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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


04.08.2019
18º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "A vida de um homem não consiste na abundância de bens" __

AGOSTO — MÊS VOCACIONAL - Primeira Semana:
VOCAÇÃO PARA OS MINISTÉRIOS ORDENADOS PADRES, DIÁCONOS E BISPOS

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Irmãos e irmãs, formamos o Corpo do Senhor, reunido para dar graças ao Pai, por Jesus, no Espírito Santo. Deus é nossa única riqueza, e sua presença entre nós nos abre para a convivência fraterna e para a partilha dos bens. Agradeçamos ao Senhor o dom do ministério ordenado em sua Igreja, rezemos pelos nossos bispos, padres e diáconos e também para que o Senhor envie santas vocações.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, formamos aqui o Corpo do Senhor, reunido para dar graças ao Pai, por Jesus, no Espírito Santo. Deus é nossa única esperança e em quem depositamos nosso futuro. Ele é nossa única riqueza, e sua presença entre nós nos abre para a convivência fraterna e para a partilha dos bens, pois reconhecemos que tudo o que somos e o que temos é dádiva de Deus. Nesta Eucaristia agradeçamos ao Senhor o dom do ministério ordenado em sua Igreja, rezemos pelos nossos bispos, padres e diáconos e também para que o Senhor envie santas vocações.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Uma das necessidades fundamentais do homem é a segurança. Ele procura, apaixonada e necessariamente, um fundamento estável onde apoiar sua existência. Ora, um movimento tão antigo quanto o home é o dos que escolhem, como pedra fundamental da própria vida, as coisas, o dinheiro. O homem que escolhe o dinheiro como fundamento de sua vida se torna homem sozinho, homem alienado, escravom, pois o dinheiro transforma-se em prisão. Cristo não escolheu o caminho do poder para fazer justiça, porque sua missão não é fazer justiça pelo caminho do poder. Cristo retoma acima de tudo o ensinamento da sabedoria humana, traduzindo-o na parábola do rico insensato. A meditação da morte liberta o homem de uma ilusão, uma primeira libertação das coisas. O dinheiro é necessário para o sustento e o salário é sua recompensa pelo esforço, mas o dinheiro não deve jamais ser colocado como fundamento da própria vida.

Sintamos em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/04-de-agosto-de-2019---18-tc.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/44_-_18o_domingo_do_tempo_comum_-_v05.pdf


TEMA
SER RICO PARA DEUS

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Ser rico diante de Deus

A liturgia de hoje ensina sobre a vaidade da riqueza. Para que tanto trabalhar, se nada podemos levar e devemos deixar o fruto de nosso trabalho para outros (primeira leitura)? Os pais arrecadam, os filhos aproveitam, os netos põem a perder… No evangelho, Jesus ilustra essa realidade com a parábola do homem que chegou a assegurar sua vida material, mas na mesma noite iria morrer…

Neste presente domingo, o acento cai no desapego dos “tesouros” terrenos. Nos próximos domingos, veremos que isso é apenas um lado da mensagem. O verdadeiro tesouro é o que depositamos junto a Deus por meio da solidariedade que praticamos para com os seus filhos, especialmente os pobres. Como lema para a liturgia da Palavra e a homilia, pode-se pensar numa frase como “ser rico para Deus”, “onde está teu tesouro, aí estará teu coração” ou “a riqueza passa, Deus não passa nunca”.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo questiona-nos acerca da atitude que assumimos face aos bens deste mundo. Sugere que eles não podem ser os deuses que dirigem a nossa vida; e convida-nos a descobrir e a amar esses outros bens que dão verdadeiro sentido à nossa existência e que nos garantem a vida em plenitude.

No Evangelho, através da “parábola do rico insensato”, Jesus denuncia a falência de uma vida voltada apenas para os bens materiais: o homem que assim procede é um “louco”, que esqueceu aquilo que, verdadeiramente, dá sentido à existência.

Na primeira leitura, temos uma reflexão do “qohélet” sobre o sem sentido de uma vida voltada para o acumular bens… Embora a reflexão do “qohélet” não vá mais além, ela constitui um patamar para partirmos à descoberta de Deus e dos seus valores e para encontramos aí o sentido último da nossa existência.

A segunda leitura convida-nos à identificação com Cristo: isso significa deixarmos os “deuses” que nos escravizam e renascermos continuamente, até que em nós se manifeste o Homem Novo, que é “imagem de Deus”.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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REPARTIR A HERANÇA

Continuando a caminhada para Jerusalém, o Mestre aproveita para “catequizar” seus seguidores. No texto que ouvimos, Jesus responde à solicitação de que ajudasse na divisão de uma herança, deixando claro que sua missão não consiste em “dividir ou julgar os bens”. Aliás, briga de filhos motivada por herança é muito comum também nos dias atuais! A seguir, ele chama a atenção sobre o perigo da ganância de bens materiais. Para ilustrar isso, conta a parábola do homem ganancioso.

Os bens materiais são necessários para viver com dignidade, mas não garantem prolongamento da vida nem livram da morte, como nos mostra a parábola. A preocupação com o acúmulo da riqueza e dos bens terrenos com frequência endurece o coração humano, fazendo que a pessoa se feche em si mesma e se torne insensível ao necessitado. A riqueza não partilhada, em geral, acaba gerando divisão entre os (poucos) que têm em excesso e os demais.

O acúmulo e o consumismo produzem tremenda injustiça: o que sobra para uns falta aos outros, e o consumo excessivo traz consequências sérias às futuras gerações. Por outro lado, o consumismo mostra a caducidade das coisas. O que compramos hoje, amanhã não serve mais. O que está na moda hoje, amanhã estará ultrapassado.

A falta de partilha é o grande dilema da sociedade moderna: poucos se fartando e se deleitando, muitos sofrendo na fome e na miséria. O homem da parábola pensa no que fazer com a colheita abundante. A decisão egoísta o leva a construir grande armazém, para guardá-la somente para si. A bênção da grande colheita acaba se tornando uma desgraça para esse homem – por não ter sido partilhada. Essa parábola nos ensina que não é pessoa sábia quem só pensa no seu bem-estar e ignora a realidade de tantos empobrecidos.

O evangelho deste dia nos convida a viver de forma digna, mas austera, simples e despojada, e a saber compartilhar o nosso bem-estar. Quem vive simplesmente pensando em acumular e desfrutar seus bens acaba esquecendo sua condição de filho de Deus, que é Pai de todos.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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“VEM E SEGUE-ME!” (Mt 4,19)

Este mês nos aprofunda ainda mais nas diversas vocações (ministério ordenado, matrimônio e vida em família, vida consagrada e ministérios leigos). É o mês vocacional, que lembra o chamado do Senhor a cada cristão: “Vem e segue-me!” Esse chamado à vida, no seguimento de Cristo, forma as diversas vocações na Igreja. Como atender a esse apelo tão nobre, mas também tão exigente? É necessário compreender que Deus, Pai amoroso, nos convoca, mas nos deixa inteiramente livres para responder “sim” ou “não”.

Além das vocações específicas, há, porém, uma vocação comum a todos os batizados. Na vida cristã, todos são vocacionados à busca da santidade, em qualquer estado de vida. Já no Antigo Testamento, o Senhor advertia: “Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2).

Tal convocação percorreu os séculos. Pedro a transcreve na sua carta (cf. 1Pd 1,16), e ela chega até os nossos dias, dirigindo-se a cada um de nós com a força e urgência da Palavra revelada.

Traduz-se, no nosso tempo, pelo texto da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II: “Nos vários gêneros e ocupações da vida, é sempre a mesma a santidade que é cultivada por aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus e, obedientes à voz do Pai, adorando em espírito e verdade a Deus Pai, seguem a Cristo pobre, humilde, e levando a cruz, a fim de merecerem ser participantes da Sua glória. Cada um, segundo os próprios dons e funções, deve progredir sem desfalecimentos pelo caminho da fé viva, que estimula a esperança e que atua pela caridade” (LG 41).

Seja qual for nossa vocação, ela deve conduzir-nos à santidade e, consequentemente, levar-nos a ser testemunhas de Jesus Cristo nestes tempos de sociedade líquida, nesta mudança de época. No entanto, não poderíamos realizar tão grandioso projeto sem a graça de Deus. São Paulo testemunha o que lhe disse o Senhor: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (2Cor 12,9a).

Por conseguinte, invoquemos a Deus com confiança e dele esperemos o auxílio de que precisamos para cumprir seu desígnio de amor para nós.

D. Orani João Tempesta, O. Cist.
Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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CONFIAR EM DEUS E LIVRAR-SE DA GANÂNCIA

A ganância e a ambição são vaidades que nos afastam do amor de Deus e do nosso próximo. Esta Eucaristia nos ensine a confiar inteiramente no Senhor – o maior tesouro da nossa vida – e a crescer na generosidade, na partilha e na fraternidade. Hoje rezamos pelos ministros ordenados da Igreja e, de forma especial, pelos padres.

LIÇÃO DE VIDA: A confiança em Deus abre nosso coração para partilharmos os verdadeiros tesouros da generosidade, do amor e da fraternidade.


RITOS INICIAIS

Sl 69, 2.6
ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

Introdução ao espírito da Celebração
Estamos mais uma vez reunidos com Jesus. Vimos carregar baterias. Vimos reavivar o sentido da nossa vida e avivar a nossa esperança. Para sabermos viver em cada momento a vida nova que nos comunicou e renovarmos o mundo à nossa volta. Começamos olhando para dentro, examinando-nos dos nossos pecados. Com a ajuda do Senhor queremos arrancar o que nos afasta dEle.

ORAÇÃO COLECTA: Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Vaidade das vaidades tudo é vaidade. O autor sagrado avisa-nos para não pormos o nosso coração nas coisas terrenas.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Eclesiastes 1,2; 2,21-23

Leitura do livro do Eclesiastes. 1 2. Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade. 21. Que um homem trabalhe com sabedoria, ciência e bom êxito para deixar o fruto de seu labor a outro que em nada colaborou, note-se bem, é uma vaidade e uma grande desgraça. 22. Com efeito, que resta ao homem de todo o seu labor, de todas as suas azáfamas a que se entregou debaixo do sol? 23. Todos os seus dias são apenas dores, seu trabalhos apenas tristezas; mesmo durante a noite ele não goza de descanso. Isto é ainda vaidade.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A leitura é tirada do livro cujo título grego latinizado é Eclesiastes, um livro que agora costumamos chamar com o título hebraico, Coélet, que significa «aquele que convoca a assembleia». No entanto a Nova Vulgata adopta o título grego por ser o tradicional no cânone cristão. Este livro nunca é citado ou aludido no Novo Testamento, pois, como comenta Muñoz Iglesias, «à luz do sol do meio dia já não se vêem as estrelas». No entanto, os rabinos usaram-no muito (cf. Pirkê Abot ou Sentenças dos Padres), por apreciarem na obra o convite ao gozo moderado dos bens deste mundo e à alegria, por isso era lido por ocasião das celebrações jubilosas da festa dos Tabernáculos.

1, 2 «Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!» Este é o tema do livro: a vaidade ou caducidade absoluta de todas as coisas deste mundo (note-se o superlativo hebraico, expresso com o genitivo «das»), bem como a inutilidade de todas as canseiras humanas para alcançar a felicidade.

2, 22 «Que aproveita ao homem todo o seu trabalho?» Uma consideração mais superficial desta e de outras afirmações do livro poderia levar a pensar que o autor propugna uma visão pessimista do trabalho e da vida humana, refugiando-se por vezes numa atitude céptica e hedonista. Mas o autor, acima de tudo, recorre a uma fina ironia para pôr em causa todas as seguranças humanas. Muitas das suas afirmações entendem-se melhor como perguntas retóricas – que fazem pensar no sentido da vida –, do que como uma resposta a problemas humanos, para os quais ele não tem ainda uma resposta completa.

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“Para que riqueza e saber?”, eis a pergunta do Eclesiastes (Coélet), de autoria de um filósofo judeu versado também no pensamento do mundo grego, lá por volta do ano 300 a.C., quando a Palestina estava sendo absorvida pelo império de Alexandre Magno, que espalhou a cultura grega por todo o Médio Oriente.

A literatura do Antigo Testamento geralmente demonstra apreço e gratidão pela vida. Prova disso é a primeira página da Bíblia, o hino da criação (Gn 1). O Eclesiastes, porém, parece demonstrar certo ceticismo. Ataca o leitor com perguntas inoportunas: que é o homem? Por que existe? Aonde vai? Para que servem a riqueza e o saber, dificilmente alcançados e tão facilmente perdidos na hora da morte? É como um vento que passa, “vaidade”. Que sobra? Essas perguntas nos preparam para valorizar o “tesouro junto a Deus” de que fala o evangelho.

Quando os negócios vão bem, é difícil aceitar o questionamento do Eclesiastes. Ele insiste no vazio das riquezas deste mundo, não só as riquezas financeiras, mas também o poder e o saber. O judaísmo apreciava bastante a riqueza, vendo nela uma recompensa de Deus (a assim chamada “teologia da retribuição”). Porém, uma obra mais ou menos contemporânea do Eclesiastes, o livro de Jó, põe em xeque a ideia de que a riqueza e a honra sejam recompensas por uma vida justa: Jó era um justo e recebeu o contrário da riqueza e do poder. Com base nisso, o livro de Jó nos abre ao mistério de Deus, que nos transcende (Jo 38,1-42,6). Eclesiastes, por sua vez, expõe lucidamente a precariedade das riquezas financeiras e culturais. Mas não conhece a visão de Jó, nem propõe alternativa ao tradicional pensamento judaico, nem vê outra riqueza que mereça nosso empenho. Por isso, apregoa uma fruição prudente e um comportamento sem problemas e sem perspectiva maior.

AMBIENTE

O Livro de Qohélet é um livro de carácter sapiencial, escrito pelos finais do séc. III a.C.. Não sabemos quem é o autor… Em 1,1, apresenta-se o livro como “palavras de qohélet”; mas “qohélet” é uma forma participial do verbo “qhl” (“reunir em assembleia”): significa, pois, “aquele que participa na assembleia” ou, numa perspectiva mais activa, “aquele que fala na assembleia”. O nome “Eclesiastes” (com que também é designado) é a forma latinizada do grego “ekklesiastes” (nome do livro na tradução grega do Antigo Testamento): significa o mesmo que “qohélet” – “aquele que se senta ou que fala na assembleia” (“ekklesia”).

Este “caderno de anotações” de um “sábio” é um escrito estranho e enigmático, sarcástico, inconformista, polémico, que põe em causa os dogmas mais tradicionais de Israel. A sua preocupação fundamental, mais do que apontar caminhos, parece ser a de destruir certezas e seguranças. Levanta questões e não se preocupa, minimamente, em encontrar respostas para essas questões.

O tom geral do livro é de um impressionante pessimismo. O autor parece negar qualquer possibilidade de encontrar um sentido para a vida… Defende que o homem é incapaz de ter acesso à “sabedoria”, que não há qualquer novidade e que estamos fatalmente condenados a repetir os mesmos desafios, que o esforço humano é vão e inútil, que é impossível conhecer Deus e que, aconteça o que acontecer, nada vale a pena porque a morte está sempre no horizonte e iguala-nos com os ignorantes e os animais… Não é um livro onde se vão procurar respostas; é um livro onde se denuncia o fracasso da sabedoria tradicional e onde ecoa o grito de angústia de uma humanidade ferida e perdida, que não compreende a razão de viver.

MENSAGEM

Em concreto, no texto que hoje a liturgia nos propõe, o “qohélet” proclama a inutilidade de qualquer esforço humano. A partir da sua própria experiência, ele foi capaz de concluir friamente que os esforços desenvolvidos pelo homem ao longo da sua vida não servem para nada. Que adianta trabalhar, esforçar-se, preocupar-se em construir algo se teremos, no final, de deixar tudo a outro que nada fez? E o “qohélet” resume a sua frustração e o seu desencanto nesse refrão que se repete em todo o livro (25 vezes): “tudo é vaidade”. É uma conclusão ainda mais estranha quanto a “sabedoria” tradicional “excomungava” aquele que não fazia nada e apresentava como ideal do “sábio” aquele que trabalhava e que procurava cumprir eficazmente as tarefas que lhe estavam destinadas.

A grande lição que o “qohélet” nos deixa é a demonstração da incapacidade de o homem, por si só, encontrar uma saída, um sentido para a sua vida. O pessimismo do “qohélet” leva-nos a reconhecer a nossa impotência, o sem sentido de uma vida voltada apenas para o humano e para o material. Constatando que em si próprio e apenas por si próprio o homem não pode encontrar o sentido da vida, a reflexão deste livro força-nos a olhar para o mais além. Para onde? O “qohélet” não vai tão longe; mas nós, iluminados pela fé, já podemos concluir: para Deus. Só em Deus e com Deus seremos capazes de encontrar o sentido da vida e preencher a nossa existência.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão e actualização, as seguintes linhas:

• Quase poderíamos dizer que o “qohélet” é o precursor desses filósofos existencialistas modernos que reflectem sobre o sentido da vida e constatam a futilidade da existência, a náusea que acompanha a vida do homem, a inutilidade da busca da felicidade, o fracasso que é a vida condenada à morte (Jean Paul Sartre, Albert Camus, André Malraux…). As conclusões, quer do “qohélet”, quer das filosofias existencialistas agnósticas, seriam desesperantes se não existisse a fé. Para nós, os crentes, a vida não é absurda porque ela não termina nem se encerra neste mundo… A nossa caminhada nesta terra está, na verdade, cheia de limitações, de desilusões, de imperfeições; mas nós sabemos que esta vida caminha para a sua realização plena, para a vida eterna: só aí encontraremos o sentido pleno do nosso ser e da nossa existência.

• A reflexão do “qohélet” convida-nos a não colocar a nossa esperança e a nossa segurança em coisas falíveis e passageiras. Quem vive, apenas, para trabalhar e para acumular, pode encontrar aí aquilo que dá pleno significado à vida? Quem vive obcecado com a conta bancária, com o carro novo, ou com a casa com piscina num empreendimento de luxo, encontrará aí aquilo que o realiza plenamente? Para mim, o que é que dá sentido pleno à vida? Para que é que eu vivo?

Subsídios:
1ª leitura: 
(Ecl 1,2; 2,21-23) Para que riqueza e saber? – O A.T. gosta geralmente da vida. O Eclesiastes, porém, destaca-se por seu ceticismo. Ataca o leitor com perguntas inoportunas: Que é o homem? Por que existe? Aonde vai? Para que servem a riqueza e o saber, dificilmente alcançados e tão facilmente perdidos na hora da morte? É como um vento que passa. Que sobra? – Estas perguntas nos preparam para valorizar o “tesouro junto a Deus” de que fala o evangelho. * 1,2 cf. Sl 62[61],10; Rm 8,20; Tg 4,13-16 * 2,21-23 cf. Ecl 5,12.15; 6,2; Sl 104[103],23.



Salmo Responsorial

Monição: Neste salmo pedimos ao Senhor que nos dê a sabedoria do coração, para sabermos apreciar a nossa vida de cada dia.

SALMO RESPONSORIAL – 89/90

Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

Vós fazeis voltar ao pó todo mortal
quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!”
Pois mil anos para vós são como ontem,
qual vigília de uma noite que passou.

Eles passam como o sono da manhã,
são iguais à erva verde pelos campos:
de manhã ela floresce vicejante,
mas à tarde é cortada e logo seca.

Ensinai-nos a contar os nossos dias
e dai ao nosso coração sabedoria!
Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis?
Tende piedade e compaixão de vossos servos!

Saciai-nos de manhã com vosso amor,
e exaltaremos de alegria todo o dia!
Que a bondade do Senhor e nosso Deus
repouse sobre nós e nos conduza!
Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo anima-nos a olhar para as coisas do alto, nós que ressuscitámos com Cristo pelo baptismo. Para vivermos com Ele uma vida nova.

Colossenses 3,1-5.9-11

Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses. 3 1 Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. 2 Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. 3 Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4 Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória. 5 Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. 9 Nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, 10 e vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento. 11 Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Continuamos a ter como 2ª leitura excertos seguidos da Epístola aos Colossenses, cuja leitura se iniciou já no Domingo 15º. Depois de na 1ª parte da epístola (1, 15 – 2, 23) ter abordado o tema da fé em Cristo, Senhor de toda a Criação, S. Paulo passa agora, na 2º parte (3, 1, – 4, 6), a expor uma série de consequências morais que tem para a vida do cristão o facto de este participar, pelo Baptismo, no domínio de Cristo sobre todas as coisas.

1-2 «Aspirai às coisas do alto… afeiçoai-vos…». Este apelo corresponde ao incitamento que, na Santa Missa, a Igreja sempre nos repete: Corações ao alto!

3-4 «Vós morrestes». Cf. Rom 6. A nossa união a Cristo pressupõe a morte para o pecado, que não pode reinar mais em nós. Com Cristo morto pelos nossos pecados, morremos para o pecado; com Cristo ressuscitado, vivamos vida de ressuscitados! É a vida da graça, uma vida toda interior, «escondida» no centro da alma, vida que ninguém pode arrebatar, vida que é toda feita de presença de Deus e de visão sobrenatural, levando-nos a santificar todos os afazeres diários, trabalhando com os pés bem firmes na terra, mas o coração e o olhar fixos no Céu.

9-10 «Vos despojastes do homem velho… vos revestistes do homem novo… à imagem do seu Criador». É o homem santificado pela acção redentora de Cristo, dotado duma nova vida, que é a vida sobrenatural, a vida da graça, na qual deve ir progredindo sempre: «se vai renovando» (v.10). De facto, pela graça, o homem torna-se «uma nova criatura» (Gal 6, 15), recriado – como na criação inicial – «à imagem de Deus» (cf. Gn 1, 27). A Redenção não é pois algo meramente extrínseco, mas algo que nos transforma interiormente; a graça faz-nos «filhos de Deus» (cf. Jo 1, 12; 1 Jo 3, 1-2; Rom 8, 14-15.29) e «participantes da própria natureza divina» (2 Pe 1, 4). Mas este ideal tão elevado só se pode concretizar pela mortificação – «fazendo morrer o que em vós é terreno» (v. 5) –, isto é, com o domínio das paixões desordenadas que há dentro de nós.

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Em continuidade com a segunda leitura de domingo passado, Paulo nos expõe hoje a vida nova em Cristo. A vida nova do cristão é morrer e corressuscitar com Cristo. A comunhão com ele não é só para a vida futura; já somos nova criação em Cristo, embora ela esteja ainda escondida em Deus, como o próprio Cristo. Mas essa vida nova já age, e sua configuração já está definida. Para isso, o velho homem deve morrer, não por uma mortificação que diminui a dignidade humana, mas pela vida nova na comunhão. Isso é o que nos garante um tesouro junto a Deus.

O evangelho nos ensina a rever os critérios de nossa vida. Precisamos acreditar que nossa existência é diferente daquilo que o materialismo nos propõe. A segunda leitura nos fornece uma base sólida para tal fé. Corressuscitados com Cristo, devemos procurar as coisas do alto: o que é de valor definitivo, junto a Deus. E isso não está muito longe de nós. Nossa verdadeira vida é Cristo, que está “escondido” junto a Deus, na glória que se há de manifestar no dia sem fim. Se essa é nossa vida verdadeira, embora escondida, ela determina nosso agir desde já. Em vez de buscar interesses próprios (Cl 3,5.7 faz o elenco destes), devemos buscar o que é de Deus (3,12-17, continuação da presente leitura). Nossa vida já é dirigida por critérios diferentes, embora sua figura definitiva ainda não seja visível. Por isso, o cristão é incompreensível para o mundo. Ele mesmo, porém, deve compreender e sondar a precariedade dos “tesouros” deste mundo. Por ser assim “diferente”, ele será rejeitado; portanto, precisa de uma fé sólida na autêntica vida – a de Cristo ressuscitado e de todos os verdadeiros batizados, sem distinção (Cl 3,11).

Será que isso significa desprezo pelo mundo? Não. Nem teríamos o direito de desprezar o que Deus criou. É apenas uma questão de realismo: importa saber onde está a vida verdadeira, o sentido último do existir, e relativizar o resto em função dessa vida verdadeira. Esta é a do Filho de Deus. Nós a partilhamos se nos dedicamos à vontade do Pai em tudo. E essa vontade é o amor para com nossos irmãos. O amor nos engaja muito mais neste mundo do que a busca de riquezas e de saber ilustrado.

AMBIENTE

A segunda leitura deste domingo é, mais uma vez, um trecho dessa Carta aos Colossenses, em que Paulo polemiza contra os “doutores” para quem a fé em Cristo devia ser complementada com o conhecimento dos anjos e com certas práticas legalistas e ascéticas. Paulo procura demonstrar que a fé em Cristo (entendida como adesão a Cristo e identificação com Ele) basta para chegar à salvação.

Este texto integra a parte moral da carta (cf. Col 3,1-4,1): aí Paulo tira conclusões práticas daquilo que afirmou na primeira parte (que Cristo basta para a salvação) e convoca os Colossenses a viverem, no dia a dia, de acordo com essa vida nova que os identificou com Cristo.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto está dividido em duas partes.

Na primeira (vers. 1-4), Paulo apresenta, como ponto de partida e como base sólida da vida cristã, a união com Cristo ressuscitado. Os cristãos, pelo baptismo, identificaram-se com Cristo ressuscitado; dessa forma, morreram para o pecado e renasceram para uma vida nova. Essa vida deve crescer progressivamente, mas manifestar-se-á em plenitude, quando Cristo “aparecer” (a Carta aos Colossenses ainda alimenta nos cristãos a espera da vinda gloriosa de Cristo).

Na segunda parte (vers. 5.9-11), Paulo descreve as exigências práticas dessa identificação com Cristo ressuscitado. O cristão deve fazer morrer em si a imoralidade, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cupidez, numa palavra, todos esses falsos deuses que enchem a vida do homem velho; e, por outro lado, deve revestir-se do Homem Novo – ou seja, deve renovar-se continuamente até que nele se manifeste a “imagem de Deus” (“sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai do céu” – cf. Mt 5,48). Quando isso acontecer, desaparecerão as velhas diferenças de povo, de raça, de religião e todos serão iguais, isto é, “imagem de Deus”. Foi isso que Cristo veio fazer: criar uma comunidade de homens novos, que sejam no mundo a “imagem de Deus”.

A identificação com Cristo ressuscitado – que resulta do Baptismo – é, portanto, um renascimento contínuo que deve levar-nos a parecer-nos cada vez mais com Deus.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e actualização podem partir das seguintes questões:

• Ser baptizado é, na perspectiva de Paulo, identificar-se com Cristo e, portanto, renunciar aos mecanismos que geram egoísmo, ambição, injustiça, orgulho, morte – os mesmos que Jesus rejeitou como diabólicos; e é, em contrapartida, escolher uma vida de doação, de entrega, de serviço, de amor – os mecanismos que levaram Jesus à cruz, mas que também o levaram à ressurreição. Eu estou a ser coerente com as exigências do meu Baptismo? Na minha vida há uma opção clara pelas “coisas do alto”, ou essas “coisas da terra” (brilhantes, sugestivas, mas efémeras) têm prioridade e condicionam a minha acção?

• O objectivo da nossa vida (esse objectivo que deve estar sempre presente diante dos nossos olhos e que deve constituir a meta para a qual caminhamos) é, de acordo com Paulo, a renovação contínua da nossa vida, a fim de que nos tornemos “imagem de Deus”. Aqueles que me rodeiam conseguem detectar em mim algo de Deus? Que “imagem de Deus” é que eu transmito a quem, diariamente, contacta comigo?

• A comunidade cristã é essa família de irmãos onde as diferenças (de raça, de cultura, de posição social, de perspectiva política, etc.) são ilusórias, porque o fundamental é que todos caminham para ser “imagem de Deus”. Isto é realidade? Nas nossas comunidades (cristãs ou religiosas), todos os membros são tratados com igual dignidade, como “imagem de Deus”?

• Convém não esquecer que a construção do “Homem Novo” é uma tarefa que exige uma renovação constante, uma atenção constante, um compromisso constante. Enquanto estamos neste mundo, nunca podemos cruzar os braços e dar a nossa caminhada para a perfeição por terminada: cada instante apresenta-nos novos desafios, que podem ser vencidos ou que podem vencer-nos.

Subsídios:
2ª leitura: (Cl 3,1-5.9-11) A vida nova em Cristo – A vida nova do cristão é morrer e corressucitar com Cristo. A comunhão com Cristo não é só para a vida futura; já somos nova criação em Cristo, embora esteja ainda escondida em Deus, como o próprio Cristo. Mas já age, já tem sua forma definida. Para isso, o velho homem deve morrer, não por uma mortificação que diminui o homem, mas pela vida nova na comunhão, isso é que nos garante um tesouro junto a Deus. * Cf. Tg 4,13-15; Fl 3,20-21 * 3,5.9-11 cf. Rm 6,11-12; 8,12-14; Ef 4,22-25; Gl 3,27-28.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

Evangelho

Monição: Jesus ensina-nos a aproveitar bem a nossa vida neste mundo sem pormos a nossa segurança nas coisas terrenas, que deixaremos mais depressa do que pensamos.

Lucas 12,13-21

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 12 13 disse a Jesus alguém do meio do povo: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança”. 14 Jesus respondeu-lhe: “Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?” 15 E disse então ao povo: “Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas”. 16 E propôs-lhe esta parábola: “Havia um homem rico cujos campos produziam muito”. 17 E ele refletia consigo: ‘Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita’. 18 Disse então ele: ‘Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. 19 E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te’. 20 Deus, porém, lhe disse: ‘Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?’ 21 Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Era costume recorrer à arbitragem de um rabino para decidir em questões de partilhas de bens, como esta a que se refere o texto evangélico. Então porque é que Jesus se nega terminantemente a prestar ajuda a um homem que lhe pede socorro, talvez até vítima da injustiça? Não basta dizer que o homem tinha já o suficiente para viver e, por isso, Jesus não quereria ajudá-lo a alimentar a cobiça que o dominaria (cf. v. 15). A atitude de Jesus revela a natureza da sua missão e torna-se paradigmática: a missão de Jesus é uma missão salvadora, que não tem como objectivo a resolução técnica dos diversos problemas temporais dos homens; limita-se a apontar claramente os princípios superiores de ordem moral que, ao serem assumidos responsavelmente, conduzem com eficácia ao bem integral do ser humano. Este indivíduo recorreu a Jesus como juiz de partilhas; Jesus apresenta-se como o Mestre da Verdade que salva, libertando o homem de cair nas malhas da ambição, do egoísmo e do pecado; assim Ele aponta critérios do mais elementar bom senso humano – «a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens» (v. 15) -, assim como critérios do mais elevado sentido sobrenatural da fé – «tornar-se rico aos olhos de Deus» (v. 21), «dando os bens em esmola» (v. 33).

16-20 A parábola do rico insensato põe a nu a loucura do homem que vive de cálculos para gozar esta vida, esquecendo que esta não lhe pertence e lhe pode ser tirada repentinamente. Vem bem a propósito o que diz S. Paulo na 2ª leitura de hoje: «Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra» (Col 3, 2).

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Em contraste com o desejo de realização na riqueza e no bem-estar materiais, Jesus, no evangelho, ensina-nos a nos tornar ricos aos olhos de Deus. Lc 12,13-34 traz sentenças de Jesus sobre pobreza e riqueza. A vida não depende do poder aquisitivo (12,15). A palavra de Jesus é boa-nova, antes de tudo, para quem não depende da riqueza material: o pobre (cf. Mt 5,3; Lc 6,20). Onde está o tesouro de alguém, aí está o seu coração (Lc 12,34). Herança, sucesso, safra… não livram o homem do perigo maior: endurecer-se, romper a comunhão com os irmãos e com Deus. Quem liga para esses “tesouros” é um bobo (12,20). Assim é quem adora a sociedade do consumo. Embora talvez frequente a Igreja, no fundo não se importa com Deus (cf. Sl 14[13],1). Possuído por suas posses (cf. Tg 4,13-15), o ser humano já não percebe o que Deus lhe quer mostrar. O contrário disso, porém, a doação, a comunhão e tudo que daí procede nos garantem um tesouro junto a Deus.

Basta uma boa crise financeira para a gente se lembrar da precariedade dos tesouros deste mundo, mas nem todos aprendem a lição… A cena que o evangelho conta é bem típica: uma briga de irmãos por causa da herança. Querem que Jesus resolva a questão (como os cristãos de família tradicional que chamam o padre para resolver problemas familiares). Jesus, porém, não mostra interesse por isso, sua missão é outra. Que adiantaria, para o Reino de Deus, impor a esses dois irmãos uma solução que, provavelmente, não os reconciliaria? Para Jesus interessa que a pessoa se converta aos valores do Reino. Por isso, ele narra a parábola do rico insensato, o qual, depois de uma boa safra, achou que poderia descansar para o resto da vida e viver do que recolhera. (Coitado! Na mesma noite Deus viria reclamar sua vida…) Não que Jesus critique o desejo de viver decentemente; antes denuncia a mania de depositar a esperança nas riquezas desta vida, perdendo a oportunidade de reunir tesouros (= o que se deposita para guardar) junto a Deus.

As riquezas não são um mal em si, mas desviam nossa atenção da verdadeira riqueza, a amizade de Deus, a qual alcançamos pela dedicação a seus filhos (nesse sentido, convém completar a parábola de hoje com aquela do rico avaro e Lázaro, Lc 16,19-31).

AMBIENTE

Continuamos a percorrer o “caminho de Jerusalém” e a escutar as lições que preparam os discípulos para serem as testemunhas do Reino. A catequese, que Jesus hoje apresenta, é sobre a atitude face aos bens.

A reflexão é despoletada por uma questão relacionada com partilhas… Um homem queixa-se a Jesus porque o irmão não quer repartir com ele a herança. Segundo as tradições judaicas, o filho primogénito de uma família de dois irmãos recebia dois terços das possessões paternas (cf. Dt 21,17. É possível que só fossem repartidos os bens móveis e que, para guardar intacto o património da família, a casa e as terras fossem atribuídas ao primogénito). O homem que interpela Jesus é, provavelmente, o irmão mais novo, que ainda não tinha recebido nada. Era frequente, no tempo de Jesus, que os “doutores da lei” assumissem o papel de juízes em casos similares… Como é que Jesus Se vai situar face a esta questão?

MENSAGEM

Jesus escusa-Se, delicadamente, a envolver-Se em questões de direito familiar e a tomar posição por um irmão contra outro (“amigo, quem me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?” – vers. 14). O que estava em causa na questão era a cobiça, a luta pelos bens, o apego excessivo ao dinheiro (talvez por parte dos dois irmãos em causa). A conclusão que Jesus tira (vers. 15) explica porque é que Ele não aceita meter-Se na questão: o dinheiro não é a fonte da verdadeira vida. A cobiça dos bens (o desejo insaciável de ter) é idolatria: não conduz à vida plena, não responde às aspirações mais profundas do homem, não conduz a um autêntico amadurecimento da pessoa. A lógica do “Reino” não é a lógica de quem vive para os bens materiais; quem quiser viver na dinâmica do Reino deverá ter isto presente.

A parábola que Jesus vai apresentar na sequência (vers. 16-21) ilustra a atitude do homem voltado para os bens perecíveis, mas que se esquece do essencial – aquilo que dá a vida em plenitude. Apresenta-nos um homem previdente, responsável, trabalhador (que até podíamos admirar e louvar); mas que, de forma egoísta e obsessiva, vive apenas para os bens que lhe asseguram tranquilidade e bem-estar material (e nisso, já não o podemos louvar e admirar). Esse homem representa, aqui, todos aqueles cuja vida é apenas um acumular sempre mais, esquecendo tudo o resto – inclusive Deus, a família e os outros; representa todos aqueles que vivem uma relação de “circuito fechado” com os bens materiais, que fizeram deles o seu deus pessoal e que esqueceram que não é aí que está o sentido mais fundamental da existência.

A referência à acção de Deus, que põe repentinamente um ponto final nesta existência egoísta e sem significado, não deve ser muito sublinhada: ela serve, apenas, para mostrar que uma vida vivida desse jeito não tem sentido e que quem vive para acumular mais e mais bens é, aos olhos de Deus, um “insensato”.

O que é que Jesus pretende, ao contar esta história? Convidar os seus discípulos a despojar-se de todos os bens? Ensinar aos seus seguidores que não devem preocupar-se com o futuro? Propor aos que aderem ao Reino uma existência de miséria, sem o necessário para uma vida minimamente digna e humana? Não. O que Jesus pretende é dizer-nos que não podemos viver na escravatura do dinheiro e dos bens materiais, como se eles fossem a coisa mais importante da nossa vida. A preocupação excessiva com os bens, a busca obsessiva dos bens, constitui uma experiência de egoísmo, de fechamento, de desumanização, que centra o homem em si próprio e o impede de estar disponível e de ter espaço na sua vida para os valores verdadeiramente importantes – os valores do Reino. Quando o coração está cheio de cobiça, de avareza, de egoísmo, quando a vida se torna um combate obsessivo pelo “ter”, quando o verdadeiro motor da vida é a ânsia de acumular, o homem torna-se insensível aos outros e a Deus; é capaz de explorar, de escravizar o irmão, de cometer injustiças, a fim de ampliar a sua conta bancária. Torna-se orgulhoso e auto-suficiente, incapaz de amar, de partilhar, de se preocupar com os outros… Fica, então, à margem do Reino.

Atenção: esta parábola não se destina apenas àqueles que têm muitos bens; mas destina-se a todos aqueles que (tendo muito ou pouco) vivem obcecados com os bens, orientam a sua vida no sentido do “ter” e fazem dos bens materiais os deuses que condicionam a sua vida e o seu agir.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão, ter em conta os seguintes elementos:

• A Palavra de Deus que aqui nos é servida questiona fortemente alguns dos fundamentos sobre os quais a nossa sociedade se constrói. O capitalismo selvagem que, por amor do lucro, escraviza e obriga a trabalhar até à exaustão (e por salários miseráveis) homens, mulheres e crianças, continua vivo em tantos cantos do nosso planeta… Podemos, tranquilamente, comprar e consumir produtos que são fruto da escravidão de tantos irmãos nossos? Devemos consentir, com a nossa indiferença e passividade, em aumentar os lucros imoderados desses empresários/sanguessugas que vivem do sangue dos outros?

• Entre nós, o capitalismo assume um “rosto” mais humano nas teses do liberalismo económico; mas continua a impor a filosofia do lucro, a escravatura do trabalhador, a prioridade dos critérios de planificação, de eficiência, de produção em relação às pessoas. Podemos consentir que o mundo se construa desta forma? Podemos consentir que as leis laborais favoreçam a escravidão do trabalhador? Que podemos fazer? Nós cristãos – nós Igreja – não temos uma palavra a dizer e uma posição a tomar face a isto?

• Qualquer trabalhador – muitos de nós, provavelmente – passa a vida numa escravatura do trabalho e dos bens, que não deixa tempo nem disponibilidade para as coisas importantes – Deus, a família, os irmãos que nos rodeiam. Muitas vezes, o mercado de trabalho não nos dá outra hipótese (se não produzimos de acordo com a planificação da empresa, outro ocupará, rapidamente, o nosso lugar); outras vezes, essa escravatura do trabalho resulta de uma opção consciente… Quantas pessoas escolhem prescindir dos filhos, para poder dedicar-se
a uma carreira de êxito profissional que as torne milionárias antes dos quarenta anos… Quantas pessoas esquecem as suas responsabilidades familiares, porque é mais importante assegurar o dinheiro suficiente para as férias na Tailândia ou na República Dominicana… Quantas pessoas renunciam à sua dignidade e aos seus direitos, para aumentar a conta bancária… Tornamo-nos, assim, mais felizes e mais humanos? É aí que está o verdadeiro sentido da vida?

• O que Jesus denuncia aqui não é a riqueza, mas a deificação da riqueza. Até alguém que fez “voto de pobreza” pode deixar-se tentar pelo apelo dos bens e colocar neles o seu interesse fundamental… A todos Jesus recomenda: “cuidado com os falsos deuses; não deixem que o acessório vos distraia do fundamental”.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 12,13-21) Ser rico aos olhos de Deus – Lc 12,13-34 traz sentenças de Jesus sobre pobreza-riqueza. A vida da gente não depende de seu poder aquisitivo (12,15). A palavra de Jesus é boa-nova para quem não depende de sua riqueza: o pobre. Onde está o tesouro, aí está o coração da gente (12,34). Herança, sucesso, safra... não livram o homem do perigo de endurecer-se, de romper a comunhão com seus irmãos e Deus. Quem liga para esses “tesouros” é um bobo (12,20). Assim quem adora a sociedade consumista. Embora talvez frequente a Igreja, no fundo não se importa com Deus (cf. Sl 14[13],1). Possuído por suas posses, o homem não entende mais nada de Deus. O contrário: a doação, a comunhão, isso é que nos garante um tesouro junto a Deus. * Cf. Tg 4,13-15; Sl 49[48],17-21; Eclo 11,14-19; Mt 6,19-21; 1Tm 6,17-19; Ap 3,17-18.

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Basta uma boa crise financeira para a gente se lembrar da precariedade dos tesouros deste mundo. Embora nem todos aprendam a lição... A cena que o evangelho conta é bem típica: briga de irmãos sobre uma herança; querem que Jesus resolva (como os cristãos de família tradicional que chamam o padre para resolver problemas de família). Jesus não se interessa: sua missão é outra. Que adiantaria, para o Reino de Deus, impor a esses dois irmãos uma solução que, provavelmente, não os reconciliaria? Para Jesus interessa que a pessoa se converta para os valores do Reino. Narra, pois, a parábola do rico insensato, que depois de uma boa safra achou que poderia descansar para o resto de sua vida e viver daquilo que recolhera – coitado, na mesma noite Deus viria reclamar sua vida... Jesus não quis denunciar o desejo de viver decentemente, mas a mania de colocar sua esperança nas riquezas desta vida, esquecendo reunir tesouros junto a Deus. As riquezas não são um mal em si, mas desviam nossa atenção da verdadeira riqueza, a amizade de Deus, que alcançamos pela dedicação a seus filhos (a parábola de hoje é bem complementada por aquela do avaro e Lázaro, em Lc 16,19-31).

É difícil aceitar isso, sobretudo quando os negócios vão bem. Por isso, a liturgia insiste no vazio das riquezas materiais (não só as riquezas financeiras, mas também as culturais: o saber). Remete-nos aos capítulos iniciais de Eclesiastes, obra sobremaneira cética com referência aos bens deste mundo (1ª leitura). Geralmente, o judaísmo apreciava bastante a riqueza, vendo nela uma recompensa de Deus. Eclesiastes forma uma exceção. Lucidamente, expõe a precariedade das riquezas financeiras e culturais. Somente, não propõe alternativa, outra riqueza que mereça nosso empenho. A “riqueza junto a Deus”, o Novo Testamento é que a propõe: é o amor e caridade para com nossos irmãos.

Para levar a sério a admoestação deste evangelho é preciso rever os critérios de nossa vida. Precisamos acreditar que nossa vida é diferente daquilo que o materialismo nos propõe. A 2ª leituranos fornece uma base sólida para tal fé. Co-ressuscitados com Cristo, devemos procurar as coisas do alto: o que é de valor definitivo, junto a Deus. E isso não está muito longe de nós. Nossa verdadeira vida é Cristo, que está “escondido” junto a Deus, na glória que se há de manifestar no dia sem fim. Se essa é nossa vida verdadeira, embora escondida, ela determina nosso agir desde já. Em vez de buscar interesses próprios (Cl 3,5.7 faz o elenco destes), devemos buscar o que é de Deus (3,12-17, continuação da leitura). Nossa vida já é dirigida por critérios diferentes, embora sua figura definitiva ainda não seja visível. Por isso, o cristão é incompreensível para o mundo. Ele mesmo, porém, deve compreender perfeitamente a precariedade dos “tesouros” deste mundo. Por ser assim “diferente”, ele será rejeitado. Por isso, precisa de uma firme fé na vida que é a do Cristo ressuscitado e de todos os verdadeiros batizados.

oração do dia (coleta) parece programática para a liturgia de hoje: somos renovados por Deus; que ele nos conserve renovados. Estamos vivendo uma vida nova e definitiva. Que não voltemos àquilo que é de menor valor.

Será que isso significa desprezo do mundo? Não. Nem teríamos os direito de desprezar o que Deus criou. É apenas uma questão de realismo: saber onde está a vida verdadeira, o sentido último de nosso existir, e relativizar o resto em função dessa vida verdadeira. A vida verdadeira é a do Filho de Deus. Nós a partilhamos, se pertencemos à vontade do Pai, em tudo. E esta vontade é o amor para com nossos irmãos. Este nos engaja muito mais neste mundo, do que a busca de riquezas e saber ilustrado.

RIQUEZA INSENSATA

A liturgia de hoje ensina a vaidade da riqueza. Para que tanto trabalhar, se nada podemos levar e devemos deixar o fruto de nosso trabalho para outros (1ª leitura)? Os pais arrecadam, os filhos aproveitam, os netos põem a perder... No evangelho, Jesus ilustra essa realidade com a parábola do homem que chegou a assegurar sua vida material, mas na mesma noite iria morrer...

Quem é materialista e só quer conhecer os prazeres deste mundo, para este o ensinamento de Jesus é indigesto, mas nem por isso deixa de ser verdade. Não levamos nada daqui. As riquezas materiais não têm valor duradouro, nem podem ser o fim ao qual o homem se dedica. Talvez o consumismo de hoje tenha isto de bom: lembra-nos essa precariedade. O produto que compramos hoje amanhã já saiu da moda, e depois de amanhã nem haverá mais peças de reposição para consertá-lo! Nossa nova TV estará fora de moda antes que tivermos completado as prestações... Por outro lado, esse consumismo é grosseira injustiça, pois gastamos em uma geração os recursos das gerações futuras. Se as coisas valem tão pouco, melhor seria não as comprar, e voltar a uma vida mais simples e mais desprendida. Haveria recessão econômica, mas também haveria menos necessidade de dinheiro para ser gasto.

A caça à riqueza material é um beco sem saída. A razão por que se insiste em produzir sempre mais é que os donos do mundo lucram com a produção, sobretudo das coisas supérfluas que enchem as prateleiras das lojas. Para vender esses supérfluos, criam nas pessoas a necessidade de possuí-las, mediante a publicidade na rua, no jornal e na televisão. Quando então as pessoas não conseguem adquirir todas essas coisas, ficam irrequietas; quando conseguem, ficam enjoadas; e nos dois casos aparece mais uma necessidade: a psicoterapia...

A “sabedoria do lucro” é injusta e assassina. Leva as pessoas a desconsiderar os fracos. Um proeminente político deste país disse que “quem não pode competir não deve consumir”... O sistema do lucro e do desejo sempre mais acirrado precisa manter as desigualdades, pois parte do pressuposto que todos querem superar a todos. Tal sistema é “intrinsecamente pecaminoso”, disseram os papas Paulo VI e João Paulo II. E, agora, o Papa Francisco!

Ser rico, não para si, mas para Deus... Não amontoar riquezas que na hora do juízo serão as testemunhas de nossa avareza, injustiça e exploração (cf. Tg 5,1-6), mas riquezas que constituam a alegria de Deus!

Não adianta muito discutir se a produção tem que ser capitalista ou socialista, enquanto não se tem claro que o ser humano não existe para a produção, e sim a produção para o ser humano. E este, se for sábio, tentará precisar dela o menos possível.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Riqueza insensata: quem é materialista (“materialista prático”, ainda que tenha teorias altamente espirituais), no fundo, só quer conhecer os prazeres do mundo. Para ele, o ensinamento de Jesus é indigesto. Nem por isso esse ensinamento deixa de ser verdadeiro. Não levamos nada daqui. As riquezas materiais não têm valor duradouro nem podem ser o fim último ao qual o ser humano se dedica.

— Talvez o consumismo de hoje tenha isto de bom: lembra-nos essa precariedade. O produto que compramos hoje já sairá de moda amanhã, e depois de amanhã já nem haverá peças de reposição para consertá-lo! Nossa nova TV estará fora de moda antes de terminarmos de pagar as prestações… Por outro lado, esse consumismo é grosseira injustiça, pois gastamos em uma só geração os recursos das gerações futuras. Se as coisas valem tão pouco, melhor seria não as comprar e voltar a uma vida mais simples e desprendida. Poderia até sobrevir, como consequência, uma recessão econômica, mas também haveria menos necessidade de dinheiro para ser gasto…

— Não adianta muito discutir se a produção tem de ser capitalista ou socialista, enquanto não se tem claro que o ser humano não existe para a produção, mas a produção existe para o ser humano. Que, se for sábio, tentará precisar dela o menos possível. Usá-la-á para fazer amigos que o “recebam nas moradas eternas” (Lc 16,9).


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1) Se ressuscitastes com Cristo

Na segunda leitura S. Paulo lembra-nos que pelo baptismo morremos com Cristo para o pecado. Com Ele ressuscitámos para uma vida nova, a vida da graça, a vida de filhos de Deus.

Temos de viver como homens novos. Temos de ter os olhos postos nas coisas do céu, onde queremos chegar, para viver com Cristo para sempre. O cristão tem de aspirar às coisas do céu e não às da terra. Tem necessidade destas e tem de saber usá-las de modo que nunca o estorvem de chegar ao céu.

Com a crise económica muitos tiveram a triste experiência que as riquezas nos podem facilmente fugir das mãos. Talvez Deus tenha permitido esta crise para que muitos possam abrir os olhos e reorientar a sua vida.

O mundo ocidental deixou-se invadir por uma onda de materialismo. O que conta são as coisas materiais e os prazeres que podem proporcionar. É o chamado hedonismo, a procura dos prazeres imediatos, como se eles fossem a verdadeira felicidade.

Vivemos num mundo paganizado, em que conta apenas o material e em que Deus não tem lugar. Voltámos à situação da antiga Roma no tempo de Jesus. Pão e jogos era o que pedia o povo romano ao imperador. É a situação própria das civilizações decadentes, por causa da abundância dos bens materiais, que trazem com eles os vícios e a corrupção.

João Paulo II falou muitas vezes da necessidade de a Europa voltar às suas raízes cristãs. Senão é como árvore que seca e morre. Temos de ser nós cristãos a realizar essa tarefa, a reafirmar o primado do espiritual. Temos de levar Cristo e a Sua mensagem a todos os lugares da terra, a começar pelo mundo à nossa volta.

Assim fizeram os primeiros cristãos em todo o Império Romano. Os mártires iam para a arena a cantar, desprezando a própria vida e os bens materiais que perdiam. Deixavam espantados os pagãos, já desiludidos e às vezes mesmo embrutecidos pelos prazeres terrenos.

E muitos daqueles espectadores se converteram à fé cristã, desejosos de encontrar a alegria daqueles homens e mulheres e até crianças, que desprezavam as coisa terrenas porque tinham a esperança posta mais alem Uma esperança que os enchia desde já de segurança e de alegria. Porque se apoiava na fé e no amor a Jesus por Quem ofereciam o seu sangue.

Vaidade das vaidades tudo é vaidade. As coisas terrenas são vãs, são ocas, são bolas de sabão. Não podemos andar atrás delas como os miúdos.

Com a festa da Assunção de Nossa Senhora a Igreja anima-nos a pôr os olhos na meta, onde queremos chegar.

2) Insensato

No Evangelho, Jesus fala do homem rico que pensava que, por ter muitos bens, já tinha a vida garantida. Insensato! Esta noite virei pedir a tua vida. São loucos os que põem a sua segurança nos bens terrenos e afastam de Deus o coração.

Só Deus é Deus e só nEle havemos de procurar a nossa felicidade.

Quem tem Deus tem tudo. A nossa riqueza está em Deus. Ele é fonte de todos os bens e a nossa felicidade. Santo Agostinho, que vamos celebrar neste mês, andou até aos trinta cinco anos afastado de Deus. Depois converteu-se ajudado pelas orações e lágrimas de sua mãe, Santa Mónica.

Ao contar a sua vida, no livro das Confissões, exclamava: «Senhor fizestes-nos para Ti e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansa em Ti» (Confissões 1,1).

Não vivamos como insensatos: «Fazei morrer em vós o que é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria» (2ª leit.). Temos de nos guiar pelos ensinamentos de Jesus. Temos de tomar a sério os Seus mandamentos.

Sem cair na tentação do relativismo, para o qual Bento XVI tem chamado tantas vezes a atenção. Como se tudo desse na mesma. Como se pudéssemos caminhar à toa pela vida fora.

O mundo de hoje é um mundo de confusões. Para legitimar as suas desordens querem chamar bem ao mal e mal ao bem. Para muitos a verdade não conta para nada. O que valem são as opiniões dos falsos sábios e dos seus grupos de pressão.

3) Sabedoria do coração

O Espírito Santo com os Seus dons ensina-nos a dar o devido valor às coisas deste mundo. O dom da ciência leva-nos a apreciar devidamente o valor das coisas. Um diamante e um monte de carvão de pedra são da mesma natureza. O diamante, carvão cristalizado, que mal se vê, vale mais que toneladas de carvão.

Temos de pedir esta esperteza ao Divino Paráclito. Para podemos descobrir os pequenos diamantes em nossa vida de cada dia: aceitar com alegria uma contrariedade para oferecê-la ao Senhor, renunciar a um capricho ou a uma pequena satisfação pessoal para dizer a Jesus que O amamos. Saber levantar-nos à hora certa, deixar aquele trabalho bem acabado, ter uma palavra amável com quem nos incomoda. E tantos outros.

Esta sabedoria de coração consegue-se meditando na vida e na morte. «Ensinai-nos a contar os nossos dias para chegarmos à sabedoria de coração» (Salmo).

Hoje muitas pessoas não têm tempo para pensar. A televisão, o rádio, a agitação da vida não lhes deixam tempo e disposição para encarar a realidade da vida. Alguém dizia que muitos só abrem os olhos quando estão para morrer, mas têm de fechá-los logo de seguida. Já nada podem remediar.

Temos de ser valentes para fazer silêncio dentro de nós, saber enfrentar-nos com valentia com a realidade da nossa vida, estar dispostos a corrigir o que está mal. Com a certeza que podemos contar com o perdão de Deus e com a Sua graça para começar uma vida nova, se é preciso.

Para muitos uns dias de retiro espiritual foram a oportunidade para abrirem os olhos e encarar a vida com verdadeiro realismo.

Precisamos de tempo para a oração, sabendo pôr-nos a sério diante de Deus, falar-Lhe sem medo, cheios de confiança e humildade. Abrindo-lhe o nosso coração com sinceridade. E dizendo-Lhe como o salmista: «Ensinai-nos a contar os ossos dias para chegarmos à sabedoria de coração» (Salmo).

Que a Virgem nos ensine a cumprir prontamente a vontade de Deus e a meditar a Sua Palavra e os acontecimentos da nossa vida em nosso coração, como Ela soube fazer.

Fala o Santo Padre

Queridos irmãos e irmãs!

Neste XVIII Domingo do Tempo Comum, a palavra de Deus estimula-nos a reflectir sobre como deve ser a nossa relação com os bens materiais. A riqueza, mesmo sendo em si um bem, não deve ser considerada um bem absoluto. Sobretudo não garante a salvação, aliás poderia até comprometê-la seriamente. Precisamente deste risco Jesus, na hodierna página evangélica, adverte os seus discípulos. É sabedoria e virtude não apegar o coração aos bens deste mundo, porque tudo é passageiro, tudo pode terminar bruscamente. O verdadeiro tesouro que devemos procurar incessantemente para nós cristãos está nas «coisas do alto, onde se encontra Cristo sentado à direita do Pai». Recorda-nos isto hoje São Paulo na Carta aos Colossenses, acrescentando que a nossa vida «já está escondida com Cristo em Deus» (cf. 3, 1-3).

Papa Bento XVI, Angelus, 5 de Agosto de 2007


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 18º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. ACOLHER OS NOVOS QUE CHEGAM.
Em grande parte das comunidades, neste mês de Agosto, muitos partem em férias para outras paragens, muitos outros aparecem para participar na missa. Pode haver um acolhimento especial para os que chegam de novo, antes da missa, durante ou depois da missa.

3. PROCLAMAR BEM A PRIMEIRA LEITURA.
O texto do Eclesiástico não precisa de grandes efeitos de voz. Leitura simples, tranquila, sem exageros na pronunciação da palavra “vaidade” e sem ares de tristeza… É uma chamada de atenção para a importância que se deve dar à proclamação das leituras. Não se trata de uma simples leitura, muitas vezes incompreensível e mal preparada, mas de uma verdadeira proclamação da Palavra!

4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Deus nosso Pai, nós Te bendizemos por toda a criação. Mesmo as flores efémeras e as vaidades dão testemunho de Ti, ensinam-nos que permaneces eternamente. Bendito sejas, porque nos chamas a participar da tua eternidade. Nós Te pedimos por todas as vítimas de injustiças e de catástrofes, por todos aqueles que ficam privados do fruto do seu trabalho e do seu suor”.

No final da segunda leitura:
“Cristo Jesus, nosso Deus que fazes de nós teus irmãos, nós Te proclamamos como o Homem Novo, e esperamos a tua vinda, quando apareceres na glória, para reunir todos os membros do teu Corpo. Nós Te pedimos por todos nós que fomos baptizados na tua morte e na tua ressurreição: faz morrer em nós o que pertence à terra, refaz-nos de novo, à tua imagem”.

No final do Evangelho:
“Deus nosso Pai, bendito sejas pelo teu Filho Jesus. Ele renunciou à glória que tinha junto de Ti para se tornar pobre e nos enriquecer com a tua própria vida. Nós Te pedimos: que o teu Espírito nos purifique dos ataques que nos ligam às riquezas perecíveis, e fortifique em nós o desejo de sermos ricos aos olhos de Deus. Que Ele nos preserve da avidez do lucro e nos abra ao sentido da partilha”.

5. BILHETE DE EVANGELHO.
Ninguém pode decidir no lugar de outro. O próprio Jesus respeita a liberdade do homem, mas veio propor-lhe balizas para marcar o caminho sobre o qual tem escolhas a fazer. Põe-no de sobreaviso em relação às riquezas materiais que podem paralisar ou cegar. De facto, aquele que tem as mãos crispadas sobre os seus bens está impedido de partilhar, de fazer um gesto para com aquele que tem necessidade. E depois, o seu horizonte está fechado por todas as suas riquezas que o impedem de ver o irmão, e de se ver a si próprio na luz de Deus. Quando nos deixamos olhar por Deus, permitimos-Lhe olhar para onde estão as nossas verdadeiras riquezas; a oração ajuda-nos, então, a reconhecê-las para as desenvolver.

6. À ESCUTA DA PALAVRA.
Eis Jesus confrontado com um assunto de herança. Mas declara-Se incompetente para julgar o caso, pois não é juiz, nem notário, nem advogado. Mas é uma boa ocasião para Ele, pois conhece bem o coração de Deus e o coração dos homens! Sabe que o coração do homem anda muitas vezes bem longe do coração de Deus, que o porta-moedas é parte sensível do homem, enquanto Deus não tem nada disso! Aproveita a ocasião para dar atenção ao sentido sobre as riquezas humanas. Jesus não é contra a riqueza, nem contra o progresso, nem contra o crescimento do nível de vida. Mas ser rico para si mesmo, é deixar-se aprisionar pelo dinheiro. A vida do homem não depende das suas riquezas. Hoje, o que diria Jesus aos grandes poderosos do mundo, “ricos de podre”, que não têm pejo em lançar para o desemprego milhares de pessoas sem saber qual o seu destino de vida? São pecados graves! Pode dizer-se que se trata de política. Mas trata-se primeiro do Evangelho! Cabe aos cristãos serem testemunhas pela própria vida, pelo próprio exemplo! E lutar contra este estado de coisas!

7. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II para a Reconciliação, que está em harmonia significativa com a leitura de São Paulo.

8. PALAVRA PARA O CAMINHO…
O melhor celeiro? O melhor banco? Onde acumulamos as nossas riquezas? E quais são estas riquezas? À luz da parábola de Jesus, eis-nos convidados a fazer o ponto da situação sobre as nossas prioridades na vida – e a rectificar, talvez, o nosso uso dos bens da terra. A vida de uma pessoa e o seu valor real não se medem pelas suas riquezas. Estamos verdadeiramente conscientes e persuadidos disso?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão: Alimentámo-nos da Palavra de Jesus. Agora somos convidados a comer do Pão da Vida eterna, para podermos caminhar para o Céu.

Sab 16, 20
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

Ou: Jo 6, 35
Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em Mim nunca mais terá sede.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio, fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção eterna. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Vamos partir jubilosos. Enchemo-nos da sabedoria de Jesus e queremos comunicá-la à nossa volta para transformar o mundo, como fizeram os primeiros cristãos há dois mil anos.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

18ª SEMANA

2ª Feira, 5-VIII: A nossa transformação em Cristo.

Jer 28, 1-17 / Mt 14, 13-21
Pegou nos cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção.

«Os milagres da multiplicação dos pães, quando o Senhor disse a bênção, partiu e distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão, prefigurou a superabundância deste pão único da sua Eucaristia (Ev.)» (CIC, 1335). Através da comunhão sacramental «podemos dizer que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós… Realiza-se de modo sublime a inhabitação de Cristo e do discípulo: ‘Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós’» (Igreja vive da Eucaristia, 22). Intensifica-se a nossa amizade com Ele e passamos a viver por Ele.

3ª Feira, 6-VIII: Deus sempre pronto a ajudar-nos.

Jer 30, 1-2. 12-15. 18-22 / Mt 14, 22-36
Mas Pedro, ao notar a ventania, teve medo e começando a afundar-se, lançou um grito: Salva-me, Senhor.

Pedro começou a afundar-se porque, em vez de olhar para Jesus, reparou mais nas dificuldades que o rodeavam (a ventania), esquecendo-se de se apoiar em Deus. Por isso, Jesus chamou-lhe a atenção: «Homem de pouca fé, por que duvidaste?» (Ev.). Por vezes, deixamos de nos apoiar em Deus; abandonamos a vida de oração, não rejeitamos energicamente as tentações e, assim, corremos o perigo de nos ‘afundarmos’. Por vezes sofreremos, mas o Senhor nunca nos abandonará: «Assim sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus» (Leit.). Deus nunca deixa de ajudar-nos, oferece-nos sempre a sua mão.

4ª Feira, 7-VIII: S. João Mª Vianney: O poder da oração feita com fé.

Jer 31, 2-7 / Mt 15, 21-28
Jesus respondeu-lhe: Mulher, é grande a tua fé. Terás aquilo que desejas.

Ao princípio, Jesus parecia não fazer caso do pedido desta mulher. Mas ela, com uma grande humildade, uma fé enorme e uma constância sem limites, não desistiu e obteve o que pretendia (Ev.). O Senhor tem preparado para cada um de nós os favores adequados: «Amei-te com amor eterno; por isso, guardei o meu favor para contigo» (Leit.). A nossa oração há-de estar cheia de fé: Jesus encheu-se de admiração perante a grande fé da cananeia (Ev.). Foi igualmente pelo poder da oração que S. João Mª Vianney conseguiu a conversão dos habitantes da sua paróquia, onde faltava o amor de Deus.

5ª Feira, 8-VIII: Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior: A protecção de Nª Senhora.

Jer 31, 31-34 / Mt 16, 13-23
Simão Pedro tomou a palavra e disse-lhe Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.

As palavras de Simão Pedro são uma afirmação explícita da divindade de Jesus (Ev.). Hoje celebramos a Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior, que está ligada à definição da Maternidade divina de Nª Senhora. É com a colaboração da maternidade divina de Nª Senhora que Deus estabelece uma nova Aliança: «Virão dias, nos quais concluirei com a casa de Israel e Judá, uma Aliança nova» (Leit.). E um dos frutos desta Aliança é o perdão dos nossos pecados: «Pois hei-de perdoar-lhes os pecados e não mais recordarei as suas faltas» (Leit.). Agradeçamos muito à nossa Mãe a sua protecção: À vossa protecção nos acolhemos…

Celebração e Homilia: CELESTINO CORREIA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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