza-se no coração do ser humano.

Há pessoas muito faladeiras que contam mil e uma vantagem, ou então que perdem um tempo precioso falando mal da vida do próximo, ou conversas fúteis das quais nada se aproveita, assim como o saber ouvir é uma arte. Aqui a questão do ouvir não se trata apenas de escutar vozes das pessoas falando, ou ruídos. A deficiência auditiva desse homem da comunidade de Marcos vai além disso…seu coração está fechado para Deus e as pessoas e por isso tem o coração assim tão vazio de Deus, não tendo portanto nada a anunciar, sua vida fechada e isolada em si mesmo é uma fonte de amargura e azedume.

No antigo testamento a principal queixa de Deus durante a travessia do povo pelo deserto, é de que: o povo tinha fechado o coração e não mais o ouvia, escutavam mas não o ouviam. Na comunidade de Marcos e também nas nossas há pessoas assim... Essa surdez e mudez são causadas pela arrogância e prepotência dos que não creem em Deus e preferem dar ouvidos somente as vozes da razão.

Conviver e relacionar-se com alguém assim é difícil e complicadíssimo, a comunidade não sabe mais o que fazer e rogam a Jesus para que imponha as mãos sobre aquele homem. A experiência que fazemos de Jesus é algo muito pessoal, por isso ele toma o homem surdo-mudo e o leva á um lugar á parte. O mundo da pós-modernidade está repleto de rituais e de vozes que só alienam e escravizam o homem. No dia do Senhor que é o domingo, a comunidade dos que creem, se afastam do burburinho do quotidiano, e na comunidade se reúnem a outros que querem e precisam ficar a sós com o Senhor.

As palavras de Jesus e seus gestos no ritual da cura do surdo mudo lembram o rito batismal quando Deus abre o nosso coração para que a sua Graça possa entrar e fazer morada. Nas celebrações Eucarísticas ou mesmo da Santa Palavra, presidida por um Ministro Leigo ou um Diácono, esse ritual se repete, somos tocados pela Palavra, a força do Espírito Santo a leva para dentro de nós, no mais íntimo do nosso ser, transformando aos poucos a nossa vida, a cura da surdez e mudez não é imediata, mas ocorre em um processo que é dinâmico, vamos ouvindo, nos libertando e anunciando, sempre que experimentamos o Senhor.

Comunidade é, portanto, o lugar onde todos se preocupam para que cada um se abra cada vez mais á essa Palavra, as nossas orações e cantos nada mais são do que uma súplica para que o Senhor estenda sobre nós suas mãos, abrindo cada vez mais o nosso coração para a sua graça que nos santifica, nos renova e nos liberta. Agora já dá para sabermos quem é esse surdo-mudo que saiu da celebração anunciando com alegria as maravilhas de Deus!

2. Fez os surdos ouvirem e os mudos falarem
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Tudo o que Jesus fazia era benfeito. Fez os surdos ouvirem e os mudos falarem. Os evangelistas contam que Jesus fazia curas milagrosas. Em relação ao surdo-gago que lhe apresentaram, ele pôs o dedo nos seus ouvidos e com a saliva tocou-lhe a língua. Não precisava fazer gestos, mas ele os fez. Fez até mais. Levou-o respeitosamente para um lugar longe da multidão e pediu-lhe para não divulgar o milagre. Hoje é possível estabelecer comunicação com surdos e mudos falando-lhes em “Libras”. Eis aí um milagre da inteligência humana solidária, criada por Deus e colocada pelo Espírito no ser humano. Uma categoria de surdos e mudos são as pessoas que falam e ouvem, mas não entendem. Não entendem a linguagem e não entendem o contexto. São presas fáceis de exploradores até mesmo em nível religioso. Alguém poderia ouvir e falar por eles, ensinando-lhes muitas coisas como Jesus fazia, ensinando-os a se defender, a ficar de pé num mundo de ventos contrários.

3. ABRE-TE!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A cura do surdo-mudo teve um valor emblemático no ministério de Jesus. Sua dupla deficiência o mantinha fechado em seu mundo e o impossibilitava de se comunicar e deixar transbordar a vida trazida dentro de si. Além disso, era vítima do preconceito que via na sua limitação física um castigo por causa de eventuais pecados do passado. A marginalização social, portanto, agravava ainda mais sua situação.

A ordem peremptória dada por Jesus - Abre-te - assumiu uma ampla dimensão. Ela possibilitou ao deficiente poder expressar-se e comunicar-se normalmente. Uma barreira era posta abaixo e sua riqueza interior podia agora ser partilhada. Porém, não foi menos importante terem caído as barreiras sociais e serem eliminados os preconceitos que padecia. Doravante, sua condição de ser humano podia se expressar de maneira plena.

Este milagre de Jesus evocou antigas profecias, segundo as quais o Messias esperado faria os mudos falarem e os surdos ouvirem. Ele os reintegraria na convivência humana, tirando-os da exclusão social. Temendo conclusões apressadas, Jesus ordenou não tornarem público o sucedido. Sua ordem foi inútil. Quanto mais proibia, tanto mais proclamavam seu feito extraordinário. Jesus, porém, não se deixava levar pela vaidade humana. E não tinha dúvidas quanto à sorte que o esperava.

Oração
Senhor Jesus, abre meu coração e minha mente, para que eu possa realizar plenamente minha vocação de discípulo do Reino.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 10.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTA ESCOLÁSTICA

Hoje celebramos a memória de Santa Escolástica, irmã gêmea do grande São Bento, pai do monaquismo. Esta grande santa nasceu na Úmbria, região central da Itália, no ano de 480.

Santa Escolástica foi uma mulher de grande espírito de oração e busca de santidade. Junto com seu irmão São Bento, tornou-se a fundadora de vários mosteiros femininos que também seguiam a Regra de vida monástica do irmão. Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivadora da oração, temente a Deus e inimiga do espírito do mundo e das vaidades.

Relata-nos o Papa São Gregório Magno que Escolástica e Bento, embora morassem pertinho, encontravam-se para diálogos santos apenas uma vez ao ano. Numa dessas visitas, pressentindo que o dia de seu encontro com o Pai Eterno estava próximo, Escolástica pediu ao irmão que ficasse com ela até o amanhecer, mas foi repreendida pelo irmão, pois isto seria uma transgressão da Regra do mosteiro.

Diante da resposta negativa do irmão, Santa Escolástica entrelaçou as mãos, abaixou a cabeça e rapidamente conversou com Deus. De repente armou uma tamanha tempestade fora do lugar do encontro, que São Bento ficou impedido de sair com seus irmãos. Diante do olhar de espanto do irmão, Escolástica disse-lhe: "Pedi a você e você não me ouviu; pedi ao Senhor e ele me ouviu. Vá embora, se puder, volte ao seu mosteiro". Alguns dias depois, São Bento teve uma visão da irmã, que rumava ao céu com vestes brancas. Quarenta dias depois, o próprio São Bento também rumou para a Vida Eterna em Deus.

O corpo de Escolástica foi transportado para o mosteiro de São Bento, e sepultado no túmulo que o santo abade tinha mandado preparar para si. Escolástica morreu em 543, na idade de 63 anos.

Santa Escolástica quando se achava em grandes tribulações fixava o olhar no Crucifixo. Este olhar trazia-lhe consolo e coragem para vencer todas as dificuldades. Ela dizia que um único olhar sobre a imagem do Crucificado tirava-lhe toda a aflição e suavizava o sofrimento.

Santa Escolástica: a irmã gêmea de São Bento

REFLEXÃO
Santa Escolástica amava a solidão e fugia da companhia de pessoas seculares, mas sempre arrumava tempo para conversar sobre assuntos de conteúdo religioso. Também nós devemos valorizar os momentos de silêncio, não perdendo tempo com coisas inúteis, que nos afastam da caridade. Procura mais a Deus no silêncio e na oração, e encontrará a paz a alma.

ORAÇÃO
Ó Deus, que prometestes habitar nos corações puros, dai-nos, pela intercessão de Santa Escolástica, viver de tal modo, que possais fazer em nós a vossa morada. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SANTA ESCOLÁSTICA VIRGEM E FUNDADORA
( Branco, Pref. comum ou das virgens – Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
Exultemos de alegria, pois o Senhor do universo amou esta virgem santa e gloriosa.

Oração do dia
Celebrando a festa de santa Escolástica, nós vos pedimos, ó Deus, a graça de imitá-la, servindo-vos com caridade perfeita e alegrando-nos com os sinais do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Reis 12,26-32;13,33-34)
Leitura do primeiro livro dos Reis.

12 26 E disse consigo mesmo: “Pode bem ser que o reino volte para a casa de Davi.
27 Se o povo subir a Jerusalém para oferecer sacrifícios no templo do Senhor, e o seu coração se voltar para o seu senhor, Roboão, rei de Judá, matar-me-ão e se voltarão para Roboão, rei de Judá”.
28 Depois de ter refletido bem, o rei mandou fazer dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Basta de peregrinações a Jerusalém! Eis aqui, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito”.
29 Pôs um bezerro em Betel e outro em Dã.
30 Isso foi uma ocasião de pecado, porque o povo ia até Dã para adorar um desses bezerros.
31 Jeroboão construiu também templos em lugares altos, onde estabeleceu como sacerdotes homens tirados do meio do povo, e que não eram levitas.
32 Instituiu também uma festa no oitavo mês, no décimo quinto dia do mês, à semelhança da que se celebrava em Judá, e subiu ao altar. Fez o mesmo em Betel, sacrificando aos bezerros que tinha mandado fazer. Estabeleceu igualmente em Betel sacerdotes para os lugares altos que tinha edificado.
13.33 Depois dessas coisas, Jeroboão não se converteu de sua péssima vida, mas continuou a tomar homens do meio do povo e constituí-los sacerdotes dos lugares altos: a todo o que desejasse, investia no cargo sacerdotal e o estabelecia nos lugares altos.
34 Isto tornou-se para a casa de Jeroboão um ocasião de pecado, que causou a sua perda e o seu extermínio da face da terra.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 105/106

Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos,
segundo o amor que demonstrais ao vosso povo.

Pecamos como outrora nossos pais,
praticamos a maldade e fomos ímpios;
no Egito nossos pais não se importaram
com os vossos admiráveis grandes feitos.

Construíram um bezerro no Horeb
e adoraram uma estátua de metal;
eles trocaram o seu Deus, que é sua glória,
pela imagem de um boi que come feno.

Esqueceram-se do Deus que os salvara,
que fizera maravilhas no Egito;
no país de Cam fez tantas obras admiráveis,
no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4).


Evangelho (Marcos 8,1-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

8 1 Naqueles dias, como fosse novamente numerosa a multidão, enão tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse:
2 “Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer.
3 Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe!”
4 Seus discípulos responderam-lhe: “Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto?”
5 Mas ele perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” “Sete”, responderam.
6 Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo.
7 Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los.
8 Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos.
9 Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu.
10 E embarcando depois com seus discípulos, foi para o território de Dalmanuta.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Fazei-nos, ó Pai, alcançar os frutos dos dons que vos consagramos, e, a exemplo de santa Escolástica, sejamos purificados de todo mal e orientados para uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
As cinco virgens prudentes, ao tomarem suas lâmpadas, levaram óleo consigo. Ouviu-se um grito na noite: Eis que chega o esposo, ide ao encontro de Cristo! (Mt 25,4.6)

Depois da Comunhão
Ó Pai, que a comunhão do Corpo e Sangue do vosso Filho nos desprenda das coisas perecíveis para que, a exemplo de santa Escolástica, sempre mais vos amemos na terra e vos contemplemos eternamente no céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTA ESCOLÁSTICA)

O nome de Santa Escolástica, irmã de São Bento, nos leva para o século V, para o primeiro mosteiro feminino ocidental, fundamentado na vida em comum, conceito introduzido na vida dos monges por ele. Foi o primeiro a orientar para servir a Deus não "fugindo do mundo" através da solidão ou da penitência itinerante, como os monges orientais, mas vivendo em comunidade duradoura e organizada, e dividindo rigorosamente o próprio tempo entre a oração, trabalho ou estudo e repouso. Escolástica e Bento, irmãos gêmeos, nasceram em Nórcia, região central da Itália, em 480. Eram filhos de nobres, o pai Eupróprio ficou viúvo quando eles nasceram, pois a esposa morreu durante o parto. Ainda jovem Escolástica se consagrou a Deus com o voto de castidade, antes mesmo do irmão, que estudava retórica em Roma. Mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino criando a Ordem dos monges beneditinos. Escolástica, inspirada por ele, fundou um mosteiro, de irmãs, com um pequeno grupo de jovens consagradas. Estava criada a Ordem das beneditinas, que recebeu este nome em homenagem ao irmão, seu grande incentivador e que elaborou as Regras da comunidade. São muito poucos os dados da vida de Escolástica, e foram escritos quarenta anos depois de sua morte, pelo o santo papa Gregório Magno, que era um beneditino. Ele recolheu alguns depoimentos de testemunhas vivas para o seu livro "Diálogos" e escreveu sobre ela apenas como uma referência na vida de Bento, mais como uma sombra do grande irmão, pai dos monges ocidentais. Nesta página expressiva contou que, mesmo vivendo em mosteiros próximos, os dois irmãos só se encontravam uma vez por ano, para manterem o espírito de mortificação e elevação da experiência espiritual. Isto ocorria na Páscoa e numa propriedade do mosteiro do irmão. Certa vez, Escolástica foi ao seu encontro acompanhada por um pequeno grupo de irmãs, quando Bento chegou também acompanhado por alguns discípulos. Passaram todo o dia conversando sobre assuntos espirituais e sobre as atividades da Igreja. Quando anoiteceu, Bento, muito rigoroso às Regras disse à irmã que era hora de se despedirem. Mas Escolástica pediu que ficasse para passarem a noite, todos juntos, conversando e rezando. Bento se manteve intransigente dizendo que deveria ir para suas obrigações. Neste momento ela se pôs a rezar com tal fervor que uma grande tempestade se formou com raios e uma chuva forte caiu a noite toda, e ele teve de ficar. Os dois irmãos puderam conversar a noite inteira. No dia seguinte o sol apareceu, eles se despediram e cada grupo voltou para o seu mosteiro. Essa seria a última vez que os dois se veriam. Três dias depois, em seu mosteiro Bento recebeu a notícia da morte de Escolástica, enquanto rezava olhando para o céu, viu a alma de sua irmã, penetrar no paraíso em forma de pomba. Bento mandou buscar o seu corpo e o colocou na sepultura que havia preparado para si. Ela morreu em 10 de fevereiro de 547, quarenta dias antes que seu venerado irmão Bento. Escolástica foi considerada a primeira monja beneditina e Santa, pela Igreja que escolheu o dia de sua morte para as homenagens litúrgicas.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O povo está com fome...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O povo de Deus que todos os finais de semana se faz presente em nossas comunidades está com muita fome, pois o mundo só oferece alimentos que são, como se diz por aí, "Para enganar o estômago". As igrejas cristãs têm diante de Deus essa grande responsabilidade de alimentarem esse povo sobre o qual Jesus lança um olhar de compaixão. E aqui convém se fazer uma pergunta provocadora: Será que nossos irmãos e irmãs saem das nossas celebrações saciados? A Palavra de Deus, proclamada pelos nossos leitores e depois pelo celebrante que a reflete, enche os olhos e o coração do povo, ou quando voltam para suas casas já vão "desmaiando" pelo caminho?

Nota-se hoje uma necessidade cada vez mais fremente dos nossos pregadores da Palavra das comunidades, terem um bom preparo espiritual e teológico, não para fazer belos discursos, mas para satisfazer o nosso povo que anda faminto de esperança, paz, justiça e amor de Deus.

Para isso é importante percebermos também que, quando o pouco que temos, no caso 7 pães e alguns peixinhos, são colocados à disposição da comunidade, o milagre acontece. Pão e peixe eram alimentos comuns na vida do povo, Jesus faz um "Banquete" com coisas simples, a Igreja não precisa de Doutores para a pregação, mas de pessoas que, mesmo tendo pouco a dar, sempre dão o melhor de si. Claro que a responsabilidade em alimentar a assembleia não é só daquele que preside, mas de toda a liturgia, leitores, cantores, proclamadores da palavra, instrumentistas, acolhida e etc.

Os indicadores de que o povo de Deus está sendo bem alimentado não está na quantidade, mas na qualidade da vida de Fé, dos irmãos e irmãs da nossa comunidade. Deus quer vida e liberdade para todo o homem e isso é manifestado na Igreja, que está a servido de toda a humanidade.

O povo está com fome, não de liturgias excessivamente pomposas, frases de efeito, êxtases e emoções incontidas, tudo isso serve apenas para "enganar a fome", o povo quer a Palavra de Deus em sua essência, que lhes exorte e toque o coração, que lhes fale de esperança apontando horizontes aos quais o homem só chegará pela graça de Deus… O Povo quer a Palavra que liberta e que leva o homem à sua realização plena como Filho de Deus. O povo está com fome...

2. Sinto compaixão desta multidão!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus revolve depressa situações difíceis e complicadas. Certamente porque ele era movido pela compaixão. A compaixão o fazia agir rapidamente. Havia três dias que o povo estava com ele e já não tinha o que comer. Jesus sabe que alguns vieram de longe e sua sensibilidade se preocupa com toda aquela gente que pode desmaiar no caminho de volta para casa. Os discípulos não sabiam como alimentar quatro mil pessoas, mas tinham sete pães. Imediatamente Jesus pega os pães, recita a bênção, parte os pães e manda que os discípulos os distribuam. Havia também alguns peixinhos. Sentado, o povo comeu e ficou satisfeito e foram recolhidos sete cestos com os pedaços que sobraram. Sabemos o que Jesus fez, embora não saibamos como o fez. Não importa. Sua misericórdia leva-o a agir rapidamente.

3. SACIANDO AS MULTIDÕES
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A sensibilidade de Jesus em relação a seus ouvintes e seguidores era notável. Ele estava continuamente preocupado com eles e cuidava para não serem penalizados pelo cansaço ou pela fome. Seu coração de pastor falava mais alto nas situações delicadas. A multiplicação dos pães foi uma clara expressão da misericórdia de Jesus. E exemplo da misericórdia que deve haver no coração de quem se faz seu discípulo.

Jesus podia ter considerado encerrada sua missão ao ter beneficiado as multidões com inúmeros milagres e expressões de bondade. Que cada qual voltasse para sua casa e retomasse suas atividades! Porém, as circunstâncias não permitiam. Era arriscado muitos morrerem pelas estradas antes de chegarem a seus destinos. O pastor não podia submeter seu rebanho a tal provação. A misericórdia de Jesus exigia dele encontrar uma saída.

A solução consistiu em sugerir um gesto de partilha. Alguém colocou à disposição de todos seus sete pães e alguns peixinhos. Este gesto de desprendimento e espírito comunitário foi o ponto de partida para Jesus poder alimentar a todos, até ficarem saciados.

A misericórdia de Jesus deu frutos imediatos. Assim se explica o despojamento e a solidariedade com que o desconhecido partilhou seus parcos alimentos e levou a multidão a ser salva de morrer pela fome. A superação do egoísmo já foi um verdadeiro milagre.

Oração
Senhor Jesus, cria em mim um espírito de desprendimento de modo a poder refazer o milagre da partilha com os mais necessitados.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


Liturgia do Domingo — 11.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— NOSSA SENHORA DE LOURDES

Hoje queremos falar de Nossa Senhora de Lourdes, que recebeu este título pelo fato de ter aparecido nesta cidade, localizada na França. A aparição de Maria aconteceu no dia 11 de fevereiro de 1858, numa tarde úmida e fria. A menina Bernadete, de 14 anos e analfabeta, estava procurando gravetos para o lar e teve o privilégio do encontro com Maria. Ela sentiu-se atraída por uma luz que saía de uma gruta, onde estava uma linda mulher de branco, com faixa azul , terço na mão, que a convidava a rezar.

A quem lhe perguntava como era a Senhora, Bernadete fazia esta descrição: «Tem as feições duma donzela de 16 ou 17 anos. Um vestido branco cingido com faixa azul até aos pés. Traz na cabeça véu igualmente branco, que mal deixa ver os cabelos, caindo-lhe pelas costas. Vem descalça, mas as últimas dobras do vestido encobrem-lhe um pouco os pés. Na ponta de cada um sobressai uma rosa dourada. Do braço direito pende um rosário de contas brancas encadeadas em ouro, brilhante como as duas rosas dos pés».

Como era de se esperar, ninguém acreditou na história de Bernadete, mas as aparições continuaram a se repetir. Em 25 de fevereiro, a Senhora pediu a Bernadete que raspasse um lugar na rocha para beber água. A menina obedeceu, raspou a pedra com as unhas e dali brotou um filete de água: a fonte milagrosa de Lourdes.

Curiosa sobre a identidade da mulher com quem conversava, Bernadete perguntou quem era ela. A resposta veio através da voz calma da Virgem: "Eu sou a Imaculada Conceição".

Preocupados com a história de Bernadete, que dizia ser necessário construir uma capela no local da gruta, as autoridades civis e religiosas acabaram por interditar a gruta de Lourdes.

Mas as aparições continuaram até dia 10 de julho de 1858. Ao todo foram 18 aparições. A mensagem de Nossa Senhora de Lourdes consistia no chamado a conversão, oração do terço e principalmente confirmação do Dogma da Imaculada Conceição, tinha sido declarado pela Igreja em 1854.

Maria, Mãe de Lourdes, embora seja inimiga do pecado, é amiga dos pecadores. Ela sabe dos sofrimentos e angústias que abatem sobre aqueles que são esmagados pelo peso dos erros cometidos no dia-a-dia, mas seu convite é sempre o mesmo: o melhor meio de realizar uma vida feliz é o encontro com o caminho do meu Filho Jesus. Reduzida à sua expressão mais simples, a mensagem de Lourdes pode ser sintetizada como a Virgem sem pecado, que vem socorrer os pecadores.

Desde 1858 até hoje, contínuas multidões se têm reunido em Lourdes, que se tornou o maior santuário da França. Em 1925, o Papa Pio XI declarou Bernadete bem-aventurada e, em 1933, tornou-a santa. A festa de Nossa Senhora de Lourdes é celebrada hoje, dia 11 de fevereiro. O Santuário é marco do amor da Mãe que vem nos ajudar, e nele tem-se alcançado, por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, muitas graças.

É comum encontrarmos em nossas cidades pequenas grutas, construídas pelos devotos de Nossa Senhora de Lourdes. Estes locais são ambientes de oração e fé e mostram a profunda fé de nosso povo na Virgem Maria. Nestas grutas não faltam as imagens de Maria e da pequena Bernadete, além da água cristalina e de flores e folhagens, formando um lugar privilegiado do encontro com Deus.

ORAÇÃO
Oração em Louvor a Nossa Senhora de Lourdes (Pio XII)
Dóceis ao convite de vossa voz maternal, Ó Virgem Imaculada de Lourdes, acorremos a vossos pés junto da humilde gruta onde vos dignastes aparecer para indicar aos que se extraviam o caminho da oração e da penitência, e para dispensar aos que sofrem, as graças e os prodígios da vossa soberana bondade. Recebei, Rainha compassiva, os louvores e as súplicas que os povos e as nações oprimidos pela amargura e pela angústia elevam confiantes a vós. Ó resplandecente visão do paraíso, expulsai dos espíritos - pela luz da fé - as trevas do erro. Ó místico rosário com o celeste perfume da esperança, aliviai as almas abatidas. Ó fonte inesgotável de água salutar com as ondas da divina caridade, reanimai os corações áridos. Fazei que todos nós, que somos vossos filhos por vós confortados em nossas penas, protegidos nos perigos, sustentados nas lutas, nos amemos uns aos outros e sirvamos tão bem ao vosso doce Jesus que mereçamos as alegrias eternas junto a vosso trono no céu. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


11.02.2018
6º Domingo do Tempo Comum — ANO B
( Verde, Glória, Creio – II Semana do Saltério )
__ "Se queres tens o poder de curar-me" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Somos convidados a experimentar Deus, que é cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Ele não exclui ninguém nem aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação ou de marginalização dos irmãos. Jesus Cristo desfaz a relação entre puro e impuro e convida nossa comunidade a fazer o mesmo. É necessário ter as mesmas atitudes de Jesus. Só assim nossas celebrações serão verdadeira comunhão com a Palavra e com a Eucaristia.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, este é um dia consagrado ao Senhor. No seu cuidado com os doentes, Jesus nos revela a face misericordiosa de Deus que vai ao encontro das dores dos que sofrem para lhes oferecer a graça da salvação. Nesta celebração, recordemos o Dia Mundial dos Enfermos e carreguemos em nossos corações os doentes de nossa família e todos aqueles que se encontram nos hospitais ou sem atendimento médico.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Somos convidados a experimentar Deus, que é cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Ele não exclui ninguém nem aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação ou de marginalização dos irmãos. Jesus Cristo desfaz a relação entre puro e impuro e convida nossa comunidade a fazer o mesmo. É necessário ter as mesmas atitudes de Jesus. Só assim nossas celebrações serão verdadeira comunhão com a Palavra e com a Eucaristia.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/11-de-fevereiro-de-2018---corrigido-6tc.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_15_6o_domingo_do_tempo_comum.pdf


Antífona de Entrada
Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3s).

Oração do dia
Ó Deus, que promestestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: Abramos os nossos corações para escutar a Palavra do Senhor que tem poder de nos libertar de nossas enfermidades e de nossos pecados.

OPÇÃO 1: Primeira Leitura (Lv 13,1-2.44-46)
Leitura do Livro do Levítico:

1 O Senhor falou a Moisés e Aarão, dizendo:
2 “Quando alguém tiver na pele do seu corpo alguma inflamação, erupção ou mancha branca, com aparência do mal da lepra, será levado ao sacerdote Aarão ou a um dos seus filhos sacerdotes.
44 Se o homem estiver leproso é impuro, e como tal o sacerdote o deve declarar.
45 O homem atingido por este mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! Impuro!’
46 Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

OPÇÃO 2: Primeira Leitura (2 Reis 5,9-14)
Leitura do segundo livro dos Reis.

5 9 Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu.
10 Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: "Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa".
11 Naamã se foi, despeitado, dizendo: "Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra.
12 Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo?" E, voltando-se, retirou-se encolerizado.
13 Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: "Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: ´Lava-te e serás curado´".
14 Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 31/32

Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.

Feliz o homem que foi perdoado
e cuja falta já foi encoberta!
Feliz o homem a quem o Senhor
não olha mais como sendo culpado
e em cuja alma não há falsidade!

Eu confessei, afinal, meu pecado
e minha falta vos fiz conhecer.
Disse: “Eu irei confessar meu pecado!”
E perdoastes, Senhor, minha falta.

Regozijai-vos, ó justos, em Deus,
e no Senhor exultai de alegria!
Corações retos, cantai jubilosos!

Segunda Leitura (1 Coríntios 10,31-11,1)
Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios.

10 31 Portanto, quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.
32 Não vos torneis causa de escândalo, nem para os judeus, nem para os gentios, nem para a Igreja de Deus.
33 Fazei como eu: em todas as circunstâncias procuro agradar a todos. Não busco os meus interesses próprios, mas os interesses dos outros, para que todos sejam salvos.
1 Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou; é Deus que se povo visita, seu povo, meu Deus visitou (Lc 7,16).


Evangelho (Marcos 1,40-45)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

40 Aproximou-se de Jesus um leproso, suplicando-lhe de joelhos: "Se queres, podes limpar-me."
41 Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: "Eu quero, sê curado."
42 E imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado.
43 Jesus o despediu imediatamente com esta severa admoestação:
44 "Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."
45 Este homem, porém, logo que se foi, começou a propagar e divulgar o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente numa cidade. Conservava-se fora, nos lugares despovoados; e de toda parte vinham ter com ele.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos (Sl 77,29s)

Depois da Comunhão
Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

VISITAR E CUIDAR DOS DOENTES

Irmãos e irmãs, a vida de Jesus, sobretudo nos três anos do seu ministério público, foi um incessante encontro com as pessoas. Entre essas, os doentes tiveram um lugar especial. Quantas páginas dos Evangelhos narram estes encontros! O paralítico, o cego, o leproso, o endemoniado, o epilético e inumeráveis doentes de todo tipo… Jesus se fez próximo a cada um deles e os curou com a sua presença e o poder da sua força de cura. Portanto, não pode faltar, entre as obras de misericórdia, aquela de visitar e assistir as pessoas doentes.

[...] Com essas obras de misericórdia o Senhor nos convida a um gesto de grande humanidade: a partilha. Recordemos esta palavra: a partilha. Quem está doente, muitas vezes se sente sozinho. Não podemos esconder que, sobretudo nos nossos dias, justamente na doença se faz experiência mais profunda da solidão que atravessa grande parte da vida. Uma visita pode fazer a pessoa doente se sentir menos sozinha e um pouco de companhia é um ótimo remédio! Um sorriso, um carinho, um aperto de mão são gestos simples, mas tão importantes para quem sente estar abandonado em si mesmo.

Quantas pessoas se dedicam a visitar os doentes nos hospitais ou em suas casas! É uma obra de voluntariado inestimável. Quando é feita no nome do Senhor, então se torna também expressão eloquente e eficaz de misericórdia. Não deixemos as pessoas doentes sozinhas! Não impeçamos que encontrem alívio e que nós sejamos enriquecidos pela proximidade a quem sofre. Os hospitais são verdadeiras “catedrais da dor”, onde, porém, se torna evidente também a força da caridade que sustenta e prova compaixão.

[...] Jesus deixou o que estava fazendo para ir visitar a sogra de Pedro; uma obra antiga de caridade. Jesus a fez. Não caiamos na indiferença, mas nos tornemos instrumentos da misericórdia de Deus. Todos nós podemos ser instrumentos da misericórdia de Deus e isso fará mais bem a nós que aos outros, porque a misericórdia passa através de um gesto, uma palavra, uma visita e essa misericórdia é um ato para restituir alegria e dignidade a quem a perdeu.

Papa Francisco (Catequese, novembro, 2016)

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 11 A 18 DE FEVEREIRO DE 2018:
2ª Vd - Tg 1,1-11; Sl 118(119); Mc 8,11-13
3ª Vd - Tg 1,12-18; Sl 93(94); Mc 8,14-21
4ª Rx - Jl 2,12-18; Sl 50(51); 2Cor 5,20-6,2; Mt 6,1-6.16-18
5ª Rx - Dt 30,15-20; Sl 1; Lc 9,22-25
6ª Rx - Is 58,1-9a; Sl 50(51); Mt 9,14-15
Sb Rx - Is 58,9b-14; Sl 85(86); Mt 19,27-29
Dom RX - 1º DQ Gn 9,8-15; Sl 24(25); 1Pd 3,18-22; Mc 1,12-15. (Jesus é tentado)

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. SENTIU COMPAIXÃO...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A nossa compreensão da palavra “compaixão”, nunca será completa, pois, na Sagrada Escritura, “sentir compaixão” é uma virtude própria de Deus e na maioria das vezes, esse sentimento pelo próximo, que o nosso coração define como “compaixão” não passa na verdade de um, gesto de piedade, que também é um atributo Divino, porém em seu sentido mais amplo, que o coração humano nunca será capaz de alcançar. O evangelho desse Domingo, nos ajuda a aprofundar o sentido dessa ação de Jesus, presente em momentos significativos, quando ele se defronta com a miséria humana, motivando-nos a rever se a estamos aplicando na relação com o próximo, em seu sentido autenticamente cristão.

Pelo conteúdo normativo de Levíticos, primeira leitura, Jesus tinha mil e uma razões para nem sequer se aproximar de um leproso, que pertencia a classe dos “irrecuperáveis” daquele tempo, na ótica religiosa. A lepra era incurável e vista como conseqüência do pecado e assim, o leproso era considerado um maldito, que além da dor física, sofria também a dor moral da exclusão, sendo esta bem mais dolorosa porque o colocava à margem da salvação, banindo-o do convívio social e da comunidade, além de saber que a sua condenação no pós morte, era tida como certa e definitiva.

Em uma sociedade marcada pelo ateísmo moderno, onde a fé é subjetiva e Deus é perfeitamente dispensável, esse quadro não é tão tenebroso, mas no contexto histórico e religioso daquele tempo, esse desprezo tinha um peso muito maior, o leproso era tido como um lixo, escória da sociedade, confinado em acampamentos fora da cidade, tendo que mostrar a sua desgraça e miséria, mantendo uma aparência monstruosa, e quem se aproximasse dele e o tocasse, estaria violando os preceitos da lei, tornando-se também um impuro e tendo de isolar-se, até que pudesse oferecer um sacrifício de expiação, como prescrevia a lei de Moisés, para só então ser reconhecido como “purificado”

Podemos então compreender a compaixão Divina, como uma ação coordenada não por normas legalistas, mas por uma lei nova, ensinada por Jesus: a Lei do amor, que não revoga a Lei antiga, mas lhe dá plenitude resgatando o seu sentido verdadeiro, que é a defesa e a preservação da vida humana. O evangelista Marcos faz questão de mostrar, da parte de Jesus essa “quebra de protocolo”, quando permite que o leproso se aproxime, é verdade que este o faz movido pelo desespero, infligindo também as normas do Levítico, e aqui percebe-se que o leproso é um homem diferente, uma vez que crê muito mais na misericórdia de Jesus, do que no cumprimento da Lei, determinada por uma instituição que não tem o poder da cura, mas apenas declara que ele está “impuro”, ao contrário de Jesus, que permite a aproximação, derrubando assim o preconceito.

Muito mais do que um simples encontro de Jesus com um leproso, este versículo sintetiza de forma brilhante o amor e a ternura de Deus pelo ser humano, permitindo uma reaproximação, após a queda do pecado, é o Deus que se deixa tocar, que se encarna e assume a natureza humana, com toda sua miserabilidade, o leproso se prostra diante dele, por uma razão muito simples: primeiro porque reconhece a sua insignificância, e em segundo porque não vê outra saída para sua dor, senão a de recorrer àquele que é diferente da instituição religiosa que o havia condenado, no fundo crê que Jesus de Nazaré é o seu Salvador e libertador, no sentido de ter o poder de resgatar a sua dignidade perdida, aquele leproso considerado um maldito, é na verdade alguém que consegue vislumbrar o verdadeiro messianismo de Jesus, em contradição com o Poder religioso, que o rejeita, mostrando uma fé madura, pois não pede simplesmente a cura física, mas a “purificação”.

Diante de uma fé assim, tão fiel e humilde, note-se que o leproso não impõe e nada exige e nem coloca a sua vontade como fator determinante, mas abandona-se à vontade de Deus: “Senhor, se queres...”. Que comovedora profissão de fé, para o homem arrogante e presunçoso de nossos tempos! Homem que a exemplo dos nossos primeiros pais, ousa ocupar o lugar que é de Deus, marginalizando e excluindo certas categorias sociais consideradas malditas, abandonadas em presídios de sistemas carcerários, que em quase nada contribuem para a recuperação de quem errou, de idosos, jovens, adolescentes e crianças, amontoados em asilos e instituições de caridade, gente que não tem mais esperança de nada, e que há muito tempo nem é mais contada na “aldeia global”, que só considera quem produz e consome.

Podemos encontrar com esse leproso no seio de nossas famílias e comunidades, onde isolamos certas pessoas em “acampamentos”, consideradas pervertidas, geniosas, temperamentais, desequilibradas, poderíamos incluir os aidéticos, efeminados, casais em segunda união, dependentes químicos, prostitutas, mães solteiras, pessoas que, como naquele tempo, sempre temos uma certa reserva, mantendo a necessária distância por medo de sermos “contaminados”, e a sua presença em nosso meio, causa asco e mal estar.

Como cristãos, temos que ter essa consciência do grave pecado da exclusão, e o evangelho nos mostra por onde devemos começar, é bem verdade que Jesus afrontou as instituições do seu tempo, mas em primeiro lugar, em sua relação com as pessoas, usou sempre da lei do amor, deixando de lado normas de conduta e formalismos religiosos, ao tocar no leproso. Poderíamos começar no nosso dia a dia, acolhendo com gestos cordiais, amizade e carinho, os “leprosos” que muitas vezes excluímos, por conta de preconceitos e até intolerância.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Se queres, tens o poder de purificar-me!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O Tempo Comum será interrompido para celebrarmos a Quaresma e a Páscoa. Jesus anunciou o seu projeto e, enfrentando o poder do demônio, que tira da pessoa humana a sua dignidade, mostrou na prática para que veio a este mundo. A cura das doenças é também um confronto com o poder do demônio, e hoje temos uma cura muito significativa na missão de Jesus, a cura de um leproso.

O Levítico é claro enquanto legislação. Alguém com sintomas de lepra deve ser levado ao sacerdote para ser diagnosticado. Declarada a lepra, será considerado impuro, andará com as vestes rasgadas, os cabelos soltos e a barba coberta, gritando: “Impuro! Impuro!”. Durante todo o tempo em que estiver contaminado, será impuro. Habitará sozinho e terá sua morada fora do acampamento.

Na narrativa de Marcos, um leproso se aproxima de Jesus, o que não era permitido. Devia manter-se distante. Ele faz uma profissão de fé no poder de Jesus: “Se queres, tens o poder de purificar-me”. Jesus se enche de compaixão, estende a mão e toca no leproso, o que também não era permitido. O leproso fica curado. Observando a Lei, Jesus manda que ele se apresente ao sacerdote e faça a oferenda prescrita pela sua cura.

O que Jesus está fazendo? Ele não nega que doenças contagiosas precisam de isolamento, que é preciso cuidar para que não se difundam no meio da população. Ele, porém, não aceita a qualificação moral de impureza dada a essa enfermidade. Há um ser humano em consideração e é preciso tirá-lo da situação em que se encontra, fazendo-o emergir de um submundo à claridade da vida normal. Jesus faz um milagre e o cura. Se pudermos, façamos também um milagre. O milagre ao nosso alcance, a partir da inteligência que Deus nos deu, é procurar meios de integração, desenvolver a medicina, mudar a mentalidade de punição pelo pecado, identificar o verdadeiro pecador que está na causa das enfermidades, e muitas outras coisas que podemos fazer com a ajuda de Deus.

Dizem comentaristas judeus que estudam a legislação do Levítico sobre a lepra que o sumo sacerdote devia ter algum conhecimento de dermatologia para declarar curado o leproso e dizem também que “a Torá não viu na doença da lepra uma enfermidade como qualquer outra, mas sim um castigo do céu para a regeneração moral do homem”. O grande comentarista medieval Rashi escreveu que “trata-se de uma advertência e uma motivação: se te queres precaver da lepra, não fales mal de ninguém”. O mal físico é visto como consequência do mal moral. O rei Ozias foi castigado com a lepra num confronto com os sacerdotes sobre a oferta do incenso, e Miriam, a irmã de Moisés, também foi punida com a lepra por tê-lo criticado. Moisés, porém, intercedeu por ela com a oração mais curta de todas as que ele fez. “Por favor, Deus, cura-a”, com especial sonorização na língua hebraica: “El na refá na lá”. El é Deus; na, por favor; refá, cura.

Entre nós, graças a Dom Helder e a muitos outros e outras, aprendemos a procurar pelas causas dos problemas da vida, saindo da fatalidade e da ideologia da punição. É denegrir a imagem misericordiosa de Deus atribuir a um castigo divino os males desta vida. Em São Marcos lemos que Jesus se encheu de compaixão diante do leproso ajoelhado. Há, porém, manuscritos nos quais se lê que ele se irritou. Certamente se irritou, não com o leproso, mas com a situação na qual ele se encontrava por conta de uma visão religiosa distorcida do que é puro e impuro aos olhos de Deus.

3. UM BENEFÍCIO DISCRETO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Jesus evitava criar no povo falsas expectativas e esperanças. Sua ação era prudente, para não dar margem a ambigüidades. Afinal, seus gestos podiam ser motivo de exaltação, impedindo assim uma correta compreensão de sua pessoa e de sua ação.

Em alguns casos, Jesus proibiu severamente a quem fora agraciado por sua ação propagar o favor recebido. Tratava-se daqueles milagres indicados pelos profetas, e que seriam realizados pelo Messias, por ocasião de sua vinda. A cura da lepra era um deles. Por isso, Jesus recomendou ao ex-leproso guardar segredo em relação à sua cura, para não despertar o entusiasmo fanático das multidões.

Jesus não queria que o povo se aproximasse dele, considerando-o apenas um taumaturgo. Sua vida era muito mais rica e abrangente. Deveria comportar também a cruz. Quem o seguisse por causa dos milagres, poderia decepcionar-se diante da paixão. Antes de pôr-se a segui-lo, era preciso ponderar bem.

A discrição de Jesus, portanto, não era modéstia de sua parte. Ela tinha como único objetivo salvaguardar o sentido correto de sua própria identidade.

Oração
Senhor Jesus, possa eu descobrir, no teu poder taumatúrgico, tua verdadeira identidade de Filho, servidor da humanidade.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Segunda Feira — 12.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTA EULÁLIA

Lembramos neste dia a santidade de Eulália, virgem e mártir. Viveu em Barcelona no fim do século III numa família que a educou para o bem e para a fé em Jesus Cristo.

Quando pequena Eulália gostava da companhia das amigas cristãs, e por outro lado fugia do pecado e era inimiga da vaidade. Aconteceu que possuía apenas 14 anos quando chegou à Espanha a perseguição contra os cristãos por parte do terrível Diocleciano; Eulália soube dos fatos e desejou alegremente o martírio, para assim glorificar e estar com o Cristo.

Os pais religiosos resolveram viajar a fim de esconderem-se juntamente com a menina, mas uma noite, em segredo, ela deixou sua casa em direção à cidade. Diz-se que um cortejo de anjos iluminava o caminho de Eulália. De manhã, diante do palácio do governador, ela elevava a voz contra os perseguidores e defendia os cristãos.

O imperador não sabia o que fazer. Tentou convencê-la a adorar os deuses romanos. Além disso, se Eulália abandonasse Jesus Cristo, ela seria presenteada com ouro e joias e seus pais seriam também agraciados. Ao ouvir tal proposta, Eulália olhou diretamente para o governador e respondeu-lhe: "Não perca seu tempo. Mande logo que me torturem e matem, pois nunca abrirei mão da minha fé".

Diante da fé e coragem da jovem Eulália o governador mandou os algozes queimarem o seu corpo com ferros em brasa, e sua oração durante os sofrimentos era esta: “Agora, ó Jesus, vejo no meu corpo os traços de vossa sagrada paixão”.

REFLEXÃO
A fé cristã impulsiona-nos a tomar partido exclusivo por Jesus Cristo. Mesmo diante dos maiores desafios, somos convidados a colocar Jesus como a razão central de nossa vida. Iluminados pelo exemplo de santa Eulália, vamos elevar nossa voz contra as injustiças de nossa sociedade e ficar alerta para denunciar tudo aquilo que fere a dignidade humana.

ORAÇÃO
Querido Pai, diante de vossa presença de amor, e sob a intercessão de Santa Eulália, pedimos humildemente que nos torne cada vez mais convictos de nossa fé e nos impulsione a viver o amor de Cristo na denúncia de tudo aquilo que fere a vida do ser humano. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


VI SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3s).

Oração do dia
Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Tiago 1,1-11)
Leitura da carta de são Tiago.

1 1 Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos da dispersão, saúde!
2 Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações,
3 sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência.
4 Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma.
5 Se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus - que a todos dá liberalmente, com simplicidade e sem recriminação - e ser-lhe-á dada.
6 Mas peça-a com fé, sem nenhuma vacilação, porque o homem que vacila assemelha-se à onda do mar, levantada pelo vento e agitada de um lado para o outro.
7 Não pense, portanto, tal homem que alcançará alguma coisa do Senhor,
8 pois é um homem irresoluto, inconstante em todo o seu proceder.
9 Mas que os irmãos humildes se gloriem de sua elevação;
10 os ricos, pelo contrário, de sua humilhação, porque passarão como a flor dos campos.
11 Desponta o sol com ardor, seca a erva, cai sua flor e perde a beleza do seu aspecto. Assim murcha também o rico em suas empresas.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 118/119

Venha a mim o vosso amor e viverei.

Antes de ser por vós provado, eu me perdera;
mas agora sigo firme em vossa lei!

Porque sois bom e realizais somente o bem,
ensinai-me a fazer vossa vontade!

Para mim foi muito bom ser humilhado,
porque assim eu aprendi vossa vontade!

A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Sei que os vossos julgamentos são corretos,
e com justiça me provastes, ó Senhor!

Vosso amor seja um consolo para mim,
conforme a vosso servo prometestes.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jô 14,6).


EVANGELHO (Marcos 8,11-13)

— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

8 11 Vieram os fariseus e puseram-se a disputar com Jesus e pediram-lhe um sinal do céu, para pô-lo à prova.
12 Jesus, porém, suspirando no seu coração, disse: “Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: jamais lhe será dado um sinal”.
13 Deixou-os e seguiu de barca para a outra margem.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos (Sl 77,29s)

Depois da Comunhão
Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O Cristianismo dos SINAIS...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nos dias de hoje vive muito um Cristianismo bem a moda "Fariseu", assistindo os "testemunhos" das pessoas que migram para as novas igrejas da linha pentecostalista, todas sem exceção iniciaram sua caminhada com Jesus naquela denominação, porque receberam um grandioso milagre, coisa que em outras denominações cristãs não conseguiram, então agora se sentem realizadas e felizes porque enfim encontraram o verdadeiro caminho...

O Jesus criado de maneira estratégica pelos especialistas nesse marketing religioso atende as necessidades dos "clientes", é o Cristo do consumismo, da concorrência, e quem tiver o melhor Jesus terá como recompensa a casa cheia e o Ibope garantido nas telas da TV. Não há problema que fique sem solução com esse Jesus dos espertalhões, quando há falha, o fiel é culpado porque lhe faltou Fé, e quando a urucubaca é demais, entra em cena o diabo, que precisa urgente ser expulso para que o fiel possa ser libertado... Mas até aí a concorrência é braba, pois só aquela entidade religiosa e aquele determinado Fulano tem a fórmula infalível para botar o diabo prá correr...

Este não é o caso das Igrejas Históricas que tem raiz e tradição, estas preservam o valor da FÉ e do testemunho cristão autêntico. Os fariseus exigem de Jesus um sinal estrondoso que confirme o seu messianismo. A Pessoa de Jesus, o que ele pensa e fala, suas atitudes de comprometimento com as pessoas, tudo isso não têm para o Farisaísmo a menor importância, o que importa mesmo é o milagre, pois só este irá convencê-los a ser também seguidores com os demais...

Mas o termo discípulo seguidor, nesse caso é uma grande piada, ao quererem serem convencidos pelos sinais prodigiosos, eles querem se tornar clientes que precisam ser atendidos em todas as suas necessidades físicas, morais, psíquicas, afetivas e materiais. Não é por acaso exatamente esse o Jesus que inventaram na pós-modernidade?
Atitudes assim continuam fazendo Jesus suspirar profundamente em seu coração.

2. Por que esta geração pede um sinal?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Fariseus discutem com Jesus e o provocam pedindo um sinal do céu. Jesus responde que nenhum sinal lhes será dado. E vai-se embora. Mateus e Lucas são mais extensos e falam do sinal de Jonas, o único que será dado. Aqui em Marcos não haverá nenhum sinal. Os fariseus pediram um sinal do céu, não porque estivessem verdadeiramente interessados em algum sinal, mas para provocar Jesus ou para testá-lo. O que seria um sinal do céu? Em São Mateus, Jesus menciona os sinais da atmosfera, que indicam chuva, calor, tempo bom, tempo ruim. Nesse sentido, o sinal do céu é também um sinal da terra, que as pessoas sabem interpretar. O sinal do céu pode também ser entendido em oposição ao sinal da terra. Neste caso, o sinal do céu se refere a coisas sobrenaturais e a fenômenos extraterrestres. O sinal da terra, ao contrário, diz respeito aos acontecimentos da nossa vida, da vida humana. Revoada de anjos, sacrário brilhando seriam sinais do céu. A cura de um leproso é sinal da terra. O da terra não me interessa porque pode me comprometer. Prefiro o do céu, mais espetacular, que não exige nenhum compromisso da minha parte. Em São Lucas, quando acusam Jesus de expulsar demônios com o poder de Beelzebu, ele acabava de curar um homem que estava possuído por um demônio mudo. O homem era mudo e começou a falar de forma normal. Diante do fato, houve três reações: alguns se admiraram, outros se opuseram e os alienados pediram um sinal do céu.

3. DISPUTANDO COM JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Uma ala do farisaísmo esteve em contínuo litígio com Jesus. Certos fariseus não perdiam a oportunidade de colocar-lhe armadilhas. Tentavam pegá-lo em alguma palavra passível de ser mal-interpretada, para poder acusá-lo diante das autoridades civis e religiosas. Jesus, porém, sempre se manteve vigilante para não se deixar enredar.

Mas o que eles não aceitavam em Jesus? Entre outras coisas, a forma irreverente como se referia a Deus, chamando-o de pai; a pretensão de ser igual a Deus, ao realizar obras que só a este competia fazer; a insubmissão diante dos preceitos religiosos; o fato de misturar-se com os pecadores, marginalizados e gente de má fama.

Por sua vez, Jesus não aceitava, nos fariseus: a hipocrisia deslavada, que os levava a ensinar uma coisa e fazer outra bem diferente; a insensibilidade diante dos fracos e pequenos, a quem impunham uma religiosidade opressora; o espírito segregacionista, que lhes dava ares de superioridade; a teologia anacrônica, incapaz de adaptar-se à novidade do Reino; a manipulação da religião, reduzida a seus caprichos e interesses.

O conflito ficará sem solução, até que os fariseus decidam eliminar Jesus, fazendo-o pender de uma cruz. A superação desse conflito acontecerá quando o Pai ressuscitar seu Filho, por estar do lado dele e dar-lhe razão.

Oração
Espírito de amor, faze-me acolher, de boa vontade, a pessoa de Jesus, mostrando-me sensível ao seu convite de conversão do Reino.


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Liturgia da Terça-Feira — 13.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
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— SANTA CATARINA DE RICCI

A Santa de hoje pertencia a nobre família Ricci da Itália, onde nasceu em 1522, sendo batizada com o nome de Alexandria. Ainda pequena, com apenas 6 anos, fez uma experiência num convento e passou a chamar-se Catarina. Mas com o passar do tempo desistiu e voltou para casa, mas não perdeu a disciplina e o desejo da vida consagrada.

Teve possibilidades de casamento, mas a vida consagrada pulsava no seu coração. Com a idade de 14 anos, Catarina procurou de novo a vida religiosa e entrou num mosteiro Dominicano. No convento Catarina viveu a pura alegria, o sofrimento, humildade e desejo profundo de imitar Santa Catarina de Sena. O seu modelo de espiritualidade era Jesus Crucificado. Contemplava de tal forma sua paixão e morte que alcançou a graça de comungar misticamente com seus sofrimentos.

Os dons místicos de Santa Catarina não eram motivo de orgulho. Sua vida comunitária era tão encarnada no Evangelho que chegou a ser no convento mestra de noviças e superiora por mais de quarenta anos.

Mulher santa, equilibrada e de espírito engenhoso, Santa Catarina de Ricci era amiga de santos homens, entre eles os papas Marcelo II, Clemente VIII e Leão XI. Também manteve correspondências com São Felipe Néri e São Carlos Borromeu. Era grande conselheira espiritual.

Foi fecunda escritora. Recomendava o domínio de si, a luta e a mortificação dos sentidos para se abrir à graça da alegria e paz. Santa Catarina de Ricci recomendava a devoção à sagrada paixão e morte de Cristo, também a docilidade ao Espírito Santo para se chegar ao total abandono aos braços do Pai e sua Vontade. Morreu em 1590. Foi beatificada em 1732 pelo Papa Clemente XII e canonizada em 1746 pelo Papa Bento XIV.

REFLEXÃO
Santa Catarina de Ricci soube desde cedo que sua vida seria dedicada a Cristo. Não temeu esta vocação, ao contrário, buscou vivenciá-la da melhor maneira. Foi agraciada com dons místicos, mas nunca se orgulhou deles. Antes, usava todo seu amor em favor daqueles que a procuravam buscando uma palavra de tranquilidade.

ORAÇÃO
Ó Deus, concedei-nos pelas preces de Santa Catarina de Ricci, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em vosso Filho. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


VI SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do dia )

Antífona de Entrada
Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3s).

Oração do dia
Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Tiago 1,12-18)
Leitura da carta de são Tiago.

1 12 Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam.
13 Ninguém, quando for tentado, diga: “É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém”.
14 Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia.
15 A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
16 Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados.
17 Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade.
18 Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 93/94

Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

É feliz, ó Senhor, quem formais
educais nos caminhos da lei
para dar-lhe um alívio na angústia.

O Senhor não rejeita o seu povo
e não pode esquecer sua herança:
voltarão a juízo as sentenças;
quem é reto andará na justiça.

Quando eu penso: “Estou quase caindo!”,
vosso amor me sustenta, Senhor!
Quando o meu coração se angustia,
consolais e alegrais minha alma.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,2).


EVANGELHO (Marcos 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

8 14 Aconteceu que os discípulos de Jesus haviam esquecido de levar pães consigo. Na barca havia um único pão.
15 Jesus advertiu-os: “Abri os olhos e acautelai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes!”
16 E eles comentavam entre si que era por não terem pão.
17 Jesus percebeu-o e disse-lhes: “Por que discutis por não terdes pão? Ainda não tendes refletido nem compreendido? Tendes, pois, o coração insensível?
18 Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais mais?
19 Ao partir eu os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos recolhestes cheios de pedaços?” Responderam-lhe: “Doze”.
20 E quando eu parti os sete pães entre os quatro mil homens, quantos cestos de pedaços levantastes? “Sete”, responderam-lhe.
21 Jesus disse-lhes: “Como é que ainda não entendeis?”
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos (Sl 77,29s)

Depois da Comunhão
Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. E o Mestre perdeu as estribeiras...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Embora se trate de uma reflexão pós-pascal das comunidades, o evangelista Marcos é bastante realista e não bota "panos quentes" na reação de Jesus diante da atitude dos seus discípulos, que não compreendiam em profundidade os seus ensinamentos.

Naquele dia, o discípulo encarregado de levar o lanche esqueceu-se do pão, e na barca só havia um único pão. Naquele momento jesus retomou o ensinamento sobre o perigo do farisaísmo e do fermento de Herodes mas os seus discípulos estavam "voando", e a única preocupação naquele momento era com o lanche, e como o Jesus falou em fermento, pensaram que ele estava dando uma "indireta" pelo esquecimento, confundindo alhos com bugalhos".

O que isso quer dizer para nossas comunidades de hoje? Os discípulos só conseguiam enxergar o que estava diante deles e assim, também nós em nossas pastorais e movimentos, na catequese, ministério e na liturgia, corremos o risco de só olharmos aquilo que é aparente esquecendo o sentido daquilo que na ação pastoral é essencial: o amor que se traduz em serviço. Mas o que é pior, a toda hora a comunidade sofre a influência perniciosa do Farisaísmo e do fermento de Herodes, quando o servo se torna senhor, quando o serviço pastoral nos leva ao poder, ao sucesso e a fama.

O pão a que Jesus se refere, e que ele continua a multiplicar hoje é a eucaristia, que só é autêntica quando gera comunhão de vida no serviço prestado aos irmãos. A Eucaristia fortalece e aprimora os nossos carismas para sempre podermos fazer e oferecer o melhor de nós a comunidade, e não a sermos os melhores, os mais importantes, isso é deixar-se contaminar pelo fermento de Herodes, deixando de lado o pão bendito da Vida que Jesus multiplica entre nós.

2. O fermento leveda toda a massa
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus faz afirmações aparentemente difíceis de serem entendidas. O que ele quis dizer ou o que esperava que os Apóstolos entendessem, quando discutiam entre si por não terem levado pão? Sempre no lago de Genesaré, eles foram de um lado para outro e os apóstolos se esqueceram de comprar pão. Tinham consigo apenas um pão. E discutiam por causa disso. A discussão começou de fato depois que Jesus lhes dissera para tomar cuidado com o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes. Estaria Jesus falando do pão que os Apóstolos não providenciaram? Jesus não falava do pão material. Ele se referia à influência negativa que fariseus e herodianos poderiam exercer na mente do povo. Como o fermento leveda toda a massa, assim também as ideias veiculadas pelos fariseus e herodianos poderiam fermentar todo o povo. Isto era sério. Quanto ao pão para comer, tinham acabado de ver duas multiplicações de pães e peixes. Por que então se preocupar?

3. AS MÁS INFLUÊNCIAS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A convivência diuturna com o Mestre não tornava seus discípulos imunes das más influências, especialmente, daquela dos fariseus. Estes tinham uma mentalidade contrária à de Jesus. Pelo modo como eles se apresentavam, havia o risco de contaminarem os discípulos.

Certos componentes da mentalidade farisaica traziam em si o germe do pecado, que debilitava o ser humano, inclinando-o para o mundanismo. Disto ninguém estava isento, nem mesmo quem privava da intimidade com Jesus.

Como os fariseus, os discípulos corriam o risco de ser hipócritas e insensíveis com os mais fracos e pequeninos, julgar-se superiores aos demais, praticar um tipo de religião manipuladora de Deus, ser exibicionistas e buscar o louvor e o reconhecimento das pessoas.

Este tipo de comportamento não se coadunava com a proposta de Jesus. Contudo, muitos discípulos estavam sendo tentados a seguir este rumo, ou seja, deixar-se convencer pelos adversários do Mestre, fermentados por uma mentalidade incompatível com o Reino.

Nem sempre o alerta de Jesus surtiu efeito. Aqui e acolá, os discípulos assumiram o modo de proceder farisaico. Infelizmente, o fermento do Reino parecia ser menos eficaz que o dos fariseus. O mau exemplo impunha-se!

Oração
Espírito de precaução, torna-me imune às más influências que me afastam do projeto de Jesus, levando-me a assumir comportamentos incompatíveis com o Reino.


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Liturgia da Quarta-Feira — 14.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
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— SÃO CIRILO E SÃO METÓDIO

Metódio e Cirilo nasceram na Macedônia e foram irmãos unidos pelo sangue, pela fé, pela vocação apostólica. Metódio nasceu em 815 e Cirilo em 826. Metódio, ainda jovem, foi nomeado governador da província da Macedônia Inferior, onde estavam estabelecidos os eslavos. Cirilo, também ainda jovem, foi levado a estudar em Constantinopla, capital do então Império Bizantino, onde se formou. Mais tarde, lecionou filosofia e foi diplomata junto aos árabes.

Com trinta e oito anos, Metódio abandonou a carreira política e se tornou monge no mosteiro de Bósforo. Poucos anos depois seu irmão Cirilo também entrou para a vida monástica. A missão apostólica dos dois irmãos começou em 861, quando foram enviados numa missão de conversão dos povos eslavos.

São Cirilo criou um novo alfabeto eslavo e traduziu a Bíblia, a Missa, os rituais e ensinamentos cristãos. Assim o povo podia rezar, cantar e ler tudo em sua própria língua.

Na época, os textos sagrados só existiam em grego ou latim, não podiam ser traduzidos. A iniciativa dos monges Cirilo e Métódio gerou conflito com outros monges. Muitos religiosos ficaram contra o trabalho de Metódio e Cirilo. Os dois foram então chamados a Roma, onde conseguiram o apoio do Papa Adriano II, que abençoou pessoalmente os livros litúrgicos escritos em língua eslava.

Cirilo seria ordenado bispo, mas na viagem de volta de Roma acabou falecendo. O ano era 896 e Cirilo tinha apenas 42 anos de idade. Foi sepultado a 14 de fevereiro na Igreja de São Clemente, perto do Coliseu.

Metódio voltou para a missão e foi nomeado arcebispo de Panônia, com sede em Sirmio. Numa segunda viagem a Roma, em 885, acabou morrendo. Ambos foram proclamados patronos da Europa, ao lado de São Bento, pelo Papa João Paulo II em 1980.

REFLEXÃO
São Cirilo e Métodio nos mostram que o projeto de evangelização precisa de pessoas ousadas e criativas. O desejo de levar a mensagem de Jesus aos povos eslavos fez com que estes dois irmãos enfrentassem árduos desafios. Felizmente a ousadia deles gerou frutos para o bem da Igreja. Que o mesmo ardor missionário que alimentou a fé destes dois santos desperte nossa criatividade missionária para o bem do ser humano.

ORAÇÃO
Deus Pai de bondade, iluminados pelo ideal missionário de São Cirilo e Metódio, sejamos também nós revestidos com a graça de levar aos homens e mulheres mais abandonados a mensagem de amor que brota do evangelho. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


CINZAS JEJUM E ABSTINÊNCIA
( Roxo, Pref. da Quaresma IV – Ofício do dia da IV semana )

Antífona de Entrada
Ó Deus, vós tendes compaixão de todos e nada do que criastes desprezais: perdoais nossos pecados pela penitência porque sois o Senhor nosso Deus (Sb 11,24s.27).

Oração do dia
Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Joel 2,12-18)
Leitura da profecia de Joel.

2 12 Por isso, agora ainda - oráculo do Senhor -, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto.
13 Rasgai vossos corações e não vossas vestes; voltai ao Senhor vosso Deus, porque ele é bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto a arrepender-se do castigo que inflige.
14 Quem sabe se ele mudará de parecer e voltará atrás, deixando após si uma bênção, ofertas e libações para o Senhor, vosso Deus?
15 Tocai a trombeta em Sião: publicai o jejum, convocai a assembléia, reuni o povo;
16 santificai a assembléia, agrupai os anciãos, congregai as crianças e os meninos de peito; saia o recém-casado de seus aposentos, e a esposa de sua câmara nupcial.
17 Chorem os sacerdotes, servos do Senhor, entre o pórtico e o altar, e digam: Tende piedade de vosso povo, Senhor, não entregueis à ignomínia vossa herança, para que não se torne ela o escárnio dos pagãos! Por que diriam eles: onde está o seu Deus?
18 O Senhor afeiçoou-se à sua terra, teve compaixão de seu povo;
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 50/51

Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!

Eu reconheço toda a minha iniqüidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,
pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Criai em mim um coração que seja puro,
daí-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Daí-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor!

Segunda Leitura (2 Coríntios 5,20-6,2)
Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios.

5 20 Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!
21 Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus.
1 Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão.
2 Pois ele diz: “Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação”. Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8)


EVANGELHO (Mateus 6,1-6.16-18)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 6 1 Disse Jesus: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
16 Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
17 Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
18 Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Oferecendo-vos este sacrifício no começo da Quaresma, nós vos suplicamos, ó Deus, a graça de dominar nossos maus desejos pelas obras de penitência e caridade, para que, purificados de nossas faltas, celebremos com fervor a paixão do vosso Filho. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O que medita dia e noite na lei do Senhor dará seu fruto no devido tempo (Sl 1,2s)

Depois da Comunhão
Ó Deus, fazei que sejamos ajudados pelo sacramento que acabamos de receber, para que o jejum de hoje vos seja agradável e nos sirva de remédio. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Religião é por dentro...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Hoje é Quarta Feira de Cinzas que marca o início do tempo quaresmal. Vivemos um tempo de muitas ostentações religiosas até mesmo em nossa querida e amada Igreja Católica, às vezes há muita fachada e pouca autenticidade no que fazemos e celebramos. O evangelho de hoje, bem dentro desse clima penitencial que nos motiva á sincera conversão, nos ensina e nos recorda que a verdadeira religião é para dentro e não para fora.

Religião significa relação com Deus, algo muito íntimo e pessoal, e que consiste na prática de certas virtudes evangélicas, que não precisam e nem podem ser ostentadas diante das pessoas porque é perigoso buscarmos o nosso engrandecimento quando na verdade, a relação sincera com Deus sempre tem como ponto de partida uma postura de humildade.

A prática de uma religião ostensiva acaba esvaziando o verdadeiro sentido das nossas relações com Deus presente em Jesus. Os atos de piedade: esmola, oração e jejum, nas comunidades de Mateus acabaram se transformando em uma mera aparência, são ações que parecem ser piedosas, mas não o são, justamente porque ficam só nas aparências. Esmola parece uma palavra meio fora de moda, (nas grandes cidades há até faixas educativas nos cruzamentos das grandes avenidas, pedindo para não darmos esmolas) oração parece coisa de doido, pois em vez de falar com Deus, o homem fala consigo mesmo ou com os outros, trabalha a razão e deixa a mística de lado, crendo em um Deus mudo, cego e surdo, que parece que nada tem a dizer ao homem de hoje.

Jejum muito menos... A ordem não é esvaziar-se, a ordem é encher-se, empanturrar-se, satisfazer a todos os prazeres de maneira irracional e desenfreada como as lições do dia a dia no "Big Brother" da TV.

Vamos aproveitar o início de mais uma quaresma e reduzir a cinzas nosso homem velho, deixando que em seu lugar vá nascendo um homem novo, um homem que em seu coração se comunica com Deus em uma deliciosa intimidade, um homem novo que ao orar consegue também se abrir para escutar a Voz de Deus ecoando na sua consciência, determinando todos os seus atos e escolhas, um homem novo que consegue se abrir aos irmãos, não dando uma esmola do que lhe sobra, mas partilhando sua vida e seus carismas na comunidade, e finalmente um homem novo que jejua, porque tem a consciência e a certeza de que nossa única necessidade é DEUS, e todo o resto é dispensável... Até mesmo as necessidades vitais que um dia não iremos mais precisar, quando estivermos com Deus no amanhã da nossa História.

2. Não pratiqueis vossa justiça só para serdes notados
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Três práticas para o Sagrado Tempo da Quaresma: a esmola, a oração e o jejum, que devem ser feitos em silêncio e em segredo. Basta que sejam vistos por Deus. Jejum de comida, bebida e gastos desnecessários. Coloque o que for economizado na coleta da Campanha da Fraternidade no Domingo de Ramos. É a sua esmola, que será aplicada em obras sociais em todo o país. E reze um pouco mais, leia a Sagrada Escritura.

3. COMO AGRADAR A DEUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A prática quaresmal da esmola, da oração e do jejum tem a finalidade de sintonizar-nos com a vontade do Pai, de forma a preparar-nos, da melhor maneira possível, para a celebração da Páscoa.
As três práticas de piedade visam refazer nossa amizade com o Pai, enquanto discípulos de Jesus. Têm como objetivo tornar-nos agradáveis a ele. De onde a importância de serem vividas segundo as orientações dadas pelo Mestre Jesus.

Existem maneiras incorretas de dar esmolas, rezar e jejuar. Portando, vazias e inúteis. Isto acontece com quem se serve destes atos para fazer exibição de piedade, pretendendo passar por santos aos olhos dos outros. Mas, também, com quem dá esmola de maneira mecânica, sem comprometer-se com o gesto de dar; com quem transforma a oração num amontoado de palavras, sem interioridade nem unção; com quem jejua para cumprir um preceito, embora desconheça o valor de seu gesto.

O reverso da medalha corresponde à forma efetiva de agradar a Deus. Neste caso, a esmola será expressão da misericórdia que existe no coração de quem se faz solidário com a carência alheia; a oração consistirá mais em escutar do que em falar; o jejum corresponderá a um esforço sincero de controlar os próprios instintos e paixões, de forma a não desviarem o ser humano do caminho de Deus.

A melhor forma de agradar a Deus será pôr em prática tudo isto no humilde escondimento.

Oração
Pai, durante o tempo da Quaresma, buscarei ser agradável a ti, manifestando esta minha disposição por meio da esmola, da oração e do jejum feitos de maneira correta.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quinta-Feira — 15.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Luminosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...


— SANTO JOVITA E SÃO FAUSTINO

Estes dois irmãos nasceram na Lombardia. Receberam o batismo quando eram ainda pequenos e tornaram-se defensores dos valores cristãos. Faustino foi ordenado presbítero e Jovita tornou-se diácono da Igreja.

A ordenação confere aos irmãos ainda mais amor ao nome de Cristo e responsabilidade pelos outros irmãos da comunidade cristã.

A bondade de Faustino e Jovita começa a atrair muitas pessoas para ouvir as maravilhas do amor de Jesus. Muitos pagãos, atraídos pelos ensinamentos destes dois jovens, destroem seus ídolos religiosos e pedem o batismo cristão.

Entretanto, a perseguição do Império Romano chega até os irmãos Faustino e Jovita. São acusados de incitar o povo contra o Império e de não adorar o Imperador e seus deuses. Por causa deles os templos imperiais esvaziam-se e os deuses são abandonados.

Os relatos sobre estes santos nos dizem que foram convidados a adorar o deus-sol num templo romano. Conduzidos ao local da adoração com promessas de riquezas e cargos públicos, os dois irmãos puseram-se a rezar ao Deus Único e Verdadeiro.

A estátua do deus-sol, cujo brilho dourado ofuscava os olhos daqueles que a contemplavam, tornou-se escura e fria com a oração de Faustino e Jovita. Os chefes religiosos, ao tocar no ídolo, perceberam que o ouro tinha se convertido em cinzas.

Revoltados com os irmãos os levaram para uma jaula com quatro leões. As feras, porém, pareciam cordeiros mansos diante dos jovens cristãos. Diante destes fatos miraculosos, e com medo de que a fama de santidade dos irmãos se espalhasse, o governador romano da Lombardia mandou cortar-lhes a cabeça. Era o ano de 122.

REFLEXÃO
Ouvir o relato da vida dos santos Faustino e Jovita leva-nos a pensar sobre nossa própria vida. Estes santos foram homens de oração e de ação missionária. O ideal de vida era o amor a Jesus Cristo e por isso eles não tiveram medo de entregar seu sangue para o fortalecimento da Igreja. Esta mesma fidelidade Deus pede de cada um de nós. Sejamos realmente missionários de Cristo, levando a mensagem do evangelho àqueles que estão mais afastados de Deus e da Igreja.

ORAÇÃO
Querido Deus, Pai de Misericórdia, dá-nos, sob a inspiração dos santos Jovita e Faustino, proclamar a fé em Jesus Cristo e colaborar na grande tarefa de transformação da humanidade. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


QUINTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS
( Roxo – Ofício do dia )

Antífona de Entrada
Clamei pelo Senhor, e ele me ouviu; salvou-me daqueles que me atacam. Confia ao Senhor os teus cuidados, e ele mesmo te há de sustentar (Sl 54,17-20.23)

Oração do dia
Inspirai, ó Deus, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece e termine tudo aquilo que fizemos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Deuterônomio 30,15-20)
Leitura do livro do Deuteronômio.

30 15 Olha que hoje ponho diante de ti a vida com o bem, e a morte com o mal.
16 Mando-te hoje que ames o Senhor, teu Deus, que andes em seus caminhos, observes seus mandamentos, suas leis e seus preceitos, para que vivas e te multipliques, e que o Senhor, teu Deus, te abençoe na terra em que vais entrar para possuí-la.
17 Se, porém, o teu coração se afastar, se não obedeceres e se te deixares seduzir para te prostrares diante de outros deuses e adorá-los,
18 eu te declaro neste dia: perecereis seguramente e não prolongareis os vossos dias na terra em que ides entrar para possuí-la, ao passar o Jordão.
19 Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a I tua posteridade, 20 amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele. Porque é esta a tua vida e a longevidade dos teus dias na terra que o Senhor jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó, teus pais.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 1

É feliz quem a Deus se confia!

Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
mas encontra seu prazer na lei de Deus
e a medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.

Aclamação do Evangelho

Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o reino de Deus! (Mt 4,17).


Evangelho (Lucas 9,22-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

9 22 Jesus acrescentou: “É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia”.
23 Em seguida, dirigiu-se a todos: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.
24 Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á.
25 Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?”
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, olhai com bondade as oferendas que colocamos neste altar, para que, alcançando-nos vossa misericórdia, glorifiquem o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Criai em mim um coração puro, meu Deus, renovai em minha vida o espírito de firmeza (Sl 50,12).

Depois da Comunhão
Ó Deus todo-poderoso, vós nos abençoastes com este alimento celeste. Nós vos pedimos que ele seja sempre para nós fonte de perdão e salvação. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Perder é preciso...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nos dias de hoje inventaram um CRISTIANISMO sem cruz e sem calvário, criaram um atalho para se chegar à ressurreição, sem que seja preciso passar pelos tropeços e vergonhosa humilhação de se carregar a cruz. Diante de uma sociedade que apregoa e incentiva a busca desenfreada de todos os prazeres, era mesmo necessário se criar um Cristo mais "folgado" e menos exigente, para se ostentar a fachada de um Cristianismo milenar, mas adaptado as conveniências humanas.

Nosso Deus não é masoquista, Jesus, o Filho de Deus, nunca buscou o sofrimento físico ou moral, ao contrário, veio para nos dar Vida Plena, isso significa alegria, felicidade e realização humana na vocação do amor. O sofrimento veio como consequência da sua postura séria e da sua fidelidade aos Desígnios Divino.

Ser cristão é saber perder e morrer a cada dia, como é que isso pode ser aceito e compreendido em uma sociedade tão competitiva onde somos sempre impelidos a vencer e a dominar? Que morte é essa e que perdas são essas que fala esse evangelho?

A resposta vem da comunidade, melhor lugar para se exemplificar esse ensinamento. Dona Maria - Ministra dos enfermos e das exéquias, já tinha trabalhado arduamente naquela semana, dois velórios na quinta, visita a quatro enfermos na sexta, e no sábado ainda cuidou de uma vizinha enferma que estava acamada e precisava tomar banho não tendo quem o fizesse. No domingo o esposo e os filhos haviam programado um passeio a chácara da Família para um merecido descanso, pois também o esposo e os filhos atuavam na comunidade em trabalhos pastorais… Entretanto...

Justo naquele domingo o Padre convocou os agentes de pastorais para um retiro espiritual e formação, a presença era obrigatória - avisou a coordenadora. Tristeza e desânimo naquela manhã de domingo, cheia de sol e de vida, a família guardou os apetrechos de lazer, roupas de banho para a piscina, varas de pescar, pois na chácara tinha um riozinho que dava bons peixes, a carne do churrasco, e seguiram para a comunidade logo cedo, onde o almoço foi um lanche comunitário em lugar do churrasco. Foi uma perda e tanto, algo morreu dentro deles naquele domingo... O amor pela comunidade e pela Igreja falou mais alto que suas necessidades de lazer, que ficaram para uma próxima oportunidade.

Essa renúncia e desapego, esse esvaziamento de si mesmo e aniquilamento, são as marcas características do Senhor, e que torna autêntica toda e qualquer ação dessa natureza. Essa linguagem e essa conduta, o mundo jamais compreenderá! Não tiremos a cruz de nossa vida, senão não haverá ressurreição…

2. Quem perder sua vida por causa de mim a salvará
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

A Quaresma nos prepara para participarmos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Ele anunciou aos seus discípulos que devia sofrer, ser rejeitado, ser morto e ressuscitar no terceiro dia. E convidou-os a segui-lo renunciando a si mesmos e, cada dia, carregando a própria cruz. Deu-lhes a garantia de que salvaria a sua vida quem estivesse disposto a perdê-la por causa dele. Por fim, para que pensassem, fez a pergunta: “De que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se e a arruinar a si mesmo?”. A parte dele já foi feita. Sofreu, morreu, ressuscitou. Resta-nos a nossa parte, que também já foi feita pelos que nos antecederam. Quanta gente decidida e de valor renunciou a si mesma, tomou sua cruz e seguiu os passos de Jesus! Hoje somos nós a tomar a cruz cada dia, não só em momentos extraordinários de perseguição e martírio, mas também no cotidiano da vida comum, mostrando nossa fidelidade a Cristo e a seu Evangelho. Renunciando a nós mesmos, alargamos os horizontes da nossa existência e enxergamos muito mais do que a nós mesmos. Enxergamos os outros, inseridos em seu contexto, e nos dispomos a perder a própria vida, como fez Jesus, para o bem de todos. O bem de todos será a vitória da vida sobre a morte na ressurreição.

3. O CAMINHO DO MESTRE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Quem se propõe a seguir Jesus, não pode escusar-se de refazer o caminho do Mestre. Este caminho tem uma dinâmica bem definida. Jesus começa recusando-se a se apegar à sua igualdade com Deus, e, por conseqüência, dispondo-se a assumir, plenamente, a condição humana. Passa pelo testemunho radical do Pai e de seu Reino, sem se importar com a opinião de quem o critica. E se consuma na morte de cruz, como desfecho natural de uma vida de total renúncia de si mesmo.

Também do seguidor de Jesus exige-se a disposição de abrir mão de seus projetos pessoais, escolhendo somente os que são compatíveis com o Reino, sem poupar-se ou estabelecer limites, quando se trata de executá-los. Põe em risco a própria salvação, quem se deixa levar pela prudência humana, e procura salvaguardar certas dimensões de sua vida, temendo colocá-las em jogo.

À imitação de Jesus, seu seguidor tem um coração desapegado, livre dos ideais mesquinhos de ganhar o mundo inteiro, ao preço da própria condenação. Esta liberdade capacita-o a trilhar o caminho de Jesus, embora tendo de enfrentar a cruz, com seu componente de rejeição e de morte.

O seguimento exige disposição e coragem para não nos determos na metade do caminho. Como seguidores do Mestre, somos desafiados a concluir, com ele e como ele, a sua mesma caminhada.

Oração
Torna-me, Espírito Santo, capaz de renunciar aos meus projetos pessoais e colocar-me, corajosamente, no seguimento de Jesus, até a cruz.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Sexta-Feira — 16.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTO ONÉSIMO

O Santo que hoje nos ajuda na edificação de nossa vida chama-se Onésimo. Era um escravo dos homens e tornou-se um servo de Deus. A santidade de Onésimo está descrita nas páginas da Bíblia, pelo testemunho de São Paulo.

Santo Onésimo era escravo do rico Filêmon, e antes de conhecer Jesus fugiu da casa do seu senhor até encontrar-se em Roma com São Paulo, que estava preso, e São Paulo o evangelizou. Filêmon, sua esposa e filho, em certa ocasião foram atingidos por Jesus através de São Paulo. Ao enviar Onésimo, já convertido ao cristianismo, de volta para casa, São Paulo escreveu:

"De bom grado o teria conservado comigo, a fim de que ele me sirva em teu lugar na prisão, onde estou por causa do Evangelho; entretanto, nada quis fazer sem o teu consentimento, para que tal benefício não tenha ares de forçado, mas o provenha de tua livre vontade. Portanto, se me consideras teu irmão na fé, recebe-o como a mim próprio" ( Filêmon, capítulos 18 e 19 ).

Santo Onésimo permaneceu no trabalho com São Paulo até ser sagrado bispo em Éfeso. Sofreu o martírio por apedrejamento em 109. São Onésimo foi um grande testemunho da ressurreição de Cristo.

REFLEXÃO
A vida de Santo Onésimo testemunha o amor de Deus pelos pequenos e fracos. Este santo era um escravo e sua condição social não o impediu de buscar a verdade de Jesus Cristo. Muitas vezes esquecemos que Jesus escolheu os pequenos e fracos para estar com ele e privilegiamos somente aqueles que nos podem oferecer vantagens em troca de nossos serviços. Reencontrar o amor de Deus no serviço aos mais pobres e abandonados nos aproxima ainda mais do coração misericordioso do Pai.

ORAÇÃO
Pai Santo, desde o começo dos tempos os pequenos e pobres foram seus preferidos. Somos gratos por que nos destes Santo Onésimo como modelo de simplicidade e santidade. Permita-nos, pela sua bondade, servir aos mais esquecidos do mesmo modo que Onésimo serviu os cristãos de seu tempo. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS
( Roxo – Ofício do dia )

Antífona de Entrada
O Senhor me ouviu e teve compaixão. O Senhor se tornou o meu amparo (Sl 29,11).

Oração do dia
Ó Deus, assisti com vossa bondade a penitência que iniciamos, para que vivamos interiormente as práticas externas da Quaresma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 58,1-9)
Leitura do livro do profeta Isaías.

58 1 Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados.
2 Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei de seu Deus. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença de Deus.
3 De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários.
4 Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz.
5 O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor?
6 Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo.
7 É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante.
8 Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda.
9 Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações;
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 50/51

Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!

Eu reconheço toda a minha iniqüidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Pois não são de vosso agrado os sacrifícios,
e, se oferto um holocausto, o rejeitais.
Meu sacrifício é minha alma penitente,
não desprezeis um coração arrependido!

Aclamação do Evangelho

Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; então o Senhor, nosso Deus, convosco estará! (Am 5,14)


Evangelho (Mateus 9,14-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

9 14 Então os discípulos de João, dirigindo-se a Jesus, perguntaram: "Por que jejuamos nós e os fariseus, e os teus discípulos não?"
15 Jesus respondeu: Podem os amigos do esposo afligir-se enquanto o esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então eles jejuarão.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, nós vos oferecemos o sacrifício da nossa observância quaresmal para que tenhamos maior domínio sobre nós mesmos e nossas vidas vos sejam agradáveis. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Mostrai-me, Senhor, vossos caminhos e ensinai-me vossas veredas (Sl 24,4).

Depois da Comunhão
Ó Deus todo-poderoso, concedei que, purificados de todas as faltas pela participação neste sacramento, sejamos transformados pelos remédios do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Jejuar ou fazer Banquete?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Vamos projetar o evangelho lá no seu tempo real em que foi escrito, cerca de 80 a 90 anos após a morte e ressurreição de Jesus, não nos esqueçamos de que são escritos pós-pascais...

Provavelmente havia alguma comunidade exagerando no Jejum sem saber o seu real significado. Jejum não significa tristeza (a pessoa pode até ficar com cara de triste, se na casa dela, justo no dia em que ele decidiu jejuar a esposa prepara uma bela de uma feijoada bem suculenta). O próprio Jesus exortou que quando se jejuasse, lavasse o rosto e usasse perfume, para não ficar com cara de quem está morrendo de fome.

Jejuar é preparar-se para algo grandioso que vem. Quando jejuamos, nos abstemos de alimento porque cremos que o nosso alimento essencial é a Graça de Deus dada através de Jesus. A Igreja orienta jejum em dois dias do ano: na quarta Feira de cinzas e na sexta Feira da paixão. Mas quem quiser jejuar todo dia, desde que saiba como fazê-lo e qual o seu sentido real, poderá fazê-lo pois é um ótimo exercício espiritual. Só lembrando, principalmente para quem trabalha e estuda, que o nosso organismo precisa de alimento com frequência e o exagero no jejum poderá ter consequências funestas na saúde e essa não é a vontade de Deus.

Mas voltemos ao evangelho, uma comunidade jejuava a outra não. Os discípulos de João e os Fariseus faziam Jejum mas os discípulos de Jesus não faziam. E agora, quem estava certo? Em nossos dias há pessoas que se habituaram a jejuar em um ou dois dias da semana. Depende de cada organismo e de cada espiritualidade. O evangelho não é uma manifestação contra o jejum, mas quer colocá-lo em seu devido lugar para que se possa compreender o seu sentido.

Os discípulos de João e o grupo dos Fariseus não tinham ainda percebido que o Messias esperado, o tempo novo prometido pelas profecias já havia chegado com Jesus. Não sei se os discípulos de Jesus chegaram a jejuar algum dia, mas o fato é que naquele momento, eles não estavam nem aí com as normas religiosas do Judaísmo e a observância da Lei, não porque fossem insensíveis e não respeitassem a tradição de Israel, mas é que em Jesus descobriram algo novo e inédito, que superava toda e qualquer prescrição. O que sentiam era uma imensa alegria por estarem com ele em suas andanças e pregações. Queriam era mais fazer banquetes para beber, comer e extravasarem sua alegria que tinha em Jesus a razão de ser.

A humanidade só ficou sem a presença de Deus encarnado em seu meio, nas horas em que Jesus estava no sepulcro (por esta razão que na igreja não se celebra eucaristia na sexta Feira Santa) Era esse Jejum que Jesus se referia, ao dizer que quando o noivo fosse tirado do meio deles, eles iriam jejuar, isso é, ter que esperar mais uma vez (mais um pouco de tempo e não me vereis, mais um pouco de tempo e tornareis a me ver...)

Nós todos que cremos e professamos nossa Fé em Jesus, vivemos esse "Já, mas não agora" do Reino de Deus, a nossa esperança escatológica nos anima a caminhar pela longa estrada, Jesus caminha conosco em nossa Igreja, sem dúvida nenhuma, entretanto, por causa de nossas fraquezas e limitações às vezes podemos nos desanimar e mudar o foco da nossa atenção. Para que isso não ocorra a Igreja tem o seu tempo forte na liturgia, principalmente na quaresma onde o Jejum, a esmola e a oração, são os elementos essenciais nesta vida, que nos ajuda a preparar melhor para este definitivo encontro com o Senhor, quando acontecer a Páscoa da nossa Vida…

2. Por que jejuamos e os fariseus não?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

A Quaresma foi um tempo penitencial marcado pelo jejum. Hoje, as penitências foram deixadas à espontaneidade dos fiéis que, livremente, escolhem a mortificação que lhes convém neste tempo de conversão. O jejum prescrito se restringe à Quarta-feira de Cinzas e à Sexta-feira Santa. Os judeus observavam os dias de jejum previstos na Lei de Moisés, e num desses dias os discípulos de João Batista, que também jejuavam, questionaram Jesus quando viram que os discípulos dele não estavam jejuando. Jesus responde perguntando se os convidados de um casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles. Ele não fala em jejum, fala em luto, porque naquele tempo o jejum acompanhava os dias de luto. O verdadeiro jejum, porém, é a ausência de Cristo. Quando ele não está, estamos jejuando. Quando estamos longe dele, estamos em jejum. Mas é bom jejuar. Jejuamos para ficar mais fortes. O jejum nos deixa mais leves, mais espertos e mais despertos. Jejum de alimentos, jejum de coisas, jejum de apegos, para subirmos livremente à colina do Calvário e com Jesus entregar nossa vida ao Pai. Unidos a ele sentimo-nos saciados e então podemos exercitar-nos com práticas de penitência para o fortalecimento da nossa vontade. O que não pode acontecer é que o jejum se torne “expressão de uma religiosidade afetada pela mortificação do corpo, mas não tem valor algum senão para satisfação da carne”, como se lê na carta aos Colossenses.

3. O ESPOSO ESTÁ PARA PARTIR
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Os discípulos de João, atrelados aos dos fariseus, ficavam incomodados com o comportamento dos discípulos de Jesus, no tocante à prática do jejum. Ao supervalorizar este ato de piedade, imaginavam estar dando mostras de santidade e de seriedade de vida. Não acontecendo o mesmo com o grupo de Jesus, concluíam faltar-lhes profundidade. Quiçá os considerassem levianos e desregrados.

Estas considerações não chegaram a influenciar a pedagogia de Jesus, no trato com os discípulos.
Servindo-se da metáfora da festa de casamento, estabeleceu uma clara distinção entre o tempo de alegrar-se e o tempo de jejuar. O primeiro corresponderia ao tempo de sua presença, qual um noivo, junto dos que escolhera para estar consigo. Seria o tempo de festejar, comemorar, desfrutar de uma presença tão querida. O segundo diz respeito ao tempo de sua ausência, a ser consumada por meio da morte de cruz. Figurativamente, seria o tempo da ausência do noivo, no qual todos se preparam para sua chegada, e se privam de alimentos, em vista do banquete que será oferecido.

Portanto, os discípulos não jejuavam simplesmente pelo fato de terem ainda Jesus junto de si. O tempo em que o esposo lhes seria tirado estava se aproximando. Aí, sim, o jejum seria uma exigência, em vista de preparar-se para acolher a segunda vinda do Senhor.

Oração
Pai, desejo preparar-me bem para celebrar a Páscoa, tempo de reencontro com o Ressuscitado. Que o jejum me predisponha, do melhor modo possível, para este momento.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 17.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— OS SETE FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVITAS

No século XIII a Itália vivia um período de terríveis desentendimentos internos. Na cidade de Florença, sete jovens, unidos em fraterna amizade, eram companheiros em uma associação mariana e reuniam-se para fazer versos e canções para Maria.

Os jovens amigos Alexandre Falconieri, Monaldi, Manetto, Bonaiuto, Amidei, Ugocioni e Sosteni, num desses encontros ao redor da imagem de Maria, tiveram uma experiência de profunda mística. Conta a história que no dia 15 de agosto de 1233 a cabeça da imagem se mexeu e tornou-se triste, como querendo expressar sua dor diante das lutas internas da cidade de Florença.

Extasiados com esta experiência, os jovens abandonaram suas famílias, distribuíram seus bens aos pobres, revestiram-se com hábito penitencial e retiraram-se para um casebre fora dos muros de Florença, no Monte Senário.

Logo a comunidade local começou a chamá-los de "Servos de Maria", pois desde o início eles dedicaram-se ao serviço da caridade e da contemplação dos mistérios de Deus, tendo Maria como a referência de todo este apostolado.

Muitos quiseram participar da vida deles e devagar o grupo inicial foi aumentando. Surgiu a Ordem dos Servos de Maria, cujos membros são chamados de Servitas. Os Servitas espalharam-se pela Itália e toda Europa, abençoados pela proteção da Mãe de Deus, de quem sempre foram defensores.

Estes Sete Santos foram canonizados no dia 12 de janeiro de 1888 por Leão XIII, e o vínculo de sincera fraternidade que os uniu na vida, continua a uni-los na morte. Suas cinzas estão guardadas juntas no Santuário do Monte Senário, numa única urna. São chamados na liturgia de "ministros da unidade e da paz".

REFLEXÃO
A amizade é um dom de Deus. Este dom é ainda maior quando possibilita aos amigos o contato mais íntimo com Deus. O exemplo dos fundadores dos Servos de Maria mostra-nos que a amizade é profundamente evangélica. Juntos eles dedicaram suas vidas no serviço aos mais pobres, iluminados por nossa Mãe Maria. Que nossas amizades sejam sinceras e abertas ao próximo. Quando somamos forças somos muito mais eficazes no trabalho da evangelização.

ORAÇÃO
Inspirai-nos, ó Deus, a profunda piedade dos Fundadores dos Servitas, que se distinguiram pela devoção à Virgem Maria e a vós conduziram o coração do povo. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SÁBADO DEPOIS DAS CINZAS
( Roxo – Ofício do dia )

Antífona de Entrada
Atendei-me, Senhor, na vossa grande misericórdia; olhai-nos, ó Deus, com toda a vossa bondade (Sl 68,17).

Oração do dia
Ó Deus eterno e todo-poderoso, olhai com bondade a nossa fraqueza e estendei, para proteger-nos, a vossa mão poderosa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 58,9-14)
Leitura do livro do profeta Isaías.

Assim fala o Senhor: 58 9 "Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações;
10 se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno.
11 O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis.
12 Reerguerás as ruínas antigas, reedificarás sobre os alicerces seculares; chamar-te-ão o reparador de brechas, o restaurador das moradias em ruínas.
13 Se te abstiveres de calcar aos pés o sábado, de cuidar de teus negócios no dia que me é consagrado, se achares o sábado um dia maravilhoso, se achares respeitável o dia consagrado ao Senhor, se tu o venerares não seguindo os teus caminhos, não te entregando às tuas ocupações e às conversações,
14 então encontrarás tua felicidade no Senhor: eu te farei galgar as alturas da terra, e gozar a herança de Jacó, teu pai". Porque a boca do Senhor falou.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 85/86

Ensinai-me os vossos caminhos e, na vossa verdade, andarei.

Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido,
escutai, pois sou pobre e infeliz!
Protegei-me, que sou vosso amigo,
e salvai vosso servo, meu Deus,
que espera e confia em vós!

Piedade de mim, ó Senhor,
porque clamo por vós todo o dia!
Animai e alegrai vosso servo,
pois a vós eu elevo a minha alma.

Ó Senhor, vós sois bom e clemente,
sois perdão para quem vos invoca.
Escutai, ó Senhor, minha prece,
o lamento da minha oração!

Aclamação do Evangelho

Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33,11).


Evangelho (Lucas 5,27-32)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 5 27 Jesus viu sentado ao balcão um coletor de impostos, por nome Levi, e disse-lhe: "Segue-me".
28 Deixando ele tudo, levantou-se e o seguiu.
29 Levi deu-lhe um grande banquete em sua casa; vários desses fiscais e outras pessoas estavam sentados à mesa com eles.
30 Os fariseus e os seus escribas puseram-se a criticar e a perguntar aos discípulos: "Por que comeis e bebeis com os publicanos e pessoas de má vida?"
31 Respondeu-lhes Jesus: "Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos.
32 Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, este sacrifício de louvor e de reconciliação e fazei que, por ele purificados, vos ofereçamos o afeto de um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eu quero a misericórdia e não o sacrifício, diz o Senhor; não vim chamar os justos, e sim os pecadores (Mt 9,13).

Depois da Comunhão
Fazei, ó Deus, que este pão celeste, sacramento para nós na vida terrena, seja um auxílio para a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A alegria de Mateus...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Um cobrador de impostos deveria ser uma pessoa bem triste, de um lado era usado pelo sistema Imperialista para arrecadar valores, e de outro, eram odiados pela maioria do povo e pela liderança dos Judeus que viam neles pessoas inescrupulosas, exploradoras e que roubavam do povo pobre e dos pequenos lavradores uma vez que, eram eles que faziam suas próprias comissões. Basta aqui lembrar de Zaqueu, que após a experiência com Jesus, se mostrou disposto a restituir até quatro vezes mais, tudo o que tinha roubado...

A verdade é que, viver dessa maneira, embora se possa ter fartura de bens materiais, acaba sendo triste porque se tem poucos amigos (os da mesma laia) não se tem autoestima, não se pode contar com uma amizade sincera. Quando Jesus passou por Levi, que era o nome de Mateus, o olhou de um modo especial, não era um olhar de ódio como os demais Judeus, nem um olhar acusador que o maldiz… Mas era um olhar amigo que manifestava um amor e um afeto gratuito e incondicional, mostrando-lhe que era possível iniciar uma vida totalmente Nova.

Mateus sentiu isso, viu algo diferente em Jesus, senão não seria louco de o seguir, pois poderia cair em uma armadilha. Interessante porque Mateus deixa de lado naquele momento, algo que supostamente lhe dava felicidade, conforto e bem estar material, mas não o fazia feliz enquanto pessoa. Percebeu que aquele homem que o chamava tinha uma proposta inédita, talvez fosse sofrer prejuízos em sua economia, mas havia algo que aquele Homem poderia lhe oferecer, e que o faria realizar-se como pessoa, tendo a partir de então uma nova perspectiva que o dinheiro dos impostos não conseguia lhe dar...

O mesmo se pode dizer hoje do consumismo, que de maneira ilusória pode nos dar tudo, mas não nos pode fazer feliz porque Segurança e Felicidade só encontramos no Senhor como nos diz um Salmo.

Está explicado porque Mateus correu preparar um grande banquete para Jesus em sua casa. Ele queria comemorar a Vida nova que recebera de Jesus naquele simples chamado. Mas aí surgiu um problema... Os amigos que convidara para a festa especial eram todos da mesma laia que ele. Possivelmente foi este o primeiro trabalho de evangelização do mais novo discípulo, o evangelho não menciona, mas quem sabe quantos que estavam ali, vendo o entusiasmo de Mateus e a sua alegria incontida, e conhecendo de perto Jesus de Nazaré, que se sentou à mesa com eles, comeu, bebeu e se divertiu... Não tiveram suas vidas transformadas...

Se Jesus mantivesse a compostura de um Judeu Fiel, jamais iria chamar Mateus para integrar o grupo dos discípulos, e muito menos iria a casa dele, um ambiente mal frequentado, por gente impura e inimiga do seu povo. É isso que os Fariseus e os Escribas não compreendem, pois no modo de pensar deles, Deus só se relaciona e traz a Salvação aos que o obedecem e cumprem a Lei de Moisés. Nem notaram que Deus estava bem ali, ao lado deles, e que a sua Misericórdia e amor pelos pecadores era a maior de todas as novidades que os homens poderiam esperar...

Qual é o Jesus que está em nossas comunidades? O moralista ou Aquele que é todo amor e misericórdia, e que sabe acolher a todos, mesmo os piores pecadores…

2. O chamado de Levi
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Quaresma é tempo de conversão, tempo de retorno e de mudança de rumo, tempo de revisão das ideias que povoam a nossa mente, tempo de mudar de mentalidade e purificar o coração. Levi era considerado pecador público por coletar impostos para os invasores romanos. Passando por ele, Jesus o chama. Ele se levanta, deixa tudo e segue Jesus. Deixa todas as amarras. Uma vez livre, levanta-se e põe-se a andar. Movimento é vida. Antes Levi estava sentado na coletoria de impostos. Agora se levanta e segue Jesus. Levi faz uma festa com seus amigos publicanos e com outras pessoas consideradas pecadoras. E Jesus estava com eles porque precisavam da sua presença salvadora. Fariseus e escribas criticavam tudo o que estavam vendo. Julgavam ser justos. Podiam reconhecer que também eram pecadores necessitados de salvação e então participar da festa, mas não. Afastam-se da fonte da vida, isolam-se em suas críticas. Estão presos na sua imaginária justiça. Se abrirem as portas do coração, Jesus entrará em suas vidas. O início da graça é puro dom de Deus, mas necessita ser acolhido. Jesus o chamou e Levi tomou a iniciativa de preparar-lhe uma festa.

3. CONVIDADOS À CONVERSÃO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A proximidade de Jesus com os cobradores de impostos e os pecadores era mal vista pelos fariseus e mestres da Lei. Por malevolência, faziam juízos apressados a respeito dele, de forma a levá-lo a perder a credibilidade, tanto diante dos discípulos quanto diante das multidões que o procuravam.
Não existe melhor meio de "queimar" alguém, do que levantar suspeitas sobre sua vida moral. No fundo, este era o ponto visado pelos adversários de Jesus: quem se mistura com os pecadores, assim pensavam, só pode ser do mesmo calibre deles.

Entretanto, conviver com os pecadores e excluídos fazia parte da pedagogia de Jesus, a fim de levá-los a converter-se ao Reino. A solidariedade com os pecadores não se estendia aos pecados que cometiam. Era preciso também alertá-los para que banissem de suas vidas tudo quanto os afastava de Deus.

Jesus acreditava, com todas as forças de seu coração, na possibilidade de conversão do coração humano. Por isso, empregava todos os meios disponíveis para atrair os pecadores para Deus, mesmo correndo o risco de ser vítima da maledicência de seus adversários. Menosprezando as críticas alheias, importava mostrar aos pecadores a possibilidade de uma vida fundada na misericórdia e na justiça. O caminho escolhido por Jesus foi o da solidariedade, que revela como cada um de nós é tratado por Deus.

Oração
Pai, estou certo de que, mesmo sendo pecador, sou amado por ti, e posso contar com a tua solidariedade, que me descortina a misericórdia e a justiça como jeito novo de ser.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Domingo — 18.02.2018

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

NOTAS IMPORTANTES

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Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SÃO SIMEÃO

São Simeão foi bispo de Jerusalém. Filho de Cleófas, São Simeão era primo de Jesus. Ele foi um dos primeiros apóstolos, tendo inclusive recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Depois do assassinato de São Tiago, o menor, pelos judeus, os apóstolos e discípulos se reuniram para escolher seu sucessor na sede de Jerusalém. O escolhido foi Simeão. No ano 66 começou na Palestina a guerra civil em consequência da oposição dos judeus aos romanos e parece que os cristãos de Jerusalém receberam do céu o aviso de que a cidade seria destruída e que deviam sair dela sem demora, refugiando-se com o santo na cidade de Péla.

Depois da tomada e destruição de Jerusalém, os cristãos voltaram e se estabeleceram nas ruínas. Simeão voltou e recomeçou com os fiéis a reconstrução das casas. Houve muitas conversões, pois o acontecimento fez muita gente refletir sobre a mensagem evangélica. Numerosos judeus converteram-se ao cristianismo devido aos milagres feitos pelos santos. Os imperadores Vespasiano e Domiciano mandaram matar todos os membros descendentes de Davi, mas Simeão conseguiu escapar.

Contudo, durante a perseguição do Imperador Trajano, foi denunciado às autoridades, torturado, crucificado e morto. Simeão recebeu ordem de prisão e intimação de prestar homenagem aos deuses. O santo negou-se corajosamente a trair aquele que era seu único Mestre e Senhor. No meio da cruel flagelação, Simeão louvou e bendisse o nome de Deus e de Jesus Cristo. Do alto da cruz, ainda confessou o nome do divino Mestre, rezou pelos inimigos e entregou o espírito nas mãos de Deus. Morreu com 120 anos, depois de ter governado durante 43 anos a Igreja. Sua simplicidade e a fidelidade uniu os cristãos em torno do Evangelho de Jesus.

REFLEXÃO
Histórias de amor ao Cristo são comuns no início da Igreja. São Simeão, já na velhice, conservou sua fidelidade ao seu Mestre Jesus e entregou sua vida por amor a Igreja. Ele era membro da primeira geração de cristãos, conheceu Jesus e aprendeu dele a virtude da caridade e da fidelidade. Hoje somos convidados a reafirmar nossa profissão de fé em Jesus Cristo. Que nossa vida, na juventude e na velhice, seja sempre uma testemunha da Ressurreição.

ORAÇÃO
Querido Pai, Deus Uno e Trino, pela intercessão do bispo São Simeão, conserve em nós a fidelidade ao projeto de amor aos mais abandonados e sofredores e que o testemunho deste apóstolo seja alimento de nossa fidelidade ao evangelho. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


18.02.2018
1º Domingo da QuaresmaANO B
(ROXO, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)
__ "Eis que vou estabelecer minha aliança convosco..." __

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
Tema: “Fraternidade e superação da violência”.
Lema: “Em Cristo todos somos irmãos” (Mt 23,8)

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia quaresmal envolve-nos. Por uma parte, verificam-se as etapas fundamentais da história da salvação iluminadas pelo Antigo Testamento e, por outra, sobressaem os acontecimentos mais notórios da vida de Jesus Cristo até sua morte e ressurreição. Iniciamos um caminho de preparação para a Páscoa e, com isso, nos unimos a Cristo para permanecer na fidelidade à vontade do Pai. A oração e a força de sua Palavra nos fortalecem para vencermos as propostas contrárias ao plano de Deus e sermos construtores de um mundo novo.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o sagrado tempo da Quaresma é tempo oportuno para vivermos mais conscientemente a nossa condição batismal e para retomarmos, com novo vigor, o seguimento de Jesus. Neste domingo, entremos com Jesus no deserto, deixemo-nos conduzir pelo Espírito e, na alegria, esperemos a sua Páscoa.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o mundo do egoísmo e do pecado e oferece aos homens um mundo novo de vida plena. Por isso, quem é fiel à Palavra de Deus, quem procura nela alimento constante para sua vida, jamais poderá ser vencido pelas tentações.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/18-de-fevereiro-de-2018-corrigido---1-q.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_17_1o_domingo_da_quaresma.pdf


Antífona de Entrada
Quando meu servo chamar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias (Sl 90,15s).

Oração do dia
Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: A liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o mundo do egoísmo e do pecado e oferece aos homens um mundo novo de vida plena. Por isso, quem é fiel à Palavra de Deus, quem procura nela alimento constante para sua vida, jamais poderá ser vencido pelas tentações. A Palavra de Deus foi o grande escudo usado por Jesus para enfrentar as tentações. Confiantes no poder desta Palavra, escutemo-la.

Primeira Leitura (Gênesis 9,8-15)
Leitura do livro do Gênesis.

9 8 Disse também Deus a Noé e as seus filhos:
9 “Vou fazer uma aliança convosco e com vossa posteridade,
10 assim como com todos os seres vivos que estão convosco: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, desde todos aqueles que saíram da arca até todo animal da terra.
11 Faço esta aliança convosco: nenhuma criatura será destruída pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra.”
12 Deus disse: “Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras:
13 Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra.
14 Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens,
15 e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda espécie, e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 24/25

Verdade e amor são os caminhos do Senhor.

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
porque sois o Deus da minha salvação.

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
e a vossa compaixão, que são eternas!
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
e sois bondade sem limite, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça
e aos pobres e ele ensina o seu caminho.

Segunda Leitura (1 Pedro 3,18-22)
Leitura da primeira carta de São Pedro.

3 18 Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito.
19 É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes,
20 quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água.
21 Esta água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo.
22 Esse Jesus Cristo, tendo subido ao céu, está assentado à direita de Deus, depois de ter recebido a submissão dos anjos, dos principados e das potestades.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, palavra de Deus.
O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus (Mt 4,4)


Evangelho (Marcos 1,12-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

12 E logo o Espírito impeliu Jesus para o deserto.
13 Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam.
14 Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:
15 "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho."
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio: A Tentação do Senhor
Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a observância quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a páscoa definitiva. Enquanto esperamos a plenitude eterna, com os anjos e todos os santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só vos... SANTO...

Antífona da Comunhão
Não só de pão vive o homem, as de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4,4).

Depois da Comunhão
Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

TEMPO DA QUARESMA

O tempo da quaresma vai da quarta - feira de Cin- zas até a missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa. É tempo de preparar a celebração da Pás- coa. “Tanto na liturgia quanto na catequese litúr- gica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fi éis ouvirem com mais frequência a Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à cele- bração do mistério pascal”(SC, n. 109).

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A conferência Nacional dos Bispos do Brasil promo- ve todo ano, durante a quaresma, a Campanha da Fraternidade, cuja fi nalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quares- ma. A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo li- túrgico: oração, jejum e a esmola (caridade). Neste ano, o tema da campanha é “Fraternidade e supe- ração da violência” e o lema: “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8).(Diretório da Liturgia da Igreja no Brasil - 2018, p.16)

SÍNODO DA ARQUIDIOCESE: CAMINHO DE CONVERSÃO

Neste primeiro Domingo da Quaresma, ouvimos o apelo inicial da pregação de Jesus: “convertei-vos e crede no Evangelho!” (Mc 1,15). Este convite insistente precisa acompanhar-nos durante todo o tempo da Quaresma e também durante toda a nossa vida. Precisamos voltar-nos com renovada atenção a Jesus Cristo e ao Reino de Deus.

No Salmo deste domingo, nós pedimos a Deus: “faze-me conhecer teus caminhos... conduze-me na tua fidelidade” (Sl 24/25,4-5). A atenção fiel à Palavra do Evangelho nos revela os caminhos de Deus e nos ajuda a acertarmos nossos passos.

No próximo sábado, dia 24 de fevereiro, nossa Arquidiocese fará a abertura dos trabalhos do 1º sínodo arquidiocesano. Padres, religiosos, diáconos e fiéis leigos, junto com o Arcebispo e os Bispos Auxiliares, reunidos farão uma grande celebração de início da primeira fase do sínodo, que se desenvolverá ao longo de todo este ano de 2018 nas paróquias, comunidades e organizações eclesiais na base da Arquidiocese.

conjunta de todos, um desejo sincero de ouvir a voz de Deus e de discernir sobre sua vontade a respeito da vida e da missão da Igreja em nossa Arquidiocese. Ao mesmo tempo, o sínodo é uma busca para nos convertermos sempre mais ao Evangelho. Nossa prece, portanto, deve ser a do Salmo de hoje: “ensina-nos os teus caminhos; faze-nos conhecer a tua vontade!”

O Sínodo está sendo proposto como um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para nossa Igreja em São Paulo. O objetivo é a realização fiel e plena da vida e da missão da nossa Igreja nesta Metrópole para que, em Cristo Salvador, todos tenham vida em abundância. Para tanto, precisamos converter-nos mais e mais ao Evangelho, renovar- nos e também renovar a vida e a ação da nossa Igreja.

Recomendo que todas as nossas paróquias, comunidades e organizações eclesiais de nossa Arquidiocese acolham bem a proposta do sínodo arquidiocesano e participem dos diversos momentos e iniciativas propostos. Importante, sobretudo, é a constante oração ao Espírito Santo pelo bom êxito do sínodo. Que Deus nos ilumine! Maria, Mãe da Igreja, e São Paulo Apóstolo, nosso Padroeiro, intercedam por nós!

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

Atenção! Abertura dos trabalhos do Sínodo para toda a Arquidiocese: 24 de fevereiro (sábado), às 14h30, no Colégio São Luís (Av. Paulista).

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 19 A 25 DE FEVEREIRO DE 2018:
2ª Rx - Lv 19,1-2.11-18; Sl 18; Mt 25,31-46
3ª Rx - Is 55,10-11; Sl 33 (34); Mt 6,7-15
4ª Rx - Jn 3,1-10; Sl 50 (51); Lc 11,29-32
5ª Rx - 1Pd 5, 1-4, Sl 22(23), Mt 16,13-19
6ª Rx - Ez 18,21-28; Sl 129 (130); Mt 5,20-26
Sb Rx - Dt 26,16-19; Sl118 (119); Mt 5,43-48
Dom RX - 2º DQ Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18; Sl 115(116); Rm 8,31b-34; Mc 9,2-10. (Transfiguração de Jesus)

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. NO ACONCHEGO DO DESERTO...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Neste primeiro domingo da quaresma, Deus nos chama ao deserto com Jesus, para uma conversa de pé de ouvido, a liturgia se reveste de roxo, que é a cor da paixão, não é tristeza, luto e desconsolo, como muitos pensam, é como se Deus, o amado de nossa vida, quisesse que ao longo de quarenta dias, prestássemos mais atenção nele, no seu jeito diferente de nos amar, roxo seria isso: um olhar para dentro, enquanto se olha para o céu, podendo evocar o poeta “De tudo ao meu amor serei atento...”, quaresma é tempo de deixar-se remodelar, permitindo que Deus refaça a nossa vida.

Quando presido o Sacramento do matrimonio percebo que os casais têm dificuldade de se olhar nos olhos, na hora do consentimento, e não é só com quem está casando que isso acontece, um amigo confidenciou-me que sentiu um certo “desconforto” ao olhar nos olhos da esposa, na renovação do matrimonio, em uma missa de encontro de casais. Olhar nos olhos nos causa medo, porque é enigmático e misterioso, não se tem medo de olhar o corpo, que se torna facilmente objeto de desejo, em uma sociedade tão erotizada, mas quando se olha nos olhos, estamos diante da alma do outro, há comunhão de corpo, mas não há comunhão de alma. A relação entre namorados, noivos, e até entre marido e mulher, fica na maioria das vezes banalizada, alguns conseguem emigrar do erótico para o Eros, e há outros, que na graça de Deus, confiada pelo Sacramento do matrimonio, conseguem chegar no Ágape, que é o amor em toda sua plenitude, o Eros é o meio, e não o fim, é um caminho que tem de ser percorrido do começo ao fim da vida conjugal e que só será obstruído pela morte.

Nossa relação com Deus ás vezes também é assim, um tanto quanto banal, pois temos medo de contemplar o seu mistério. Na capela do Santíssimo, lugar sagrado em nossas comunidades, onde Aquele que é o Amor Absoluto se esconde em um pedaço de pão, sentimo-nos embaraçados e procuramos sempre dizer algo, fazer um pedido, recitar uma fórmula de louvor e adoração, daí somos capazes de ficar horas ali falando, porque este “Falar” nos dá a ilusão de que penetramos no mistério de Deus e podemos dominá-lo. Invertemos o jogo e queremos seduzir a Deus, diferente do profeta, relutamos em ser por ele seduzidos e dominados.

Deserto é lugar teológico do “namoro”, onde movidos pelo mesmo Espírito que conduziu Jesus, vamos ter nosso encontro pessoal com Deus, o esposo apaixonado que quer olhar nos nossos olhos, sussurrar em nossos ouvidos e nos envolver com a sua ternura, para sentirmos de novo o encanto do primeiro amor, como na visão do profeta Oséias “Eis que eu mesmo a seduzirei e a conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração”. Deserto é lugar de fazer a experiência da esposa jovem, que manifesta a sua alegria ao colocar toda sua confiança no amado, e descobrir, como no Cântico dos cânticos, que somente Deus é a sua Segurança – “Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu Amado?”

É o Povo da antiga aliança, é o povo da nova aliança, é a Santa Igreja, somos eu e você, a razão do amor divino, que nos trouxe, com a encarnação de Jesus, a possibilidade real de experimentarmos em nossa vida a salvação. Deserto é, portanto lugar do encontro onde o amor se revela, é a mesma experiência do povo do Êxodo, que se repete em Jesus Cristo, porém, ao contrário do povo da antiga aliança, não mais se deixará enganar pela tentação, propostas sedutoras dos amantes, para fazê-lo perder o paraíso de delícias, onde o homem convivia com os animais selvagens, servido pelos anjos de Deus, evocando a proteção Divina do Eterno Amado sob o objeto do seu amor.

Revistamo-nos do roxo da paixão e não da tristeza, quaresma é dar um tempo para aquelas coisas que em nossa vida são secundárias, para nos ocuparmos com um Deus apaixonado, que suspira quando vamos ao seu encontro enquanto Igreja, na dimensão celebrativa. Quaresma, são quarenta dias de amor, como um casal que retoma a lua de mel, após longa caminhada na vida conjugal, foi no deserto que Deus celebrou a aliança com seu povo, estabelecendo com ele uma relação única, “Eu serei o seu Deus e vós sereis o meu povo”, evocando o cerne da união conjugal – e os dois serão uma só carne.

É esse amor que salvará o mundo, verdade ignorada pelos que prenderam João Batista tentando sufocar um Amor que não se deixa aprisionar, e em Jesus irrompe ainda mais forte, no meio da humanidade, para levar o homem de volta ao paraíso! Nada irá deter a força desse amor, nem a miséria dos homens ou os pecados da igreja, o AMOR triunfará definitivamente! Pois o tempo se completou, o Reino está próximo. Converter-se e crer no evangelho é uma forma contínua de corresponder a esse amor misterioso de Deus que em Jesus busca a todos os homens, sem distinção ou acepção de qualquer pessoa. Converter-se é dar um solene “basta” aos falsos amores de “amantes” mentirosos, que nos enganam, oferecendo-nos um falso paraíso, arrastando-nos à tristeza da morte do pecado, deixando-nos longe, mas bem longe Daquele que é o nosso único e verdadeiro Amor...

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. O Espírito o fez sair para o deserto
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Todos os anos, no primeiro domingo da Quaresma, nós nos encontramos com Jesus no Deserto da Tentação, mas, no segundo, subimos com ele ao Monte da Transfiguração. Vamos então ao deserto para lá permanecermos durante quarenta dias, que é o tempo da nossa Quaresma. No deserto, Jesus foi posto à prova por Satanás. Conviveu com as feras e os anjos o serviam. O que Satanás queria saber? Esta leitura é do Evangelho de São Marcos, no qual o demônio perguntará a Jesus se ele veio para arruiná-lo. Apesar de todo o seu poder, Satanás sabe que Deus lhe põe limites. Quem é esse Jesus que convive com as feras? O deserto se transformou em paraíso? Bezerro e leão já andam juntos como nas visões do profeta Isaías? E estes anjos que o servem são os mesmos que alimentaram Elias e Habacuc no deserto? O anjo de Deus alimentou Elias, que caminhou quarenta dias e quarenta noites em direção ao monte de Deus, o Horeb. “Levanta-te e come, que o caminho é longo”, disse-lhe o anjo. Quando Daniel estava na cova dos leões, o anjo do Senhor agarrou o profeta Habacuc pelos cabelos e o levou até a Babilônia com alimento para Daniel, que agradeceu a Deus dizendo: “Tu te recordaste de mim, ó Deus, e não abandonaste os que te amam”. E os anjos o serviam. Deste deserto onde estamos, vemos descortinar-se um horizonte de luz. O Reino de Deus se aproxima. Completou-se o tempo.

João Batista é preso e sai de cena. Jesus entra em cena, vai para a Galileia e proclama o Evangelho de Deus. Diz em quatro sentenças: Completou-se o tempo. O Reino de Deus está próximo. Convertam-se. Creiam no Evangelho. As etapas da história da salvação estão se realizando e já nos aproximamos da sua plenitude. A presença do próprio Deus em Jesus Cristo nessa mesma história dá ao mundo a possibilidade de derrotar a serpente e reconstruir o paraíso. O reinado de Deus, porém, não chega a nós sem a nossa colaboração. Daí o pedido: acreditem no Evangelho ou nesta boa notícia, tenham fé e se convertam. Mudem de direção, mudem os rumos da história e passem a ver a realidade do mundo com os olhos da fé. Está aí a conversão.

A violência se instaurou no mundo e ele se corrompeu. Deus então decidiu fazer chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites, e desaparecer da superfície do solo todos os seres que ele fez. Assim está escrito no livro do Gênesis. No entanto, as águas que caíram sobre toda a humanidade e que foram águas de punição tornaram-se, com a Morte e Ressurreição de Jesus, águas de salvação. Já não haverá dilúvio para devastar a terra, disse Deus a Noé, e colocou no céu o arco-íris como sinal de aliança entre ele e a humanidade. As águas não mais se tornarão um dilúvio para destruir toda carne.

Para São Pedro, num texto considerado enigmático, as águas do dilúvio se transformaram em águas do batismo para a nossa salvação. Na realidade aquelas águas purificaram a humanidade do pecado da violência, que foi a causa do dilúvio. Os que morreram no tempo de Noé receberam a visita de Cristo ressuscitado que lhes pregou a salvação. E nós saímos ressuscitados das águas do batismo com uma boa consciência diante de Deus.

3. É TEMPO DE CONVERSÃO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A pregação de Jesus teve início com um apelo premente: "O tempo atingiu a sua plenitude. É hora de converter-se e acreditar no Evangelho".

A plenitude do tempo aconteceu com o advento de Jesus na história humana. Nele, todas as expectativas do passado encontraram sua plena realização, pois Deus mesmo assumiu esta história, para redimi-la do pecado. A presença salvadora de Jesus foi um convite para que todos aceitassem a salvação oferecida por Deus. Era uma ocasião única, que ninguém devia perder. Corria o risco de não participar da salvação quem não atendesse ao apelo de Jesus.

O convite à conversão, lançado por Jesus, supunha que a pessoa fosse capaz de dar uma guinada na própria vida. Tratava-se de passar do egoísmo ao amor, da injustiça à justiça, da idolatria ao Deus vivo. O autêntico processo de conversão atingia o ser humano no mais profundo de sua existência, e o transformava a partir de dentro. Os efeitos da conversão se faziam sentir, de maneira inequívoca, no modo como se agia. O indivíduo convertido tendia a assimilar o modo de ser de Jesus, uma vez que foi por ele transformado.

A Boa-Nova proclamada por Jesus apresentava o amor ao próximo, especialmente, aos excluídos e marginalizados como o eixo principal deste projeto de vida. Crer no Evangelho significava muito mais do que uma profissão verbal da própria fé. Crer era agir.

Oração
Senhor Jesus, que o teu apelo exigente de conversão não me intimide, antes me estimule a mudar radicalmente meu modo de agir.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - PULSANDINHO:

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Semanário litúrgico da Arquidiocese de Apucarana - PR

Folheto Litúrgico preparado especialmente para um acompanhamento eficaz e participativo das missas dominicais e solenidades da Igreja Católica Apostólica Romana.

As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a partir do mês de Julho de cada ano. A aquisição deste folheto pode ser feita diretamente na Gráfica Diocesana de Apucarana-PR através dos meios de contato divulgados abaixo.

Contatos

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Publicação da Arquidiocese de Apucarana - PR

PULSANDO LITÚRGICO - Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
Sugestões e Informações: (43) 3423-6811 ou (43) 3423-7033
E-mail: pevaldecir@hotmail.com
Página Internet: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/

COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo

Este folheto litúrgico tem a missão não apenas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.

O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade de São Paulo e de todo o Brasil.

Atualmente são produzidos milhares de folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.

Contato

Folheto Litúrgico POVO DE DEUS EM SÃO PAULO
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3660-3700

Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Administração: Maria das Graças (Cássia).
Diagramador: Eduardo Cruz - r. 3718
Assinaturas: Ariane r.3724
Ilustrador: Marco Funchal 5071-3808
E-mail: povodedeus@arquidiocesedesaopaulo.org.br
Site: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
Impressão: Atlântica - 85.000 por celebração
Página Internet: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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