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RELIGIÃO CATÓLICA
EVANGELHO DO DIA DA SEMANA

Jesus ensina a Palavra de Deus

Evangelho do Dia Liturgia da Palavra
LEITURAS DIÁRIAS DA SEMANA

Veja abaixo das datas algumas informações muito importantes!

Sex, 19 Abril

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DOWNLOAD DE FOLHETOS DE MISSAS DOMINICAIS:

Caríssimos(as), utilizem os acessos abaixo para baixar os folhetos dominicais indicados. Caso estejam no Brasil, sugiro contatar as entidades responsáveis para assinatura mensal do folheto escolhido, pois é muito mais barato do que baixar o arquivo e tirar cópias ou imprimir localmente. Em caso de dúvidas, envie e-mail para info@npdbrasil.com.br ou formulário pela página de Contato.

Folheto Dominical - PULSANDINHO - Arquidiocese de Apucarana - PR:
Download do Folheto: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/
Para Aquisição e Assinatura Mensal: Como adquirir? clique aqui...

Folheto Dominical - O POVO DE DEUS - Arquidiocese de S ão Paulo - SP:
Download do Folheto: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus
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CRÉDITOS DEVIDOS NESTA PÁGINA


Leituras, Homilias, Comentários, Figuras e Histórias dos Santos e Santas do Dia:
Liturgia Diária Completa: Portal Dom TotalSanto do Dia: Santuário Aparecida

Comentários do Evangelho e Figuras Litúrgicas:
Evangelho Diário: Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho/

Comentaristas do Evangelho

Diácono José da Cruz
Diácono Permanente – José da Cruz - nascido em 25/11/1951. Ordenado pelo Bispo D.José Lamberte em 01 de Novembro de 1991 na Paróquia São João Batista e Imaculada Conceição, aonde atuou desde a ordenação até 31 de Janeiro de 1997, trabalhando com dois Párocos Pe... - (clique aqui para conhecer melhor o Diácono)
José Raimundo OlivaProf. Dr. Padre Jaldemir Vitório
Doutor em exegese bíblica pela a Gregoriana de Roma. Atualmente Pe. Vitório é o reitor da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) em Belo Horizonte - MG.

Liturgia da Sexta-Feira — 19.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTO EXPEDITO

Expedito, era chefe da Legião Romana numa das províncias romanas da Armênia. Ocupava esse alto posto porque, o imperador Diocleciano, tinha-se mostrado, no começo de seu reinado, favorável aos cristãos, confiando-lhes postos importantes na administração e no exército.

Santo Expedito estava à frente de uma das mais gloriosas legiões, encarregada de guardar as fronteiras orientais contra os ataques dos bárbaros asiáticos.

"Expedito" ficou sendo o nome do chefe, apelido dado por exprimir perfeitamente o traço dominante de seu caráter: a presteza e a prontidão com que agia e se portava então, no cumprimento de seu dever de estado e, também, na defesa da religião que professava. Era assim que os romanos davam freqüentemente a certas pessoas um apelido, que designava um traço de seu caráter.

Desse modo, Expedito designa, para nós, o chefe Legião Romana, martirizado com seus companheiros no dia 19 de abril de 303, sob as ordens do imperador Diocleciano. Seu nome, qualquer que seja a origem de sua significação, é suficiente para ser reconhecido no mundo cristão, pois condiz, com a generosidade e com o ardor de seu caráter, que fizeram desse militar um mártir.

Desde seu martírio, Expedito tem se revelado um santo que continua atraindo devotos em todo o mundo. Além de padroeiro das causas urgentes, Santo Expedito também é conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes e dos viajantes.

Conta-se que, assim que resolveu se converter, uma tentação se manifestou em forma de corvo. O animal gritava "Crás! Crás!", que significa em latim "Amanhã! Amanhã!". O que se esperava era que ele adiasse o batismo, mas Expedito teria pisoteado o corvo e gritado, de volta: "Hodie! Hodie!", ou seja "Hoje! Hoje!". E assim agiu.

REFLEXÃO
No Brasil Santo Expedito é invocado nos negócios, doenças, forças negativas e difículdades da vida. Conhecido como "o santo das causas urgentes". As imagens de Santo Expedito apresentam-no com traje de legionário, vestido de túnica curta e de manto. Em uma mão sustenta uma palma e na outra uma cruz. Seguramente Santo Expedito é um Santo que podemos invocar com toda confiança nos "casos urgentes", sendo numerosas as graças obtidas por intercessão nessas circunstâncias. Mas não devemos esquecer que o melhor culto que podemos tributar-lhe não é somente invocá-lo nos "casos urgentes", e sim imitá-lo na prática generosa da virtude e do cumprimento fiel de todas os deveres do nosso estado.

ORAÇÃO
Nós Vós pedimos, Senhor, que orienteis, com Vossa graça, todos os nossos pensamentos, palavras e ações, para que eles encontrem em Vós, seu princípio e sejam por intercessão de Santo Expedito levados com coragem, fidelidade e prontidão em tempo próprio e favorável, a bom e feliz fim. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim seja.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto da missa desta Sexta-Feira Santa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/19-de-abril-de-2019---sexta-feira-santa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/27_sexta_feira_da_paixao_do_senhor_duplo_0.pdf


PAIXÃO DO SENHOR DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA
( Vermelho – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
(Não há Antífona de Entrada. O Presidente da Celebração faz a reverência diante do altar e prostra-se por alguns instantes em silêncio. Em seguida, levanta-se e reza a oração seguinte)

Oração do dia
Ó Deus, foi por nós que Cristo, vosso Filho, derramando o seu sangue, instituiu o mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias e santificai-nos pela vossa constante proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

Primeira Leitura (Isaías 52,13-53,12)
Leitura do livro do profeta Isaías.

52 13 Eis que meu Servo prosperará, crescerá, elevar-se-á, será exaltado.
14 Assim como, à sua vista, muitos ficaram embaraçados – tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana -,
15 assim o admirarão muitos povos: os reis permanecerão mudos diante dele, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, e observarão um prodígio inaudito.
1 Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?
2 Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.
3 Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.
4 Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
5 Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.
6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.
7 Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)
8 Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?
9 Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.
10 Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.
11 Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades.
12 Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 30/31

Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me vêem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado.

A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!

Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão.
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais!

Segunda Leitura (Hebreus 4,14-16; 5,7-9)
Leitura da carta aos Hebreus.

4 14 Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé.
15 Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado.
16 Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno.
7 Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade.
8 Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve.
9 E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Jesus Cristo se torno obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s).


Evangelho (João 18,1-19,42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

N: Narrador
P: Presidente
G: Grupo ou assembléia
L: Leitor

Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João.
N: Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. 2 Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos. 3 Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. 4 Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes:
P: A quem buscais?
N: 5 Responderam:
G: A Jesus de Nazaré.
N: Jesus respondeu:
P: Sou eu.
N: Também Judas, o traidor, estava com eles. 6 Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7 Perguntou-lhes ele, pela segunda vez:
P: A quem buscais?
N: Disseram:
P: A Jesus de Nazaré.
N: 8 Replicou Jesus:
P: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.
N: 9 Assim se cumpriu a palavra que disse: “Dos que me deste não perdi nenhum”. 10 Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro:
P: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?
N: 12 Então a corte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. 15 Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém 16 Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17 A porteira perguntou a Pedro:
L: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem?
N: Respondeu Pedro:
L: Não o sou.
N: 18 Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 19 O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20 Jesus respondeu-lhe:
P: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21 Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.
N: 22 A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus:
P: 23 Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?
N: 24 Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás. 25 Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe:
G: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos?
N: Pedro negou:
L: Não!
N: 26 Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
L: Não te vi eu com ele no horto?
N: 27 Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. 28 Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29 Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou:
L: Que acusação trazeis contra este homem?
N: 30 Responderam-lhe:
G: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
N: 31 Disse, então, Pilatos:
L: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.
N: Responderam-lhe os judeus:
G: Não nos é permitido matar ninguém.
N: 32 Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer. 33 Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L: És tu o rei dos judeus?
N: 34 Jesus respondeu:
P: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?
N: 35 Disse Pilatos:
L: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
N: 36 Respondeu Jesus:
P: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.
N: 37 Perguntou-lhe então Pilatos:
L: És, portanto, rei?
N: Respondeu Jesus:
P: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
N: 38 Disse-lhe Pilatos:
L: O que é a verdade?
N: Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes:
L: Não acho nele crime algum. 39 Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?
N: 40 Então todos gritaram novamente e disseram:
G: 19,1 Não! A este não! Mas a Barrabás!
N: Barrabás era um salteador. Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3 Aproximavam-se dele e diziam:
G: Salve, rei dos judeus!
N: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu outra vez e disse-lhes:
L: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.
N: 5 Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse:
L: Eis o homem!
N: 6 Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram:
G: Crucifica-o! Crucifica-o!
N: Falou-lhes Pilatos:
L: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma.
N: Responderam-lhe os judeus:
G: 7 Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.
N: 8 Estas palavras impressionaram Pilatos. 9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus:
L: De onde és tu?
N: Mas Jesus não lhe respondeu. 10 Pilatos então lhe disse:
L: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?
N: 11 Respondeu Jesus:
P: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.
N: 12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam:
G: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.
N: 13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. 14 Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus:
L: Eis o vosso rei!
N: 15 Mas eles clamavam:
G: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!
N: Pilatos perguntou-lhes:
L: Hei de crucificar o vosso rei?
N: Os sumos sacerdotes responderam:
G: Não temos outro rei senão César!
N: 16 Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. Levaram então consigo Jesus. 17 Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. 18 Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus”. 20 Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. 21 Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
G: Não escrevas: “Rei dos judeus”, mas sim: “Este homem disse ser o rei dos judeus”.
N: 22 Respondeu Pilatos:
L: O que escrevi, escrevi.
N: 23 Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. 24 Disseram, pois, uns aos outros:
G: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será.
N: Assim se cumpria a Escritura: “Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica”. Isso fizeram os soldados. 25 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe:
P: Mulher, eis aí teu filho.
N: 27 Depois disse ao discípulo:
P: Eis aí tua mãe.
N: E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. 28 Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse:
P: Tenho sede.
N: 29 Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. 30 Havendo Jesus tomado do vinagre, disse:
P: Tudo está consumado.
N: Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.

(Todos se ajoelham em silêncio)

N: 31 Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32 Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. 33 Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, 34 mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. 35 O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. 36 Assim se cumpriu a Escritura: “Nenhum dos seus ossos será quebrado”. 37 E diz em outra parte a Escritura: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38 Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. 39 Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 40 Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. 42 Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Deus eterno e todo-poderoso, eu em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos, velai sobre a obra do vosso amor. Que a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
(Após ser preparado o altar e trazidas as hóstias consagradas, o presidente convida a rezar o Pai-Nosso e segue-se o rito até a comunhão).

Depois da Comunhão
Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Ser Filho de Deus, a grande Blasfêmia
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Todas as ações de Jesus a favor do bem das pessoas, incomodava os Judeus, afinal ele brilhava mais do que os Doutores da LEI, Escribas e Fariseus, porque ensinava com autoridade então, qualquer ação de Jesus era motivo para tentar condená-lo. A preocupação constante das lideranças religiosas era realmente fazer Jesus calar a boca, entretanto, havia algo que fazia toda aquela fúria dobrar-se... era quando Jesus se fazia Deus assumindo diante deles a sua Filiação Divina.

Naquelas cabeças duras e corações insensíveis, a ideia de um Deus feito homem, de um Deus entranhado na carne humana, era algo inconcebível, uma grande blasfêmia! Hoje, pelo modo com que o Ser humano é tratado, despojado de sua dignidade, violentado em seus direitos, massacrado e humilhado em sua dor e sofrimento, podemos dizer que, o homem não acredita que o seu irmão é Filho de Deus, não consegue crer em uma dignidade tão grande.

As obras que Jesus realizava eram incontestáveis, seu posicionamento a favor da vida, dos mais pequenos e dos miseráveis, dos impuros e excluídos, o fazia desprezível diante das lideranças religiosas que tinham no coração e na mente um outro Deus, uma outra verdade. e não queriam, trocar isso por nada desse mundo.

A religião do comodismo continua ainda hoje a ser uma grande tentação, quando nos deparamos com algum profeta corajoso e ousado que questiona a religião e o sentido de se viver na Fé, mexendo com as nossas estruturas espirituais e eclesiais, trememos na base e damos um jeitinho de fazê-lo calar a boca. A pregação de Jesus questionava e os fazia pensar e eles queriam uma pregação que anunciasse um missionário glorioso e vencedor. Eles bem que tentaram acabar com Jesus ali mesmo mais uma vez mais Jesus se retira imune para o deserto onde tudo havia começado com o Batismo e a pregação de João.

Nesta quaresma devemos também buscar o deserto onde Deus nos fala ao coração apontando-nos a missão e o caminho a ser seguido. Que nada desvie a nossa atenção e que não tenhamos medo de mudanças, mesmo que estas sejam bem no íntimo de nós...

2. Que é a verdade?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus é rei, mesmo crucificado. Assim o vê o evangelista São João ao descrever sua paixão. Ele entrega a sua vida para tomá-la de novo. “Ninguém a tira de mim, mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la: esse é o mandamento que recebi do meu Pai”. Os soldados caem por terra diante de Jesus, quando lhes diz: “Sou eu”. No Jardim, não pede ao Pai que o livre daquela hora. Diz que Pilatos não tem nenhuma autoridade sobre ele. Ele mesmo carrega sua cruz. Entrega sua Mãe ao Discípulo e o Discípulo à sua Mãe, deixando após ele uma família de discípulos missionários. Não se sente abandonado pelo Pai e entrega seu espírito quando quer. Primeiro abaixa a cabeça, depois morre. Nicodemos organiza o enterro e envolve o corpo com especiarias, como se faz com um rei.

3. O LADO ABERTO DE JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A cena dramática da Paixão de Jesus alcança seu ápice quando um soldado, com uma lança, perfura o peito do Mestre, de onde jorra água e sangue. É possível ter-se tratado de um fenômeno físico, levando-se em consideração as condições em que ele se encontrava. Entretanto, a fé cristã sempre o considerou como um fato repleto de simbolismo.

Sangue e água representam dois sacramentos importantes para a Igreja: o Batismo e a Eucaristia. Como no batismo, a água que jorrou do Crucificado nos purifica de todas máculas contraídas pelo pecado, reconciliando-nos definitivamente, com o Pai. É a água que realmente sacia a nossa sede, pois, em Jesus, está a fonte da vida.

O sangue identifica Jesus como o Cordeiro imolado para a celebração da Páscoa definitiva. Na Eucaristia, ele é o alimento da comunidade em marcha pelas estradas do mundo, como o antigo Israel, na caminhada pelo deserto. Quem dele se alimenta, não desfalece no caminho para o Pai e, de antemão, tem garantido o alimento divino.

O discípulo de Jesus jamais sentirá fome ou sede, se for capaz de depositar toda a sua fé no Messias crucificado. Foi dele que jorrou o sangue e a água que nos salvam. A tragicidade da cruz revela, assim, sua verdadeira dimensão. Do lado aberto do Messias, nasceu a Igreja, comunidade dos redimidos.

Oração
Espírito de salvação, purifica-me e sacia-me com a água e o sangue que jorraram do lado de Cristo, de modo que sua paixão produza seus frutos em mim.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 20.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTO ANTONINO

Antonino nasceu em Florença. O diminutivo de seu nome surgiu por causa de sua estrutura física frágil e pequena. Ainda jovem, com dezesseis anos, resolveu tornar-se dominicano. Fez seus estudos com zelo e cultiva uma espiritualidade profunda. Santo Antonino foi homem de grande cultura e de virtude.

Fez padre na ordem dos pregadores e veio a tornar-se Arcebispo da cidade italiana de Florença. Antes de sua posse, Antonino fugiu para não ter que assumir o cargo, mas foi encontrado e teve que aceitá-lo. Revelou-se um grande arcebispo, cheio de zelo e espírito apostólico.

Mesmo como Bispo, Antonino mantém sua vida de oração e austeridade. Apesar da seriedade com que vivia sua consagração, Antonino era doce e bondoso com todos os que o procuravam.

Foi ele o fundador do convento de São Marcos em Florença e incentivou a execução dos afrescos de Fra Angélico, marcados por raro valor artístico. O povo costumava chamá-lo de "Antonino dos Bons Conselhos". O convento de São Marcos abriu a primeira biblioteca pública da história

Combateu o paganismo renascentista e defendeu o Papado no Concílio de Basiléia. Sua formação em direito canônico o fez conhecido em Roma como consultor dos bispos. Deixou escritos teológicos de valor. Tal era sua fama de santidade no tempo em que vivia que, certa vez, o Papa Nicolau Quinto declarou que o julgava digno de ser canonizado ainda vivo.

Faleceu em 1459, sendo imediatamente venerado pelo povo.

REFLEXÃO
Deus sempre foi o centro da vida de Antonino. Viveu o seguimento de Cristo com absoluta fidelidade, destacando-se como um homem de oração intensa, amigo da Eucaristia e da Virgem Maria. Foi agraciado com o dom do conselho e soube usá-lo para o crescimento pessoal do seu rebanho. Peçamos a Deus que nos conceda também o dom de ouvir e aconselhar as pessoas que porventura nos procurem para abrir seu coração em busca de paz e tranqüilidade.

ORAÇÃO
Santo Antonino de Florença que soubestes acolher finalmente à missão que Deus vos designara, que fostes um santo em vida e jamais recusastes os sábios conselhos como a maior prova de amor para com vosso semelhantes, intercedei junto a Deus por nós, para que o Espírito Santo de Deus assopre sábios conselhos a todos aqueles que se dispõe a aconselhar. Que digamos sim aos chamados de Deus com docilidade e amor e sempre constantes à fé que, pela misericórdia de Deus, abraçamos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto da missa da Vígilia (noite) deste Sábado Santo em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/20-de-abril-de-2019---sabado-santo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/28_vigilia_pascal_-_sabado_santo_0.pdf


VIGÍLIA PASCAL
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
(A celebração da Vigília Pascal inicia com a saudação do Presidente, diante da Igreja, em torno do fogo aceso).

Oração do dia
Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que crêem o clarão da vossa luz, santificai + este novo fogo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Primeira Leitura (Gênesis 1,1.26-31 (versão breve))
Leitura do livro do Gênesis.

1 1 No princípio, Deus criou os céus e a terra.
26 Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra."
27 Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.
28 Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."
29 Deus disse: "Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. 30 E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento." E assim se fez. 31 Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom.
Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 103/104

Enviai o vosso Espírito, Senhor,
e da terra toda a face renovai.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
De majestade e esplendor vos revestir
e de luz vos envolveis como num manto.

A terra vós firmastes em suas bases,
ficará firme pelos séculos sem fim;
os mares a cobriam como um manto,
e as águas envolviam as montanhas.

Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes
que passam serpeando entre as montanhas;
às suas margens vêm morar os passarinhos,
entre os ramos eles erguem o seu canto.

De vossa casa as montanhas irrigais,
com vossos frutos saciais a terra inteira;
fazeis crescer os verdes pastos para o gado
e as plantas que são úteis para o homem.

Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras,
e que sabedoria em todas elas!
Encheu-se a terra com as vossas criaturas!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

Segunda Leitura (Romanos 6,3-11)
Leitura da carta de são Paulo aos Romanos.

Irmãos, 6 3 ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?
4 Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova.
5 Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição.
6 Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado.
7 (Pois quem morreu, libertado está do pecado.)
8 Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele,
9 pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele.
10 Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus!
11 Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho


Evangelho (Lucas 24,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

24 1 No primeiro dia da semana, muito cedo, dirigiram-se ao sepulcro com os aromas que haviam preparado.
2 Acharam a pedra removida longe da abertura do sepulcro.
3 Entraram, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus.
4 Não sabiam elas o que pensar, quando apareceram em frente delas dois personagens com vestes resplandecentes.
5 Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?”
6 Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como ele vos disse, quando ainda estava na Galiléia:
7 “O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores e crucificado, mas ressuscitará ao terceiro dia”.
8 Então elas se lembraram das palavras de Jesus.
9 Voltando do sepulcro, contaram tudo isso aos Onze e a todos os demais.
10 Eram elas Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; as outras suas amigas relataram aos apóstolos a mesma coisa.
11 Mas essas notícias pareciam-lhes como um delírio, e não lhes deram crédito.
12 Contudo, Pedro correu ao sepulcro; inclinando-se para olhar, viu só os panos de linho na terra. Depois, retirou-se para a sua casa, admirado do que acontecera.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, com estas oferendas as preces do vosso povo, para que a nova vida, que brota do mistério pascal, seja por vossa graça penhor da eternidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Cristo, nossa páscoa, foi imolado; celebremos a festa com o pão sem fermento, o pão da retidão e da verdade, aleluia! (1cor 5,7s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, derramai em nós o vosso espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Apesar de Você... Amanhã há de ser Outro Dia...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Difícil a gente se esquecer desse Samba do Chico Buarque de Holanda, cantor e compositor da MPB e dos melhores. Esse refrão era o grito de esperança que o poeta conseguiu arrancar da garganta de um povo triste e oprimido, pelo poder que o deveria proteger. Deus arrancou do fundo da terra, da escuridão do sepulcro seu Filho Jesus, grito de alegria não mais apenas de uma nação mas de toda humanidade. O poder religioso e imperialista daquele tempo tinham certeza de que haviam acabado definitivamente com Jesus de Nazaré e o seu sonho de um Reino Novo. A morte, a violência, a mentira, as falsas testemunhas, o grito de crucifica-o, crucifica-o, tudo havia ficado para trás, tudo havia passado como aquele sábado em Jerusalém, que mudou a história da humanidade e o destino de cada homem...

As mulheres compram perfumes para saudar a Vida Nova que estava chegando, era bem cedo, o primeiro dia da semana, ao nascer do sol... A primeira manhã da Nova criação, podemos imaginar o impacto positivo que aconteceu nas primeiras comunidades, ao lerem essa narrativa de São Lucas. Tudo novo, tudo renovado, bem longe vão as trevas da Sexta Feira Santa, agora tudo é luz, tudo é sol, tudo se refaz  com o Cristo que sai da terra e ressurge glorioso.

No caminho das mulheres havia uma pedra e depois da pedra o corpo inerte de um homem que elas amavam e queriam prestar-lhe a última homenagem, ungindo com aroma agradável o seu pobre corpo. De repente não havia mais pedra e no sepulcro a agradável surpresa, em vez de um morto um Ser Vivente de vestes brancas que dialoga com elas não um diálogo de amargura, de choramingos pela tragédia ocorrida, mas de Vida, de Boa notícia, da melhor Boa notícia que o mundo precisava ouvir: Na escuridão da morte brilhou uma Luz que nunca mais irá se apagar!

Nada de medo e de ficar olhando para o chão, essa é a postura de quem perdeu e foi tragado pela grande tragédia. Aquele que elas pensavam estar morto naquela tumba, está vivo!

O crucificado é o Ressuscitado! É o mesmo e não outro, o Cristo esmagado pelos homens ressurgiu na Glória de Deus, o túmulo está vazio. Algo de novo vai começar na Galiléia e caberá aos discípulos fazer ao mundo esse anúncio. O Cristão não anuncia uma possibilidade de Vida no pós morte: ele anuncia que a Vida verdadeira de cada ser humano está escondida em Cristo e que um dia será manifestada, Nele um dia experimentaremos esse gosto de Vitória, e o Vale da Morte que pensamos ser o nosso fim, é apenas um caminho que vai mais além, lá onde a LUZ de Deus manifestada aos Homens em Cristo Jesus se tornará definitiva.

Apesar do Mal, apesar da mentira, apesar da violência, da injustiça, apesar dos desânimos e fracassos, AMANHÃ há de ser outro dia e agora vem o melhor da nossa reflexão: Em Cristo esse novo AMANHÃ já chegou, para todos os que Nele creem e percorrem o caminho do Discipulado, alimentando essa esperança que não morre!

2. As mulheres lembraram-se das palavras de Jesus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Elas madrugaram, porque o amor madruga. Não o encontraram, porque o Amor já tinha madrugado antes. Não queria ser encontrado no domínio dos mortos. “Por que vocês procuram entre os mortos aquele que está vivo?” É preciso procurar entre os vivos aquele que está vivo. Não procurar um cadáver, mesmo se for para ungi-lo. Vida é movimento. As mulheres se movimentam. Voltam do túmulo e anunciam tudo aos Onze e aos outros. Pedro também se movimenta. Levanta-se e corre ao túmulo e o encontra vazio. Viu apenas os lençóis. Procuremos entre os vivos aquele que está vivo.

3. À ESPERA DA RESSURREIÇÃO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A morte e a sepultura de Jesus impactou profundamente os discípulos. Eles não compreendiam como o Mestre, tão justo e fiel a Deus, tivesse padecido a morte dos malfeitores; como tivesse sido reduzido à mais total impotência e fraqueza, já que se manifestara poderoso em gestos e palavras; como pudesse ter morrido no mais total abandono, tendo sempre vivido em profunda comunhão com Deus e servido incansavelmente ao povo. Quem havia considerado Jesus um Messias político e esperado dele a libertação do jugo romano, passava pela decepção de ver seus planos frustrados. Quem havia nutrido uma grande amizade por ele, chorava a perda do amigo querido, na dor da saudade de não tê-lo mais junto de si.

Num primeiro momento, a comunidade dos discípulos considerou a morte de Jesus num prisma puramente humano, não contando com a intervenção do Pai. Por isso, o dia seguinte à sepultura foi tempo de dor e perplexidade para eles, diante da perda do Mestre.

Porém, a Ressurreição ofereceu uma luz nova para a compreensão da morte de Jesus, e levou a comunidade cristã a transformar em tempo de esperança aquele que medeia a morte e sepultura do Senhor e sua Ressurreição. O grão de trigo, tendo sido lançado à terra e morrido, estava destinado a produzir frutos de vida para a humanidade.

Oração
Senhor Jesus, abre o meu coração para a esperança, que me leva a superar o desespero e a frustração diante do mistério da cruz.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


Liturgia do Domingo — 21.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SANTO ANSELMO

Anselmo nasceu em Aosta, no norte da Itália, em 1033. Seu pai queria projetar seu filho na vida da nobreza e sonhava para ele uma carreira promissora. Quando soube do desejo de Anselmo em fazer padre, opõe-se radicalmente. Como Anselmo perdera a mãe muito cedo, e tinha um coração doce e manso, fez a vontade do pai até os vinte anos.

Mas na flor da juventude, Anselmo fugiu de casa, para poder se tornar um religioso. Ele queria dedicar-se de corpo e alma à sua fé, contrária à vida mundana de festas em meio ao luxo e à riqueza.

Viajou pela França até chegar à Normandia, onde se entregou aos estudos religiosos, sob a orientação do monge Lanfranco. Em pouco tempo ordenou-se e formou-se teólogo. Logo foi eleito abade do mosteiro e professor.

Passou então a pregar pelas redondezas e, como o cargo o permitia, começou a implantação de uma grande reforma monástica. Foram tantos os escritos deixados por ele que é considerado o fundador da ciência teológica no ocidente. Anselmo defendia a capacidade da razão humana para investigar os mistérios divinos. Propôs a prova da existência de Deus: se temos a idéia de um ser perfeito, a perfeição absoluta existe, logo o ser perfeito existe. A essência da redenção acha-se na união do indivíduo com Cristo na eucaristia. E o batismo abre o caminho para essa união.

Chegou a arcebispo-primaz da Inglaterra. Conta-se que enfrentou duras perseguições do rei Guilherme, o Vermelho, e de Henrique Primeiro. Mas, tinha a fala tão mansa e argumentos tão pacíficos que com eles desarmava seus inimigos e virava o jogo a seu favor.

Anselmo morreu em Cantuária, com setenta e seis anos, em 1109 e foi declarado "Doutor da Igreja" pelo Papa Clemente XI, em 1720.

REFLEXÃO
De Santo Anselmo temos a seguinte afirmação: “Eia, vamos homem! Foge por um pouco às tuas ocupações, esconde-te dos teus pensamentos tumultuados, afasta as tuas graves preocupações e deixa de lado as tuas trabalhosas inquietudes. Busca, por ma momento, a Deus, e descansa um pouco nele. Entra no esconderijo da tua mente, aparta-te de tudo, exceto de Deus e daquilo que pode levar-te a ele, e, fechada a porta, procura-o. Abre a ele todo o teu coração e dize-lhe: "Quero teu rosto; busco com ardor teu rosto, ó Senhor."

ORAÇÃO
"Verdadeiramente, Senhor, é inacessível a luz em que habitas; verdadeiramente ninguém pode penetrar nessa luz e ver-te de modo perfeito ... Peço-te, meu Deus, que te conheça, que te ame, para que encontre em ti meu gozo ... Que minha alma sinta fome dessa felicidade, que meu corpo sinta sede dela, que a deseje todo meu ser, até que chegue a penetrar no gozo do Senhor, ó Deus trino e uno, que é bendito pelos séculos. Amém."

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


21.04.2019
Domingo de Páscoa e da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo — ANO C
( Branco, Glória, Sequência, Creio, Prefácio da Páscoa I – I Semana do Saltério )
__ Feliz Páscoa - Festa da Ressurreição __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A vida venceu a morte. A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto. Em diálogo amoroso com o Ressuscitado, somos por Ele alimentados e, como novas criaturas, assumimos a missão de testemunhas da vida nova e da paz.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Despontou o dia da salvação! A morte foi vencida! O Cordeiro ressuscitou! Para que o canto novo dos redimidos, entoado na liturgia, ecoe em todos os domingos e nos impulsione na fé, reconheçamos nossa fragilidade e revistamo-nos da força do Ressuscitado.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Hoje ressoa na Igreja o anúncio pascal: Cristo Ressuscitou; ele vive para além da morte; é o Senhor dos vivos e dos mortos. Na "noite mais clara que o dia" a palavra onipotente de Deus, que criou os céus e a terra e formou o homem à sua imagem e semelhança, chama a uma vida imortal o homem novo, Jesus de Nazaré, Filho de Deus e Filho de Maria.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/21-de-abril-de-2019---DOmingo-de-Pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/29_domingo_de_pascoa_0.pdf


Antífona de Entrada
Ressuscitei, ó Pai, e sempre estou contigo: pousaste sobre mim a tua mão, tua sabedoria é admirável, aleluia! (Sl 138,18.5s)

Oração do dia
Ó Deus, por vosso filho unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concede que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: As leituras nos mostram que o amor gera a fé na ressurreição de Cristo. Comunidade sem fé não é comunidade cristã. Assim, a fé em Cristo ressuscitado suscita o testemunho de viver com coragem a vida na Palavra. No dia da gloriosa ressurreição do Senhor, ouçamos com alegria sua Palavra e, junto com Maria Madalena, corramos a anunciar que Ele está vivo.

Primeira Leitura (Atos 10,34.37-43)
Leitura dos Atos dos Apóstolos

10 34 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas,
37 Vós sabeis como tudo isso aconteceu na Judéia, depois de ter começado na Galiléia, após o batismo que João pregou.
38 Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele.
39 E nós somos testemunhas de tudo o que fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, suspendendo-o num madeiro.
40 Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e permitiu que aparecesse,
41 não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia predestinado, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou.
42 Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.
43 Dele todos os profetas dão testemunho, anunciando que todos os que nele crêem recebem o perdão dos pecados por meio de seu nome”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117/118

Este é o dia que o Senhor fez para nós:
alegremo-nos e nele exultemos!

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”

A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou.
Não morrerei, mas, ao contrário, viverei
para cantar as grandes obras do Senhor!

A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!

Segunda Leitura (Colossenses 3,1-4)
Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses.

3 1 Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.
2 Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra.
3 Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
4 Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Sequência
Cantai, cristãos, afinal: “Salve ó vítima Pascal!” Cordeiro inocente, o Cristo abriu-nos do Pai o aprisco. , Por toda ovelha imolado, do mundo lava o pecado. Duelam forte e mais forte: é a vida que enfrenta a morte. O rei da vida, cativo, é morto, mas reina vivo! Responde, pois, ó Maria: no teu caminho o que havia? “Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado. Os anjos da cor do sol, dobrado ao chão o lençol. O Cristo, que leva aos céus, caminha à frente dos seus!” Ressuscitou de verdade. Ó rei, ó Cristo, piedade!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O nosso cordeiro pascal, Jesus Cristo, já foi imolado. Celebremos, assim, esta festa na sinceridade e verdade (1Cor 5,7s).


Evangelho (João 20,1-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

20 1 No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.
2 Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: “Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!”
3 Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.
4 Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
5 Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.
6 Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.
7 Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.
9 Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Transbordando de alegria pascal, nós vos oferecemos, ó Deus, o sacrifício pelo qual a vossa Igreja maravilhosamente renasce e se alimenta. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
“Cristo, nossa páscoa, foi imolado; celebremos a festa com pão sem fermento, o pão da retidão e da verdade, aleluia” (1Cor 5,7s).

Depois da Comunhão
Guardai, ó Deus, a vossa Igreja sob a vossa constante proteção para que, renovados pelos sacramentos pascais, cheguemos à luz da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

PÁSCOA, VIDA NOVA!

Celebramos com alegria o Domingo de Páscoa da Ressurreição. Com a Igreja inteira, proclamamos que Jesus Cristo ressuscitou e está vivo entre nós! A vida triunfou sobre a morte, o perdão sobre o ódio, a graça sobre o pecado, a misericórdia sobre a dureza de coração, a esperança sobre o desespero.

Durante a Quaresma, fizemos um caminho de penitência e de escuta da Palavra de Deus, em vista da conversão a uma vida cristã renovada e mais genuína. Superados, agora, os dias da penitência quaresmal, chegou o momento de renovarmos nossa adesão de fé a Cristo ressuscitado e também nossa disposição pessoal para vivermos vida nova. Pelo Batismo, que recordamos na Vigília Pascal, fomos renovados pela graça pascal, que Jesus Cristo nos mereceu por sua paixão, morte e ressurreição.

Por isso, junto com a proclamação da alegria pascal, somos exortados a viver “vida nova”, conforme Cristo ressuscitado; a abandonar “o velho fermento”, feito de maldade e perversidade (cf 1Cor 5,6-8), tornando-nos “massa nova” com o fermento de Cristo ressuscitado. S.Paulo recomenda com vigor que aqueles que foram unidos a Cristo tornaram-se uma criatura nova e devem mostrar isso no seu comportamento e no seu modo novo de viver. A Páscoa é chamado a viver a novidade da vida cristã.

Nosso sínodo arquidiocesano – “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” – também tem esse mesmo objetivo. Nossa Igreja e cada um de nós, pessoalmente, precisamos dessa renovação pascal, assim como as organizações e expressões visíveis da vida da Igreja: o chamado à “conversão e renovação missionária” é para todos. Os frutos do sínodo serão alcançados na medida da nossa conversão a Cristo, da renovação da nossa fé nele e na ação do Espírito Santo no interior da Igreja e em nossa vida pessoal.

Quem se encontra com Cristo ressuscitado torna-se missionário, pois esse encontro é tão marcante, que renova as forças, enche de entusiasmo e alegria e não deixa ninguém indiferente. E precisamos muito dessa renovação em nossa Igreja. Que o Senhor ressuscitado nos dê uma fé firme, vibrante e inabalável. Peçamos com fé esta graça pascal para todos nós!

Que o Senhor ressuscitado esteja sempre com todos e os confirme na sua paz. Feliz e santa Páscoa!

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

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Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 22 a 28.04.2019:
2ª Br - At 2,14.22-32, Sl 15(16), Mt 28,8-15
3ª Br - At 2,36-41, Sl 32(33), Jo 20,11-18
4ª Br - At 3,1-10, Sl 104(105), Lc 24,13-35
5ª Br - At 3,11-26, Sl 8,2a e 5.6-7.8-9, Lc 24,35-48
6ª Br - At 4,1-12, Sl 117(118), Jo 21,1-14
Sb Br - At 4,13-21, Sl 117(118), Mc 16,9-15
Dom Br -2º Domingo de Páscoa- At 5,12-16; Sl 117(118); Ap 1,9-11a.12-13.17-19; Jo 20,19-31


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O SENTIDO VERDADEIRO DA PÁSCOA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A palavra Páscoa tem sua origem no hebraico “Pascha” que significa passagem, e no Judaísmo está contextualizada no fato histórico ocorrido em 1250 A.C que foi a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. A narrativa encontra-se no livro do Êxodo, que pertence ao Pentatêutico, conjunto dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura, cuja autoria é atribuída a Moisés. O ritual da páscoa judaica segue as determinações dadas pelo próprio Deus ao Sacerdote Aarão conforme Êxodo 12, 1-8.11-14 e o fato histórico, com esse caráter religioso, tornou-se para o Povo um memorial da noite em que Deus os libertou da escravidão do Egito, através de Moisés, derrotando o império do Faraó.Anteriormente a páscoa era uma Festa dos Pastores, que comemoravam a passagem do inverno para a primavera quando por ocasião do degelo, e surgindo a primeira vegetação à luz do sol, os animais deixavam suas tocas, sendo essa a origem do Coelhinho da Páscoa e do ovo, que ao ter a sua casca quebrada deixa romper a vida que há dentro dele.

A libertação do Povo da escravidão do Egito é o acontecimento mais importante na tradição religiosa de Israel que o tornou um memorial celebrado no ritual judaico, preceito estabelecido pelo próprio Deus, muito rico em sua simbologia.Trata-se de uma refeição feita em pé, com os rins cingidos, sandálias nos pés e o cajado na mão, como quem está de partida “comereis as pressas, pois é Páscoa do Senhor”. O sangue do Cordeiro imolado irá marcar o batente das portas dos que iriam ser salvos do anjo exterminador, e as ervas amargas lembram a escravidão e o sofrimento que o povo passou.

Jesus de Nazaré, filho de Maria e de José, tendo passado pelo rito iniciático do Judaísmo, freqüentava o templo e a sinagoga, como qualquer judeu fervoroso. Não era sua intenção fundar uma nova religião, mas sim resgatar a essência na relação dos homens para com Deus, que o judaísmo havia perdido por causa do rigorismo do seu preceito e dos seus ritos purificatórios. O fenômeno do messianismo era muito comum naquele tempo, como hoje quando surgem a cada dia novos pregadores em cada esquina, mas somente Jesus é o verdadeiro e único messias, aquele que fora anunciado pelos profetas, o Ungido de Deus, descendente da estirpe de Davi, o grande Rei porém, na medida em que Jesus vai manifestando quem ele é, e o seu modo de viver, convivendo com os pecadores impuros, curando em dia de Sábado e fazendo um ensinamento novo que estabelecia novas relações com Deus e com o próximo.

Tudo isso foi gerando um descontentamento nas lideranças religiosas que de repente começaram a vê-lo como uma séria ameaça a estrutura religiosa existente, e a expulsão dos vendedores e cambistas do templo foi a gota dágua que faltava para à sua condenação, sendo dois os motivos que o levaram à morte: o primeiro de caráter religioso, pois ele se dizia Filho de Deus e isso constituía-se uma blasfêmia diante do judaísmo, o segundo de caráter político, Jesus veio para ser Rei dos Judeus, representando uma ameaça ao augusto Cezar Soberano do império Romano.

O Povo esperava um Messias Libertador político para restaurar a realeza em Israel, que se encontrava sob a dominação dos romanos. É essa a moldura histórica dos fatos que marcaram a vida de Jesus, nos seus três anos de vida pública, desde que deixara a casa de seus pais em Nazaré e dera início as suas pregações tendo formado o Grupo dos discípulos.Logo após sua morte e ressurreição, nas primeiras comunidades apostólicas (dirigidas pelos apóstolos) se perguntava por que Jesus havia morrido? Nas reuniões que ocorriam aos domingos, porque Jesus havia ressuscitado na madrugada de um Domingo, os apóstolos faziam a Fração do Pão, recordando tudo o que Jesus fez e ensinou, concentrando suas pregações na morte e ressurreição. E assim começou-se a se fazer as primeiras anotações sobre Jesus e mais tarde, entre os anos 60 e 70, surgiram os evangelhos que revelavam, não só porque Jesus havia morrido, mas também como e onde havia nascido e de como vivera a sua vida fazendo o bem, anunciando um reino novo sempre na fidelidade e obediência ao Pai e no amor aos seus irmãos.

A Ressurreição de Jesus é um fato apenas compreensível e aceitável à luz da Fé, que é um dom de Deus concedido aos homens, pois o momento da ressurreição não foi presenciado por ninguém e o que as mulheres viram, segundo o relato dos evangelhos sinópticos, foram os “sinais” da ressurreição: túmulo vazio, os panos dobrados e colocados de lado, e ainda um personagem que dialoga com Madalena, confundido por ela com um jardineiro, que anuncia que Jesus de Nazaré não estava mais entre os mortos porque havia ressuscitado.As mulheres tornaram-se desta forma as primeiras anunciadoras da ressurreição aos apóstolos. Outra evidência foram as aparições de Jesus Ressuscitado aos seus discípulos, reunidos em comunidade conforme relato do livro do Ato dos Apóstolos. Não se tratam de aparições sensacionalistas para causar impacto e evidenciar a vitória de Jesus sobre os que conspiraram a sua morte, mas sim de um Deus vivo e solidário com os que nele crêem, para encorajar a comunidade dos apóstolos, que tiveram a princípio muita dificuldade para vencer o medo e descrença, que abateu-se sobre eles com a morte de Jesus.

A Ressurreição de Cristo está no centro da Fé cristã, que é, segundo o pensamento Paulino, a garantia de nossa ressurreição, que não pode e nem deve ser compreendida como uma simples volta a esta vida porque se trata de uma realidade sobrenatural entendida e aceita pela Fé, e não de um fato científico. O Cristo Ressurrecto apresenta um corpo glorioso! É este o destino feliz dos que crêem e vivem essa esperança que brota da Fé, pois a Vida venceu a morte!

Celebrar a Páscoa é celebrar esta Vida Nova de toda a humanidade, que irrompeu da escuridão do túmulo com o homem Jesus de Nazaré. É a passagem do pecado para a graça de Deus, das trevas para a luz, da Morte para a Vida , porque o espírito Paráclito que Cristo deu à sua igreja no dia de Pentecostes, tudo renova e permite que, caminhando na Fé, já desfrutemos, ainda que de maneira imperfeita, dessa comunhão íntima com Deus, no Cristo glorioso que nos acompanha nessa jornada terrestre, e que nos acolherá um dia na plenitude da Vida Eterna.

Uma feliz Páscoa a todos!

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. O discípulo viu e creu
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O evangelista São João dá um destaque todo especial ao Discípulo amado, que corre com São Pedro até o túmulo. O túmulo estava vazio. No entanto, do Discípulo está escrito que “ele viu e acreditou”. Ele viu o túmulo vazio e acreditou que Jesus estava vivo. O dia da ressurreição é o dia do túmulo vazio que nos leva a uma visão de fé. Quem é discípulo vê o tempo todo com os olhos da fé. A função que Pedro exerce na comunidade de Jesus não o dispensa de ser discípulo. Por isso, a última palavra de Jesus a Pedro será: “Segue-me”. O discípulo é aquele que segue o Mestre e vai com ele a qualquer lugar.

Maria Madalena também viu o túmulo vazio, mas pensou que tivessem roubado o corpo. Não reconheceu logo Jesus porque estava à procura de um corpo morto, e também porque chorava. As lágrimas impediram que ela visse o Cristo vivo, que estava de pé, diante dela. Vai reconhecê-lo quando ouvir Jesus pronunciar o seu nome. Na mesma tarde, os discípulos de Emaús, retornando tristes para casa, encontram-se com o Ressuscitado no caminho. Não o reconhecem logo. Ouvem suas palavras, sentem o coração arder enquanto ele lhes fala, mas só o reconhecerão ao partir do pão. É o Pão da Eucaristia, sem dúvida, aquele da última Ceia, mas também é o pão da partilha, acontecida por iniciativa dos discípulos.

Convidaram Jesus a ficar com eles, porque já era tarde. Pensavam que fosse um simples forasteiro, mas, sem saber, acolheram o Ressuscitado. E depois refizeram o caminho, como verdadeiros discípulos missionários que anunciam a todos a alegria que experimentaram. Começamos hoje a caminhada da Páscoa, a grande passagem deste mundo para o Pai. Caminhamos ressuscitando cada dia, fazendo do acordar o início de um novo amanhecer. Deixamos para trás o que fica para trás e seguimos adiante, em direção ao Cristo que nos aguarda. Não paramos, entregues à paralisia da morte. Andamos e seguimos adiante, apesar dos nossos pecados, apesar dos erros cometidos. Eles não têm mais peso do que a graça e não são capazes de impedir que percorramos o caminho começado. Esta seria a vitória do demônio e do pecado: a morte que paralisa. O demônio quer ver o nosso desânimo, a nossa desistência. Cristo nos quer vivos, correndo até o túmulo, percorrendo o jardim, andando até Emaús, retornando a Jerusalém.

Se Deus nos vê em movimento, sabe que estamos vivos, que a morte não foi vitoriosa, que continuamos firmes no caminho de casa. Ressuscitamos com Cristo, buscamos as coisas do alto, nossa vida está escondida com Cristo, em Deus. Diz a tradição que Pedro foi o primeiro a ver Jesus ressuscitado. Hoje, ele e o Discípulo amado, diante do túmulo vazio, viram que a morte não foi capaz de segurar Jesus. Seu corpo não estava lá. Estava vivo, ressuscitado. Hoje, firmes e inseridos na realidade em que vivemos, olhamos para cima, onde ele está entronizado, e caminhamos sem tropeçar, movidos pela energia da ressurreição.

3. O SEPULCRO VAZIO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Os discípulos começaram a se dar conta da ressurreição do Senhor, ao se depararem com o sepulcro vazio. Maria Madalena, alarmada, pensou que o corpo de Jesus tivesse sido retirado, à surdina, e colocado num outro lugar. Pedro, tendo acorrido para se inteirar dos fatos, apenas constatou onde estavam o lençol e os demais panos com que Jesus havia sido envolvido. O discípulo amado, este sim, começou a perceber que algo de muito extraordinário havia acontecido. Por isso, foi capaz de passar da constatação do sepulcro vazio à fé: "Ele viu e acreditou".

O sepulcro vazio, por si só, não podia servir de prova para a ressurreição do Senhor. Seria sempre possível acusar os cristãos de fraude. Poderiam ter dado sumiço ao cadáver de Jesus, e sair dizendo que ele ressuscitara. Era preciso ir além e descobrir, de fato, onde estava o corpo do Mestre.

O discípulo amado, de imediato, cultivou a esperança de encontrar-se com o Senhor. Sua fé consistiu na certeza de que o Mestre estava vivo, não no sepulcro, porque ali não era o seu lugar. Senhor da vida, não poderia ter sido derrotado pela morte. Filho amado do Pai, as forças do mal não poderiam prevalecer sobre ele. Embora sem ter chegado ao pleno conhecimento do fato, a fé na ressurreição despontava no coração do discípulo amado.

Oração
Espírito de ressurreição, como o discípulo amado, creio que o Crucificado venceu a morte e as forças do mal.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Segunda Feira — 22.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO CAIO

Papa Caio nasceu na Dalmácia, de família cristã da nobreza romana, parente distante do Imperador Diocleciano. Caio foi eleito no dia 17 de dezembro de 283. Governou a Igreja durante treze anos, num período de trégua nas perseguições.

Antes de sua eleição, o Papa Caio transformou sua casa em igreja. Lá, ouviam os aflitos, os pecadores; auxiliavam os pobres e doentes; celebravam as missas, distribuíam a eucaristia e ministrados os sacramentos do batismo e do casamento.

O grande contratempo enfrentado pelo Papa Caio se deu no âmbito interno do próprio clero, devido a crescente multiplicação de heresias, criando uma grande confusão entre os devotos cristãos.

Nós sabemos, pelos escritos da Igreja, que apesar do seu parentesco com o imperador, o Papa se recusou a ajudar Diocleciano, que pretendia receber a sobrinha dele como sua futura nora. A ira do soberano mandou matar todos os cristãos, começando pelo seu parente Caio.

Papa Caio morreu decapitado em 22 de abril de 296. A Igreja confirmou a sua santificação e o seu martírio. As suas relíquias foram depositadas primeiro no cemitério de São Calixto. Depois foram trasladadas para a igreja que foi erguida no local da casa onde ele viveu, em Roma.

REFLEXÃO
Hoje mais uma vez fazemos memória de um pastor da Igreja que soube dedicar-se à missão de fazer o Cristo conhecido e amado. São Caio foi um homem do seu tempo, alegre e lutador. Sua posição na cátedra de Pedro não lhe tirou sua humildade e caridade com os mais pequenos. Voltemos hoje nossas orações para os líderes de nossas comunidades, pedindo que Deus os cumule de sabedoria e simplicidade, para que a Igreja seja marcada pelo profundo respeito entre os homens e mulheres.

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Caio governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
O Senhor vos introduziu na terra onde correm leite e mel; que sua lei esteja sempre em vossos lábios! (Ex 13,5.9)

Oração do dia
Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja, dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que, por toda a sua vida, estes vossos servos e servas sejam fiéis ao sacramento do batismo que receberam, professando a fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 2,14.22-32)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

2 14 Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.
15 Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia.
16 Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel:
17 ‘Acontecerá nos últimos dias’ - é Deus quem fala -, ‘que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão.
18 Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão.
19 Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue fogo e vapor de fumaça.
20 O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor.
21 E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo’.
22 Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis.
32 A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 15/16

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Digo ao Senhor: somente vós sois meu Senhor.
Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
meu destino está seguro em vossas mãos!

Eu bendigo o Senhor, que me aconselha
e até de noite me adverte o coração.
Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,
pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

Eis por que meu coração está em festa,
minha alma rejubila de alegria
e até meu corpo no repouso está tranquilo;
pois não haveis de me deixar entregue à morte
nem vosso amigo conhecer a corrupção.

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
junto a vós, felicidade sem limites,
delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos.


Evangelho (Mateus 28,8-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 28 8 as mulheres se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos.
9 Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: “Salve!” Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés.
10 Disse-lhes Jesus: “Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão”.
11 Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes.
12 Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes:
13 “Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis.
14 Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades”.
15 Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E esta versão é ainda hoje espalhada entre os judeus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo para que, renovados pela profissão da fé e pelo santo batismo, consigamos a felicidade eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não tem mais poder sobre ele, aleluia! (Rm 6,9)

Depois da Comunhão
Transborde, ó Deus, em nossas almas a graça dos sacramentos pascais, para que, tendo-nos introduzido no caminho da salvação, nos torneis dignos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Nossas Santas Mulheres
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

As mulheres são as primeiras testemunhas do fato que veio a se tornar o centro de toda Fé Cristã: a Ressurreição do Senhor! Consideradas graças a um certo machismo, como sexo frágil, e ainda hoje tentando fazer delas um mero objeto, na Santa Igreja a mulher ocupa um papel de destaque.

Basta ver que tudo começou com elas, primeiro Maria de Nazaré, de cujo SIM ao Projeto Divino, permitiu vir até nós o Salvador do Mundo, sempre discreta, sem pretensão de ocupar cargos importantes na comunidade primitiva, Maria é modelo da primeira cristã e primeira discípula de Jesus.

Na celebração pascal, quando vai acontecer a nova criação a partir da ressurreição do Senhor, quem está lá á frente de todos, para ver e experimentar os primeiros momentos dessa nova humanidade ressurgida da Graça de Deus: elas, as mulheres novamente.

Viram o túmulo vazio, sinal de que o Senhor havia irrompido das profundezas da morte, ouviram a catequese do anjo e compreenderam... diz o texto, com certo medo mas também cheias de alegria elas se afastaram do túmulo, deixando para trás a morte para assumirem a Vida nova que dali irrompera na Gloria de Deus.

Toda essa abertura á Revelação Divina permitiu-lhes experimentar o Cristo Vivo, a quem reconhecem como Deus e se prostram a seus pés para adorá-lo. Jesus as encoraja e as envia em missão, são as primeiras missionárias da nossa Igreja e vão fazer o feliz anúncio ao restante da comunidade, os discípulos de Jesus entre eles Pedro, o Chefe da Igreja recém-nascida.

Se quiserem fazer essa experiência podem conferir, em nossa Igreja, nas pastorais e movimentos, as mulheres são a maioria esmagadora, pois Deus sabia que poderia contar com elas, mesmo com toda fragilidade, são sensíveis e sempre abertas á Boa Nova do Evangelho!

Os guardas, tanto como as mulheres também viram o túmulo vazio mas descrentes na Boa Nova e fechados para a possibilidade da Graça de Deus, também partem até a cidade, para anunciarem aos poderosos da Religião Oficial. Quando a gente não se permite fazer a experiência de Jesus em nossa Vida, quando nos recusamos a crer e a se abrir á revelação que acontece em Jesus Ressuscitado, começamos a viver á nossa vida a partir de uma mentira. Foi o que fizeram os Judeus, que deram propina aos guardas do sepulcro ,para que eles espalhassem a notícia de que os discípulos haviam roubado o corpo de Jesus.

Louvemos a Deus por nossas mulheres que se doam corajosas, intrépidas, cheias de ternura e que enfeitam com a sua feminilidade ás nossas comunidades. E aos que veem no Cristianismo apenas uma Mentira, clamemos para que a misericórdia do Pai os alcance e os envolva. Amém

2. Ide anunciar a meus irmãos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O anúncio do Evangelho não está isento de lutas. Desde o primeiro momento tentaram negar a ressurreição, e ainda hoje, para alguns, trata-se de uma fábula. Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé. Nossa vida cristã não teria sentido. Nossos primeiros irmãos deixaram por escrito que alguns soldados foram pagos para dizer que o corpo de Jesus tinha sido roubado pelos discípulos. E isso, durante a noite, enquanto os soldados dormiam. Se dormiam, como viram que o corpo fora roubado? Segundo Mateus, algumas mulheres viram o túmulo vazio, mas logo se encontraram com Jesus, que as cumprimentou e mandou-as dizer aos irmãos que fossem para a Galileia. “Lá me verão”, disse Jesus. Foi onde tudo começou e de lá deverão sair os missionários de Jesus, portadores da alegria da ressurreição, sem medo dos obstáculos e das contradições.

3. ANUNCIANDO A RESSURREIÇÃO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A ressurreição do Senhor foi uma surpresa para os discípulos. Embora tivessem sido alertados, ela os pegou desprevenidos. Daí a sensação desencontrada de temor e alegria. Temor, porque se tratava de avizinhar-se do mundo dos mortos, e as Escrituras proibiam, terminantemente, qualquer prática deste tipo. Alegria, porque renascia a esperança de reencontrar-se com o amigo querido, que havia sido crucificado.

Quando as mulheres, que tinham ido ao túmulo de Jesus, foram alertadas a respeito da ressurreição, saíram, às pressas, para comunicar esta notícia extraordinária aos discípulos. Este foi o início de uma missão que haveria de varar os séculos e se espalhar pelo mundo inteiro. A ressurreição constitui o âmago do anúncio evangélico, que seria confiado como missão aos discípulos. De fato, estes se caracterizam por sua condição de anunciadores da ressurreição.

Por outro lado, independentemente de uma missão específica, quem se encontra com o Ressuscitado não consegue conservar apenas para si esta experiência que provoca uma reviravolta na existência humana. A ressurreição do Senhor oferece ao discípulo uma nova perspectiva de vida. Porque Jesus ressuscitou, vale a pena viver, apesar das derrotas e dos fracassos, uma vez que ele se tornou penhor de vida e esperança. É preciso sempre anunciar isto ao mundo!

Oração
Espírito de alegria, faze meu coração transbordar de júbilo pela ressurreição do Senhor, tornando-me anunciador desta maravilha do amor do Pai.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Terça-Feira — 23.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO JORGE

Em torno do século terceiro, quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.

O Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus.

Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina. É local de peregrinação, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das Cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo.

A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Diz a lenda que São Jorge derrotou um pavoroso dragão, usando para isso sua fé em Jesus Cristo.

São Jorge virou um símbolo de força e fé. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica. A festa acontece no dia 23 de abril tanto no Ocidente como no Oriente.

REFLEXÃO
Na tradição popular a figura de São Jorge tem lugar garantido. Protetor fiel e corajoso do povo devoto, está presente em forma de imagens e quadros na maioria das casas católicas. São Jorge, apesar das confusões religiosas, que o levam sobretudo às religiões afro-brasileiras, é um santo católico, com, festa litúrgica oficializada e celebrada com fervor no oriente e no ocidente. Sua fama de guerreiro faz dele um santo invocado em situações limites e consideradas impossíveis.

ORAÇÃO
Deus Todo-poderoso, vós nos protegeis pelos méritos e bênçãos de São Jorge. Fazei que este grande mártir, com sua couraça, sua espada e seu escudo, que representam a fé, a esperança e a caridade, esclareça a nossa inteligência, ilumine os nossos caminhos e fortaleça o nosso ânimo nas lutas da vida. Que ele nos alcance de vós a firmeza diante da vossa vontade contra as ciladas do mal. E assim, vencendo como São Jorge venceu, possamos triunfar convosco no céu, e participar das eternas alegrias. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
Deu-lhes a água da sabedoria, tornou-se a sua força, e não vacilam; vai exaltá-los para sempre, aleluia! (Eclo 15,3s)

Oração do dia
Ó Deus, que nos concedestes a salvação pascal, acompanhais o vosso povo com vossos dons celestes, para que, tendo conseguido a verdadeira liberdade, possa um dia alegrar-se no céu, como exulta agora na terra. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 2,36-41)
Leitura dos Atos Apóstolos.

2 36 “Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo”.
37 Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: “Que devemos fazer, irmãos?”
38 Pedro lhes respondeu: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.
39 Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus”.
40 Ainda com muitas outras palavras exortava-os, dizendo: “Salvai-vos do meio dessa geração perversa!”
4l Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 32/33

Transborda em toda a terra a bondade do Senhor.

Reta é a palavra do Senhor,
e tudo o que ele faz merece fé.
Deus ama o direito e a justiça,
transborda em toda a terra a sua graça.

Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem
e que confiam, esperando em seu amor,
pra da morte libertar as suas vidas
e alimentá-los quando é tempo de penúria.

No Senhor nós esperamos confiantes,
porque ele é nosso auxílio e proteção!
Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)


EVANGELHO (João 20,11-18)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 20 11 entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro.
12 Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13 Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram”.
14 Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.
15 Perguntou-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? Quem procuras?” Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”.
16 Disse-lhe Jesus: “Maria!” Voltando-se ela, exclamou em hebraico: “Rabôni!” (que quer dizer Mestre).
17 Disse-lhe Jesus: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.
18 Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, com bondade, as oferendas da vossa família e concedei-nos, com o auxílio da vossa proteção, sem perder o que nos destes, alcançar os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus: tende gosto pelas coisas do alto, aleluia! (Cl 3,1s)

Depois da Comunhão
Ouvi-nos, ó Deus todo-poderoso, e preparai os corações de vossos filhos e filhas que enriquecestes com a graça do batismo, para que possa merecer a felicidade eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Experimentar o Cristo
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nesta Terça Feira da Oitava da Páscoa nos encontramos com Maria Madalena, uma mulher apaixonada por Jesus, uma paixão até hoje incompreendida e mal falada por alguns "iluminados", que não conseguem vislumbrar algo além da carne. Jesus é o Grande Amor, não só de Madalena mas de todos os que Nele crêem, e que só podem experimentá-lo a partir do amor que fascina e deslumbra.

Parece que João, Evangelista, neste evangelho apresenta-nos um resumo da Vida de Madalena, tendo como enredo a sua experiência com Jesus. Em Jesus tivera início a Nova Criação, era o primeiro dia da Semana, Madalena VIU a pedra removida do sepulcro, ainda estava escuro, era o início da sua Vida de Fé, ainda não consegue experimentar aquilo que transcende e prevalece a Lógica humana "Tiraram o corpo do meu Senhor", vai dizer aos apóstolos.

Inclinar-se para olhar dentro do sepulcro é atitude de quem está a procura de algo mais, VE dois anjos, "Levaram o meu Senhor!" com a Fé um pouco mais amadurecida ela consegue ver além, entretanto ainda pensa dentro da lógica humana. Depois disso ela se volta e vê Jesus, mas não o reconheceu, de fato, Jesus se deu a conhecer enquanto Palavra a ponto do próprio João chamá-lo de Verbo Encarnado, é a Palavra Poderosa de Deus que irá criar o mundo "FAÇA-SE", quando Jesus a chama pelo nome "Maria", então ela o reconhece, é precisamente a Palavra que nos comunica o dom da Fé, é a Palavra que cria e nos recria, nos renova e restaura.

"Mestre" vai exclamar Madalena. Quem o reconheceu quer experimentá-lo, tocar o outro, achegar-se mais ao outro, abraçar, pegar na mão. Madalena pensa ser esse o modo de experimentar Jesus em sua vida agora iluminada pela Fé.

As comunidades Joaninas dos anos 70 – 80 estavam desejosas de saber melhor quem era Jesus, e desejavam, como Madalena, tocá-lo, vê-lo, enxergá-lo. Retê-lo como um Bem particular, porém, não é mais esse o modo de se fazer a experiência de Jesus em nossa vida e em nossas comunidades.

Em seu estado glorioso, há uma presença real do Senhor, porém mística, que não se alcança com nossos sentidos, como cantamos no "Tão Sublime Sacramento". Madalena representa toda uma comunidade que por aquele tempo, quando tudo parecia ainda obscuro, soube vislumbrar essa nova presença de Jesus junto aos seus. Continuou uma eterna enamorada de Jesus, até o dia em que, na visão Beatífica, pode contemplá-lo plenificando o amor que alimentou nessa vida.

Inspirados por Santa Maria Madalena, que possamos também fazer essa bela experiência, reconhecendo o Senhor a partir da sua Santa Palavra, percebendo-o na vida dos irmãos e irmãs, que conosco caminham na comunidade.

2. Mulher, quem procuras?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Primeira semana da Páscoa. Celebramos oito dias como se fossem um só. Tempo de vitória e alegria. No entanto, Maria está chorando. Ela chora num dia de alegria e por isso não vê o Ressuscitado. “Mulher, por que choras? Quem procuras?” Não estaria ela equivocada em sua procura? Procure o Senhor enquanto se deixa encontrar, mas procure-o de forma correta. Pare de chorar e contemple a existência iluminada pela luz da ressurreição. Pare de chorar e ouça quando o Mestre chama você pelo nome. “Maria” – “Mestre”, e então começa o diálogo de amor. Não fique parada. Anuncie aos discípulos que Jesus vai subir ao Pai. Ela foi e nos deixou seu melhor testemunho em poucas palavras, mas fundamentais: “Eu vi o Senhor!”.

3. POR QUE CHORAS?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O pranto de Maria Madalena revela que seu relacionamento com Jesus era pouco consistente. A morte do Mestre significou para ela a perda de uma pessoa querida. Ele soube valorizá-la, ajudando-a a recompor sua existência esfacelada por experiências negativas. Isto bastou para ela nutrir por Jesus um amor cheio de gratidão.

Uma sensação de vazio tomou conta do coração de Maria Madalena, quando veio a faltar-lhe este apoio humano. Diante do amigo morto, só lhe restava debulhar-se em lágrimas.

Maria Madalena, contente com o que Jesus representava para ela, só deu um passo adiante na sua compreensão, quando defrontou-se com o Ressuscitado. A humanidade do amigo querido era apenas um aspecto de sua verdade. Ele era também o Filho enviado pelo Pai, cuja missão, na Terra, havia sido concluída. Agora, estava de volta para junto de quem o enviara. Ele era o Senhor. Discípulo algum tinha o poder de retê-lo para si, ou de apossar-se dele. O Mestre estaria junto dos seus discípulos, mas sem a limitação de tempo e espaço.

Por conseguinte, Maria Madalena não tinha por que chorar. Ela teria para sempre consigo o Senhor ressuscitado. A ressurreição devolveu-lhe, novamente, a alegria. O Ressuscitado preencheu o vazio que a morte tinha deixado no coração dessa mulher. E o sentimento de perda foi superado por uma forma nova de presença do Mestre, mais interior e consistente.

Oração
Espírito de júbilo, que a alegria proveniente da ressurreição do Cristo me ajude a superar todo pranto causado pela frustração e pelo vazio da vida.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quarta-Feira — 24.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO FIDELIS DE SIGMARINGEN

Nasceu numa família de nobres em 1577, na cidade de Sigmaringa, na Alemanha, e foi batizado com o nome de Marcos. Era particularmente aberto à amizade, amante do belo e da música, hábil no movimento dos dedos sobre vários instrumentos musicais.

Estudou filosofia, direito civil e canônico, onde se formou professor e advogado, em 1601. Recebeu o apelido de "advogado dos pobres", porque não se negava a trabalhar gratuitamente aos que não tinham dinheiro para lhe pagar.

Aos trinta e quatro anos abandonou tudo e se tornou sacerdote. Ingressou na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos, vestindo o hábito e tomando o nome de Fidélis. Cuidava com coragem e caridade daqueles das pessoas atingidas pela peste. Escreveu muito e esses numerosos registros o fizeram um dos mestres da espiritualidade franciscana.

Enviado à Suíça para apaziguar as tensões entre católicos e protestantes, foi acusado de espionagem e morto que após celebrar a Missa. Dizem que, ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração: “Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem”.

REFLEXÃO
São Fidélis, advogado sábio e justo, converteu-se no defensor da causa do Evangelho de Jesus. Encontrando refúgio seguro na vida religiosa, nosso santo dedicou sua vida para auxiliar os mais abandonados. Nunca soube o que era o desânimo e mesmo diante da morte, rezou pelos seus inimigos. Peçamos hoje, ao Espírito Santo, que nos conceda os dons da sabedoria e da justiça.

ORAÇÃO
Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Fidélis de Sigmaringa destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
Vinde, benditos de meu Pai: tomai posse do reino preparado para vós desde o princípio do mundo, aleluia! (Mt 25,34)

Oração do dia
Ó Deus, que nos alegrais todos os anos com a solenidade da ressurreição do Senhor, concedei-nos, pelas festas que celebramos nesta vida, chegar às eternas alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 3,1-10)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 3 1 Pedro e João iam subindo ao templo para rezar à hora nona.
2 Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo.
3 Quando ele viu que Pedro e João iam entrando no templo, implorou a eles uma esmola.
4 Pedro fitou nele os olhos, como também João, e disse:" Olha para nós".
5 Ele os olhou com atenção esperando receber deles alguma coisa.
6 Pedro, porém, disse: "Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!"
7 E tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto pôs-se de pé e andava.
8 Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.
9 Todo o povo o viu andar e louvar a Deus.
10 Reconheceram ser o mesmo coxo que se sentava para mendigar à porta Formosa do templo, e encheram-se de espanto e pasmo pelo que lhe tinha acontecido.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 104/105

Exulte o coração dos que buscam o Senhor.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,
anunciai entre as nações seus grandes feitos!
Cantai, entoai salmos para ele,
publicai todas as suas maravilhas!

Gloriai-vos em seu nome que é santo,
exulte o coração que busca a Deus!
Procurai o Senhor Deus e seu poder,
buscai constantemente a sua face!

Descendentes de Abraão, seu servidor,
e filhos de Jacó, seu escolhido,
ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus,
vigoram suas leis em toda a terra.

Ele sempre se recorda da aliança,
promulgada a incontáveis gerações;
da aliança que ele fez com Abraão
e do seu santo juramento a Isaac.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)


EVANGELHO (Lucas 24,13-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

24 13 Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
14 Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.
15 Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.
16 Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.
17 Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?"
18 Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?"
19 Perguntou-lhes ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré. Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.
20 Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
21 Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.
22 É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;
23 e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.
24 Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram".
25 Jesus lhes disse: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!
26 Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?"
27 E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.
28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.
29 Mas eles forçaram-no a parar: "Fica conosco, já é tarde e já declina o dia". Entrou então com eles.
30 Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.
31 Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram mas ele desapareceu.
32 Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?"
33 Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.
34 Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão".
35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, este sacrifício da redenção humana, para que ele nos reconcilie convosco e nos conceda salvação nesta vida e na outra. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão, aleluia! (Lc 24,35)

Depois da Comunhão
Purificados da antiga culpa, nós vos pedimos, ó Deus, que a comunhão no sacramento do vosso Filho nos transforme em nova criatura. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. CAMINHANDO COM JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nhá Maria era uma senhora bem pobre que gostava muito de vir em nossa casa para receber alguma ajuda. Naquele tempo, o pedinte não era um estranho que causava medo e insegurança como hoje, e nós a acolhíamos na mesa da refeição, porque jamais minha mãe permitia que ela ficasse na porta ou na calçada, um filho de Deus tem que sentar-se á mesa, nos dizia sempre. Claro que os tempos eram outros e ninguém pensava em seqüestro ou assalto. Depois de ouvi-la atentamente, a conversa sempre terminava com a frase tão batida lá em casa, “Se for da vontade de Deus, tudo vai melhorar e dar certo”, que minha mãe dizia, enquanto preparava um cafezinho fresco que a Nhá Maria tomava antes de ir embora, toda agradecida, não sem antes ajudar a arrumar a cozinha.

Este evangelho mostra algo que hoje não se pratica muito em nossas relações: ouvir as pessoas, caminhar com elas, saber como está a vida, o que anda pensando ou sonhando, ou porque andam tristes. Passamos de carro, sempre apressados, e no máximo fazemos um aceno ou buzinamos para os conhecidos.

O caminhante que se junta aos dois peregrinos age diferente, percebe que estão tristes e desanimados, se junta a eles, quer saber o que aconteceu, qual a causa da tristeza, ouve com atenção e somente depois é que vai falar, não deixou suas inquietações sem uma resposta, não terminou a prosa com aquele jeito resignado “fazer o que, a vida é assim mesmo...” Como muitas vezes encerramos nossa conversa com alguém que está sofrendo ou desanimado. É bem verdade que os censurou por serem tão lerdos na compreensão da escritura antiga, mas a conversa foi agradável, marcada pela ternura, pois não se pode anunciar o evangelho com gestos bruscos e cara feia, como se quisesse dar uma lição de moral em quem ouve, isso é perda de tempo! O texto não deixa dúvidas quanto a isso, seus corações ficaram abrasados, enquanto Jesus lhes falava, levando-os a descoberta de algo novo, o sofrimento faz parte da vida, mas não é a última palavra.

Considerando-se a intencionalidade do autor, o texto trata de uma celebração eucarística, com duas partes bem distintas: a Palavra e a Eucaristia, aliás, coisa que nós cristãos herdamos do Judaísmo em uma junção da Sinagoga, lugar da reflexão da Palavra, e Templo, lugar do Sacrifício. Vivemos um tempo histórico diferente do que viveram esses discípulos, porém a situação é quase a mesma, achamos difícil perceber a presença do Senhor em meio a um quadro muitas vezes desolador, e a história de Emaús, mais parece uma bela lembrança. Eis uma fé distorcida e fragilizada como a dos dois discípulos peregrinos! No coração do Cristão, Jesus Ressuscitado na maioria das vezes é alguém distante de nossa vida e de nossos problemas, parece que o Jesus da história é um, e o Jesus da Salvação é outro.

Pois esse evangelho, belíssimo por sinal, nos mostra que na comunidade, em cada celebração a história se repete o Senhor nos questiona sobre o que estamos falando pelo caminho desta vida, em que acreditamos, quais são nossas aspirações, o que queremos ver realizado. A palavra que celebramos nos fala da vida de Jesus e de nossa vida também, ela nos encoraja porque penetra em nosso coração, não se restringindo a um mero rito.

Uma caminhada com uma prosa saudável e edificante, fortalecedora e motivadora, não tem coisa mais revigorante neste mundo, assim é que Jesus vem ao nosso encontro em cada domingo. A palavra de Jesus que caminha com eles, não é conversa fiada, lamentação e choramingos, porque as coisas não vão bem, em casa, na comunidade, no trabalho ou na política, Jesus é alguém diferente, que encontrou um sentido novo e sua palavra renovadora, fortalecedora é revigorante, porque nos faz dar a volta por cima, por isso, aos seus discípulos de ontem e de hoje, ele vem confirmar o seu projeto de salvação, anunciando que a morte e a força do mal, não têm nenhum poder sobre o Reino que ele instalou no meio dos homens.

E depois de uma boa conversa, em uma mesa de refeição, Cleofas e seu amigo de caminhada sentem que não podem mais viver sem aquele homem, e o acolhem no coração, quando o conhecem no partir do pão, onde o Senhor partilha com eles seus sonhos e projetos de vida, que ajudam a construir o reino novo.

Não tenhamos medo de percorrer o caminho de Emaús, onde levamos, é verdade, nossos desânimos e fracassos, mas diante da palavra que nos aquece o coração, , manifestemos o desejo de que o Senhor fique sempre conosco, “Fica conosco Senhor pois é tarde, e a noite vem chegando”. E no pão que se parte e reparte, nos fortalecemos, e voltamos com pressa á nossa comunidade, onde não há mais noite, mas na fé caminhamos com os irmãos e irmãs, diante da luz sempre reluzente que é o próprio Deus, presente em Cristo - Jesus!

2. Não estava ardendo o nosso coração?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. Fica conosco, Senhor, é tarde, e a noite já vem!

3. CORAÇÕES LENTOS PARA CRER
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A fé na ressurreição consolidou-se no coração dos discípulos de maneira muito lenta. O choque provocado pela crucifixão do Mestre causou-lhes um impacto enorme. Embora tivesse demonstrado ser "um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo", Jesus fora condenado à morte reservada ao malditos e marginais. Com isto, os discípulos viam esvair-se sua esperança de ver Israel libertado da opressão estrangeira, e reconquistar a condição de povo livre, segundo o querer do Pai.

A decepção deu lugar à deserção. Seria inútil dar continuidade ao grupo formado pelo Mestre quando ele ainda vivia, já que, diante da cruz, tudo quanto dissera e fizera tinha perdido sua consistência. Conseqüentemente, nem merecia ser recordado. Era tempo de colocar um ponto final nessa experiência que despontara tão promissora!

A superação deste desânimo deu-se após um lento processo de repensamento, à luz das Escrituras, de tudo quanto acontecera com o Senhor. Foi preciso que os discípulos vissem a cruz com uma perspectiva aberta, relacionando-a com o conjunto da vida do Mestre, relida à luz do cumprimento do desígnio de Deus.

Na medida em que se deslanchava um processo de compreensão da ressurreição, eles experimentavam uma profunda mudança interior. Revigorados na fé, reconheceram ser preciso voltar à vida de comunidade e se tornar proclamadores da ressurreição.

Oração
Pai, revela-me o sentido da ressurreição de Jesus, de maneira que minha fé seja revigorada e eu possa sentir a alegria de estar junto com os irmãos e as irmãs de fé.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quinta-Feira — 25.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Luminosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO MARCOS EVANGELISTA

Marcos era judeu, da tribo de Levi, era filho de Maria de Jerusalém. Segundo os historiadores teria sido batizado pelo próprio São Pedro e fazia parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém.
Ainda menino viu sua casa se tornar um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Segundo a tradição, foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, onde instituiu a Eucaristia e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após Sua Ressurreição.

Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou então a preparar o Evangelho. Escreveu o Evangelho por volta dos anos sessenta, sendo esse o mais antigo dos quatro. Em Roma prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão.

São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, viajou para pregar em Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

Ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava a missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro.

O evangelista é representado com um leão aos seus pés.

REFLEXÃO
São Marcos, que na Igreja primitiva fez um lindo trabalho missionário, evangelizou pela ação do Espírito muitas comunidades. Marcos é conhecido por ter sido agraciado com o carisma da inspiração e vivência comunitária, e por ter escrito o primeiro dos evangelhos. Louvemos a Deus pela vida deste grande santo, que nos garantiu a perpétua memória de nosso Salvador Jesus Cristo. Convido você a abrir sua bíblia e encontrar com Jesus através das palavras de São Marcos. Que tal render louvores a São Marcos pela leitura orante do seu evangelho?

ORAÇÃO
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. São Marcos, rogai por nós, para que sejamos iluminados pela força do Evangelho. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
Senhor, todos louvaram, unânimes, a vossa mão vitoriosa, pois a vossa sabedoria abriu os lábios dos mudos e tornou eloquente a língua das crianças, aleluia! (Sb 10,20s)

Oração do dia
Ó Deus, que reunistes povos tão diversos no louvor do vosso nome, concedei aos que renasceram nas águas do batismo ter no coração a mesma fé e na vida a mesma caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 3,11-26)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

3 11 Como ele se conservava perto de Pedro e João, uma multidão de curiosos afluiu a eles no pórtico chamado Salomão.
12 À vista disso, falou Pedro ao povo: “Homens de Israel, por que vos admirais assim? Ou por que fitais os olhos em nós, como se por nossa própria virtude ou piedade tivéssemos feito este homem andar?
13 O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo.
14 Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida.
15 Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas.
16 Em virtude da fé em seu nome foi que esse mesmo nome consolidou este homem, que vedes e conheceis. Foi a fé em Jesus que lhe deu essa cura perfeita, à vista de todos vós.
17 Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes.
18 Deus, porém, assim cumpriu o que já antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer.
19 Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados.
20 Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus.
21 É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas.
22 Já dissera Moisés: ‘O Senhor, nosso Deus, vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a este ouvireis em tudo o que ele vos disser.
23 Todo aquele que não ouvir esse profeta será exterminado do meio do povo’.
24 Todos os profetas, que têm falado sucessivamente desde Samuel, anunciaram estes dias.
25 Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os nossos pais, quando disse a Abraão: ‘Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra’.
26 Foi em primeiro lugar para vós que Deus suscitou o seu servo, para vos abençoar, a fim de que cada um se aparte da sua iniqüidade”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 8

Ó Senhor, nosso Deus, como é grande
vosso nome por todo o universo!

Ó Senhor, nosso Deus, como é grande
vosso nome por todo o universo!
Perguntamos: “Senhor, que é o homem,
para dele assim vos lembrardes
e o tratardes com tanto carinho?”

Pouco abaixo de Deus o fizestes,
coroando-os de glória e esplendor;
vós lhe destes poder sobre tudo,
vossas obras aos pés lhe pusestes.

As ovelhas, os bois, os rebanhos,
todo o gado e as feras da mata;
passarinhos e peixes dos mares,
todo ser que se move nas águas.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)


Evangelho (Lucas 24,35-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 24 35 Os discípulos, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
36 Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco!”
37 Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.
38 Mas ele lhes disse: “Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?
39 Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”.
40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
41 Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: “Tendes aqui alguma coisa para comer?”
42 Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.
43 Ele tomou e comeu à vista deles.
44 Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”.
45 Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:
46 “Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
48 Vós sois as testemunhas de tudo isso”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas que vos apresentamos com alegria. Que elas sejam úteis aos que foram batizados e apressem o vosso auxílio para nós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Povo resgatado por Deus, proclamai suas maravilhas: ele vos chamou das trevas à sua luz admirável, aleluia (1Pd 2,9)

Depois da Comunhão
Ouvi, ó Deus, as nossas preces, para que este convívio redentor nos seja um auxílio na vida presente e penhor da eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. VÓS SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Certa vez um amigo solicitou minha ajuda para atuar como testemunha a seu favor em um processo trabalhista, antes tive de passar pelo advogado, que sendo um ótimo profissional quis saber em detalhes tudo o que eu iria dizer diante do juiz, caso fosse necessário. Um bom testemunho é feito com firmeza, convicção e clareza de idéia, pois naquele momento a palavra é dele, e o advogado, promotor, juiz, júri, e as partes envolvidas, apenas o ouvem, uma palavra errada ou mal colocada, poderá por a perder todo o processo.

O papel de uma testemunha é convencer quem não presenciou o fato, de que o ocorrido é verdadeiro e não há nenhuma outra interpretação, por isso, se Jesus fosse como um advogado altamente profissional e rigoroso, nem os discípulos e muito menos nós, seríamos constituídos suas testemunhas. No evangelho de hoje, para início de conversa o confundiram com um fantasma, e olhe que já era praticamente a terceira aparição do Senhor, à comunidade. Os dois que iam para Emaús o confundiram com um forasteiro, na comunidade, as duas primeiras reuniões foram com as portas fechadas, por medo dos judeus, e ele já tinha aparecido uma vez, no evangelho de hoje, mesmo ouvindo o depoimento dos discípulos de Emaús, e vendo Jesus aparecer diante deles, ficaram assustados e cheios de medo, Jesus falou com eles, mostrou as mãos e os pés, deixou-se tocar, ainda assim não acreditaram, a ponto do próprio Senhor lhes censurar porque estavam preocupados e tinham dúvidas no coração. Em uma audiência diante de um tribunal, essas testemunhas seriam no mínimo desastrosas, dá até para imaginar o diálogo “Vocês viram Jesus ou não?”. “Não sabemos Meritíssimo, se realmente era ele, parecia um fantasma, a gente o viu e o tocou, ele até comeu um peixe assado, pode ser que seja ele mesmo”. Que “belo testemunho”, não afirma e nem confirma...

No final do evangelho Lucas afirma que Jesus abriu a inteligência dos discípulos, para entenderem as escrituras. O pensamento humano tem uma tampa, um limite aonde chega a lógica humana depois de investigar e estudar muito alguma questão, mas dali para frente, há um mistério que só pode ser compreendido por aquele que crê, ou seja, ler as escrituras apenas com a nossa inteligência, fechada no horizonte humano, não vamos entender coisa alguma, mas se lermos na perspectiva de Jesus de Nazaré, sua vida, sua história, sua morte e ressurreição, iremos compreender o sentido da vida, porque nele encontramos o nosso verdadeiro DNA, a nossa origem e o nosso fim, em Cristo mergulhamos ao encontro daquele que é a Vida em toda sua plenitude, pois nele fomos recriados, mudou-se a referência, herdamos sim, o pecado original de Adão e Eva, mas agora já sabemos a verdade, não há possibilidade da serpente nos enganar, conhecemos aquele que é mais Poderoso e Sábio do que a serpente, conhecemos aquele que esmagou o mal com a sua morte e ressurreição, não há duas alternativas, só uma e apenas uma, para quem desejar a Salvação: Jesus Cristo, o Filho de Deus!

Adão e Eva não sabiam o que iria lhes acontecer, não tinham ainda uma referência. Nós temos! Jesus é alguém da Trindade que se fez homem, que se faz ouvir, que se deixa tocar, que senta conosco em uma mesa e faz uma refeição, coloca todas as cartas na mesa, abre o jogo, nada esconde como o tentador e enganador. Joga as claras, ele é a luz do mundo, o único caminho e a única verdade, ele só não pode decidir por nós, por isso o seu reino e o seu projeto de vida nos são apresentados como uma proposta, cabe a nós usarmos o livre arbítrio para aceita-lo ou recusá-lo.

É esse Jesus Cristo Alfa e ômega, princípio e fim, Senhor absoluto da História e Salvador do Homem, que nos congrega como igreja, que nos lava de nossas culpas e nos redime dos nossos pecados, que faz de nossas comunidades um pedacinho do céu prometido, mais ainda, conhecendo nossas fraquezas e limites, sabendo que temos muitas dúvidas no coração, nos alimenta com a eucaristia, fala em sua santa palavra, abrindo a nossa inteligência com o seu espírito que vem do alto.

Embora não sejamos confiáveis para serem suas testemunhas, ele mesmo nos qualifica, nossas palavras nunca caem no vazio, pois é ele próprio que fala, e tocados pela graça da eucaristia, conseguimos superar os limites na nossa relação com o próximo, e se quisermos, o nosso amor será sem limites como o de Jesus, basta aceitar e querer, isso se chama santidade de vida, que permite o entrelaçamento em nós, do humano e divino, aquele que é santo, aceita participar da nossa vida, mesmo com os seus limites e fragilidades.

Uma vez encarnado em Maria de Nazaré, Jesus se encarna de novo em cada homem, e em cada mulher, que esteja disposto a acolhê-lo, para fazê-lo nascer nos corações de outros homens e mulheres, que ainda não o conhecem, é aí que acontece o testemunho, onde o amor é imprescindível! “Nisso reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Qualquer outro testemunho ou revelação, que não trouxer a exigência do amor a Deus e ao próximo, é falso e não será digno sequer de atenção.

2. Tocai em mim e vede!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Os discípulos viram Jesus ressuscitado, puderam tocar em seu corpo, sentir que era ele mesmo. Viram as chagas nos seus pés e nas suas mãos, podendo constatar que estavam com aquele que tinha sido crucificado. E nos transmitiram por escrito sua primeira experiência. Não contaram uma fábula nem elaboraram uma teoria. Ao contrário, transmitiram, ainda com dúvidas, porque não podiam acreditar, tanta era a sua alegria. Não inventaram a ressurreição. Antes, ficaram surpresos, e não entendiam perfeitamente o que estava acontecendo. Também nós não entendemos, mas cremos e aguardamos confiantes o dia da ressurreição da carne e a entrada na vida eterna. O corpo ressuscitado de Jesus parece ter propriedades que não tinha antes. Surge no meio dos discípulos sem precisar abrir as portas e ao mesmo tempo come com eles. Ou parecia comer, como disse o anjo Rafael a Tobias: “Pareceu-lhes que eu comia, mas foi só aparência”. O que importa é que ele está vivo. Como é a ressurreição, saberemos um dia.

3. RECONHECIDO AO PARTIR O PÃO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A vida em comunidade foi de suma importância no processo de consolidação da fé dos primeiros cristãos. Superada a tentação de dispersar-se, reconheceram ser fundamental manter-se unidos, fiéis às instruções recebidas do Mestre.

A celebração eucarística – conhecida como fração do pão – era um momento privilegiado de partilha da fé. A leitura das Escrituras, reinterpretadas à luz do mistério pascal, a recordação da vida de Jesus e a percepção dos sinais de sua presença no meio dos discípulos serviam de suporte para a fé dos discípulos, em fase de afirmação.

Afinal, a ressurreição deixara-os perturbados, cheios de interrogações. Eles confundiam o Ressuscitado com uma espécie de espírito errante, a vagar pela Terra. Alguns recusavam-se a compreender que o Ressuscitado era o mesmo Jesus que havia sido crucificado. Outros já não se recordavam que o Mestre os prevenira a respeito de seu destino de sofrimento, morte e ressurreição, como também nem se lembravam da missão que lhes havia sido confiada, qual seja, a de pregar a penitência para a remissão dos pecados a todas as nações, a começar por Jerusalém.

Somente os que permaneciam unidos aos demais conseguiam entender tudo o quanto se referia a Jesus. O individualismo e a fuga eram os piores inimigos da fé. A descoberta do Ressuscitado devia ser feita em comunidade.

Oração
Pai, faze-me a compreender a importância da comunidade na dinâmica da consolidação de minha fé no Senhor ressuscitado.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Sexta-Feira — 26.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTO ANACLETO

São Anacleto era grego. Seu nome significa “aquele que é chamado”.

Anacleto foi ordenado diácono por São Pedro. Discípulo fiel, Anacleto seguia Pedro por todo parte, desbravando a cidade de Roma e conhecendo a realidade das diversas igrejas cristãs.

Foi eleito papa em Roma e aproveitou um tempo de paz concedida aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano para organizar a Igreja que crescia rapidamente. Chegou a ordenar vinte e cinco sacerdotes em Roma. Também foi dele a estranha ordem de que os homens cristãos não deveriam ter cabelos compridos.

Anacleto foi o segundo sucessor de São Pedro e foi o terceiro Papa da Igreja de Roma, governando-a entre os anos 76 e 88.

Ele mandou construir um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro.

Com o passar dos anos, a vida de Santo Anacleto confundiu-se em duas: durante muito tempo a Igreja celebrou Santo Anacleto e santo Cleto como dois santos diferentes. No fim, os dois eram a mesma pessoa.

REFLEXÃO
Anacleto, um bom pastor, vigiava e rezava com os perseguidos. Com eles reunia-se nas catacumbas para celebrar o ofício divino. Zelou pela dignidade dos locais de culto e construiu uma pequena capela para a veneração de São Pedro. Foi um santo Papa e dentre todas as realizações, acreditava que a beleza dos lugares sagrados ajudava a criar o clima da oração. Como está o cuidado e o carinho com a sua comunidade?

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que Santo Anacleto governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
O Senhor conduziu o seu povo na esperança e recobriu com o mar seus inimigos, aleluia! (Sl 77,53)

Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, que no sacramento pascal restaurastes vossa aliança, reconciliando convosco a humanidade, concedei-nos realizar em nossa vida o mistério que celebramos na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 4,1-12)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

4 1 Enquanto eles falavam ao povo, vieram os sacerdotes, o chefe do templo e os saduceus,
2 contrariados porque ensinavam ao povo e anunciavam, na pessoa de Jesus, a ressurreição dos mortos.
3 Prenderam-nos e os meteram no cárcere até o outro dia, pois já era tarde.
4 Muitos, porém, dos que tinham ouvido a pregação creram; e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil.
5 No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os chefes do povo, os anciãos, os escribas,
6 com Anás, sumo sacerdote, Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem pontifical.
7 Colocando-os no meio, perguntaram: “Com que poder ou em que nome fizestes isso?”
8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: “Chefes do povo e anciãos, ouvi-me:
9 se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado,
10 ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós.
11 Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular.
12 Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117/118

A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se a pedra angular.

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”

“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação;
ó Senhor, dai-nos também prosperidade!”
Bendito seja, em nome do Senhor,
aquele que em seus átrios vai entrando!
Desta casa do Senhor vos bendizemos
Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)


Evangelho (João 21,1-14)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 21 1 tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo:
2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.
3 Disse-lhes Simão Pedro: "Vou pescar". Responderam-lhe eles: "Também nós vamos contigo". Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam.
4 Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram.
5 Perguntou-lhes Jesus: "Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer?" "Não", responderam-lhe.
6 Disse-lhes ele: "Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis". Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes.
7 Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: "É o Senhor!" Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas.
8 Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados).
9 Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão.
10 Disse-lhes Jesus: "Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes".
11 Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.
12 Disse-lhes Jesus: "Vinde, comei". Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: "Quem és tu?", pois bem sabiam que era o Senhor.
13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe.
14 Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus de bondade, aperfeiçoai em nós o sublime diálogo simbolizado em nossas oferendas pascais, para que passemos dos afetos terrenos aos desejos do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Disse Jesus aos seus discípulos: Vinde, comei! E tomou o pão e lhes deu, aleluia! (Jo 21,12s)

Depois da Comunhão
Pai celeste, guardai no vosso constante amor aqueles que salvastes, para que, redimidos pela paixão do vosso Filho, gozemos também de sua ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Ação Pastoral sem Kerígma acaba em fracasso...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A Oitava da Páscoa termina com um alerta que para nós cristãos do mundo de hoje, é atualíssimo: Atividade pastoral sem a experiência do querígma, vai resultar em fracasso!

São Pedro estava louco para começar a fazer as coisas acontecerem, não aguentava mais esperar por Jesus, apesar de duas aparições á comunidade, Pedro achava que agora a coisa era com eles, não podiam mais esperar pelo Mestre e manifestou o seu desejo: Eu vou pescar; e os demais também abraçaram a causa e foram com Pedro.

Primeiro podemos pensar que São Pedro e os demais, haviam "jogado a toalha" e resolveram voltar a vidinha antiga de pescadores, já que o projeto de Jesus de Nazaré deu em nada, mas não é isso...

São Pedro representa muito bem aqueles agentes de pastoral que quase se matam de  tanto trabalhar na comunidade, reuniões, encontros, atividades, mas esquecem de algo essencial, o sentido daquilo que fazem. Desenvolver qualquer ação pastoral sem uma espiritualidade sólida, fundamentada na oração e na meditação da Palavra de Deus, é pedir para "voltar sapateiro" da pescaria. Lidaram a noite inteira e nada pegaram.... Alguns trabalhos pastorais não dão resultado, ou quando dão, ele não é bom....Algumas atividades de movimentos nada produzem de positivo para a comunidade, por que será?

Alguns grupos fazem muito, mas também nada agregam á Paróquia, o motivo é um só: fazer por conta própria, usando método humano, deixando Jesus de lado. De manhã Jesus estava na praia, mas eles não o reconheceram, estavam tão desanimados e cansados do trabalho infrutífero,  que nem se deram conta de que Jesus estava ali com eles. Jesus quer experimentar a nova comunidade e pergunta se não há nada para servirem a ele, mas a resposta é negativa.

É preciso a gente se perguntar de vez em quando, para que está servindo o nosso trabalho pastoral, ele está ajudando as pessoas a terem mais vida, mais esperança e mais coragem? O que estamos oferecendo ás pessoas? O mesmo em relação aos movimentos, as pessoas estão sendo acolhidas e bem servidas? Quando falta o essencial, isso é, a experiência profunda com Jesus Cristo, sempre ficamos devendo e nada temos para servir, como responderam os discípulos.

Então vem uma ordem de Jesus para jogarem a rede  ao lado direito da barca, para que a pesca seja boa. Os discípulos eram ex-pescadores, a hora da pesca é durante a noite, de manhã é hora de recolher as redes e contar os peixes... A pessoa que ali está diante deles não é pescador, ora, que diferença então iria fazer, jogar a rede a direita ou a esquerda, seria mais um trabalho árduo para nada...

Na comunidade ninguém pode se julgar absoluto naquilo que faz, as idéias, opiniões e sugestões têm que ser partilhadas e todas as opiniões são importantes, senão haverá monopólio de um grupo ou de uma pessoa, e isso irá comprometer a comunhão e a partilha.

Os discípulos levam em conta a orientação de Jesus e daí a pesca foi abundante. Quem tem o coração cheio de amor de Deus é sempre o primeiro a identificar a presença de Jesus na ação pastoral levada a bom termo. João anuncia a Boa Nova á Pedro, de que o Senhor está com eles. Pedro cobriu-se, porque estava nú e lançou-se ás águas, tomado pelo espanto e alegria de rever Jesus.

Quando tentamos fazer as coisas acontecerem do nosso modo na comunidade, estamos nús, e é preciso nos revestir de Jesus Cristo, só Ele nos dá a dignidade necessária para darmos continuidade á missão, pois esse "Barco" chamado Igreja, é Dele, e se o ouvirmos sempre, a pescaria será farta e o resultado  sempre surpreendente...

2. É o Senhor!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Um grupo bem selecionado reúne-se com Jesus para uma ceia pós-pascal na praia, depois da pesca maravilhosa narrada por João: Pedro que o negou, Tomé que duvidou, Natanael que o rejeitou, Tiago e João que queriam os primeiros lugares. E mais dois, eu e você. É a Igreja inteira reunida com o Ressuscitado.

3. É O SENHOR!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Os discípulos fizeram a experiência de encontrar-se com o Ressuscitado, nas mais variadas situações, até mesmo no contexto das atividades diárias. Uma pescaria serviu de pretexto para Jesus se manifestar a eles. A pesca comunitária resultou de um convite amigo. A fadiga de uma noite de trabalho tinha sido em vão. Não tinham conseguido pegar um peixe sequer. Esta era a imagem da comunidade, quando agia sozinha, sem se dar conta da Ressurreição de Jesus. Por mais que se esforçasse, tudo acabava em frustração.

A situação, porém, se reverteu quando, surgiu o Ressuscitado. No início, era apenas um desconhecido que dava ordens para um grupo de pescadores decepcionados. A ordem foi obedecida sem hesitação, e a rede se encheu de grandes peixes. Só então o Ressuscitado foi reconhecido como o Jesus com quem tantas vezes tinham estado naquele mar.

Quando se deixava guiar por ele, a comunidade cristã experimentava o êxito na sua missão e seu trabalho era frutuoso. Sem ele, tudo estava fadado ao fracasso. Só com Jesus ressuscitado, o esforço de levar adiante a missão recebida atingia seus objetivos e os frutos eram palpáveis.

A comunidade cristã teve de fazer, muitas vezes, a mesma experiência até se convencer de que o Crucificado estava vivo e presente no meio dela.

Oração
Senhor Jesus, ajuda-me a descobrir-te ressuscitado e presente no meu cotidiano, dando um sentido novo à minha vida.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 27.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA ZITA, VIRGEM

Zita, nasceu em 1218, perto da cidade de Luca e como tantas outras meninas ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela. Zita foi empregada doméstica durante trinta anos.

A família onde trabalhava não costumava tratar bem seus criados. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados. Porém, agüentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa entre os pobres: a caridade cristã. Tudo que ganhava dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. Aos poucos, Zita conquistou a simpatia e a confiança dos patrões e a inveja de outros criados.

Certa vez, Zita foi acusada de estar dando pertences da despensa da casa para os mendigos. Assim, quando o patriarca da casa perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: "são flores" e soltando o avental uma chuva delas cobriu os seus pés. Esta é uma de suas tradições mais antigas citadas pelos seus fervorosos devotos.

A sua vida foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que durou até sua morte. O seu túmulo, na basílica de São Frediano, conserva até hoje o seu corpo que repousa intacto.

Santa Zita é a padroeira das empregadas domésticas.

REFLEXÃO
Santa Zita nos ensinou que não precisamos de um sobrenome, nem de riquezas, nem de posição social para sermos engrandecidos pelo Senhor. Ela soube conquistar plenamente o coração de todos por sua vida dedicada à simplicidade. Para Deus o que vale não são as grandes obras mas o amor que colocamos em cada uma delas, por mais simples que sejam. É o amor que santifica nossas obras. Que sejam hoje abençadas todas as empregadas domésticas e que santa Zita seja companhia nas tarefas do dia-a-dia.

ORAÇÃO
Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Zita, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço, e vos agrademos pela fé e pelas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I – Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
O Senhor fez o seu povo sair com grande júbilo; com gritos de alegria, os seus eleitos, aleluia! (Sl 104,43)

Oração do dia
Ó Deus, que pela riqueza da vossa graça multiplicais os povos que crêem em vós, contemplai solícito aqueles que escolhestes e dai aos que renasceram pelo batismo a veste da imortalidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 4,13-21)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 4 13 vendo eles a coragem de Pedro e de João, e considerando que eram homens sem estudo e sem instrução, admiravam-se. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus.
14 Mas vendo com eles o homem que tinha sido curado, não puderam replicar.
15 Mandaram que se retirassem da sala do conselho, e conferenciaram entre si:
16 "Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar.
17 Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos com ameaças, que no futuro falem a alguém nesse nome".
18 Chamaram-nos e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus.
19 Responderam-lhes Pedro e João: "Julgai-o vós mesmos se é justo diante de Deus obedecermos a vós mais do que a Deus.
20 Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido".
21 Eles então, ameaçando-os de novo, soltaram-nos, não achando pretexto para os castigar por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que tinha acontecido.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117/118

Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
ressoem pelas tendas dos fiéis.

A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou,
a mão direita do Senhor fez maravilhas!”
O Senhor severamente me provou,
mas não me abandonou às mãos da morte.

Abri-me vós, abri-me as portas da justiça;
quero entrar para dar graças ao Senhor!
“Sim, esta é a porta do Senhor,
por ela só os justos entrarão!”
Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes,
e vos tornastes para mim o salvador!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)


Evangelho (Marcos 16,9-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

16 9 Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios.
10 Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos.
11 Quando souberam que Jesus vivia e que ela o tinha visto, não quiseram acreditar.
12 Mais tarde, ele apareceu sob outra forma a dois entre eles que iam para o campo.
13 Eles foram anunciá-lo aos demais. Mas estes tampouco acreditaram.
14 Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado.
15 E disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Todos vós que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo, aleluia! (GL 3,27)

Depois da Comunhão
Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à glória da ressurreição da carne. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Divulgar o Cristo
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Claro que a propaganda é a alma do negócio, o pessoal da área de marketing defende essa ideia de com unhas e dentes e não estão errados! Mas há também uma propaganda eficiente e que dizem ser tiro e queda, é aquela passada de boca em boca “Comprei tal produto porque meu vizinho comprou, e disse que é bom"

Jesus poderia fazer um grande estardalhaço em sua volta, aparecer no Palácio dos poderosos, aparecer no meio do Conselho do Sinédrio, para desafiá-los e convocar uma mega concentração em Jerusalém para comunicar oficialmente que ele estava Vivo e que agora iria dar as cartas, humilhando os que conspiraram contra ele e tramaram sua morte. Os marqueteiros de plantão até lamentam "Ah se eu estivesse lá para preparar a volta de Jesus em grande estilo!”.

Não que Jesus e seu evangelho não precisem de divulgação, precisa sim, mas o cristianismo não pode ser feito de "oba-oba". Por isso Jesus descarta sua volta em uma Glória Messiânica, como os Judeus esperavam, e prefere a comunicação boca a boca, apareceu por primeiro a Maria Madalena, diz o evangelho, que já tinha experimentado á sua Força Libertadora, esta mulher vai correndo anunciar aos irmãos da comunidade, que ainda estavam guardando o luto e chorando de tristeza, marcados pela aflição, mas eles não acreditaram no anúncio e no testemunho da mulher, talvez porque não podiam admitir a ideia de que Jesus não viesse direto a eles, mas primeiro aparecesse a uma mulher... Era inconcebível.

Mais tarde Jesus apareceu a dois discípulos que iam para Emaús e estes foram anunciá-lo aos demais, mas quem diz que os discípulos acreditaram... Talvez estivessem excessivamente preocupados sobre que rumo iriam tomar e o que deveriam fazer, Jesus lhes havia dito apenas para propagarem o evangelho e batizar as pessoas, nada mais. Madalena e os dois discípulos que haviam feito essa experiência, estavam fazendo exatamente o que o Mestre havia mandado. Talvez estivessem fazendo alguma reunião de planejamento pastoral, às vezes fazemos uma reunião para preparar outra reunião...

Os discípulos, tanto como os agentes pastorais de nossos tempos, queriam FAZER. Então durante uma refeição quando estavam é mesa Jesus apareceu aos onze e deu uma "dura" por não terem acreditado no anúncio e no Testemunho que haviam presenciado. E para que não houvesse mais dúvidas sobre a missão primária da Igreja, repetiu-lhes o que já lhes havia falado "Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura"

Que a Igreja precisa ter uma organização em sua estrutura e nos trabalhos pastorais, isso não resta a menor dúvida, mas não podemos nos acomodar e deixar que tantos trabalhos e compromissos, acabem sendo mais importantes do que o anúncio e o testemunho pessoal, senão estaremos priorizando o que não é essencial, e o pior, os nossos trabalhos pastorais, tantos encontros e reuniões não passarão de um grande "oba-oba", que não terá nenhuma serventia... Muita propaganda sobre o que fazemos, quem somos na comunidade, a importância daquilo que fazemos. Quando a Jesus e seu evangelho, quando dá tempo a gente se lembra e até fala um pouco dele. "E com licença que agora tenho uma reunião importante...".

2. Ele estava vivo!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

São Marcos redige uma súmula dos acontecimentos da Páscoa. Jesus ressuscitou na madrugada do primeiro dia da semana. Apareceu a Maria Madalena. Ela foi logo contar a Pedro e João. Os discípulos de Emaús encontraram Jesus no caminho de casa, mas não o reconheceram. Apareceu enfim aos Onze, que estavam comendo juntos. Jesus os critica por não terem acreditado naqueles que o viram. Tinham falta de fé e dureza de coração. É preciso acreditar no testemunho de quem viu. E agora que o viram, saiam pelo mundo afora e anunciem a Boa Notícia a todas as pessoas! Começa o exercício de pastoral prática. O que devemos anunciar? O que é a Boa Notícia, ou Boa-Nova, ou Evangelho? Que conteúdo devemos transmitir e como o transmitiremos? Uma notícia boa alegra o coração. Não basta dizer, de forma abstrata, que Jesus está vivo, ressuscitado. É preciso olhar para ele e dar o anúncio como ele o fez. Ele se aproximava, tocava nas pessoas e as punha de pé, para que andassem com as próprias pernas.

3. SUPERANDO A INCREDULIDADE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A superação da incredulidade, por parte dos primeiros discípulos, aconteceu mediante um penoso caminho trilhado pela comunidade a fim de entender o que se passara com o Senhor. Não dava para acreditar que estivesse vivo quem fora vítima de horrenda morte de cruz! As imagens do Mestre desfigurado pelas torturas, cravado na cruz, com o lado perfurado por uma lança estavam ainda demasiadamente vivas na memória dos discípulos, para que pudessem dar crédito ao que se falava a respeito da ressurreição de Jesus.

O testemunho de quem havia dado o passo da fé era sumariamente desprezado. Quando Maria Madalena comunicou aos discípulos – tristonhos e imersos em pranto – que o Senhor estava vivo, eles não lhe deram crédito. Igualmente, não acreditaram nos dois discípulos que tinham tomado consciência da ressurreição de Jesus, enquanto voltavam para o campo.

A incredulidade dos Onze só foi superada após a refeição com o Mestre. A censura que ele lhes dirigiu, por serem duros de coração, valeu também para todos quantos persistiam em lastimar a morte do amigo, sem se darem conta de que algo novo havia acontecido.

Era urgente deixar a incredulidade de lado, pois tinham uma grande missão a cumprir: ir pelo mundo inteiro e proclamar o Evangelho a toda criatura. O conteúdo da Boa-Nova a ser anunciada consistia exatamente no fato da ressurreição do Senhor e que por meio dela era possível obter a salvação oferecida pelo Pai cada ser humano.

Oração
Pai, livra-me da incredulidade que me impede de ser proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus, por quem nos é oferecida a tua salvação.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Domingo — 28.04.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SÃO PEDRO CHANEL

Lembramos hoje a vida do grande missionário São Pedro Chanel. Nascido em Cuet em 1803, de uma família do campo, Pedro fez sacerdote na diocese de Turim.

Desde o seminário Pedro se encantava com a leitura sobre Missões. Respondendo ao apelo de Deus, entrou para a Sociedade de Maria e foi evangelizar as regiões e ilhas da Oceania, Atlântico e Pacífico.

Em 1837 partiu em companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. Chegou a conseguir a simpatia dos mais jovens pela sua doutrina e pela sua presença pessoal.

Por outro lado, levantou a hostilidade dos mais velhos, ciosos de suas tradições e costumes, ameaçados pelo "sacerdote branco". Nessa ilha, a guerra estava tomando conta do povo, que estava dividido por duas tribos.

Avisado pelos amigos do risco que corria e para que deixasse a ilha, São Pedro ignorou o aviso e decidiu permanecer e continuar a pregação. Foi morto a golpes de "tacape" no dia 28 de abril de 1841.
Seu sacrifício não foi em vão. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes acolheram o cristianismo.

São Pedro Maria Chanel foi declarado padoreira da Oceania em 1954.

REFLEXÃO
A vocação missionária faz parte da vida da Igreja. Seja a missão cotidiana, ou a missão entre os povos, todo cristão é convidado a levar a Boa Nova de Jesus Cristo para além dos limites de sua comunidade. Pedro Chanel foi envolvido pelo amor a Jesus Cristo e quis colocar sua vida a serviço do evangelho. Que o exemplo deste santo nos leve também a viver uma vida de justiça e fraternidade.

ORAÇÃO
Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Pedro Maria Chanel destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


28.04.2019
2º Domingo de Páscoa - Domingo da Misericórdia — ANO C
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO DA PÁSCOA I – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ Reunidos pela fé __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Jesus ressuscitado está presente na comunidade, dando início à nova criação. Os cristãos sentem sua presença na ação do Espírito que os move à implantação do projeto de Deus na história. Neste Domingo da Misericórdia, celebramos a páscoa de Jesus, realizada em todas as pessoas e grupos que se empenham na promoção da paz.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o anúncio da Páscoa do Senhor ainda ressoa em nossos corações. Deus mostrou sua infinita misericórdia quando, pela morte e ressurreição de seu Filho, devolveu- -nos a esperança da Vida Eterna. Foi no primeiro dia da semana, num domingo como este, que Ele entrou onde estavam reunidos os discípulos para lhes oferecer o dom da paz. Acolhamos o Senhor que nos reuniu, para novamente nos oferecer esse dom, e nos disponhamos a ser testemunhas de sua misericórdia no mundo e construtores da paz.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jesus ressuscitado está presente na comunidade, dando início à nova criação. Os cristãos sentem sua presença na ação do Espírito que os move à implantação do projeto de Deus na história. Contudo, da comunidade se espera uma fé madura, que não exige sinais extraordinários para perceber Jesus nela. Agradecemos ao Pai pela vitória de Cristo sobre nossa morte, pecados e incredulidades. Acolhemos a presença do Ressuscitado na comunidade unida e suplicamos o sopro de seu Espírito para vencer nossos medos, animar nossa fé ainda tão frágil e nos fortalecer na missão de testemunhas da ressurreição. Neste Domingo da Misericórdia, celebramos a páscoa de Jesus, que se realiza em todas as pessoas e grupos que vivem e promovem a paz e a reconciliação. O Evangelho apresenta a aparição de Jesus ressuscitado num quadro "litúrgico". Os discípulos estão reunidos, no domingo à noite (dia da ressurreição) e novamente oito dias depois. Jesus apresenta-se com os sinais gloriosos da paixão; transmite-lhes, com seu Espírito, os dons pascais resumidos na paz, na reconciliação; confirma-lhes a fé e anuncia a bem-aventurança dos que creram sem tê-lo visto.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/28-de-abril-de-2019---2-D.-Pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/30_2o_domingo_da_pascoa_1.pdf


Antífona de Entrada
Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia! (1Pd 2,2)

Oração do dia
Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: A bem-aventurança de crer no Senhor Ressuscitado, sem tê-lo visto, diz respeito a todos os cristãos. Embora não vejamos Jesus, é possível acolhê-lo na fé e testemunhar que ele, de fato, está no meio de nós. O Senhor Ressuscitado vem agora ao nosso encontro com sua Palavra. Por ela, somos reconduzidos ao caminho da fé. Reconheçamos o Senhor que agora nos vem falar. Escutemo-lo.

Primeira Leitura (Atos 5,12-16)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

5 12 Enquanto isso, realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios. Reuniam-se eles todos unânimes no pórtico de Salomão.
13 Dos outros ninguém ousava juntar-se a eles, mas o povo lhes tributava grandes louvores.
14 Cada vez mais aumentava a multidão dos homens e mulheres que acreditavam no Senhor.
15 De maneira que traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles.
16 Também das cidades vizinhas de Jerusalém afluía muita gente, trazendo os enfermos e os atormentados por espíritos imundos, e todos eles eram curados.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117/118

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom;
“Eterna é a sua misericórdia!”

A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Aarão agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”

Empurraram-me, tentando derrubar,
mas veio o Senhor em meu socorro.
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
Ressoem pelas tendas dos fiéis”.

“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular”.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Segunda Leitura (Apocalipse 1,9-13.17-19)
Leitura do livro do Apocalipse de são João.

1 9 Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na paciência em união com Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta,
11 que dizia: “O que vês, escreve-o num livro e manda-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia”.
12 Voltei-me para saber que voz falava comigo. Tendo-me voltado, vi sete candelabros de ouro
13 e, no meio dos candelabros, alguém semelhante ao Filho do Homem, vestindo longa túnica até os pés, cingido o peito por um cinto de ouro.
17 Ao vê-lo, caí como morto aos seus pés. Ele, porém, pôs sobre mim sua mão direita e disse: “Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último, e o que vive.
18 Pois estive morto, e eis-me de novo vivo pelos séculos dos séculos; tenho as chaves da morte e da região dos mortos.
19 Escreve, pois, o que viste, tanto as coisas atuais como as futuras”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto! (Jo 20,29).


Evangelho (João 20,19-31)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco"!
20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.
21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós".
22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo.
23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei"!
26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco"!
27 Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé".
28 Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!"
29 Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!"
30 Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.
31 Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas do vosso povo (e dos que renasceram nesta Páscoa), para que, renovados pela profissão de fé e pelo batismo, consigamos a eterna felicidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Estende a tua mão, toca o lugar dos cravos e não sejas incrédulo, mas fiel, aleluia! (Jo 20,27)

Depois da Comunhão
Concedei, ó Deus onipotente, que conservemos em nossa vida o sacramento pascal que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

TOMÉ ESTAVA COM ELES...

Por uma definição geral, comunidade pode ser um grupo de pessoas que têm alguma coisa em comum, e que por isso se reúnem. Sendo assim, as comunidades se reúnem segundo interesses ou motivações diferentes, e isso ajuda a fortalecer os vínculos entre os membros do grupo. Na comunidade as pessoas também desenvolvem ligações, partilham experiências de dor e alegria, falam da própria vida e dessa forma, ajudam e são ajudadas. Os laços criados na vivência em comunidade podem ser muito fortes e gerar sentimentos de fraternidade, como aqueles que se experimentam em família.

Jesus reuniu seus discípulos, chamando aqueles que ele quis para formar uma comunidade, relembrando as doze tribos de Israel. Ele caminhou com seus discípulos e enquanto caminhava foi ensinando e formando por palavras e gestos, aqueles que seriam enviados para a missão. A paixão do Senhor provocou um grande sofrimento nos discípulos, e por isso, com medo, eles se fecharam temendo pela própria vida. Mas a presença do Ressuscitado trouxe alegria e esperança à comunidade dos discípulos, que recebeu o Espirito Santo e partiu para anunciar a todos povos, fazendo discípulos e batizando.

A comunidade se torna então o ponto de referência para os discípulos, seja para fazer a experiência do discipulado, seja para o encontro com o Ressuscitado. Quando Jesus veio, depois da ressurreição, ele encontrou seus discípulos com medo, mas a sua presença e graça do Espírito renovou neles a esperança e a fé. Eles receberam a missão de anunciar e o primeiro anúncio foi feito a Tomé, que não estava com eles. Tomé colocou em dúvida aquele anuncio. Oito dias depois, quando a comunidade estava novamente reunida o Ressuscitado apareceu, e então, Tomé acreditou.

A comunidade, a Igreja, é o lugar da presença do Ressuscitado, e também foi a comunidade que recebeu a missão de fazer o anuncio da ressureição. No batismo a Igreja pergunta aos pais e padrinhos o que eles pedem para a criança, com esse diálogo tem início a transmissão da fé. Da Igreja recebemos a fé, e é na Igreja que alimentamos a nossa fé. Nossas dúvidas, medos, dores e angustias podem ser partilhados na comunidade de fé, também é aí que fazemos experiências de verdadeira alegria e que encontramos o sentido da vida. A comunidade é o lugar do encontro com o Ressuscitado e da reunião fraterna entre os irmãos.

Dom Devair Araújo da Fonseca
Bispo Auxiliar de São Paulo

DEIXAR-SE TOCAR PELA MISERICÓRDIA...

“... Na narração que ouvimos, aparece um contraste evidente: por um lado, temos o medo dos discípulos, que fecham as portas da casa; por outro, a missão, por parte de Jesus, que os envia ao mundo para levarem o anúncio do perdão. O mesmo contraste pode verificar-se também em nós: uma luta interior entre o fechamento do coração e a chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair de nós mesmos. Cristo, que por amor entrou nas portas fechadas do pecado, da morte e da mansão dos mortos, deseja entrar também em cada um para abrir de par em par as portas fechadas do coração. Ele que venceu, com a ressurreição, o medo e o temor que nos algemam, quer escancarar as nossas portas fechadas e enviar-nos. A estrada que o Mestre ressuscitado nos aponta é estrada de sentido único, segue-se apenas numa direção: sair de nós mesmos, sair para testemunhar a força sanadora do amor que nos conquistou. Muitas vezes vemos, diante de nós, uma humanidade ferida e assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da incerteza.

Cada doença pode encontrar na misericórdia de Deus um auxílio eficaz. Com efeito, a sua misericórdia não se detém à distância: quer vir ao encontro de todas as pobrezas e libertar de tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo. Quer alcançar as feridas de cada um, para medicá-las. Ser apóstolos da misericórdia significa tocar e acariciar as suas chagas, presentes hoje também no corpo e na alma de muitos dos seus irmãos e irmãs. Ao cuidar destas chagas, professamos Jesus, tornamo-Lo presente e vivo; permitimos a outros que apalpem a sua misericórdia, e O reconheçam “Senhor e Deus” (cf. Jo 20, 28), como fez o apóstolo Tomé. Eis a missão que nos é confiada. Inúmeras pessoas pedem para ser escutadas e compreendidas. O Evangelho da misericórdia, que se deve anunciar e escrever na vida, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada pretender em troca.

“A paz esteja convosco!” (Jo 20, 21): é a saudação que Cristo leva aos seus discípulos; é a mesma paz que esperam os homens do nosso tempo. Não é uma paz negociada, nem a suspensão de algo errado: é a sua paz, a paz que brota do coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz que não divide, mas une; é a paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados; é a paz que sobrevive no sofrimento e faz florescer a esperança... ”

(Papa Francisco, Homilia de 3 de abril de 2016)

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 29.04 a 05.05.2019:
2ª Br - At 4,23-31, Sl 2, Jo 3,1-8
3ª Br - At 4,32-37, Sl 92(93), Jo 3,7b-15
4ª Br - At 5,17-26, Sl 33(34), Jo 3,16-21
5ª Br - At 5,27-33, Sl 33(34), Jo 3,31-36
6ª VM - At 5,34.42, Sl 26(27), Jo 6,1-15
Sb Br - At 6,1-7, Sl 32(33), Jo 6,16-21
Dom Br -3º D Páscoa- At 5,27b-32. 40b-41; Sl 29(30); Ap 5,11-14; Jo 21,1-19


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O ESPÍRITO QUE DÁ A VIDA PLENA...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A descrença de Tomé persiste ainda hoje nas comunidades cristãs, pois em sã consciência, é difícil as vezes, ter a crença inabalável de que o Senhor está vivo e presente na comunidade. Não só porque não podemos vê-lo nem tocá-lo, mas principalmente porque a vida em comunidade nem sempre é o que sonhamos e esperamos.

Como pode Jesus estar presente se certas coisas dão tão errado, como pode Ele estar presente e as intrigas, fofocas, divisões, mal entendidos, ciúmes e inveja, serem tantas no seio da comunidade. Enfim, são tantos pecados da nossa Igreja, da parte dos fiéis e dos ministros, que é impossível crer que o Senhor está realmente presente. Parece mesmo que o Senhor desistiu da barca da Igreja e ela foi a deriva.

O próprio ambiente, e as condições em que a comunidade se encontrava, após a morte de Jesus, já era algo mais para a incredulidade e o fracasso, do que um retorno ao projeto do Reino anunciado por Jesus. Estavam de portas fechada, por medo, provavelmente iriam fazer uma última reunião, dizer que foi um prazer caminharem aqueles três anos juntos, mas que infelizmente era melhor cada um tomar o seu rumo e retornar á vidinha de antes.

Muitos cristãos, marcados por desilusões, pensam assim, alguns até insistem em procurar uma comunidade perfeita e pensam tê-la encontrado, até que nova desilusão provém e a fé vai perdendo o seu encanto. Parece que a Igreja e o Cristianismo, tornaram-se intrusos na vida do homem.

Entretanto, uma assembléia que estava destinada a dissolver-se, porque havia perdido o seu rumo, é surpreendida pela presença do Senhor! É nos momentos de fracasso, medo e desânimo, que Jesus se revela na assembléia. Quantos momentos e períodos assim, a Igreja já não viveu, desde os primórdios até os dias atuais? Digamos que, se ela fosse uma grande “farsa” como pensam alguns “iluminados”, como alguém poderia sustentar uma “farsa” ao longo de dois milênios de História....

“A Paz esteja convosco!” É a primeira saudação do Ressuscitado. Como viver a paz em meio ao “caos” da Família, sociedade, comunidade, será que a Paz tem algum significado, será que ela é realmente buscada? Não! Da parte do homem nada há que se possa fazer para se construir a paz... Que não é ausência de guerras e conflitos, que não é ausência de problemas, isso seria a plenitude, e o ser humano, com suas limitações e fragilidades, jamais concretizaria o sonho da paz, mesmo porque, para quem detém algum poder, paz é quando tudo está sob controle, como era a famosa Pax Romana.

Paz, no contexto da igreja comunidade, é a presença do Senhor, entretanto, é bom compreender bem, o que significa a presença misteriosa de Jesus em nosso meio, pois há muitos que a compreendem como uma espécie de “alívio”. Jesus caminha com a nossa igreja, então vamos deixar que Ele resolva todos os problemas e dificuldades, podemos cruzar nossos braços e ficar no aguardo do grande Dia, em que seremos todos com Ele, arrebatados ao céu....

O evangelho de João, escrito 90 anos após a ascensão de Jesus, quer ajudar as comunidades cristãs, daquele tempo e também as de hoje, a perceberem que a Fé não nasce de uma experiência humana, não é resultado do raciocínio e nem produto da lógica. O Reino de Deus anunciado por Jesus, não é um reino lá de cima, sem qualquer conexão com as realidades humanas, é um reino aqui de baixo, com suas raízes plantadas no chão da história, mas que, apesar disso, não depende do homem, de suas aspirações ou ideologias, para atingir a plenitude.

Este homem novo, que não é alienado, mas que também não é só uma realidade carnal e psíquica, nasceu no “sopro” de Jesus, este homem convocado para viver uma nova realidade celestial, mesmo em meio ao “caos” estabelecido na humanidade, é que forma a Igreja dos que crêem, e que não encontrando em si mesmo uma força que transforme aas relações, sonha, constrói e vai a luta, impelido pelo Espírito do Senhor Ressuscitado, que vai á frente da sua Igreja, como um General vai á frente da Batalha, convicto da vitória.

Há uma missão a cumprir, dificílima e sempre desafiadora, para cada Cristão Batizado, mas o bom êxito da missão está assegurado, porque é o Espírito do Senhor, que nos move, anima, direciona e impulsiona. Não importa as nossas fragilidades, vacilo e indecisões, pois o mais importante é que, como São Tomé, reconheçamos Jesus como nosso único Deus e Senhor, tudo o mais, inclusive a tenebrosa força do mal, está abaixo desse Senhorio, a Soberania pertence a Cristo, e somente a Ele...

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Jesus entrou e pôs-se no meio deles
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Nossa caminhada pascal será iluminada pela Palavra do Senhor como nos foi transmitida pelo evangelista São João. A tradição o chama de “o teólogo”, aquele que, sem tirar os pés do chão, mergulha inteiramente no mistério de Cristo ressuscitado e nos transmite o fruto de sua contemplação. Como todos os anos, depois da visão do túmulo vazio no dia da Páscoa, Jesus Ressuscitado se encontra com Tomé e, na sua divina misericórdia, permite que o apóstolo toque nas suas chagas.

É a oportunidade que lhe é dada de professar a fé naquele que o acolhe com amor. “Meu Senhor e meu Deus”, dirá o apóstolo incrédulo diante da bondade de Jesus. Continuamos a ouvir o que disseram os primeiros irmãos naqueles dias de Páscoa: “Nós vimos o Senhor”, expressão que se torna própria de quem o vê agora na fé. “Bem-aventurados os que não viram e creram.” Esta é a nossa bem-aventurança. Nem tudo o que Jesus fez e disse está escrito, nem precisa estar escrito. É o Espírito Santo quem congrega a Igreja e a leva adiante. Ele mantém viva a Palavra no coração dos que creem.

O texto escrito, no entanto, tem um valor extraordinário por transmitir o que precisamos para crer que Jesus é o Filho de Deus e, assim, termos vida em seu nome. O Tempo Pascal terminará no dia de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa, quando o Espírito Santo se manifestar em línguas de fogo.

No entanto, no mesmo dia da ressurreição, Jesus soprou sobre os discípulos reunidos e lhes deu o Espírito. Ele é a Palavra que saiu da boca do Pai, e o Espírito é o sopro de vida que sai de sua boca. Sopro de vida que acontecerá na prática do perdão. Recebam o Espírito Santo e introduzam no mundo o perdão, juntamente com a paz. Duas vezes Jesus lhes desejou a paz.

Algo novo está acontecendo. Paz e alegria no Espírito caracterizarão a vida nova dos discípulos. Mesmos nas horas difíceis, enfrentarão a dor e o martírio com serenidade. São possuidores de uma força nova. Podem dizer: “Nós vimos o Senhor”, e podem testemunhar quem ele é, professando com Tomé: “Meu Senhor e meu Deus”.

3. AS PORTAS FECHADAS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

As portas fechadas por medo dos judeus simbolizavam a situação crítica vivida pela comunidade cristã, quando da morte de Jesus. Como as portas do local, também estavam fechadas as portas das inteligências e dos corações dos discípulos. O medo era fruto da falta de fé, e esta carência, da incapacidade de aceitar a ressurreição do Senhor como um fato consumado, que eliminava qualquer dúvida ou suspeita. A incredulidade deixara-os confusos, sem rumo, bloqueados pela perplexidade diante da morte do Mestre.

Foi preciso uma intervenção enérgica do Mestre para arrancá-los dessa lastimável situação. E a ação do Senhor foi progressiva: fez-se presente no lugar em que se encontravam, mesmo estando fechadas as portas, como se as estivesse escancarando; exortou-os a recobrar a paz interior, deixando de lado os sentimentos negativos que agitavam seus corações; fez-lhes compreender que estavam diante do mesmo Jesus que fora crucificado – as marcas nas mãos e no lado não davam margem para dúvidas e finalmente, comunicou-lhes o Espírito Santo e os enviou em missão.

O medo e o conseqüente ensimesmar-se têm sido, ao longo dos séculos, a grande tentação dos discípulos de Jesus. A hostilidade do mundo somada à precariedade da fé explicam esta atitude. É mister deixar que o Ressuscitado rompa as barreiras e nos envie em missão, com a força do Espírito.

Oração
Pai, abre todas as portas que me mantém fechado no medo e na insegurança, para que eu vá ao encontro do mundo a ser evangelizado.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - PULSANDINHO:

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Semanário litúrgico da Arquidiocese de Apucarana - PR

Folheto Litúrgico preparado especialmente para um acompanhamento eficaz e participativo das missas dominicais e solenidades da Igreja Católica Apostólica Romana.

As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a partir do mês de Julho de cada ano. A aquisição deste folheto pode ser feita diretamente na Gráfica Diocesana de Apucarana-PR através dos meios de contato divulgados abaixo.

Contatos

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Publicação da Arquidiocese de Apucarana - PR

PULSANDO LITÚRGICO - Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
Sugestões e Informações: (43) 3423-6811 ou (43) 3423-7033
E-mail: pevaldecir@hotmail.com
Página Internet: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/

COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo

Este folheto litúrgico tem a missão não apenas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.

O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade de São Paulo e de todo o Brasil.

Atualmente são produzidos milhares de folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.

Contato

Folheto Litúrgico POVO DE DEUS EM SÃO PAULO
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3660-3700

Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Administração: Maria das Graças (Cássia).
Diagramador: Eduardo Cruz - r. 3718
Assinaturas: Ariane r.3724
Ilustrador: Marco Funchal 5071-3808
E-mail: povodedeus@arquidiocesedesaopaulo.org.br
Site: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
Impressão: Atlântica - 85.000 por celebração
Página Internet: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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