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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


27.01.2019
3º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ Hoje se cumpre a Palavra. Deus se revela e se comunica ao homem! __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

Maria visita IsabelINTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Nos reunimos para partilhar a mesma fé e partir o pão da Eucaristia. Ao lado do pão consagrado, a Palavra ocupa o centro de nossas atenções, ensinando-nos a construir o mundo novo que nasce da partilha dos bens da criação, da mesma forma como Jesus partilha seu corpo entre os membros da comunidade cristã. Hoje, em nossas celebrações, se realiza a Escritura que ouviremos.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, nos reunimos no dia do Senhor para ouvir a Boa Notícia que é esta: Deus nos ama e está conosco em Jesus, na força do Espírito Santo. Ele veio para permanecer para sempre em nossas vidas e na vida do mundo! Presente o Senhor está em nossa assembleia reunida, sua Igreja, por meio de tantos dons e carismas; presente Ele está em sua Palavra que acolheremos com carinho no coração; presente também está no seu Corpo e Sangue, sacramento de sua Páscoa e certeza de nossa esperança. Nós que formamos o Corpo de Cristo nos unimos neste dia santo para cantar nosso hino de louvor e para celebrar o sacramento da oferta que Jesus fez de sua vida por nós.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O cristianismo é revelação. Deus se revela e se comunica ao homem histórico. Essa revelação-comunhão se torna presente na história através do sinal da Palavra (palavra e gesto) cujo cerne é Jesus de Nazaré, a Palavra de Deus viva encarnada. Não é tanto o esforço que o homem faz para atingir e conhecer a Deus, quanto o ato de Deus que se dá e se une ao homem.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/27-de-janeiro-de-2019---3-dom-tc-novo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/13-3-domingodot-tempo-comum.pdf


TEMA
PREGAÇÃO INAUGURAL DE JESUS

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

.....................

Nenhuma comunidade se constrói sem a palavra de Deus. Uma das provas irrefutáveis da fragilidade de uma paróquia se revela na pouca profundidade que seus fiéis possuem nas Escrituras. A palavra de Deus deve ser compreendida como o alimento sólido que leva a comunidade a caminhar, com passos firmes e seguros, para o futuro. Quando não nos alimentamos, o corpo enfraquece e desfalece. Imaginemos todo o corpo de Cristo tomado pela indisposição e pela letargia, marcado pela falta de conhecimento bíblico e, com isso, propenso a ser levado para lá e para cá por qualquer vento de falsa doutrina. O estudo das Sagradas Escrituras une irmãos e irmãs ao redor da mesma fé e os torna responsáveis uns pelos outros.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a Palavra de Deus: ela é, verdadeiramente, o centro à volta do qual se constrói a experiência cristã. Essa Palavra não é uma doutrina abstracta, para deleite dos intelectuais; mas é, primordialmente, um anúncio libertador que Deus dirige a todos os homens e que incarna em Jesus e nos cristãos.

Na primeira leitura, exemplifica-se como a Palavra deve estar no centro da vida comunitária e como ela, uma vez proclamada, é geradora de alegria e de festa.

No Evangelho, apresenta-se Cristo como a Palavra que se faz pessoa no meio dos homens, a fim de levar a libertação e a esperança às vítimas da opressão, do sofrimento e da miséria. Sugere-se, também, que a comunidade de Jesus é a comunidade que anuncia ao mundo essa Palavra libertadora.

A segunda leitura apresenta a comunidade gerada e alimentada pela Palavra libertadora de Deus: é uma família de irmãos, onde os dons de Deus são repartidos e postos ao serviço do bem comum, numa verdadeira comunhão e solidariedade.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE NÓS

Lucas inicia seu evangelho manifestando o desejo de também deixar por escrito os acontecimentos relacionados a Jesus de Nazaré. Ele dedica a obra a Teófilo, nome que significa “amigo de Deus”. Portanto, essa obra é também destinada a todos aqueles que se consideram amigos de Deus.

A seguir, apresenta Jesus entrando e ensinando nas sinagogas, particularmente na da vila onde se criou. É aí em Nazaré, região da Galileia, que o Senhor inicia sua missão: anunciar uma boa notícia aos pobres, a liberdade aos cativos e oprimidos, recuperar a vista aos cegos, proclamar o
tempo da graça. O Mestre estabeleceu para si verdadeiro programa de vida.

A Palavra de Deus não é palavra morta. Cada página do evangelho traz uma palavra viva, que deve se realizar no hoje da história. Na vida de Jesus está a vida de cada um de seus seguidores. E na missão dele está também a missão de todo batizado.

Como, nos dias atuais, proclamar uma boa notícia aos pobres? Como fazer ressoar a mensagem libertadora do evangelho na vida de tantos presos, muitos dos quais submetidos a condições desumanas e, não raro, condenados por causa de um “pedaço de pão”, enquanto a maior parte dos grandes roubos continua impune? Como devolver a real visão dos fatos aos que vivem iludidos por ideologias divulgadas pelos grandes meios de comunicação e pelas redes sociais?

Ungido pelo Espírito, Jesus cumpriu a profecia de Isaías, restaurando a dignidade de todos aqueles nos quais esta foi lesada. Tal deve ser também nossa missão: restaurar a dignidade de todo ser humano, começando pelos pobres. A proposta de Jesus é libertar as pessoas de qualquer situação de opressão e miséria, promovendo integralmente a vida.

O cristão, ungido pelo Espírito, é alguém que não se conforma com a maldade, a esperteza oportunista, a violência e a injustiça reinantes na sociedade. Quem se acomoda diante de tanto sofrimento não entendeu ou não procura entender o que o Mestre viveu e ensinou. É possível ficarmos conformados quando, em nosso país, algumas poucas famílias têm, juntas,
uma fortuna equivalente à soma das riquezas de cem milhões de brasileiros? O Espírito do Senhor clama em nós!

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE NÓS

Lucas inicia seu evangelho manifestando o desejo de também deixar por escrito os acontecimentos relacionados a Jesus de Nazaré. Ele dedica a obra a Teófilo, nome que significa “amigo de Deus”. Portanto, essa obra é também destinada a todos aqueles que se consideram amigos de Deus.

A seguir, apresenta Jesus entrando e ensinando nas sinagogas, particularmente na da vila onde se criou. É aí em Nazaré, região da Galileia, que o Senhor inicia sua missão: anunciar uma boa notícia aos pobres, a liberdade aos cativos e oprimidos, recuperar a vista aos cegos, proclamar o
tempo da graça. O Mestre estabeleceu para si verdadeiro programa de vida.

A Palavra de Deus não é palavra morta. Cada página do evangelho traz uma palavra viva, que deve se realizar no hoje da história. Na vida de Jesus está a vida de cada um de seus seguidores. E na missão dele está também a missão de todo batizado.

Como, nos dias atuais, proclamar uma boa notícia aos pobres? Como fazer ressoar a mensagem libertadora do evangelho na vida de tantos presos, muitos dos quais submetidos a condições desumanas e, não raro, condenados por causa de um “pedaço de pão”, enquanto a maior parte dos grandes roubos continua impune? Como devolver a real visão dos fatos aos que vivem iludidos por ideologias divulgadas pelos grandes meios de comunicação e pelas redes sociais?

Ungido pelo Espírito, Jesus cumpriu a profecia de Isaías, restaurando a dignidade de todos aqueles nos quais esta foi lesada. Tal deve ser também nossa missão: restaurar a dignidade de todo ser humano, começando pelos pobres. A proposta de Jesus é libertar as pessoas de qualquer situação de opressão e miséria, promovendo integralmente a vida.

O cristão, ungido pelo Espírito, é alguém que não se conforma com a maldade, a esperteza oportunista, a violência e a injustiça reinantes na sociedade. Quem se acomoda diante de tanto sofrimento não entendeu ou não procura entender o que o Mestre viveu e ensinou. É possível ficarmos conformados quando, em nosso país, algumas poucas famílias têm, juntas,
uma fortuna equivalente à soma das riquezas de cem milhões de brasileiros? O Espírito do Senhor clama em nós!

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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A PREGAÇÃO DE JESUS

Jesus foi ungido pelo Pai para anunciar o evangelho da vida e da salvação. Esta liturgia nos ajude a tomar consciência de que também nós, no batismo, fomos consagrados pelo Espírito para sermos continuadores da missão de Jesus. A exemplo dele, somos chamados a promover no mundo a justiça, a paz e a libertação dos males que afligem nossos irmãos e irmãs. Recordemos que se encerra hoje, no Panamá, a Jornada Mundial da Juventude.

LIÇÃO DE VIDA: Jesus deseja que todos o ajudemos a anunciar o seu amor e a construir um mundo de justiça, fraternidade e paz.


RITOS INICIAIS

Salmo 95, 1.6
ANTÍFONA DE ENTRADA: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

Introdução ao espírito da Celebração
A celebração deste Domingo coloca a nossa atenção na escuta da Palavra de Deus. Ela faz parte essencial da Eucaristia e da celebração do encontro de Deus com o seu povo. Todos devem estar voltados para a Palavra que deve ser proclamada com todos os meios, atitudes, gestos, fé. Assim se tornará Palavra acolhida, guardada e feita vida. Fixemos o nosso olhar em Cristo que nos oferece a Palavra, que a interpreta e a cumpre, e no-la propõe para a vida. A Palavra de Deus e o seu anúncio está profundamente unida à conversão. Ela constrói a nossa vida, qual alicerce seguro. Ela nos convida e conduz à conversão. Ela faz-nos descobrir as perspectivas de Deus. Ela nos leva ao compromisso com Deus e com a Igreja, Corpo de Cristo.

ORAÇÃO COLECTA: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Que eu me esforce por ter uma atitude de respeito, atenção, acolhimento, veneração, gratidão e compromisso com a Palavra de Deus.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Neemias 8,2-6.8-10

Leitura do livro de Neemias. 8 2 O sacerdote Esdras trouxe a lei diante da assembléia de homens, mulheres e de todas (as crianças) que fossem capazes de compreender. Era o primeiro dia do sétimo mês. 3 Esdras fez então a leitura da lei, na praça que ficava diante da porta da Água, desde a manhã até o meio-dia, na presença dos homens, mulheres e das (crianças) capazes de compreender; todos escutavam atentamente a leitura. 4 O escriba Esdras postou-se num estrado de madeira que haviam construído para a ocasião; a seu lado encontravam-se, à direita, Matatias, Semeías, Anias, Urias, Helcias e Maasias; à esquerda, Fadaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mosolão. 5 Esdras abriu o livro à vista do povo todo; ele estava, com efeito, elevado acima da multidão. Quando o escriba abriu o livro, todo o povo levantou-se. 6 Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus; ao que todo o povo respondeu, levantando as mãos: “Amém! Amém!” Depois inclinaram-se e prostraram-se diante do Senhor com a face por terra. 8 Liam distintamente no livro da lei de Deus, e explicavam o sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura. 9 Depois Neemias, o governador, Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que instruíam o povo, disseram a toda a multidão:” Este é um dia de festa consagrado ao Senhor, nosso Deus; não haja nem aflição, nem lágrimas”. Porque todos choravam ao ouvir as palavras da lei. 10 Neemias disse-lhes: “Ide para as vossas casas, fazei um bom jantar, tomai bebidas doces, e reparti com aqueles que nada têm pronto; porque este dia é um dia de festa consagrado ao nosso Senhor; não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Estamos num dos momentos mais expressivos da vida do povo eleito, após o desterro de Babilónia, uma das pedras miliárias da sua história: marca a reconstrução da vida da nação, a instauração oficial do judaísmo propriamente dito, em que o acento já não se põe tanto no Templo, mas na Lei, por isso a sua leitura não aparece feita no lugar sagrado, mas «no largo situado diante da Porta das Águas» (v. 3).

2 «Esdras», o grande organizador do Povo de Deus após o desterro, em pleno séc. V a. C., como comunidade judaica, uma fraternidade religiosa, uma verdadeira «igreja» estruturada na Lei de Moisés. «O primeiro dia sétimo mês, isto é, do mês correspondente a Setembro-Outubro, chamado «Tisri»; este dia correspondia ao início dos sete dias da festa dos Tabernáculos (parece que coincidia com a festa do Ano Novo), que o capítulo 9 deixa ver como anterior à festa da Expiação, um artifício para mostrar como a leitura da Lei levou à penitência, ligada ao Yôm Kippur (cf. Lv 23, 26-32).

9 «Todo o povo chorava», naturalmente, ao tomar consciência bem clara de que tinha quebrantado a Lei, merecendo os castigos nela cominados. De qualquer modo, a contrição não devia impedir a alegria, antes pelo contrário, pois era a ocasião asada para uma solene renovação da aliança (cf. capítulo 10).

...............

A segunda leitura nos faz lembrar uma expressão curiosa: “O fio de três dobras não se rompe com facilidade”, diz um dos provérbios bíblicos. Imagine, então, todo um povo unido em direção ao mesmo objetivo! Pois é exatamente assim que se inicia a primeira leitura: “todo o povo, como se fosse uma única pessoa, se reuniu na praça…”. Reunidos, não há espaço para interesses individuais e para a necessidade de reconhecer quem é mais e quem é menos. E qual era o motivo da reunião? Para que fosse lido o livro da Lei. Tratava-se, nesse caso, de uma catequese coletiva. Todo o povo reunido para ouvir a palavra de Deus. Uma reunião a que se pode atribuir quatro características, a saber: é espontânea, coletiva, harmoniosa e com um propósito. A comunidade se reunia ao redor da Palavra e procurava, com base nesse referencial seguro, traduzir em suas práticas diárias a vontade de Deus, que é sempre concretizada na partilha. Um povo que se reunia para se alimentar com o pão nutritivo da palavra de Deus e, assim, saciar a fome.

A reunião foi marcada pela atenção com que ouviam a leitura da Palavra, pela reverência (ficaram em pé), pela atitude de pôr o próprio corpo para participar dessa festa litúrgica (erguiam as mãos e respondiam com amém) e pelo choro resultante do fato de os corações terem sido atingidos em cheio pelo calor da palavra de Deus. A reunião do povo para escutar a Palavra não pode, porém, ser pensada como um momento de tristeza. Por isso, Esdras motivou-os a retornar às suas casas e celebrar a proposta de vida de Deus com muita alegria e comida, sem se esquecerem de partilhar com os que nada tinham. Afinal, se todo o povo era como uma única pessoa, nem uma pessoa sequer poderia passar fome e vivenciar a tristeza da carência. O compromisso com a Palavra causa profundas mudanças no povo de Deus.

AMBIENTE

O Livro de Neemias (com o de Esdras com o qual, inicialmente, formava uma unidade) pertence ao período que se segue ao regresso dos exilados judeus da Babilónia.

Estamos nos séculos V/IV a.C.; para os habitantes de Jerusalém, é ainda um tempo de miséria e desolação, com a cidade sem muralhas e sem portas, uma sombra negra da cidade bela que tinha sido. Neemias, um alto funcionário do rei Artaxerxes, entristecido pelas notícias recebidas de Jerusalém, obtém do rei autorização para se instalar na capital judia. Neemias vai começar a sua actividade com a reconstrução da muralha (cf. Ne 3-4) e com o combate às injustiças cometidas pelos ricos contra os pobres (cf. Ne 5). Depois, procura restaurar o culto (cf. Ne 8-9).

É neste contexto de preocupação com a restauração do culto que podemos situar o trecho que nos é proposto: Neemias reúne todo o Povo “na praça que fica diante da Porta das Águas”, a fim de escutar a leitura da Lei. Trata-se de recordar ao Povo o compromisso fundamental que Israel assumiu com o seu Deus: só assim será possível preparar esse futuro novo que Neemias sonha para Jerusalém e para o Povo de Deus.

MENSAGEM

A questão fundamental sugerida pelo texto tem a ver com a importância que a Palavra de Deus deve assumir na vida de uma comunidade. Todos os pormenores apontam nesse sentido.

Em primeiro lugar, o autor do texto sublinha a convocação de toda a comunidade para escutar a Palavra: os homens, as mulheres e as crianças em idade “de compreender”. A Palavra de Deus dirige-se a todos sem excepção, a todos interpela e questiona.

Em segundo lugar, atente-se na questão dos preparativos: há um estrado de madeira feito de propósito que coloca o leitor em plano superior; depois, o Livro da Lei é aberto de forma solene e todos se levantam, em atitude de respeito e veneração pela Palavra… É o exemplo de uma comunidade onde a Palavra de Deus está no centro e onde tudo se conjuga em função do lugar especial que a Palavra ocupa na vida da comunidade.

Em terceiro lugar, temos a descrição do rito: a Palavra é aclamada pela assembleia; depois, os levitas lêem clara e distintamente; finalmente, explicam ao povo a Palavra, de modo acessível, “de maneira que se pudesse compreender a leitura”. Temos aqui um autêntico manual de como deve processar-se uma verdadeira “celebração da Palavra”.

Em quarto lugar, temos a resposta do Povo: confrontados com a Palavra, choram. A atitude do Povo revela, certamente, uma comunidade que se deixa interpelar pela Palavra, que confronta a sua vida com a Palavra proclamada e que sente, na sequência, a urgência da conversão. A Palavra é eficaz e provoca a transformação da vida.

Finalmente, tudo termina numa grande festa: o dia “consagrado ao Senhor” é um dia de alegria e de festa para a comunidade que se alimentou da Palavra.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, as seguintes questões:

• Que lugar ocupa a Palavra de Deus na vida de cada um de nós e na vida das nossas comunidades? A Palavra é o centro à volta do qual tudo se articula? Encontramos espaço para ler, para reflectir, para partilhar a Palavra?

• Aqueles a quem é confiada a missão de proclamar a Palavra: preparam convenientemente o ambiente? Proclamam a Palavra clara e distintamente? Reflectem a Palavra e explicam-na de forma acessível, de forma que ela toque a assembleia que escuta? Têm a preocupação de adaptá-la à vida?

• Nas nossas assembleias comunitárias, a Palavra é acolhida com veneração e respeito, ou aproveitamos o momento em que ela é proclamada para acender velinhas ao santo da nossa devoção, para rezar o terço ou para “controlar” quem está ao nosso lado?

• A Palavra interpela-nos, leva-nos à conversão, à mudança de vida, ou a Palavra é só para os outros (“grande recado que o padre está a mandar à dona…”)?

Subsídios:
1ª leitura:
 (Ne 8,2-4a.5-6.8-10) A leitura da Lei no Antigo Testamento – Em 458 a.C., o escriba Esdras voltou com um grupo de judeus da Babilônia. Dois meses depois, convocou o povo para renovar a Aliança, mediante a proclamação do livro da Lei, instituída no Sinai. São os albores do judaísmo moderno: o centro já não é o sacrifício, mas a leitura da Lei. * Cf. Is 55,10-11; Dt 6,4-9; 30,14; Sl 33[32],6-9.



Salmo Responsorial

Monição: A Palavra do Senhor é a mais bela oração. Ela irradia a beleza da presença de Deus na vida dos crentes.

SALMO RESPONSORIAL – 18B/19

Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!

A lei do Senhor Deus é perfeita,
conforto para a alma!
O testemunho do Senhor é fiel,
sabedoria dos humildes.

Os preceitos do Senhor são precisos,
alegria ao coração,
o mandamento do Senhor é brilhante,
para os olhos é uma luz.

É puro o temor do Senhor,
imutável para sempre.
Os julgamentos do Senhor são corretos
e justos igualmente.

Que vos agrade o cantar dos meus lábios
e a voz da minha alma;
que ela chegue até vós, ó Senhor,
meu rochedo e redentor!

Segunda Leitura

Monição: A Palavra de Deus leva-me a ver a Igreja como um mistério de amor, unidade na diversidade, compromisso ordenado de todos. Assim serei um cristão que vê para além da fragilidade do visível, do externo e do temporal.

1 Coríntios 12,12-30

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. 12 12 Carríssimos! Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. 13 Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. 14 Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos. 15 “Se o pé dissesse: Eu não sou a mão”; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo? 16 E se a orelha dissesse: “Eu não sou o olho”; por isso, não sou do corpo, deixaria ela de ser do corpo? 17 Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? 18 Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. 19 Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20 Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. 21 O olho não pode dizer à mão: “Eu não preciso de ti”; nem a cabeça aos pés: “Não necessito de vós”. 22 Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários. 23 E os membros do corpo que temos por menos honrosos, a esses cobrimos com mais decoro. Os que em nós são menos decentes, recatamo-los com maior empenho, 24 ao passo que os membros decentes não reclamam tal cuidado. Deus dispôs o corpo de tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm, 25 para que não haja dissensões no corpo e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros. 26 Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele. 27 Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros. 28 Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas. 29 São todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? 30 Fazem todos milagres? Têm todos a graça de curar? Falam todos em diversas línguas? Interpretam todos?
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Continuamos hoje a leitura do domingo anterior, fazendo a apologia da unidade da Igreja dentro da legítima diversidade: «Assim como o corpo…». A comparação não é original, mas da literatura profana. S. Paulo adapta-a maravilhosamente à Igreja, concebida como um corpo onde não pode haver rivalidades e divisão: «Vós sois Corpo de Cristo» (v. 27). Já está aqui latente a doutrina do Corpo Místico explanada em Colossenses e Efésios. No entanto, ainda não se considera de facto a Igreja universal, o Corpo de Cristo (com artigo); apenas se considera que os cristãos de Corinto são um organismo – «corpo» (sem artigo!) – dependente de Cristo e com a mesma vida de Cristo (v. 27).

13 «E a todos nos foi dado beber um único Espírito». Os exegetas, tendo em conta que no v. anterior já se tinha falado do Baptismo, pensam que pode haver aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, pois que então estes Sacramentos se costumavam receber juntos (cf. Act 19, 5-61).

27 «Seus membros, cada um por sua parte». A Vulgata diz: «membros uns dos outros», devido a uma confusão de palavras gregas: «melos» (membro) por «meros» (parte).

...............

Paulo sabiamente utiliza o corpo humano como metáfora do modo pelo qual as relações entre irmãos e irmãs deveriam ocorrer na comunidade. Se a sociedade ao redor utilizava a imagem do corpo para justificar o poder de dominação, ao hierarquizar as relações entre uns e outros, o apóstolo pensa de forma contracultural e produz uma inversão sensacional: unidade na diversidade, tendo por base os mais fracos. Cristo é a cabeça de um só corpo, e todos os membros estão nele integrados. No entanto, não é possível deixar de lado a inovação de Paulo, ao afirmar o critério de atenção aos membros mais fracos: “os membros do corpo que parecem mais fracos são os mais necessários” (v. 22).

A unidade do corpo passa pelo respeito a si próprio, assim como pelo respeito aos outros. Em relação a si próprio, é necessário saber quem se é dentro do corpo e assumir a própria função, sem dar margem a vaidades comparativas (“se não sou mão, então não pertenço ao corpo”, v. 15); relativamente aos outros, deve-se pensar sobre a responsabilidade ética que temos para com as demais pessoas que vivem e convivem conosco na mesma comunidade.

Para Paulo, é a percepção de que todos constituímos um só corpo que determina a construção de uma comunidade sadia.  No v. 13, por duas vezes, o apóstolo falou do Espírito. Num primeiro momento, destacou que “fomos batizados num só Espírito” e, em seguida, afirmou: “todos bebemos de um só Espírito”. É preciso salientar o aspecto comunitário nas duas afirmações – “todos” –, indicando a superação de qualquer divisão na comunidade. O corpo é a comunidade, e o espírito envolve o corpo. Todas as patologias advêm justamente quando algum membro do corpo procura viver segundo o princípio da hierarquização e da dominação do outro. Não há espaço, na construção do corpo, para sentimentos de superioridade ou inferioridade. Em comunhão, vemo-nos como extensões uns dos outros e, portanto, não como competidores que precisam derrotar o outro. No corpo não há inimigos, e sim irmãos e irmãs.

AMBIENTE

A segunda leitura vem na sequência da que lemos no domingo passado. Paulo está preocupado porque, na Igreja de Corinto, os “carismas” (dons de Deus para benefício de toda a comunidade), utilizados em benefício próprio, geravam individualismo, divisão, luta pelo poder, desprezo pelos que aparentemente não possuíam dons especiais. É uma situação intolerável: aquilo que devia beneficiar todos é usurpado por alguns e está a pôr em causa a unidade e a comunhão desta Igreja.

MENSAGEM

Para tornar mais clara a mensagem, Paulo utiliza uma comparação muito conhecida no mundo greco-romano (onde é usada para falar dos deveres comunitários): a fábula do corpo e dos seus membros.

Paulo compara a comunidade cristã a um corpo. Esse corpo é constituído por uma pluralidade diversificada de membros, cada um com a sua tarefa, isto é, com o seu “carisma” peculiar. Não basta que os membros sejam vários: é preciso que sejam variados, que sejam distintos: é a riqueza da variedade que permite a sobrevivência de todo o conjunto. Além disso, são membros que necessitam uns dos outros e que se preocupam uns com os outros. A unidade fundamental deve, pois, ir de mãos dadas com o pluralismo carismático e com a preocupação pelo bem comum.

No entanto, o mais interessante e mais original (a fábula em si não é original) é a identificação deste corpo com Cristo: a comunidade cristã é o corpo de Cristo (vós sois corpo de Cristo e seus membros” – vers. 27). É também esta identificação com Cristo a parte mais questionadora da parábola… Neste corpo tem de manifestar-se o Cristo total. Ora, pode Cristo estar dividido? Pode o corpo de Cristo identificar-se com conflitos e rivalidades? É possível que o corpo de Cristo dê ao mundo um testemunho de egoísmo, de individualismo, de orgulho, de auto-suficiência, de desprezo pelos pobres e débeis?

O corpo de Cristo (a Igreja) é, pois, uma comunidade de irmãos, que de Cristo recebem e partilham a vida que os une; sendo uma pluralidade de membros, com diversas funções, respeitam-se, apoiam-se, são solidários uns com os outros e amam-se. Palavras-chave para definir a teia de relações que liga este corpo de Cristo são “solidariedade”, “participação”, “co-responsabilidade”.

Na parte final do texto, Paulo apresenta uma espécie de hierarquia dos “carismas”. Obviamente, os “carismas” apresentados em primeiro lugar são os que dizem respeito à Palavra, ao anúncio da Boa Nova (“apóstolos”, “profetas”, “doutores”). Isso significa que o corpo de Cristo é, verdadeiramente, a comunidade que nasce da Palavra e que se alimenta da Palavra: tudo o resto passa para segundo plano, diante da Palavra criadora e vivificadora que Deus dirige à comunidade.

No entanto, também aqui não podemos esquecer o que Paulo disse atrás: todos os membros do corpo desempenham funções importantes para o equilíbrio e harmonia do conjunto e para a consecução do bem comum.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão e a partilha, considerar os seguintes elementos:

• A Igreja é o corpo de Cristo onde se manifesta, na diversidade de membros e de funções, a unidade, a partilha, a solidariedade, o amor, que são inerentes à proposta salvadora que Cristo nos apresentou. A nossa comunidade cristã é, para nós, uma família de irmãos, que vivem em comunhão, que se respeitam e que se amam, ou é o campo onde se enfrentam as invejas e os interesses egoístas e mesquinhos?

• Usamos os “carismas” que Deus nos confia para o serviço dos irmãos e para o crescimento do corpo, ou para a nossa promoção pessoal e social?

• Nesse corpo, os vários membros vivem em inter-dependência. É efectiva a n
ossa solidariedade com os membros da comunidade? Os dramas e os sofrimentos, as alegrias e as esperanças dos nossos irmãos são sentidos por todos os membros desse corpo?

• Sentimo-nos co-responsáveis na construção dessa comunidade da qual somos membros e desempenhamos, com sentido de responsabilidade, o nosso papel, ou remetemo-nos a uma situação de passividade e de comodismo, esperando que sejam os outros a fazer tudo?

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 12,12-30 ou 12,12-14.27) Somos um só corpo: o de Cristo – A alegoria do corpo e dos membros visualiza como os diversos carismas se completam mutuamente. Um dom significa serviço, não desprezo. Até as mais humildes funções são indispensáveis para o corpo de Cristo, que é a Igreja. No meio desses diversos dons, revelar-se-á o que deve ser comum a todos: a caridade (1Cor 13). * 12,12-13 cf. Rm 12,4-5; Ef 4,4-6; Gl 3,26-28; Cl 3,11 * 12,27 cf. Rm 12,5; Ef 5,30 * 12,28 cf. Ef 4,11-12.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Foi o Senhor quem me mandou boas notícias anunciar; ao pobre, a quem está no cativeiro, libertação eu vou proclamar! (Lc 4,18)

Evangelho

Monição: Fixemos o nosso olhar em Jesus. Ele é a Palavra bela e santa que Deus Pai e o Espírito pronunciam. Que cada um O acolha com amor e com uma vida de compromisso com o seu projecto.

Lucas 1,1-4;4;14-21

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 1 1 Muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, 2 como no-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra. 3 Também a mim me pareceu bem, depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio, escrevê-los para ti segundo a ordem, excelentíssimo Teófilo, 4 para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido. 14 Jesus então, cheio da força do Espírito, voltou para a Galiléia. E a sua fama divulgou-se por toda a região. 15 Ele ensinava nas sinagogas e era aclamado por todos. 16 Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, 19 para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”. 20 E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

A leitura faz preceder o início da pregação de Jesus (4, 14) do célebre prólogo do III Evangelho (1, 1-4) da autoria de Lucas, que se mostra como um historiador sério e um bom cultor da língua grega de cunho clássico.

1 «Muitos». Referência à grande diversidade de escritores, em que se devem incluir os escritos inspirados: um primitivo Evangelho de Mateus e o Evangelho de S. Marcos, fontes que utilizou abundantemente. Sobre outros escritos prévios nada de certo sabemos, mas a crítica interna dos Evangelhos faz-nos entrever nos Sinópticos a preexistência de pequenos fragmentos que deixaram rastos na falta de conexão entre muitas perícopes e no agrupamento artificial de vários episódios sobre um mesmo tema. É natural que tais documentos parciais e provisórios se tenham perdido, ao aparecerem os Evangelhos canónicos.

«Factos que se realizaram entre nós». O Evangelho transmite-nos factos realmente acontecidos e muito próximos, daquela mesma época, por isso diz: «entre nós».

2 «Como no-los transmitiram…». S. Lucas não é um discípulo directo de Cristo, mas conhece com verdade os acontecimentos que vai referir através de testemunhas do máximo valor, por um lado, «testemunhas oculares» e, por outro, «ministros da palavra», isto é, do Evangelho; os mesmos que tinham a missão de pregar tinham sido antes testemunhas oculares. Entre as testemunhas oculares, como fonte de informação de Lucas, devem-se pôr os Apóstolos e, com toda a probabilidade, a SSª Virgem, as Santas Mulheres, os «irmãos de Jesus» e outras pessoas que conviveram com Ele.

3 «Também eu resolvi… escrevê-las». Isto em nada contradiz a acção de Deus ao inspirar S. Lucas, uma vez que Ele pode influir na inteligência e na vontade do homem, mesmo sem que este dê conta desse influxo. «Por ordem» (temos no original grego kathexês, que a tradução litúrgica omitiu, talvez uma errata a corrigir). Embora o seu Evangelho não seja primariamente uma biografia sistemática – uma crónica – com todos os dados possíveis sobre a vida de Jesus, também não se limita a um mero ensinamento doutrinal sobre a mensagem de Jesus. S. Lucas pretende transmitir-nos esta mensagem dentro dum vasto quadro histórico de acontecimentos, mas sem a preocupação duma minúcia cronológica maior do que aquela que as suas fontes lhe forneciam. Há, porém, como faz ver, o cuidado de uma certa ordem lógica.

3-4 «Depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens». S. Lucas não é um, mero «evangelista» que se preocupe só com transmitir uma mensagem, ele tem uma preocupação cuidadosa de tudo investigar desde o início e com um fim muito concreto, a saber, que o leitor possa «ter um conhecimento seguro do que lhe foi ensinado». É sabido que Lucas tem uma visão teológica própria; é um teólogo da história, com mentalidade de historiador; de modo nenhum um criador estórias. O pregador do Evangelho avança de mãos dadas com o historiador e o apologista.

«Ilustre Teófilo». O adjectivo faz supor que se trata de um cristão de elevada condição (um mecenas?), a pessoa a quem Lucas dedica os seus dois livros. O título de «ilustre» ou «excelentíssi­mo» usava-se para a nobreza romana e para pessoas com altos cargos na administração do Estado.

4, 14 É aqui que começa S. Lucas a narrar o ministério de Jesus com a pregação na Galileia. «Com a força do Espírito», o mesmo é dizer que com a força e poder divino que estavam em Jesus, dada a sua natureza divina. Há em S. Lucas, uma constante referência ao Espírito Santo, que é um «leitmotiv» desta obra e de Actos. Com efeito, estamos nos tempos messiânicos, e Jesus é o Messias e, como tal, portador do «Espírito do Senhor» (v. 18).

16-21 «Foi então a Nazaré». Não se sabe se S. Lucas, nesta passagem, narra a mesma visita à sua terra natal contada pelos outros evangelistas (cf. Mt 13, 54-58; Mc 6, 1-6), ou se outra, ou se funde duas visitas num único relato. De qualquer modo, ao apresentá-la logo no início da vida pública, não teve em vista uma simples ordem cronológica, mas sim uma ordem lógica, melhor dito, teológica, com o intuito de começar por fazer ver que Jesus é o Messias, aqui o «Pregoeiro (mebasser) de boas notícias (besorá, evangelho), sobre quem repousa o Espírito Santo, segundo o oráculo de Isaías (Is 61, 1-2). «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura» (v. 21) equivale a dizer «Eu sou esse pregoeiro de boas notícias aos pobres». J. Dupont diz que, com este relato inicial, Lucas pretende, logo de entrada, sugerir a resposta a três questões fundamentais: quem é Jesus, qual a sua missão, e a quem se destina esta sua missão.

18 «O Espirito… me ungiu». A unção no A. T. era para pessoas que tinham uma missão especial dada por Deus: o rei (1 Sam 9, 16; 2 Sam 5, 1-13), o sacerdote (Ex 29, 7; 40, 15), o profeta (para este, pode ser em sentido simbólico: Is 61, 1; Ez 16, 9), sendo assim o messias davídico o ungido por excelência. A Teologia explicita o símbolo da unção recebida por Jesus no momento da Incarnação: designa em especial a chamada «união hipostática», em que a natureza humana é assumida pela Pessoa do Verbo. Note-se que de Jesus não se diz, como dos Santos, que recebeu graças e dons do Espírito Santo, mas diz-se que foi ungido, para indicar a plenitude de graça recebida com a união hipostática, de cuja plenitude todos nós recebemos (cf. Jo 1, 16).

«Os pobres», aparecem explicitados pelo paralelismo da segunda parte do v. 18: «os cativos, os cegos, os oprimidos». Trata-se duma noção desenhada na pregação dos profetas (cf. Sam 2, 3), fortemente espiritualizada – a dos anawim (pobres) – que é retomada por Jesus (cf. Mt 5, 3; 18, 9-14). Jesus não se dirige a uma determinada classe ou condição social, mas sobretudo àqueles que têm uma determinada atitude religiosa de indigência, humildade e abertura perante Deus, própria de quem confia na sua misericórdia, e não nos méritos ou recursos pessoais. Com efeito, o sentido desta passagem não se esgota na preocupação de Jesus pelos «pobres», que são os «presos», os «cegos», os «oprimidos», no sentido de miséria física, pois Jesus, podendo fazê-lo, não curou todos os doentes, nem resolveu todos os problemas de miséria. Jesus e a sua Igreja (cf. Lumen Gentium, n.° 8) preocupam-se pelos necessitados, mas a sua missão não se reduz à beneficência e promoção humana, nem sequer se pode centrar nela; o seu objectivo é a redenção da miséria do pecado, causa de todos os males, é a libertação da escravidão do demónio e da morte eterna.

19 «Um ano favorável». Alusão clara ao ano jubilar judaico de 50 em 50 anos (Lv 25, 8-10), em que ficavam libertos os homens e as terras que por necessidade tinham sido vendidos. Esta libertação material era uma espécie de utopia – não está suficientemente documentada a sua prática na história de Israel – que simboliza e prefigura a libertação espiritual e redenção trazida pelo Messias.

...............

Estamos diante do programa de toda a atividade de Jesus. De forma inteligente, o texto é colocado precisamente no início da sua vida pública. Trata-se de seu programa de trabalho. Se alguém quisesse saber quais seriam as ações, opções e comportamentos de Jesus, bastaria prestar atenção nas palavras que fluíam de seus lábios. As pessoas presentes na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Aquilo que Jesus tem para falar desperta a atenção de todos. Não são palavras vazias e sem sentido. São palavras carregadas de sentido, recheadas com um projeto de libertação. Palavras que vão ao encontro dos desamparados, para que eles possam se sentir seguros e protegidos por uma palavra viva que liberta. Percebe-se logo que o ministério (a vida) de Jesus está concentrado na periferia. Ele não se apresenta nos grandes centros nem frequenta as grandes cidades. Sua vida é direcionada aos oprimidos e vulneráveis. Ele decididamente permaneceu ao lado deles e, simultaneamente, condenou os opressores.

Ao ler o texto de Isaías 61,1-2 e aplicá-lo a si mesmo, Jesus assume sua vida e ministério no contexto em que está vivendo. Não é um alienado que fecha os olhos para o que tem diante de si. É sabedor da própria realidade. Ele não nega a realidade, mesmo que seja contraditória, opressora e criadora de pobreza e marginalização. Ao contrário, assume sua vocação em meio à forte contradição social e se faz solidário com aqueles que estavam sendo desumanizados e empobrecidos pelo sistema sociopolítico. A realidade que os pobres viviam não era estranha a Jesus, pois era uma realidade que também o alcançava, bem como sua família. O século I d.C. foi marcado por grandes catástrofes na Palestina: secas, furacões, epidemias, tempos de fome. As propriedades eram concentradas nas mãos de poucos e com isso aumentava o número dos sem-terra; os impostos aumentavam não apenas nas porcentagens a pagar, mas também em quantidade, pelo aparecimento de novos impostos.

O ministério de Jesus refletirá justamente essa situação. A multidão que o segue vive na periferia da vida, é uma quantidade enorme de pessoas que vivem no anonimato. São pobres não porque sejam vagabundos e não gostem de trabalhar. São pobres, justamente, porque trabalham. Apresentam-se como vítimas de uma sociedade que cria a pobreza e faz da miséria um instrumento de riqueza de alguns poucos. A multidão que o segue passa fome e anda em busca de alimento como as ovelhas que não têm pastor para alimentá-las. Jesus não vira as costas para a multidão de pobres.

Diante da multidão, a única opção que lhe cabia era o exercício da solidariedade. A realidade que Jesus vivia era seu maior desafio. Ele se encarnava nela para que pudesse transformá-la. Jesus não se alienava da realidade, e suas palavras e ações não produziam alienação nos ouvintes. A relevância de Jesus pode ser vista justamente na maneira como assumiu a realidade dos pobres como se fosse a sua própria. Nesse sentido, o povo encontrava profunda relevância em suas palavras e gestos.

AMBIENTE

O Evangelho de hoje é constituído por dois textos diferentes.

No primeiro (1,1-4), temos um prólogo literário onde Lucas, imitando o estilo dos escritores helénicos da altura, apresenta o seu trabalho: trata-se de uma investigação cuidada dos “factos que se realizaram entre nós”, a fim de que os crentes de língua grega (a quem o Evangelho de Lucas se dirige) verifiquem “a solidez da doutrina em que foram instruídos”. Estamos na década de 80 quando, desaparecidas já as “testemunhas oculares” de Cristo, o cristianismo começa a defrontar-se com uma série de heresias e de desvios doutrinais, que põem em causa a identidade cristã. Era, pois, necessário, recordar aos crentes as suas raízes e a solidez dessa doutrina recebida de Jesus, através do testemunho legítimo que é a tradição transmitida pelos apóstolos.

Na segunda parte (4,14-21), apresenta-se o início da pregação de Jesus, que Lucas coloca em Nazaré. O cenário de fundo é o do culto sinagogal, no sábado. O serviço litúrgico celebrado na sinagoga consistia em orações e leituras da Lei e dos Profetas, com o respectivo comentário. Os leitores eram membros instruídos da comunidade ou, como no caso de Jesus, visitantes conhecidos pelo seu saber na explicação da Palavra de Deus. O centro do relato está na proclamação de um texto do Trito-Isaías (cf. Is 61,1-2) que descreve como é que o Messias concretizará a sua missão.

MENSAGEM

A finalidade da obra de Lucas é, como dissemos, recordar aos crentes das comunidades de língua grega as suas raízes e a sua referência a Jesus. Neste texto em concreto, Lucas vai apresentar o programa que Jesus Se propõe realizar no meio dos homens, como uma proposta de libertação dirigida a todos os oprimidos.

O ponto de partida é a leitura do texto de Is 61,1-2. Esse texto apresenta o profeta anónimo que, em Jerusalém, consola os exilados, como um “ungido de Deus”, que possui o Espírito de Deus; a sua missão consiste em gritar a “boa notícia” de que a libertação chegou ao coração e à vida de todos os prisioneiros do sofrimento, da opressão, da injustiça, do desânimo, do medo. O que é mais significativo, no entanto, é a “actualização” que Jesus faz desta profecia: Ele apresenta-Se como o “profeta” que Deus ungiu com o seu Espírito, a fim de concretizar essa missão libertadora.

O projecto libertador de Deus em favor dos homens prisioneiros do egoísmo, da injustiça e do pecado começa, portanto, a cumprir-se na acção de Jesus (“cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir” – vers. 21). Na sequência, Lucas vai descrever a actividade de Jesus na Galileia como o anúncio (em palavras e em gestos) de uma “boa notícia” dirigida preferencialmente aos pobres e marginalizados (aos leprosos, aos doentes, aos publicanos, às mulheres), anunciando-lhes que chegou o fim de todas as escravidões e o tempo novo da vida e da liberdade para todos.

Lucas anuncia também, neste texto programático, o caminho futuro da Igreja e as condições da sua fidelidade a Cristo. A comunidade crente toma consciência, através deste texto, de que a sua missão é a mesma de Cristo e consiste em levar a “boa notícia” da libertação aos mais pobres, débeis e marginalizados do mundo. Ungida pelo Espírito para levar a cabo esta missão, a Igreja cumpre o seguimento de Jesus.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, podem considerar-se os seguintes elementos:

• No Evangelho de Lucas e neste texto em particular, Jesus manifesta de forma bem nítida a consciência de que foi investido do Espírito de Deus e enviado para pôr cobro a tudo o que rouba a vida e a dignidade do homem. A nossa civilização, há vinte e um séculos que conhece Cristo e a essência da sua proposta. No entanto, o nosso mundo continua a multiplicar e a refinar as cadeias opressoras. Porque é que a proposta libertadora de Jesus ainda não chegou a todos? Que situações hoje, à minha volta, me parecem mais dramáticas e exigem uma acção imediata (pensar na situação de tantos imigrantes de leste ou das ex-colónias; pensar na situação de tantos idosos, sem amor e sem cuidados, que sobrevivem com pensões de miséria; pensar nas crianças de rua e nos sem abrigo que dormem nos recantos das nossas cidades; pensar na situação de tantas famílias, destruídas pela droga e pelo álcool…)?

• A fidelidade ao “caminho” percorrido por Cristo é a exigência fundamental do ser cristão. Ao longo dos séculos, tem sido a defesa da dignidade do homem a preocupação fundamental da Igreja de Jesus? Preocupa-nos a libertação dos nossos irmãos escravizados? Que posso eu fazer, em concreto, para continuar no meio deles a missão libertadora de Cristo?

• Repare-se, neste texto, como Jesus “actualiza” a Palavra de Deus proclamada e a torna um anúncio de libertação que toca de muito perto a vida dos homens. Os que proclamam a Palavra, que a explicam nas homilias, têm esta preocupação de a tornar uma realidade “tocante” e um anúncio verdadeiramente transformador e libertador, que atinge a vida daqueles que os escutam?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 1,1-4; 4,14-21) O início da pregação de Jesus – No prólogo de seu evangelho, Lc descreve seu procedimento e intenção: narrar os fatos e ditos de Jesus de modo ordenado, conforme as testemunhas, para dar sólido embasamento à fé que a Igreja instrui. – A primeira pregação de Jesus em Nazaré é apresentada como o cumprimento da Promessa e como um programa: a boa-nova levada aos pobres, os que se abrem para o dom de Deus. * 1,1-4 cf. Jo 15,27; At 1,1.8 * 4,14-15 cf. Mt 4,12-17; Mc 1,14-15; Jo 4,1-3.43 * 4,16-21 cf. Mt 13,54; Mc 6,1; Is 61,1-2; Mt 3,16; Sf 2,3.

***   ***   ***

Lucas narra a atividade de Jesus com jeito de historiador. Não no sentido moderno da palavra – homem de escavações e bibliotecas –, mas no sentido antigo: alguém que sabe contar os fatos de modo que a gente os possa imaginar. Não existiam as atuais exigências da historiografia, a documentação consistia principalmente em depoimentos orais, recolhidos de modo empírico. Mesmo assim, Lucas colecionou os dados a respeito de Jesus, para dar um embasamento sólido à fé de seus contemporâneos, lá pelos anos 80 d.C., para mostrar-lhes melhor quem foi e o que fez Jesus de Nazaré.

Como bom narrador, Lc imagina Jesus iniciando sua pregação lá na sua terra, em Nazaré, na reunião de sábado na sinagoga. Os adultos podiam comentar a Lei a partir de um texto profético. Jesus abriu o rolo do profeta Isaías, no texto que fala da missão do mensageiro de Deus para instaurar a verdadeira justiça e liberdade, pelo fim da opressão e a realização de um ano sabático ou jubilar, para restituição dos bens alienados, com vistas a um novo início de uma sociedade realmente fraterna, como convém ao povo de Deus (cf. Dt 15)

Proclamando que esta profecia realiza-se no presente momento, “hoje”, Jesus: 1º) se identifica como porta-voz estabelecido (“ungido”) por Deus e impulsionado por seu espírito (força e iluminação), para levar a “boa-nova” aos oprimidos; 2º) anuncia o início de uma nova situação da comunidade, restaurada conforme a vontade de Deus: o tempo messiânico. Nenhuma das duas coisas é muito evidente... O pronunciamento de Jesus provocará uma reação negativa do povo (que será narrada no próximo domingo). Hoje, portanto, ficamos com a “declaração de programa” de Jesus: instaurar a realidade messiânica.

Por trás disso está toda uma história. Fazia muito tempo que se sonhava com um “ano de restituição”. Textos como Ne 5 nos mostram que o ano de restituição era uma necessidade desde muitos séculos, mas a Bíblia não conta que alguma vez tenha sido realizado. Era uma utopia. Jesus pretendia realizar a utopia? Ele queria converter as pessoas a Deus, mas a conversão devia-se comprovar por sinais exteriores, e a realização da velha utopia do ano de restituição seria um sinal muito eloquente.

1ª leiturafornece um pouco de “cultura bíblica”, necessária para imaginar os costumes e sentimentos do judaísmo pós-exílico referentes à leitura da Lei. Mostra o protótipo do culto sinagogal: a leitura da Lei. (A figura central, Esdras, contemporâneo de Neemias, pode ser considerado como o “pai do judaísmo”, quando, depois do exílio babilônico, as famílias de Judá voltam ao distrito de Jerusalém.)

Uma mensagem própria traz a 2ª leitura: a alegoria do corpo e dos membros. Essa alegoria, Paulo a aprendeu na escola: pertence à cultura greco-romana (fábula de Menênio Agripa). Paulo a aplica à Igreja: nenhum membro do corpo pode dizer a outro que não precisa dele. E, com certo humor (que desaparece na versão abreviada), fala também dos membros mais frágeis, que são circundados com cuidados maiores – alusão aos capítulos iniciais da 1Cor, onde Paulo critica os partidarismos e ambições que dividem a igreja de Corinto e lembra que Deus escolheu o que é fraco e pequeno neste mundo (1,26).

Existe na Igreja legítima diversidade, desde que se realize a necessária unidade: o pluralismo. O Espírito de Cristo revela-se, nos fiéis, de muitas maneiras: as diversas funções na comunidade, os diversos modos de expressar a consciência de sua fé, as diversas “teologias” fazem parte desta multiplicidade de órgãos, que constitui o corpo. Ninguém precisa reunir em si todas as funções e toda a teologia (12,30). Importa que todos contribuam para a edificação do único “corpo” de Cristo neste mundo – e corpo significa, biblicamente, o estar presente e atuante.

PASTORAL ORGÂNICA E LIBERTADORA

A Igreja, ensina Paulo na 2a leitura, é corpo, organismo composto de diversos órgãos. Para poder agir como convém, é preciso que todos os órgãos do organismo colaborem. O pé não pode desprezar a mão, nem ocupar seu espaço. Este ideal (de constituir um corpo com todos os seus órgãos bem coordenados) é o que hoje se chama a “pastoral orgânica” da Igreja. Não fria organização, mas amor e carinho agindo harmoniosa e organicamente – amor que tenha cabeça! Esta pastoral orgânica, este formar corpo é indispensável para que a Igreja continue a fazer aquilo que Jesus, no evangelho, proclama ser sua missão: anunciar a boa-nova aos pobres e oprimidos. Pois uma Igreja dividida, entregue ao jogo da ambição e do poder, como poderia ela priorizar os que não têm nada a oferecer e optar verdadeiramente pelos pobres e oprimidos?

A opção pelos pobres, ao modelo de Jesus, e a coerência da Igreja na sua vida e pastoral são inseparáveis. Quem recebeu o dom do saber – os teólogos e professores – tem de colocá-lo a serviço dos simples, para que entendam a vida da Igreja e participem dela como sujeitos conscientes. Quem tem o dom da administração deve fazer com que as possibilidades econômicas dos ricos estejam à disposição dos necessitados. Quem tem o dom de governar – a hierarquia – deve usá-lo para animar e exortar, e não para impor decisões autoritárias.

Os que muito podem, material ou socialmente, devem formar organismo único com os que pouco podem. Os que pouco podem devem se empenhar como sujeitos para criar a comunidade fraterna em que todos vivem solidários.

Organicidade pastoral é isso aí: que todas as possibilidades e funções estejam bem unidas em torno do “alegre anúncio” que por Jesus foi dirigido, em primeiro lugar, aos pobres e oprimidos, anunciando a sua libertação como sinal de um novo tempo, de uma nova realidade. Para isso, a Igreja deve ser comunidade de amor “em atos e de verdade” (1Jo 3,18). Ela é o corpo, a presença atuante do próprio Cristo, levando adiante a sua missão.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Seria muito interessante utilizar os grupos de reflexão ao redor da Bíblia como termômetro para medir o compromisso com nossas paróquias. Temos facilidade de produzir grandes ajuntamentos para shows e não verificamos o mesmo entusiasmo e participação quando se convoca para estudar a Bíblia. Como poderemos conhecer o projeto de Deus para nossa vida e para nossa Igreja se não tivermos familiaridade com a palavra de Deus?

— Há, nas palavras de Jesus, um projeto de libertação integral para o ser humano. Ele fez uma ousada e decidida opção pelos mais vulneráveis de seu tempo. Ao olhar para as pessoas, não via, em primeiro lugar, os pecados delas, e sim o sofrimento que as atingia e subjugava. Em seu programa de atividade, lido na sinagoga, Jesus indicou, com todas as letras, os caminhos que haveria de trilhar. E quais são os nossos caminhos?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1- Povo que proclama e se alimenta da Palavra de Deus.

A 1ª Leitura traduz a beleza do encontro com a Palavra. O espaço. Os intervenientes. Os gestos, atitudes e sinais. O tempo. A voz. A explicação. Tudo foi preparado e executado com amor, com tempo, com ritmo, com fé, com beleza.

Tal beleza só pode resultar num profundo respeito, acolhimento, conversão, mudança de vida. Resulta em mágoa de coração, em esperança resplandecente nos sinais da vida, da alegria e da confiança em Deus.

O sacerdote Esdras compreendeu que diante de tantos sinais de desânimo, de ruína, de imoralidade, tinha e devia «deitar mão», ao sempre indispensável anúncio da Palavra de Deus, proposta de Deus que gera homens e mulheres capazes de amar, de se comprometer e de viver a experiência da comunhão. Ele compreendeu que se houver amor à Palavra de Deus se pode gerar vida e construir comunhão.

Além da proclamação da Palavra, o sacerdote coloca a sua colaboração, na explicação e interpretação, que é verdadeiramente cuidada. Ele é capaz de analisar os sinais dos tempos dando-lhe o dinamismo do projecto de Deus.

É deveras importante que cada um e a comunidade se sintam originários da Palavra de Deus. E que compreendam que é por Ela que crescem e se tornam vida comunitária, povo de Aliança, eficazes e renovadores.

A Palavra de Deus deve levar à conversão, à mudança de atitudes: na pessoa, na família e na comunidade. Também não deve haver temor à Palavra de Deus quando esta faz verdadeiros desafios de mudança ou propõe desafios exigentes. A Palavra de Deus deve levar a uma vida de esperança, alegria e de partilha.

2- Jesus Cristo: centro, cume e vértice da Palavra.

No Evangelho essa Palavra é proclamada por Jesus Cristo. Ainda mais se ressalta a beleza da atitude, dos gestos, da proclamação e da explicação que conduz à vida. Aqui mensagem e mensageiro são a mesma coisa. Não há diferença. O Mensageiro é a Mensagem. A Mensagem é o Mensageiro.

Este facto constitui a apresentação da missão de Jesus. É-nos apresentado o início da sua vida em ministério público. Toda a Palavra de Deus se centraliza em Jesus Cristo. Ele cumpre toda a Palavra.

Só em Cristo é que podemos compreender toda a história da salvação e toda a Palavra que foi anunciada e que será anunciada. Só n’Ele se compreendem e cumprem os oráculos do Antigo Testamento e os Profetas.

Ele aparece como um autêntico Mestre que fala com autoridade. Que enrola de novo os textos para abrir um nova e definitiva página. E ainda hoje toda a Palavra do Antigo Testamento só pode ser interpretada em Cristo. Ele é a Boa-Nova. A Mensagem da vida nova e plena.

Para Ele se fixa agora o nosso olhar. Não é para mais ninguém. Ele está para dar vida, libertar, proclamar o «ano da graça». Ele está para se fazer doação total constituindo um Novo Povo, uma Nova Aliança.

Cada pessoa e cada comunidade deve fixar o seu olhar em Cristo e tornar-se anunciador da esperança, e empenhar-se na construção de verdadeiras comunidades de vida e de amor.

3- A Palavra de Deus gera comunhão e vida.

A Palavra de Deus é geradora de verdadeiras e autenticas comunidades. Ela faz nascer, crescer e amadurecer as comunidades, a Igreja, Comunidade de comunidades.

Essa Palavra deve ser Palavra também reflectida e com sérios conteúdos e razões. Deve ser Palavra que interpreta o sentido mais profundo da nossa existência. E por isso capaz de levar a esperança. De abrir horizontes de penetrar os mistérios. De construir solidamente. Deve ser Palavra recebida e Palavra transmitida na frescura da fidelidade e na mais genuína comunhão da Igreja.

O cristão deve compreender que importa anunciar o projecto de Jesus Cristo aos homens e mulheres de hoje. Por isso é importante o estudo dessa Palavra, a sua reflexão, a sua interpretação orante, a sua linguagem actual, os meios eficazes no seu anúncio e sua proposta. É preciso deixar-se tocar pelos sinais dos tempos e os interpretar fixando sempre o olhar em Jesus Cristo, Palavra Viva, Palavra Eucarística.

É necessário que haja cultura da Palavra não só nas celebrações mas num apelo aos mais diversificados estudos que traduzem e compreendem a pessoa, que analisam o que é recto, belo e puro. Capaz de saber descobrir os aspectos positivos e os sinais de Deus em todos os tempos.

Mas essa Palavra é sobretudo geradora de comunhão. Ela leva a pessoa a doar-se sem ciúme, sem invejas e sem medos. Ela leva à descoberta de que todos devem participar como membros de um mesmo Corpo. Ela leva a compreender para além do visível, do exterior e do temporal para nos fixar no mistério do mesmo Deus. Ela leva à partilha de dons e talentos na mesma construção do Corpo de Cristo.

Oração Universal

Caríssimos irmãos e irmãs:
Oremos a Deus Pai todo-poderoso, para quem a Palavra revelada e o trabalho de cada dia se tornem, para todos os homens, fonte de salvação, e peçamos (ou: cantemos), confiadamente:

R. Ouvi-nos, Senhor.
Ou. Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.
Ou. Ouvi. Senhor, a nossa súplica.

1. Pela Igreja Católica e por todas as comunidades separadas, para que tenham verdadeiro desejo de unidade e respeitem as riquezas espirituais umas das outras, oremos ao Senhor.

2. Pela nossa Pátria e por todas as nações, para que compreendam que a escuta da Palavra de Deus é uma imprescindível ajuda na construção de uma sociedade livre, fraterna e justa, oremos ao Senhor.

3. Por todos os que proclamam a Palavra de Deus, para que o Espírito os ensine a falar como Jesus, ao explicar a Palavra na sinagoga de Nazaré, oremos ao Senhor.

4. Por todos os que sofrem e desanimam, para que Deus venha em sua ajuda e os confirme na esperança e na alegria, oremos, irmãos.

5. Por todos nós aqui reunidos no Senhor, para que fixando o nosso olhar em Cristo, possamos acolher e cumprir também em nós a passagem da Escritura que escutamos, oremos ao Senhor.

Concedei, Senhor, à vossa Igreja a graça de saber anunciar, com fidelidade, a Boa Nova que o vosso Filho Jesus Cristo proclamou na sinagoga de Nazaré. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 3º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. VALORIZAR O LUGAR DA PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA.
Neste domingo da proclamação da Palavra, procurar particularmente que o lugar da Palavra tenha mais visibilidade. É o lugar da primeira mesa em que Deus Se dá ao seu povo. Realçar a elevação do Evangeliário no fim da proclamação do Evangelho, estando a assembleia “com os olhos fixos em Jesus”. Esta elevação está ligada à elevação do Corpo e Sangue de Cristo durante a doxologia que conclui a oração eucarística.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Deus Pai, que velas sobre o teu povo há muitas gerações, com o escriba Esdras e toda a sua comunidade nós também confessamos: a alegria do Senhor é a nossa protecção. Bendito sejas Tu para sempre. Nós Te recomendamos todos os nossos irmãos e irmãs na fé que trabalham para fazer conhecer, compreender e amar a Palavra nas Santas Escrituras”.

No final da segunda leitura:
“Pai, nós Te damos graças pelo corpo de Cristo, ao qual nos incorporaste pelo baptismo e confirmação, para que sejamos membros vivos desse corpo. Nós Te pedimos pelos apóstolos, os profetas, os catequistas e todos os que têm missões na Igreja. Guarda-nos a todos na unidade”.

No final do Evangelho:
“Cristo Jesus, nosso mestre e nosso irmão, bendito sejas Tu, porque realizaste as palavras dos profetas. Reconhecemos em Ti a presença do Espírito em toda a sua plenitude. Tu és para nós o libertador, a luz e o benfeitor soberano. Nós Te pedimos pela tua Igreja: que ela traga a Boa Nova, que ela anuncie a libertação do mal e revele a luz do mundo”.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Lucas não pode guardar para si o que os “testemunhas oculares e ministros da Palavra” lhe transmitiram. Então, decide escrever ao seu amigo Teófilo “para que ele tenha conhecimento seguro do que lhe foi ensinado». Depois de Teófilo e da sua comunidade cristã, somos convidados por Lucas e pelos outros três evangelistas a crer na Palavra, esta Palavra que muitos assinaram com o seu sangue. Não é o que, aliás, pede Jesus aos seus compatriotas de Nazaré: acreditar na Palavra? Na sua homilia, Jesus afirma que se realiza hoje a palavra de ontem do profeta Isaías. Ele anuncia a Boa Nova aos pobres e realiza a salvação. Então compreendemos porque é que os habitantes de Nazaré tinham os olhos fixos n’Ele, viam que Ele falava como homem que tem autoridade. Não somente as suas palavras eram “boa nova”, mas Ele próprio era a Boa Nova há tanto esperada. Desde Lucas, desde Teófilo, quantos mensageiros da Boa Nova ninguém conseguiu calar porque, se a mensagem de Cristo é precisamente uma boa nova, é feita para ser anunciada!

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
No tempo de Jesus, há umas centenas de anos que os judeus liam o livro do profeta Isaías, do qual Jesus cita uma passagem: “O Espírito do Senhor está sobre mim… Enviou-me a levar a Boa Nova aos pobres…” Mas em cada ano era sempre a mesma coisa: nada mudava! E eis que Jesus anuncia repentinamente que essa palavra se cumpre hoje, n’Ele. Como poderia ser? Não era Ele o filho do carpinteiro? Com Jesus, a Boa Nova anunciada por João Baptista já não é simplesmente uma promessa. É uma força e uma luz que mudam a vida agora. Mas, para nós que lemos esta Palavra há tanto tempo, parece que é sempre a mesma coisa: nada muda! A religião não se tornou o “ópio do povo” para adormecer os pobres? Seria o caso se Jesus não tivesse ressuscitado, sempre vivo, literalmente nosso contemporâneo. Fala-nos sempre no presente para nos dizer que, hoje, o Espírito do Senhor nos é dado para que a nossa maneira de agir mude concretamente, para que ela tome uma cor mais evangélica. É por nós que Jesus age para cumprir a promessa divina. Dá-nos o seu Espírito para que o nosso coração se liberte dos seus egoísmos, para que os outros não se sintam mal no nosso coração, para que levemos aos pobres o apoio da nossa ajuda e da nossa partilha, aos cegos a luz da nossa amizade, para que hoje seja um dia de felicidade para aqueles e aquelas que encontrarmos. É a nossa missão de cristãos: que a Boa Nova tome corpo na nossa vida, para que a Palavra de Deus seja viva hoje!

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
A Oração Eucarística III, nas suas epicleses, situa-se no tom das leituras. Pode-se escolher também a Oração Eucarística I para a Reconciliação, pois estamos a celebrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO…
• No final da celebração, “comemos” verdadeiramente as palavras do salmista? Neste domingo da Palavra de Deus, antes de retomar o caminho para as nossas casas, escutemos ainda como o salmista canta Deus que fala ao seu povo: «A lei do Senhor é perfeita, ela reconforta a alma; as ordens do Senhor são firmes, dão sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração; os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos». A Palavra que recebemos é uma palavra que alegra e que ilumina. É uma canção, uma lâmpada. Que ela nos acompanhe em cada instante ao longo da semana…
• Descobrir o outro… nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Ao longo desta semana, reservar tempo para melhor conhecer o outro, aquele que é diferente de mim na fé: ler um artigo de imprensa, ouvir uma conferência, escutar um programa de rádio, participar num encontro organizado localmente; enfim, procurar fazer o esforço em descobrir a fé e o pensamento de um cristão de outra confissão.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO: F. dos Santos, NCT 201

Monição da Comunhão: E o verbo fez-se carne e habitou entre nós. Jesus Cristo dá-se inteiramente a cada um de nós. A Sua Palavra ilumina o sentido mais profundo da nossa vida. A Eucaristia é mistério de Luz. É Palavra feita alimento em mistério pascal. Que eu me comprometa a sério com Jesus Cristo. Que n’Ele fixe sempre o meu olhar e O comungue com a vida feita adesão e partilha.

Salmo 33, 6
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

Ou: Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Conscientes de que somos discípulos de Cristo e enviados, não podemos descurar as razões profundas da nossa fé. Tenho necessidade de escutar a Palavra de Deus, de a estudar e de a interpretar em Cristo, para poder partilhá-la com razões profundas e sérias, e com uma vida de amor. Maria, Mãe de Cristo e nossa Mãe nos ensine a guardar a Palavra com coração dócil, para que se transforme em vida comprometida com Deus, e com todo o Corpo de Cristo que é a Igreja.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

3ª SEMANA

...............................
...............................
...............................

Celebração e Homilia: ADRIANO M. TEIXEIRA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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