ACESSO À PÁGINA DE ENTRADA DO SITE! Brasil... Meu Brasil brasileiro... NPD Sempre com você... QUE DEUS NOS ABENÇOE!
ESPECIALIDADE EM FAZER AMIGOS
AME SUA PÁTRIA!
Voltar para Home Contato Mapa do Site Volta página anterior Avança uma página Encerra Visita

NADA PODE DETER O BRASIL, O BRASIL SOMOS NÓS!

 
Guia de Compras e Serviços

ROTEIRO HOMILÉTICO

Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada

FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


13.10.2019
28º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Não foram dez os curados?" __

OUTUBRO - MÊS DAS MISSÕES

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Nossas comunidades são um espaço onde o Senhor da vida se manifesta. Não nos reunimos para “pagar graças”, e sim celebrar o Deus que dá gratuitamente a vida para todos. A gratidão é um ornamento da humildade. Por isso, o senso de gratidão revela o interior do ser humano e, somado à fé e ao amor, constitui o autêntico discípulo.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, a Igreja, reunida em nome do Senhor, dá graças e bendiz o Pai doador de todos os dons e de todas as bênçãos. Na sua infinita misericórdia, o Pai enviou seu Filho em missão para nos libertar, nos curar e nos salvar. A cada dia experimentamos a ação de Deus que nos salva e nos tira da morte, por seu Filho amado, o Cristo Senhor. Elevemos, pois, a Deus nosso hino de louvor e de ação de graças e, na oferta do seu Filho, ofereçamos a nós mesmos como ofertas vivas e agradáveis a Deus.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O anúncio do reino de Deus é anúncio de salvação, proclamado não só com a palavra, mas também com ações. Os milagres confirmam o triunfo do Espírito sobre satanás, e é por isso que Jesus, investido do Espírito, entra em luta com satanás no deserto. O Cristo é o homem forte, que, lutando arduamente, tira o espírito do mal aquilo que ele usurpou. Jesus inaugura o reino messiânico destruindo a obra do adversário.

Sintamos em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/13-de-outubro-28-Domingo-do-Tempo-Comum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/55_-_28o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
FÉ E GRATIDÃO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

A aproximação evangelizadora derruba os muros que nos separam

Fé e gratidão são como irmãs siamesas. Sempre juntas, elas fazem o mesmo caminho. Assim, cada passo dado traz a marca de uma e de outra. É preciso, por meio da fé, sempre estarmos abertos à ação graciosa de Deus a nosso favor; não sabemos quando ele irá agir, mas, pela fé, sabemos que agirá. E da expressão de fé assume-se, como necessária e inevitável, a expressão de gratidão. A fé faz que os passos dados sejam em direção àqueles que necessitam de socorro. A cada passo, ela pavimenta o caminho, fazendo que os encontros sejam evangelizadores e os muros sejam derrubados. Caminhar por ela deve ser compreendido como uma ação encarnada na própria realidade em que se vive. Nesse sentido, a fé é histórica. Reveste-se das múltiplas histórias que vivemos e partilhamos uns com os outros a cada dia. É na história que Deus se revela, assim como é na história que vivemos de fé em fé.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo mostra-nos, com exemplos concretos, como Deus tem um projecto de salvação para oferecer a todos os homens, sem excepção; reconhecer o dom de Deus, acolhê-lo com amor e gratidão, é a condição para vencer a alienação, o sofrimento, o afastamento de Deus e dos irmãos e chegar à vida plena.

A primeira leitura apresenta-nos a história de um leproso (o sírio Naamã). O episódio revela que só Jahwéh oferece ao homem a vida e a salvação, sem limites nem excepções; ao homem resta acolher o dom de Deus, reconhecê-l'O como o único salvador e manifestar-Lhe gratidão.

O Evangelho apresenta-nos um grupo de leprosos que se encontram com Jesus e que através de Jesus descobrem a misericórdia e o amor de Deus. Eles representam toda a humanidade, envolvida pela miséria e pelo sofrimento, sobre quem Deus derrama a sua bondade, o seu amor, a sua salvação. Também aqui se chama a atenção para a resposta do homem ao dom de Deus: todos os que experimentam a salvação que Deus oferece devem reconhecer o dom, acolhê-lo e manifestar a Deus a sua gratidão.

A segunda leitura define a existência cristã como identificação com Cristo. Quem acolhe o dom de Deus torna-se discípulo: identifica-se com Cristo, vive no amor e na entrega aos irmãos e chega à vida nova da ressurreição.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

ASSINAR O PERIÓDICO

SOMOS PESSOAS AGRADECIDAS?

Jesus continua sua caminhada para Jerusalém, onde será julgado e condenado. Nessa trajetória, ele vai ensinando e curando. Em certo povoado, dez homens, designados como “leprosos” – termo que, na época, englobava não apenas a hanseníase, mas também outras doenças da pele –, gritam a Jesus a distância, pedindo compaixão. Em resposta, o Mestre os convida a se apresentarem ao sacerdote, para que este lhes dê prova de cura. Enquanto vão, reconhecem a cura, mas somente um deles, um samaritano, volta para agradecer.

Tais doentes de pele cumprem fielmente as obrigações impostas pela lei: viver fora do acampamento, usar roupas rasgadas, ter os cabelos despenteados, apresentar-se ao sacerdote após a cura… Não voltam para agradecer, talvez, por considerarem sua cura como efeito da observância da lei. Somente o samaritano, desprezado pelos judeus, reconhece que a cura é dom de Deus e agradece a Jesus.

O relato pode nos ensinar alguns aspectos importantes, próprios (ou não) de nossa vida de seguidores de Jesus. Em primeiro lugar, a gratidão. Saber agradecer a Deus os muitos dons que ele continuamente nos proporciona. Agradecer às pessoas que nos alegram e dignificam com sua presença e serviço. Dizer “muito obrigado” é tão simples e, além disso, faz muito bem à pessoa a quem se dirige o agradecimento e também a quem o exprime!

Em segundo lugar, os curados que não voltam para agradecer talvez se assemelhem a muitos cristãos que, presos a certo legalismo moral doentio, pensam estar cumprindo fielmente as normas e determinações e por isso se acham merecedores de graças e bênçãos.

Em terceiro lugar, o relato nos mostra o cuidado e a compaixão de Jesus pelos doentes. A Igreja e cada uma das comunidades cristãs deveriam ter como meta o cuidado para com os doentes e os idosos. O poder público tem o compromisso de adotar políticas públicas (tema da CF-2019) que venham a beneficiar essas categorias de pessoas. A saúde pública e universal deveria ser direito de todo cidadão brasileiro, conforme determina a Constituição.               

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

ASSINAR O PERIÓDICO

GRATIDÃO

O evangelho de hoje, em seu conjunto, mais do que sobre a cura dos dez doentes de pele, quer fazer-nos refletir sobre a gratidão – virtude que nos faz reconhecer os gestos de bondade e generosidade realizados em nosso favor. Os dez homens gritam em alta voz: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” Jesus, em atenção ao clamor desses enfermos, concede-lhes a cura do corpo; e eles, caminhando, percebem terem sido curados. Certamente, ficaram felizes ao verem que já não carregavam no corpo as marcas da doença. Entretanto, dos dez curados, apenas um retornou para agradecer. Glorificando a Deus, atirou-se aos pés de Jesus, em agradecimento por tamanha generosidade.

Com essa narrativa, o evangelho quer nutrir em nós um espírito de gratidão por todo o bem que Deus fez e faz em nossa vida. Trata-se de gesto que só quem se abre à graça do Senhor pode manifestar, exprimindo o reconhecimento de que não somos autossuficientes, não vivemos por nós mesmos, mas sustentados pela graça divina e pelo auxílio dos irmãos e irmãs. Como dizia o poeta: “Nenhum homem é uma ilha”, porque cada um de nós é parte de um todo, que se concretiza em Deus. Quem percebe isso, torna-se agradecido!

O fato de apenas um dos curados ter se mostrado agradecido faz-nos recordar o que são Pio de Pietrelcina dizia: “Somos sempre rápidos para pedir e lentos para agradecer”. Com efeito, pedir é muito mais fácil. E, cá para nós, sempre há algo de que nos sentimos necessitados. Contudo, o que Jesus espera é que, assim como somos rápidos para suplicar benefícios para nós ou para outros, tenhamos a mesma prontidão para nos demonstrarmos gratos. E, é claro, não precisamos que Deus realize grandes coisas por nós para lhe agradecer, uma vez que a vida em si já é um bom motivo para louvarmos e darmos graças a Deus.

Gratidão é muito mais que um simples “obrigado” dito por cortesia; é um estado de espírito que nos põe em profunda relação com o outro, seja com Deus, seja com os irmãos e irmãs. É na gratidão que se manifesta a beleza da reciprocidade, que nos faz sair de nós mesmos para reconhecer no outro sua participação na nossa vida. Por isso, somos convidados a nunca deixar de agradecer a todas aquelas pessoas que um dia, prontamente, nos estenderam a mão.

Pe. José Erivaldo Dantas, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

ASSINAR O PERIÓDICO

FÉ E GRATIDÃO

Esta Eucaristia nos motiva a ser gratos a Deus pelas bênçãos e graças que ele nos concede a cada dia de nossa vida. Fortalecendo-nos na fé, ela nos ajude a reconhecer a bondade e a misericórdia do Senhor, que vem sempre em socorro das nossas necessidades para nos curar e libertar de todos os males.

LIÇÃO DE VIDA: Você costuma agradecer a Deus por tudo o que ele lhe concede: sua família, seus amigos, professores e catequistas?


RITOS INICIAIS

Salmo 129, 3-4
ANTÍFONA DE ENTRADA: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

Introdução ao espírito da Celebração
Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Somos chamados a segui-l’O, a imitá-l’O, desde o Baptismo, e não o faríamos se não procurássemos também imitar as Suas virtudes humanas. Na Liturgia da Palavra do 28º Domingo do Tempo comum, Ele chama a nossa atenção para uma virtude importante da convivência humana: reconhecer o dom de Deus, e acolhê-lo com amor e gratidão. Deus espera de nós uma resposta, por cada dom que nos concede. Fátima é um exemplo disto mesmo. Gente de todo o mundo inveja a nossa sorte de estarmos tão perto da Cova da Iria.

ACTO PENITENCIAL
Peçamos hoje especialmente perdão por causa da nossa insensibilidade e indelicadeza para com os que nos servem e ajudam na vida. Lembremos também a nossa falta de gratidão para com Deus.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

•   Porque somos, às vezes, indelicados no nosso comportamento, de tal modo que nunca nos recordamos de agradecer um favor, Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

•   Para o nosso indelicado comportamento diário com Deus, que nos leva a nunca agradecer os benefícios que recebemos, Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós!

•   Para a soberba que nos impede de dizer um muito obrigado a quem nos serve com uma pronta dedicação e constância, Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O Segundo Livro dos Reis apresenta-nos a história de um rico general (Naamã) curado miraculosamente por intercessão do profeta Eliseu. O Senhor oferece ao homem a vida e a salvação, sem limites de pessoas, na raça, na cor ou na nação. Nunca tem acepção de pessoas.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

2 Reis 5,14-17

Leitura do segundo livro dos Reis. 2 14 Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança. 15 Voltando então para o homem de Deus, com toda a sua comitiva, entrou, apresentou-se diante dele e disse: “Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo”. 16 “Pela vida do Senhor a quem sirvo, replicou Eliseu, não aceitarei nada”. E apesar da instância de Naamã, ele recusou. 17 Então Naamã disse: “Se não o aceitas, permite ao menos que se dê ao teu servo da terra deste país, tanto quanto possam carregar duas mulas, porque doravante este teu servo não oferecerá mais holocausto nem sacrifício a outros deuses, mas só ao Senhor”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

O episódio cheio de beleza e vivacidade é tirado do chamado ciclo de Eiseu (2 Re 2, 13 – 13, 30), tem um paralelo semelhante nos Evangelhos, não tanto nas curas dos leprosos dos Evangelhos, como se lê no Evangelho de hoje, mas antes na cura do cego de Jo 9, que se banha na piscina de Siloé.

17 Uma porção de terra, isto é, de terra santa, terra que pertence ao verdadeiro e único Deus, Yahwéh, o único capaz de fazer milagres. Esta terra levada como relíquia vai continuar no futuro costume da piedade cristã de os peregrinos da Terra Santa trazerem consigo um punhado de terra.

Deus está acima de todos os deuses

Naamã era o chefe do exército arameu, que representava uma grande força na geopolítica da região. Não era raro que os arameus e os israelitas estivessem em disputa territorial. Nosso texto se inicia com o general sendo obediente à orientação do profeta Eliseu a fim de que pudesse ser curado da lepra. Após mergulhar obedientemente por sete vezes nas águas do rio Jordão, Naamã viu, inacreditavelmente, que sua pele havia ficado completamente limpa, como a de uma criança. Após a constatação, ele faz bela confissão de fé: “Agora sei que não há outro Deus na terra, a não ser em Israel” (v. 15b). Sua cura e conversão são contadas a fim de mostrar que Deus é, de fato, um Deus universal e está acima de todos os outros deuses. A história destaca, portanto, que a ação salvífica de Deus não estava limitada a Israel. Deus quer que todos saibam que ele é o verdadeiro Deus.

AMBIENTE

A primeira leitura deste domingo situa-nos no reino do Norte (Israel), durante o reinado de Jorão (853-842 a.C.). Os reis de Israel - preocupados em fazer do seu país um estado moderno e em marcar o seu lugar no xadrez político do antigo Médio Oriente - mantêm, por esta altura, um intercâmbio muito vivo com os povos da zona. Em termos religiosos, essa política traduz-se numa invasão de deuses, de cultos e de valores estrangeiros, que ameaçam a integridade da fé jahwista. Apesar de Jorão ter tirado "as estátuas que seu pai tinha erigido a Baal" (2 Re 3,2), é uma época em que os deuses cananeus assumem um grande protagonismo e Baal substitui Jahwéh no coração e na vida de muitos israelitas.

Nesta fase, o profeta Eliseu assume-se como o grande defensor da fé jahwista continuando, aliás, a obra do seu antecessor Elias. Eliseu fazia parte de uma comunidade de "filhos dos profetas" (2 Re 2,3; 4,1)... Trata-se, provavelmente, de um círculo profético cujos membros eram os seguidores incondicionais de Jahwéh e aqueles em quem o Povo buscava apoio, face aos abusos dos poderosos.

No capítulo 5 do segundo Livro dos Reis, os autores deuteronomistas contam-nos a história do general sírio Naamã: considerado um dos heróis da Síria, era leproso; mas, informado por uma serva de que em Israel havia um profeta que podia curá-lo do seu mal, veio ao encontro de Eliseu, carregado de presentes. Eliseu mandou, apenas, que Naamã se banhasse sete vezes no rio Jordão (cf. 2 Re 5,1-13).

MENSAGEM

A leitura que nos é proposta descreve a cura do sírio Naamã e as reacções das várias personagens envolvidas; mas, mais do que apresentar uma reportagem do acontecimento, os autores deuteronomistas quiseram tecer algumas considerações de carácter teológico e catequético, que ajudassem os israelitas (seduzidos pelo culto de Baal) a redescobrir os fundamentos da sua fé.

Em primeiro lugar, os catequistas de Israel quiseram deixar claro que Jahwéh é o Senhor da vida, que Ele tem um projecto de libertação para o homem e que só Ele pode salvar aquele que parece condenado à morte. Deus até Se pode servir de homens para actuar no mundo; mas é d'Ele - e apenas d'Ele - que brotam a salvação e a vida; é preciso que os israelitas reconheçam isto, como o sírio Naamã o reconheceu.

Em segundo lugar, os catequistas de Israel quiseram mostrar que a intervenção salvadora de Jahwéh não é uma acção meramente circunstancial, que apenas resolve os problemas externos, mas é uma acção que actua a um nível profundo e que transforma radicalmente a vida do homem... Naamã não ficou só curado de uma doença física que punha em risco a sua vida; mas a intervenção de Deus saldou-se numa transformação espiritual que fez do sírio Naamã um homem novo e o levou a deixar os ídolos para servir o verdadeiro e único Deus... A expressão dessa mudança radical é a afirmação de Naamã de que "não há outro Deus em toda a terra senão o de Israel" (vers. 15) e que nunca mais irá "oferecer holocausto ou sacrifício a quaisquer outros deuses, mas apenas ao Senhor, Deus de Israel" (vers. 17).

Em terceiro lugar, a história deixa claro que a oferta da salvação não é um dom exclusivo, reservado a alguns privilegiados ou a uma raça especial: Naamã é sírio e, portanto, um inimigo tradicional do Povo de Deus... Mas Deus não faz distinção de pessoas e oferece a todos, sem excepção, a sua graça. O que é decisivo é o acolher o dom de Deus e aceitar deixar-se transformar por Ele.

Em quarto lugar, a catequese deuteronomista sublinha a "gratidão" de Naamã. Liberto dos males que o apoquentavam, ele quis agradecer a sua cura cumulando Eliseu de presentes; mas depressa percebeu (por acção de Eliseu, que o ajudou a ver claro) que não era a um homem que tinha de agradecer o dom da vida, mas sim a Deus... E a sua gratidão manifestou-se numa adesão total a Jahwéh. Os catequistas de Israel sugerem que é essa a resposta que Deus espera do homem.

Em quinto lugar, atente-se na atitude de Eliseu que nunca manifestou qualquer vontade de se aproveitar da intervenção de Deus em favor de Naamã para benefício próprio. Ao recusar aceitar qualquer presente das mãos de Naamã, Eliseu dá a entender que não é a ele mas a Jahwéh que o general sírio deve agradecer a cura. É provável que haja aqui uma denúncia irónica da atitude dos líderes religiosos da época, sempre preocupados em utilizar Deus em benefício dos seus esquemas egoístas...

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e partilha podem fazer-se considerando os seguintes dados:

• A leitura convida-nos, antes de mais, a tomar consciência de que é de Deus - desse Deus que tem um projecto de salvação para o homem - que recebemos a vida plena. A constatação desse facto atinge uma importância primordial, numa época em que somos diariamente convidados a colocar a nossa esperança e a nossa segurança em ídolos de pés de barro (para alguns, podem ser o "poderoso médium" ou a "vidente/taróloga/espírita" que garantem a solução para o mau olhado, a inveja, os males de amor, o insucesso nos negócios, etc.; para a maioria, são o dinheiro, o poder, a moda, o comodismo, o êxito, a casa com piscina, o Ferrari ou o último programa de televisão que faz ganhar vinte mil contos e abrir a janela da fama...). É em Deus que eu coloco a minha esperança de vida plena, ou há outros deuses que me seduzem, que dirigem a minha vida e que são a minha esperança de realização e de felicidade?

• Convém também não esquecer que a proposta de salvação que Deus faz se destina a todos os homens e mulheres, sem excepção. O nosso Deus não é um Deus dos "bonzinhos", dos bem comportados, dos brancos, dos politicamente correctos ou dos que têm o nome no livro de registos da paróquia... O nosso Deus é o Deus que oferece a vida a todos e que a todos ama como filhos; o que é decisivo é aceitar a sua oferta de salvação e acolher o seu dom. Daqui resultam duas coisas importantes: a primeira é que não basta ser baptizado (e depois prescindir d'Ele e viver à margem das suas propostas); a segunda é que não podemos marginalizar ou excluir qualquer irmão nosso.

• A história do sírio Naamã levanta, ainda, a questão da gratidão... É preciso que nos apercebamos que tudo é dom do amor de Deus e não uma conquista nossa ou a recompensa pelos nossos méritos ou pelas nossas boas obras. Estou consciente de que é de Deus que recebo tudo e manifesto-Lhe a minha gratidão pela sua presença, pelos seus dons, pelo seu amor?

• Aqueles que recebem de Deus carismas para pôr ao serviço dos irmãos: sentem-se apenas instrumentos de Deus e procuram dirigir os olhares e a gratidão dos irmãos para Deus, ou estão preocupados em sublinhar os seus méritos e em concentrar em si próprios a gratidão que brota dos corações daqueles a quem servem?

Subsídios:
1ª leitura: 
(2 Reis 5,14-17) ............ – .



Salmo Responsorial

Monição: O salmo 98 convida-nos a manifestar a nossa gratidão para com Deus pelos sacrifícios recebidos. Façamo-lo com toda a convicção e alegria.

SALMO RESPONSORIAL – 97/98

O Senhor fez conhecer a salvação
e às nações revelou sua justiça.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo
alcançaram-lhe a vitória.

O Senhor fez conhecer a salvação
e, às nações, sua justiça;
recordou o seu amor sempre fiel
pela casa de Israel.

Os confins do universo contemplaram
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,
alegrai-vos e exultai!

Segunda Leitura

Monição: A segunda leitura define a existência cristã como identificação com Cristo. Quem acolhe o dom de Deus torna-se discípulo: identifica-se com Cristo, vive no amor e na entrega aos irmãos e chega à vida nova da ressurreição. A isto nos devem levar os dons recebidos.

2 Timóteo 2,8-13

Leitura da segunda carta de são Paulo a Timóteo. 2 8 Lembra-te de Jesus Cristo, saído da estirpe de Davi e ressuscitado dos mortos, segundo o meu Evangelho, 9 pelo qual estou sofrendo até as cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus, esta não se deixa acorrentar. 10 Pelo que tudo suporto por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna. 11 Eis uma verdade absolutamente certa: Se morrermos com ele, com ele viveremos. 12 Se soubermos perseverar, com ele reinaremos. 13 Se, porém, o renegarmos, ele nos renegará. Se formos infiéis... ele continua fiel, e não pode desdizer-se.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Este belo trecho da leitura é uma boa lição de optimismo, baseado na fé, para as horas de provação e de perseguição, bem como um magnífico hino de apelo à fidelidade a toda a prova (vv. 11-13).

8 «Segundo o meu Evangelho». Não parece que se trata do Evangelho de Lucas, discípulo de Paulo, mas do Evangelho que Paulo prega, a boa nova da salvação em Cristo, exposto com os acentos próprios do Apóstolo das Gentes. No Novo Testamento o termo Evangelho não se refere ao Evangelho escrito.

9 «Cadeias como um malfeitor». Segundo a opinião corrente, S. Paulo está no 2.º cativeiro romano, pelo ano 67, no fim da sua vida, em plena perseguição de Nero contra os cristãos, considerado pelo historiador pagão, Suetónio (Vida dos 12 imperadores, Nero, 16), como pertencentes a uma «superstição nova e maléfica».

A palavra de Deus não está algemada

A segunda leitura é centrada na pessoa de Jesus Cristo ressuscitado dentre os mortos, o que, para qualquer cristão, constitui uma recordação de seus sofrimentos e de seu triunfo final. É justamente essa recordação de Jesus a motivação afetiva e teológica que anima o cristão para a superação de toda e qualquer dificuldade. A declaração de Paulo é fundamental para compreender o alcance da palavra de Deus. Ela não está algemada e, por isso, nada a impede de anunciar a salvação. Pode a testemunha do evangelho se encontrar aprisionada, todavia a palavra de Deus, livre, anuncia a libertação. Até mesmo o sofrimento é visto de outra perspectiva. Ele representa o mais legítimo testemunho de amor e de solidariedade para com as pessoas por meio do anúncio da salvação. O hino parece enfatizar a participação do cristão nos destinos do próprio Cristo. Devemos compreender, porém, que o destino não é automático, mas depende da opção de cada um. Por causa disso é que o hino é marcado pela ação condicional, indicando que se exige algo do discípulo.

AMBIENTE

Continuamos a ler a segunda Carta a Timóteo... Para percebermos a mensagem que o texto nos propõe, convém recordar que esta carta (escrita por um autor desconhecido que, no entanto, se identifica com o apóstolo Paulo) nos coloca, provavelmente, no contexto dos finais do séc. I ou inícios do séc. II, numa altura em as comunidades cristãs sentiam arrefecido o entusiasmo dos inícios, conheciam a perseguição e estavam a ser perturbadas pelas heresias e pelas falsas doutrinas. O autor exorta Timóteo (e, na pessoa de Timóteo, todos os crentes, em geral) a perseverar na fé, a conservar a sã doutrina recebida de Jesus e a dedicar-se totalmente ao serviço do Evangelho.

MENSAGEM

Depois de exortar Timóteo a uma dedicação total ao ministério (cf. 2 Tim 2,1-7), o autor da carta apresenta o motivo supremo que justifica essa entrega: o exemplo de Cristo, que chegou à glória da ressurreição pelo caminho da cruz e do dom da vida... O próprio Paulo seguiu esse duro caminho e é por isso que está preso; mas não está preocupado, pois o essencial é que a Palavra de Deus continue a transformar o mundo. Aliás, é preciso que alguns entreguem a própria vida para que a proposta libertadora de Jesus chegue a todos os homens... Vale a pena sofrer, a fim de que este objectivo se concretize.

O parágrafo final (vers. 11-13) corrobora e clarifica as afirmações precedentes. O cristão é chamado a identificar-se com Cristo na entrega da vida e no serviço aos irmãos; essa entrega não termina no fracasso e no sem sentido, mas - a exemplo de Cristo - na ressurreição, na vida nova. O cristão não pode é recusar fazer da sua vida um dom de amor, se quiser identificar-se com Cristo.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar os seguintes dados para a reflexão e partilha:

• O autor da Segunda Carta a Timóteo recorda, aqui, algo de central para a experiência cristã: a essência do cristianismo é a identificação de cada crente com Cristo. Isto traduz-se, concretamente, no entregar a própria vida em favor dos irmãos, se necessário até ao dom total. Identifico-me de tal forma com Cristo que sou capaz de O seguir no caminho do amor e da entrega?

• A opinião pública do nosso tempo está convencida de que uma vida gasta no serviço simples e humilde em favor dos irmãos é uma vida fracassada; mas o autor da Segunda Carta a Timóteo garante que uma vida de amor e de serviço é uma vida plenamente realizada, pois no final da caminhada espera-nos a ressurreição, a vida plena (são os efeitos da nossa identificação com Cristo). O que é que, para mim, faz mais sentido? No meu dia a dia domina o egoísmo e a auto-suficiência, ou o amor, a partilha, o dom da vida?

Subsídios:
2ª leitura: (2 Tm 2,8-13) – ... – .....

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus convosco em Cristo Jesus (1Ts 5,18).

Evangelho

Monição: Devemos manifestar ao Senhor um coração agradecido, especialmente pelo dom da Sua Palavra. Façamo-lo, cantando aleluia.

Lucas 17,11-19

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 17 11 Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galiléia. 12 Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: 13 Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! 14 Jesus viu-os e disse-lhes: “Ide, mostrai-vos ao sacerdote”. E quando eles iam andando, ficaram curados. 15 Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz. 16 Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano. 17 Jesus lhe disse: “Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? 18 Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!” 19 E acrescentou: “Levanta-te e vai, tua fé te salvou”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Os Sinópticos referem a cura de leprosos, mas só Lucas relata o episódio da cura dos dez leprosos, que condiz bem com a sua visão universalista da salvação, ao registar que o curado agradecido era um samaritano.

12 «Conservando-se a distância». A própria Lei prescrevia, a fim de evitar o contágio, o isolamento do doente (cf. Lv 13, 45-46) e também um certificado de cura passado pelos sacerdotes (cf. Lv 14, 2 ss), a fim de poder vir a ser reintegrado no convívio social.

17 «Onde estão os outros nove?» O relato deixa ver que Jesus não os curou logo e manda-os ir pedir o certificado da cura ainda antes de curados. Assim é posto em evidência o seu exemplo de fé, mas a verdade é que só um – e o mais desprezível, pois era samaritano – é quem deu exemplo de gratidão. Lucas, ao pôr em relevo a gratidão dum estrangeiro, também deixa ver a finíssima sensibilidade do Coração de Cristo, que fica contente com o agradecimento deste, e dorido com a ingratidão dos outros nove, que não estiveram para ter a maçada de voltar atrás para agradecer a cura.

Fé e gratidão como princípio da alegria

Neste evangelho, vemos como a enfermidade e a miséria reúnem dez homens e os fazem esquecer o tradicional ódio existente entre judeus e samaritanos. Eram excluídos por todos, e havia até mesmo uma legislação própria para eles: “Quem for declarado leproso deverá andar com as roupas rasgadas e despenteado, com a barba coberta e gritando ‘impuro, impuro’. Ficará impuro enquanto durar sua doença. Viverá separado e morará fora do acampamento” (Lv 13,45s). Jesus está em missão e, enquanto atravessa a Samaria e a Galileia com o objetivo de chegar a Jerusalém, é interrompido aos gritos por dez leprosos. Eles guardam certa distância de Jesus. Não havia uma distância definida, mas ao menos uma autoridade tinha estabelecido que, quando o vento soprasse do leproso em direção à pessoa sadia, aquele devia ficar a pelo menos 50 metros de distância. Nada poderia demonstrar melhor a solidão total em que viviam os leprosos. Afinal, eram considerados impuros e eram impedidos de se aproximar de todos os reconhecidos como puros. Após o pedido – “tenha piedade de nós” –, os dez são instruídos por Jesus a se apresentar aos sacerdotes. Mas que surpresa: enquanto percorrem o caminho que os levaria aos sacerdotes, percebem-se curados. Nesse momento, o grupo se divide. Já não eram dez. De um lado, um grupo de nove, que seguiu adiante, e, do outro, apenas um, que voltava todo feliz pelo caminho já percorrido para agradecer a Jesus. A gratidão era e continua sendo um artigo raro de encontrar. Três perguntas são feitas por Jesus, perguntas retóricas que procuram elogiar a fé daquele que retornou: “Não eram dez os purificados? Onde estão os outros nove? Não voltou ninguém, além desse estrangeiro?” (v. 17).

O episódio dos dez leprosos é clara demonstração de que a fé rompe barreiras e preconceitos seculares. Aquele que volta é um impuro, e é justamente o considerado impuro e, por isso, inadequado que reconhece que Jesus lhe concedeu o dom da vida. A graça de Deus, por meio de Jesus, é, porém, completa. Não se trata de uma ação superficial que cura o corpo do enfermo. Naquele momento, também se realizava a superação da marginalização em que os leprosos se encontravam. Jesus torna visível o poder e a misericórdia de Deus. É interessante recordar outro samaritano, cheio de compaixão, que estava no caminho do evangelho e do Reino de Deus, fazendo o bem àquele que se encontrava à margem da vida e sem futuro. Agora, o samaritano que volta também encontra o caminho do Reino, mas, neste momento, pela gratidão.

No samaritano é desenhado, de forma bastante clara, o caminho do evangelho que chega até os pagãos. Somente aquele que se considerava fraco e sem condição é que retorna. Trata-se, todavia, de retorno que mostra por completo quem ele é essencialmente, e assim encontramos nele gratidão, louvor e confissão de pobreza e limitação. Já os outros não retornam para dar graças, pois consideram os dons de Deus inevitáveis. Em Jesus, o caminho da salvação está completamente aberto a estrangeiros, pecadores e gentios. O que de fato salva é a fé, isto é, a decisão por Jesus e a entrega à sua palavra e à ação salvadora de Deus por meio de Jesus – chamado de Mestre. É importante ressaltar que, até esse momento, somente os apóstolos haviam chamado Jesus de Mestre.

AMBIENTE

Mais uma vez Lucas apresenta um episódio situado no "caminho de Jerusalém" (esse "caminho espiritual", ao longo do qual os discípulos vão aprendendo e interiorizando os valores e a realidade do "Reino").

No "caminho" de Jesus e dos discípulos aparecem, portanto, dez leprosos. O leproso é, no tempo de Jesus, o protótipo do marginalizado... Além de causar naturalmente repugnância pela sua aparência e de infundir medo de contágio, o leproso é um impuro ritual (cf. Lev 13-14), a quem a teologia oficial atribuía pecados especialmente gravosos (a lepra era o castigo de Deus para esses pecados); por isso, o leproso não podia sequer entrar na cidade de Jerusalém, a fim de não despurificar a cidade santa. Devia afastar-se de qualquer convívio humano para que não contaminasse os outros com a sua impureza física e religiosa. Em caso de cura, devia apresentar-se diante de um sacerdote, a fim de que ele comprovasse a cura e lhe permitisse a reintegração na vida normal (cf. Lev 14). Podia, então, voltar a participar nas celebrações do culto.

Um dos leprosos (precisamente aquele que vai desempenhar o papel principal, neste episódio) é samaritano. Os samaritanos eram desprezados pelos judeus de Jerusalém, por causa do seu sincretismo religioso. A desconfiança religiosa dos judeus em relação aos samaritanos começou quando, em 721 a.C. (após a queda do reino do Norte), os colonos assírios invadiram a Samaria e começaram a misturar-se com a população local. Para os judeus, os habitantes da Samaria começaram, então, a paganizar-se... Após o regresso do exílio da Babilónia, os habitantes de Jerusalém recusaram qualquer ajuda dos samaritanos na reconstrução do Templo e evitaram os contactos com esses hereges, "raça misturada com pagãos". A construção de um santuário samaritano no monte Garizim consumou a separação e, na perspectiva judaica, lançou definitivamente os samaritanos nos caminhos da infidelidade a Jahwéh. Algumas picardias mútuas nos séculos seguintes consolidaram a inimizade entre judeus e samaritanos. Na época de Jesus, a relação entre as duas comunidades era marcada por uma grande hostilidade.

MENSAGEM

O episódio dos dez leprosos (que é exclusivo de Lucas) insere-se perfeitamente na óptica teológica de um evangelho cujo objectivo fundamental é apresentar Jesus como o Deus que Se fez pessoa para trazer, com gestos concretos, a salvação/libertação a todos os homens, particularmente aos oprimidos e marginalizados.

É esse o ponto de partida da história que Lucas nos conta: ele mostra que Deus tem uma proposta de vida nova e de libertação para oferecer a todos os homens. O número dez tem, certamente, um significado simbólico: significa "totalidade" (o judaísmo considerava necessário que pelo menos dez homens estivessem presentes, a fim de que a oração comunitária pudesse ter lugar, porque o "dez" representa a totalidade da comunidade). A presença de um samaritano no grupo indica, contudo, que essa salvação oferecida por Deus, em Jesus, não se destina apenas à comunidade do "Povo eleito", mas se destina a todos os homens, sem excepção, mesmo àqueles que o judaísmo oficial considerava definitivamente afastados da salvação.

Contudo, o acento do episódio de hoje é posto - mais do que no episódio da cura em si - no facto de que, dos dez leprosos curados, só um tenha voltado para trás para agradecer a Jesus e no facto de este ser um samaritano. Lucas está interessado em mostrar que quem recebe a salvação deve reconhecer o dom de Deus e deve estar agradecido... E avisa que, com frequência, são os hereges, os marginais, os desprezados, aqueles que a teologia oficial considera à margem da salvação, que estão mais atentos aos dons de Deus. Haverá aqui, certamente, uma alusão à auto-suficiência dos judeus que, por se sentirem "Povo eleito", achavam natural que Deus os cumulasse dos seus dons; no entanto, não reconheceram a proposta de salvação que, através de Jesus, Deus lhes ofereceu... Certamente haverá aqui, também, um apelo aos discípulos de Jesus, para que não ignorem o dom de Deus e saibam responder-Lhe com a gratidão e a fé (entendida como adesão a Jesus e à sua proposta de salvação).

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e partilha podem tocar as seguintes questões:

• A "lepra" que rouba a vida a esses "dez" homens que a leitura de hoje nos apresenta representa o infortúnio que atinge a totalidade da humanidade e que gera exclusão, marginalidade, opressão, injustiça. É a condição de uma humanidade marcada pelo sofrimento, pela miséria, pelo afastamento de Deus e dos irmãos, que aqui nos é pintada... Lucas garante, no entanto, que Deus tem um projecto de salvação para todos os homens, sem excepção; e que é em Jesus e através de Jesus que esse projecto atinge todos os que se sentem "leprosos" e os faz encontrar a vida plena, a reintegração total na família de Deus e na comunidade humana.

• É preciso ter uma resposta de gratidão e de adesão à proposta de salvação que Deus faz. Atenção: muitas vezes são aqueles que parecem mais fora da órbita de Deus que primeiro reconhecem o seu dom, que o acolhem e que aderem à proposta de vida nova que lhes é feita. Às vezes, aqueles que lidam diariamente com o mundo do sagrado estão demasiado cheios de auto-suficiência e de orgulho para acolherem com humildade e simplicidade os dons de Deus, para manifestarem gratidão e para aceitarem ser transformados pela graça... Convém pensar na atitude que, dia a dia, eu assumo diante de Deus: se é uma atitude de auto-suficiência, ou se é uma atitude de adesão humilde e de gratidão.

• Como lidamos com aqueles que a sociedade de hoje considera "leprosos" e que, muitas vezes, se encontram numa situação de exclusão e de marginalidade (os sem abrigo, os drogados, os deficientes, os doentes terminais, os idosos abandonados em lares, os analfabetos, os que vivem abaixo do limiar da pobreza, os que não têm telemóvel nem internet, os que não vestem de acordo com a moda, os que não pactuam com certos valores politicamente correctos, os que não consomem produtos "light" e não têm uma silhueta moderna, os que não frequentam as festas sociais nem aparecem nos programas televisivos de sucesso...): com desprezo, com indiferença, com medo de ficar contaminados ou como testemunhas da bondade e do amor de Deus?

• Curiosamente, os dez "leprosos" não são curados imediatamente por Jesus, mas a "lepra" desaparece "no caminho", quando iam mostrar-se aos sacerdotes. Isto sugere que a acção libertadora de Jesus não é uma acção mágica, caída repentinamente do céu, mas um processo progressivo (o "caminho" define, neste contexto, a caminhada cristã), no qual o crente vai descobrindo e interiorizando os valores de Jesus, até à adesão plena às suas propostas e à efectiva transformação do coração. Assim, a nossa "cura" não é um momento mágico que acontece quando somos baptizados, ou fazemos a primeira comunhão ou nos crismamos; mas é uma caminhada progressiva, durante a qual descobrimos Cristo e nascemos para a vida nova.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 17,11-19) – ............ – ....

***   ***   ***

.....................................

...................................

.....................................

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Qual é o alcance do testemunho cristão? Quais seriam seus limites? Não podemos pensar no testemunho como ação restrita a fronteiras delimitadas. A Palavra jamais se encontra algemada. Por isso, o discipulado é constante exercício de anúncio da Palavra.

— O evangelho nos apresenta Jesus rompendo definitivamente barreiras e preconceitos seculares. Ele não via um impuro, e sim um ser humano que precisava ser acolhido e amado. Não construía barreiras que impediam o acesso de outras pessoas. Construía, isso sim, pontes de ligação. E nós, somos construtores de quê?

— Dos dez abençoados, apenas um retornou para agradecer a Jesus e se alegrar com ele. Saberíamos contar a quantidade de vezes em que fomos abençoados e voltamos a Jesus para agradecer-lhe?


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Introdução

O general Naamã é miraculosamente curado da lepra por intercessão do profeta Eliseu e quer oferecer-lhe vários presentes, em agradecimento da grande graça alcançada: vestidos, dinheiro e outras ofertas.

A lepra não tinha cura e levava a uma segregação social completa: aquele que fosse acometido desta doença devia abandonar a casa e a família e vaguear pelos montes, sem se poder aproximar das outras pessoas.

Eliseu, porém, recusa-se a aceitar qualquer presente como agradecimento pela cura do general: O que tinha acontecido fora obra de Deus e não dele.

Então, Naamã pede para levar terra de Israel para sobre ela levantar um altar e prestar culto ao único Deus verdadeiro: o Deus de Israel. Foi o modo mais perfeito que encontrou de ser agradecido.

1. A virtude humana da gratidão

O general da Síria – Naamã – aparece no AT como um exemplo a imitar na virtude da gratidão.

A gratidão dos filhos de Deus.

Agradecer é, antes de mais, um acto de verdade: reconhecer o benefício recebido. Foi a primeira atitude deste general do AT: aceitar que tinha recebido uma graça, um favor.

Sentir a necessidade de manifestar os nossos sentimentos de amizade e benevolência para quem nos fez bem é outra exigência. Não é o que se dá que tem valor – se é dado como uma esmola a um pobre oportuno – mas os sentimentos de alegria, de amizade, de carinho humano que acompanham esse gesto.

Como agradecer ao Senhor.

Mais do que velas, romarias, voltas de joelhos e outras ofertas, Deus quer que nos aproximemos d’Ele. Uma ida a Fátima ou a qualquer outro Santuário, deve levar-nos a aumentar a nossa amizade e intimidade com Ele.

Não se trata de pagar promessas, como quem arruma de vez um negócio, mas mudar de vida. Isto é o mais difícil para nós: a conversão pessoal, a mudança de vida, o propósito de lutar contra um determinado defeito.

Este homem do AT abandona o paganismo com todos os erros, defeitos e pecados, e volta-se decisivamente para o Deus verdadeiro. Nós temos necessidade de realizar este gesto. Se o Senhor nos concedeu uma graça, espera agora uma amizade maior da nossa parte.

2. Deus ama a virtude da gratidão

Jesus cura dez leprosos: nove eram judeus – os homens da fidelidade à Lei – e um era samaritano – os samaritanos eram considerados infiéis à Lei.

Estava preceituado na Lei de Moisés – para evitar enganos ilusórios – que se uma pessoa achasse que tinha sido curada da lepra, devida ser examinada pelos sacerdotes do templo de Jerusalém os quais lhe passavam um comprovativo da cura, podendo então regressar à sua família e ao convívio social.

Os nove judeus limitaram-se a cumprir o que estava prescrito pela Lei, e não se lembraram de agradecer a Quem lhes concedera uma graça tão grande. Limitaram-se – diríamos em linguagem de hoje – a pagar a promessa.

O samaritano voltou para trás, prostrou-se diante de Jesus para Lhe agradecer, e recebeu o dom da fé em, Jesus Cristo: «Vai. A tua fé te salvou

A nossa gratidão.

Recebemos ajudas de muitas pessoas todos os dias. O pagar – mesmo quando nos cobram dinheiro – não é tudo.

Além disso há muita gente que cuida de nós: em casa, nas repartições públicas, na Igreja, etc.

Em geral, somos muitos exigentes, reclamamos, convencidos de que nunca nos tratam como merecemos, mas raramente nos lembramos de agradecer.

Por vezes, em casa, no serviço humilde e silencioso que nos prestam, nunca nos lembramos de dizer um muito obrigado, que está bem. Que ficamos contentes e ficamos agradecidos.

Quando nos pronunciamos, é para protestar, porque nos aprece que merecemos sempre muito mais: Acontece na vida de família, nos serviços que as pessoas da Igreja nos prestam ou quando recebemos uma pequena atenção.

Certa mãe incansável, trabalhava de manhã à noite, apresentava pontualmente as refeições preparadas com todo o carinho e tratava cuidadosamente das roupas. No entanto, só recebia queixas, protestos pelo seu trabalho silencioso, e não ouvira ainda uma palavra de agradecimento.

Um dia, resolver dar uma lição a toda a família. Quando todos chegaram à sala de jantar para o almoço, encontraram nos pratos… um pequeno molho de palha!

Levantou-se um protesto geral em todos: «Que brincadeira é esta?»

Então a mãe, com voz firme, explicou: «Até que enfim! É a primeira vez que dizeis alguma coisa sobre o meu trabalho! Tenho servido a todos e só recebo queixas!»

Diz a história que passaram todos ser mais delicados e até a colaborar nas tarefas domésticas.

A gratidão manifesta humildade e delicadeza de consciência e ajuda-nos a reparar no bem que nos fazem.

Expressões de gratidão.

Podemos manifestar a nossa gratidão com um simples muito obrigado, com um sorriso de satisfação, mostrando que gostamos da ajuda prestada. (Quantas vezes a esposa prepara com todo o carinho uma refeição para uma festa do marido, de um filho, e não chega a saber se gostaram ou não do que preparou).

Os textos da Liturgia da Palavra ajudam-nos a compreender em que se resume estar agradecido: ficarmos mais amigos que pessoa que nos concedeu o benefício.

Quando recebemos uma graça de Deus – por intermédio de Nossa Senhora, de um Anjo ou de um santo, agradeçamo-la, mas fiquemos ainda mais amigos, mais corajosos para crescer em santidade.

A família, escola de gratidão.

É a mãe a grande educadora dos sentimentos dos filhos. Ela está ali ao lado para, quando algum oferece um mimo ao filho pequenino, lhe perguntar: «Como é que se diz?»

É bom que vá chamando a atenção para o que os filhos vão recebendo em casa, para que se tornem pessoas agradecidas, delicadas.

Quando nos dirigimos à igreja, a uma repartição pública, mostremos que gostámos da atenção ou serviço recebido.

Já nos lembramos de agradecer ao Senhor uma refeição que nos soube bem, mais um dia de vida com saúde ou com doença, o ter-nos livrado de um perigo?

Na verdade, devíamos viver em acção de graças constante, como as crianças que agradecem na sua linguagem: «Que bom que és!»

Eucaristia, escola de agradecimento.

A Igreja é a família dos filhos de Deus na terra e, como tal, uma escola também de gratidão.

A Eucaristia significa precisamente a acção de graças de Cristo ao Pai, na qual a todos nos associa.

O Senhor reúne-nos na Santa Missa, para, unidos a Ele, agradecermos ao Pai todos os benefícios recebidos.

Havemos de agradecer especialmente a Sua vinda a nós, pela Sagrada Comunhão, recolhendo-nos uns momentos para Lhe dizermos isto mesmo.

Fala o Santo Padre

«É a fé que salva o homem, restabelecendo-o na sua relação profunda com Deus»

O Evangelho deste domingo apresenta Jesus que cura dez leprosos, dos quais só um, samaritano e portanto estrangeiro, volta para lhe agradecer (cf. Lc 17, 11-19). A ele o Senhor diz: «Levanta-te e vai. Salvou-te a tua fé» (Lc 17, 19). Esta página evangélica convida-nos a uma dupla reflexão.

Antes de tudo faz pensar em duas grandes curas: uma mais superficial, refere-se ao corpo; a outro, mais profunda, toca o íntimo da pessoa, o que a Bíblia chama «coração», e dali irradia-se a toda a existência. A cura completa e radical é a «salvação». A mesma linguagem comum, distinguindo entre «saúde» e «salvação», ajuda-nos a compreender que a salvação é muito mais que a saúde: de facto, é uma vida nova, plena, definitiva. Além disso, aqui Jesus, como noutras ocasiões, pronuncia a expressão: «Salvou-te a tua fé». É a fé que salva o homem, restabelecendo-o na sua relação profunda com Deus, consigo mesmo e com os outros; e a fé expressa-se no reconhecimento.

Quem, como o samaritano curado, sabe agradecer, demonstra que não considera tudo como um direito, mas como um dom que, também quando chega através dos homens ou da natureza, provém ultimamente de Deus. Portanto a fé exige que o homem se abra à graça do Senhor; reconheça que tudo é dom, tudo é graça. Que tesouro se esconde numa pequena palavra: «obrigado!».

Jesus cura dez doentes de lepra, enfermidade que na época era considerada uma «impureza contagiosa» que exigia uma purificação ritual (cf. Lv 14, 1-37). Na realidade, a lepra que deturpa realmente o homem e a sociedade é o pecado; são o orgulho e o egoísmo que geram no espírito humano indiferença, ódio e violência. Esta lepra do espírito, que desfigura o rosto da humanidade, só Deus, que é Amor, a pode curar. Abrindo o coração a Deus, a pessoa que se converte é curada interiormente do mal.

«Convertei-vos e acreditai no Evangelho» (cf. Mc 1, 15). Jesus iniciou a sua vida pública com este convite, que continua a ressoar na Igreja, a ponto que também a Virgem Santíssima nas suas aparições especialmente dos últimos tempos, renovou sempre este apelo. Hoje, pensamos em particular em Fátima onde, há precisamente 90 anos, de 13 de Maio a 13 de Outubro de 1917, a Virgem apareceu aos três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco.

[…] Pedimos a Nossa Senhora o dom de uma verdadeira conversão para todos os cristãos, para que seja anunciado e testemunhado com coerência e fidelidade a perene mensagem evangélica, que indica à humanidade o caminho da paz autêntica.

Bento XVI, Angelus, 14 de Outubro de 2007


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.

Ao longo dos dias da semana anterior ao 28º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PALAVRA CELEBRADA NA EUCARISTIA.

A Palavra de Deus não se limita ao tempo da proclamação e da escuta da Palavra. Na preparação da celebração, procurar que algumas expressões da liturgia da Palavra estejam presentes no momento penitencial, nalguma intenção da oração dos fiéis, num momento de acção de graças... Hoje, a liturgia da Palavra está unificada à volta do tema da salvação e tem um sentido dialogal: Deus dá a graça, nós damos graças pelo dom da salvação, o dom do seu amor.

3. BILHETE DE EVANGELHO.

É preciso ser um samaritano, um dos habitantes da Samaria com os quais os Judeus não querem ter nada em comum, a vir até Jesus após a sua cura, para ter um acto de reconhecimento. Sim, ele reconhece que Deus o curou pois ele glorifica-O, enquanto Jesus reconhecerá que a sua fé o salvou. Ele é salvo precisamente porque reconhece Aquele que o salva. Tal é a diferença em relação aos outros nove leprosos curados que não reconhecem Aquele que os purificou. Enfim, o leproso samaritano faz acto de reconhecimento vindo agradecer: lança o rosto por terra aos pés de Jesus dando-Lhe graças. O homem pode levantar-se porque está totalmente salvo: não apenas o seu corpo é purificado mas, ao vir glorificar Deus e dar-Lhe graças, pode aproximar-se de Jesus, o verdadeiro Salvador, que salva o homem e dele espera a caminhada da fé.

4. À ESCUTA DA PALAVRA.

Todos os pais têm a preocupação em ensinar aos seus filhos "se faz favor" e "obrigado". Isso faz parte da boa educação. Mas estas duas palavras estão carregadas de um sentido que a criança deve descobrir progressivamente: ninguém consegue sozinho, todos temos necessidade dos outros. Reconhecer que, sozinho, não posso fazer tudo; tenho necessidade de receber, de pedir. E dizendo obrigado aos outros, reconheço que me fizeram bem. Enfim, estas palavras, que parecem tão banais, exprimem a dimensão social do ser humano.

A comunidade humana e a comunidade cristã constroem-se através destas relações, destes contactos quotidianos nos quais cada um se reconhece, em todos os sentidos desta palavra. Hoje, Jesus convida-nos a recordar tudo isso na nossa relação com Deus. Os dez leprosos vieram até Ele porque reconheciam n'Ele um mestre, um enviado de Deus. Ousam pedir o que ninguém podia dar naquela época: a cura da lepra. Pedem um favor que ultrapassa as forças humanas. É a Deus que se dirigem através de Jesus. Pedem a Jesus e Ele cura-os. Mas um só vem dizer "obrigado". Um estrangeiro, um samaritano. Talvez os outros pensassem que tinham o direito de serem curados por serem judeus... O estrangeiro, esse, reconhece que a sua cura é dom gratuito da bondade de Deus. Volta junto de Jesus para "reconhecer" este dom. Entra numa relação plena com Deus. Veio com a sua pobreza, para pedir; regressa, com a sua gratidão, para reconhecer que Jesus respondeu ao seu pedido. O acto central, fonte e cume da vida cristã, a Eucaristia, significa "acção de graças". Eis o pedido supremo que podemos dirigir a Deus: que nos dê a sua presença em Jesus ressuscitado e o nosso "obrigado", o mais perfeito possível que possamos dizer a Deus. Aí, estamos bem no coração da nossa fé e do nosso amor.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.

Pode-se escolher a Oração Eucarística III para as Assembleias com Crianças, que exprime muito simplesmente o obrigado, a acção de graças; rezá-la bem, com calma...

6. PALAVRA PARA O CAMINHO DA VIDA...

Levar a Palavra de Deus como luz para mais uma semana de trabalho, de estudo... Ao longo dos dias da semana que se segue, procurar rezar e meditar algumas frases da Palavra de Deus: "Cantai ao Senhor um cântico novo"...; "A Palavra de Deus não está encadeada"...; "Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos"...; "Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou"... Procurar transformá-las em atitudes e em gestos de verdadeiro encontro com Deus e com os próximos que formos encontrando nos caminhos percorridos da vida...

LITURGIA EUCARÍSTICA

Introdução
Acolhemos em nossos corações a Palavra de Deus, que nos ilumina os caminhos da vida. Entramos agora, guiados pelo Espírito Santo, na grande acção Eucarística, na grande acção de graças, por de Jesus Cristo, ao Pai. Unamo-nos ainda mais com Ele, participando intensamente neste acontecimento único da nossa fé.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor…

SANTO

SAUDAÇÃO DA PAZ
O melhor agradecimento ao Senhor pelos benefícios que nos tem concedido é aumentarmos a nossa intimidade com Ele, procurando fazer a vontade do Pai. Esta leva-nos a uma reconciliação plena com os nossos irmãos. Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: Na Sagrada Comunhão, o Senhor dá-Se plenamente a cada um de nós. Entreguemo-nos também a Ele, comungando com as disposições que Ele nos indicou e que a Igreja nos ensina. Aproveitemos estes momentos de intimidade com Ele, para Lhe agradecermos todos os benefícios.

Salmo 33, 11
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou: cf. 1 Jo 3,2
Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: A virtude da gratidão vai ensinar-nos a rever muitos aspectos da nossa vida, melhorando o nosso comportamento humano e sobrenatural. Depois de o termos explicado na vida, ajudemos os outros a seguir o mesmo caminho.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

28ª SEMANA

2ª Feira, 14-X: Deus e os acontecimentos correntes.

Gal 4, 22-24. 26-27. 31- 5, 1 / Lc 11, 29-32
Esta geração é uma geração perversa: pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas.

Jesus não fez nenhum milagre nem apresentou nenhum sinal nesta ocasião (Ev.). Para quem não tem boas disposições até os maiores prodígios podem ser mal interpretados, como aconteceu com o anúncio da Eucaristia em Cafarnaúm. Jesus realizou para cada um de nós um grande prodígio: tornou-nos filhos de Deus: «Se Cristo nos libertou, foi para sermos realmente livres. Permanecei, pois, firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da servidão» (Leit.). Para uma melhor interpretação de todos os acontecimentos, mesmo os mais simples, procuremos imitar Nossa Senhora «que meditava e conservava todas estas coisas no seu coração».

3ª Feira, 15-X: A Eucaristia e a limpeza da alma.

Gal 5, 1-6 / Lc 11, 37-41
Limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e malvadez.

Procuremos que o nosso interior esteja sempre bem limpo. E, de um modo especial, para recebermos o Senhor na Eucaristia. A Eucaristia, ao tornar presente o sacrifício da Cruz, exige um esforço de contínua conversão. Por isso, se temos consciência de um pecado grave, devemos confessar-nos antes da Comunhão. Peçamos ao Espírito Santo que limpe as impurezas do nosso interior: «Quanto a nós, é pelo Espírito Santo, que nos vem pela fé, que alimentamos a esperança de ser justificados pela fé» (Leit.) e lembremo-nos que Nossa Senhora foi concebida Imaculada para poder receber Jesus nas suas entranhas.

4ª Feira, 16-X: Os frutos do Espírito Santo.

Gal 5, 18-25 / Lc 11, 42-46
O fruto do Espírito consiste em caridade alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e continência.

«Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. A tradição da Igreja enumera doze: caridade, alegria, paz, etc.» (Leit.). (CIC, 1832). É graças ao Espírito Santo que podemos dar bons frutos, porque Ele nos enxerta na verdadeira vide (CIC, 736). A sua intervenção na vida de Nossa Senhora produziu como fruto a Encarnação de Cristo: bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Se dissermos a Deus que sim, como Ela, daremos igualmente abundantes frutos.

5ª Feira, 17-X: A exigência de santidade.

Ef 1, 1-10 / Lc 11, 47-54
Foi assim que, n’Ele, nos escolheu antes da criação do mundo, para sermos, na caridade, santos e irrepreensíveis na sua presença.

Esta afirmação pode ser aplicada a Nossa Senhora (CIC, 492). Na Ave-Maria repetimos-lhe: Ave, cheia de graça, O Senhor é convosco «Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela…Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar…é a morada de Deus com os homens. Cheia de graça, Ela dá-se toda Àquele que n’Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo» (CIC, 2676). A todos nós o Senhor nos faz a mesma exigência e devemos procurar cada dia corresponder melhor, empregando os meios que Ele nos deixou: «É para se pedirem contas aos homens desta geração» (Leit.).

6ª Feira, 18-X: Cuidados com o que se refere a Deus.

Ef 1, 11-14 / Lc 12, 1-7
Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? E nem um deles está esquecido diante de Deus.

«Deus ama e cuida de todas as suas criaturas e cuida de cada uma, até dos passarinhos. No entanto, Jesus diz: ‘Valeis mais do que muitos passarinhos’ (Ev.)» (CIC, 342). Jesus ensina-nos a ter um abandono filial à Providência divina, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos, que orienta todas as coisas que nos acontecem para nosso bem. Se Deus assim cuida de nós, também devemos cuidar de tudo o que se refere a Deus, concretamente à sua Palavra, como fez Nª Senhora, que a levou à prática: «Vós também ouvistes a palavra da Verdade, a Boa Nova da vossa salvação» (Leit.).

Sábado, 19-X: O pecado e a misericórdia divina.

Ef 1, 15-23 / Lc 12, 8-12
E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem, perdoar-se-á mas a quem tiver dito blasfémia contra o Espírito Santo, não se perdoará.

«O pecado consiste na rebelião contra Deus ou, ao menos, no esquecimento ou indiferença para com Ele e para com o seu amor» (J. Paulo II). É um desejo insensato viver afastado, muito ou pouco, de Deus. A lembrança da misericórdia divina ajudará a viver a contrição, para nos aproximarmos outra vez: «Deus tudo submeteu aos pés de Cristo e pô-lo acima de todas as coisas como Cabeça da Igreja» (Leit.). Recorramos com muita confiança à Mãe de misericórdia, rezando a Salve Rainha. A blasfémia contra o Espírito Santo consiste em fechar a alma à graça de Deus, excluindo a própria fonte do perdão.

Celebração e Homilia: FERNANDO SILVA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



CAMPANHA DA VELA VIRTUAL DO SANTUÁRIO DE APARECIDA


CLIQUE AQUI, acenda uma vela virtual, faça seu pedido e agradecimento a Nossa Senhora Aparecida pela sagrada intercessão em nossas vidas!


Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada



QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
ARTE E CULTURA
RELIGIÃO CATÓLICA
Ajuda à Catequese
EVANGELHO DO DIA
ANO DA EUCARISTIA
AMIGOS NPDBRASIL
COM MEUS BOTÕES
LIÇÕES DE VIDA
Boletim Pe. Pelágio
À Nossa Senhora
Orações Clássicas
Consagrações
O Santo Rosário
Devoção aos Santos
Fundamentos da Fé
A Bíblia Comentada
Os Sacramentos
O Pecado e a Fé
Os Dez Mandamentos
A Oração do Cristão
A Igreja e sua missão
Os Doze Apóstolos
A Missa Comentada
Homilias e Sermões
Roteiro Homilético
Calendário Litúrgico
O ANO LITÚRGICO
Padre Marcelo Rossi
Terço Bizantino
Santuário Terço Bizantino
Santuario Theotókos
Mensagens de Fé
Fotos Inspiradoras
Bate-Papo NPD
Recomende o site
Envie para amigos
 
Espaço Aberto
 
MAPA DO SITE
Fale conosco
Enviar e-mail
Encerra Visita
 

 


Voltar


Imprimir

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...


Voltar
Página Inicial |Arte e Cultura | Literatura | BOLETIM MENSAL

Parceiros | Política de Privacidade | Contato | Mapa do Site
VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...
Design DERMEVAL NEVES - © 2003 npdbrasil.com.br - Todos os direitos reservados.