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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


16.06.2019
Solenidade da Santíssima Trindade — ANO C
(BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO)

__ "Comunidade divina: modelo para a comunidade humana. Deus sempre se dá a conhecer aos homens." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebramos hoje o mistério da Santíssima Trindade. A fé em Deus Trindade nos leva reconhecer a beleza e a profundidade da realidade humana. Deus é UM em três pessoas, mistério de amor e comunhão, perfeita unidade na diversidade. Por isso, a comunidade humana encontrará a sua verdadeira realização à medida que buscar conviver numa relação de igualdade entre todos os seus membros, respeitando as diferenças.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, bem-vindos! Após a solenidade de Pentecostes, no domingo passado, reunimo-nos hoje para reconhecer a plenitude do mistério de Deus. O Pai que enviou o Filho e com Ele nos enviou o Espírito Santo, é agora adorado e glorificado em sua grande manifestação de comunhão e de amor fazendo-nos participar de sua intimidade divina. Graça maior não há! Que esta celebração faça reavivar em nós o dia em que fomos mergulhados neste grande mistério, o dia do nosso Batismo.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Quando ouvimos falar de alguém como de grande personalidade, temos o desejo de conhecê-lo. A festa da SSma. Trindade desperta em nós este desejo e a ele responde, porque Deus dá sempre o primeiro passo em direção à nós. Nesta data, é acentuado particularmente o fato de que Deus se manifesta, se revela, se nos dá a conhecer e nos oferece um conhecimento "pessoal", quer um face a face com cada um de nós, para que nos abramos todos ao grande face a face de Deus. A "Sabedoria de Deus" é alegria de amar aos homens!

Sintamos em nossos corações a alegria da Ressurreição e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/16-de-junho-de-2019---Santissima-Trindade.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/37_-_solenidade_da_santissima_trindade_-_v04.pdf


TEMA
A SABEDORIA DE DEUS E SEU AMOR EM CRISTO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Trindade: a dinâmica salutar do amor

Na liturgia deste dia, celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. Somos assim convidados a celebrar e contemplar o mistério de nossa fé: Deus uno e trino. Como é habitual, nossa liturgia foi prenunciada ou preparada pela liturgia do domingo anterior, Pentecostes. Na liturgia do domingo passado, contemplamos e celebramos o dom do Espírito, o Consolador, aquele que vem ser nosso auxílio para recordar os ensinamentos dados a nós por Jesus e nos ensinar o que for necessário. É dentro dessa missão do Espírito, de sua ação na vida da Igreja, que podemos confessar um Deus em três pessoas.

Introdução do Portal Dehonianos

A Solenidade que hoje celebrámos não é um convite a decifrar a mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

A primeira leitura sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo é “sabedoria” de Deus e o grande revelador do amor do Pai).

A segunda leitura convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional. É através do Filho que os dons de Deus/Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude.

O Evangelho convoca-nos, outra vez, para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada histórica através do Espírito. A meta final desta “história de amor” é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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ESPÍRITO DE FIDELIDADE

Na solenidade da Santíssima Trindade celebramos a união que construímos na comunidade de fé, união que tem como fundamento a comunhão existente em Deus.

No evangelho, Jesus havia acabado de falar aos discípulos sobre sua partida. Eles ficaram tristes, pois não tinham entendido o que essa “partida” significava. Jesus estava falando do cumprimento de sua missão, da decisão de entregar-se até a morte, para deixar com seus seguidores o Espírito da Verdade.

E o que é este “Espírito da Verdade”? A palavra “verdade”, na Bíblia, tem o sentido de “fidelidade”. Ou seja, somos verdadeiros ou falsos à medida que somos fiéis ou infiéis. Mas fiéis a quem e ao quê? Fiéis ao próprio Jesus e à missão que ele veio revelar, revelando assim o próprio Deus. É este Espírito, presente no Filho e em nós, que nos permite continuar hoje a missão do Mestre.

Somente o Espírito da Verdade, diz-nos Jesus, pode nos conduzir à plena verdade. Pois Deus, na comunhão e no amor de suas três Pessoas, é um mistério que não conseguimos compreender plenamente. Dia a dia, animados pelo Espírito, construindo e vivendo relações de amor e fraternidade, podemos ir experimentando e compreendendo o amor de Deus, sendo fiéis Àquele que nos mostrou plenamente o que significa amar. Podemos ir compreendendo e trazendo à luz tantas situações de escuridão e morte que Jesus enfrentou e venceu e também nós somos chamados a enfrentar e vencer.

O Espírito da Fidelidade, portanto, permite-nos recordar hoje as palavras e ações de Jesus, de modo que também nós possamos falar e agir segundo o mesmo amor revelado pelo Filho. Isso porque o Espírito, sopro de Deus em nós, é movimento e transformação. E se o Espírito nos anima, a questão é como estamos sendo fiéis ao Deus que é comunhão de amor. Em outras palavras, como estamos construindo comunhão entre nós, ajudando os que estão nas trevas da miséria e do esquecimento, acolhendo os que estão afastados ou excluídos. Afinal, nosso louvor ao Deus Trindade tem o tamanho exato da comunhão que nosso amor aqui constrói.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O ESPÍRITO LIBERTA

“Na primeira leitura da liturgia de hoje, a vinda do Espírito Santo no Pentecostes é comparada a uma ‘forte rajada de vento’ (At 2,2). Que nos diz esta imagem? A rajada de vento sugere uma força grande, mas não finalizada em si mesma: é uma força que muda a realidade. De fato, o vento traz mudança: correntes quentes quando está frio, frescas quando está calor, chuva quando há secura… O vento faz assim. O mesmo, embora em nível muito diferente, faz o Espírito Santo: ele é a força divina que muda, que muda o mundo. […] Muda os corações. […] E assim aconteceu: aqueles discípulos que antes viviam no medo, fechados em casa, mesmo depois da ressurreição do Mestre, são transformados pelo Espírito […].

O Espírito liberta os espíritos paralisados pelo medo. Vence as resistências. A quem se contenta com meias medidas, propõe ímpetos de doação. Dilata os corações mesquinhos. Impele ao serviço quem se desleixa na comodidade. Faz caminhar quem sente ter chegado. Faz sonhar quem sofre de tibieza. Esta é a mudança do coração. Muitos prometem estações de mudança, novos começos, renovações portentosas, mas a experiência ensina que nenhuma tentativa terrena de mudar as coisas satisfaz plenamente o coração do homem. A mudança do Espírito é diferente: não revoluciona a vida ao nosso redor, mas muda o nosso coração; não nos livra de um momento para o outro dos problemas, mas liberta-nos dentro para os enfrentar; não nos dá tudo imediatamente, mas faz-nos caminhar confiantes, sem nos deixar jamais cansar da vida.

O Espírito mantém jovem o coração, uma renovada juventude. A juventude, apesar de todas as tentativas para a prolongar, mais cedo ou mais tarde passa; ao contrário, é o Espírito que impede o único envelhecimento maléfico: o interior. E como faz? Renovando o coração, transformando-o de pecador em perdoado. Esta é a grande mudança: de culpados que éramos, faz-nos justos, e assim tudo muda, porque, de escravos do pecado, tornamo-nos livres; de servos, filhos; de descartados, preciosos; de desanimados, esperançosos. Deste modo, o Espírito Santo faz renascer a alegria, assim faz florescer no coração a paz” (trecho da homilia do papa Francisco na solenidade de Pentecostes de 2018).

Papa Francisco


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Nesta solenidade da Santíssima Trindade, agradecemos o tão grande amor que recebemos continuamente de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Pela fé contemplamos o mistério das três Pessoas divinas, que são o perfeito modelo de comunidade e nos ensinam a viver o amor, a união, a fraternidade e a doação da vida em favor dos outros.

LIÇÃO DE VIDA: A Santíssima Trindade nos ensina que, onde existe amor, também existe doação, paz e união.


RITOS INICIAIS

ANTÍFONA DE ENTRADA: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia.

Diz-se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Hoje a Igreja celebra o mistério central da nossa fé: a Santíssima Trindade, fonte de todos os dons e graças, mistério da vida íntima de Deus e meta do nosso caminhar terreno. Abençoemos as três divinas Pessoas na unidade de uma só natureza

ORAÇÃO COLECTA: Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O livro dos Provérbios apresenta a Sabedoria divina personificada, existindo eternamente em Deus e realizando com Ele, como sábio arquitecto, a obra da Criação. Os Padres da Igreja reconheceram nestes versículos uma referência à Segunda Pessoa Divina, que com o Pai e o Espírito Santo chama à existência todas as coisas. Saibamos nos reconhecer e glorificar a Deus ao contemplarmos a beleza do Universo.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Provérbios 8,22-31

Leitura do livro dos Provérbios. 8 22 O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. 23 Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos. 24 Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado. 25 Antes que assentados fossem os montes, antes dos outeiros, fui dada à luz; 26 antes que fossem feitos a terra e os campos e os primeiros elementos da poeira do mundo. 27 Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo, 28 quando firmou as nuvens no alto, quando dominou as fontes do abismo, 29 quando impôs regras ao mar, para que suas águas não transpusessem os limites, quando assentou os fundamentos da terra, 30 junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele, 31 brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A sabedoria divina aparece aqui poeticamente personificada. É ela que se apresenta a si mesma, como um «arquitecto» (v. 30) ao lado de Deus, que Lhe fornece o projecto da maravilhosa obra da criação do universo. Este belo artifício literário parece insinuar um mistério que transcende o próprio hagiógrafo: os Padres da Igreja, baseados na apresentação que o Novo Testamento faz de Cristo como Sabedoria de Deus (Mt 11, 19; Lc 11, 49; cf. Col 1, 16-17; Jo 1, 1-3; 6, 35, etc.), vêem nesta passagem uma alusão à Segunda Pessoa da SS. Trindade, o Verbo de Deus. De facto, a Sabedoria é apresentada como uma pessoa distinta, mas sem que seja uma criatura, pois existe desde sempre, antes da criação (vv. 24-26) e intervém na obra da criação (vv. 27-31); ela, não sendo criada, foi concebida, gerada desde toda a eternidade. A revelação do N. T. faz-nos supor que esta passagem já conteria um sentido divino mais pleno do que aquele que se podia vislumbrar antes de Cristo. Recorde-se que o v. 22 – «o Senhor me criou» – foi aproveitado por Ario, para tentar demonstrar que o Verbo não era Deus, mas apenas a sua primeira criatura, partindo da tradução grega dos LXX, seguida pela Vetus Latina, a que inexplicavelmente se atém a nossa tradução litúrgica; mas a verdade é que o texto hebraico tem: «o Senhor possuiu-me» («qanáni»), seguido pela Vulgata e pela Neovulgata, que é a referência para as traduções litúrgicas.

Aqui, como em tantas outras passagens da Escritura, fala-se do Mundo de acordo com as ideias cosmológicas da época: os Céus (v. 27) seriam uma abóbada firme (firmamento) que cobria a Terra, a qual era uma enorme ilha plana limitada por um círculo (v. 27) que, à maneira de dique (v. 29), a separava do oceano sem limites («o abismo», v. 27); por seu turno, a Terra, apesar de ser ilha flutuante no abismo, tinha estabilidade e estava fixa devido a uns alicerces ou «fundamentos da Terra» (v. 29), à maneira de colunas em que se apoiava; as fontes são chamadas «as fontes do abismo» (v. 28), pois brotavam do próprio abismo, isto é, o mar em que a Terra sobrenadava, e, através dos rios, as águas das fontes regressavam à sua origem. (A chuva procedia da abertura de grandes reservatórios de água situados acima do firmamento – as «águas superiores» de Gn 1, 7 – e que comunicavam com o oceano). É evidente que, ao falar assim, a Sagrada Escritura não quer dar uma lição de Cosmologia, fala como então se falava.

Cristo, sabedoria de Deus

A primeira leitura, tirada do livro dos Provérbios, traz o importante tema da personificação da sabedoria. À sabedoria foram aplicadas qualidades humanas, de modo que ela passa a ser percebida como uma pessoa. Essa sabedoria personificada foi interpretada pelos cristãos como protótipo da pessoa de Cristo. Tal releitura cristã é justificada pelos atributos da sabedoria: existente desde o início, junto de Deus na obra da criação etc. Essas qualificações tornaram possível a identificação da sabedoria com aquele que estava junto de Deus, o Verbo, por meio de quem tudo foi feito e fora do qual nada foi feito (cf. Jo 1,1-3; Cl 1,16).

A leitura nos ajuda a perceber que a ação criadora e salvífica de Deus é contínua. Isso significa que não há uma separação radical entre as ações de Deus em favor dos seres humanos no Antigo e no Novo Testamento, mas uma continuidade diferenciada. O Deus de Israel é o mesmo Deus de Jesus Cristo que, desde sempre, tomou a decisão de salvar a sua criação e o faz se manifestando, comunicando-se com a humanidade, desejando participar da vida do ser humano e, assim, partilhar de suas dores, sofrimentos, alegrias, vitórias e derrotas.

AMBIENTE

O Livro dos Provérbios apresenta uma colecção de “ditos”, de “sentenças”, de “máximas”, de “provérbios” (“mashal”), onde se cristaliza o resultado da reflexão e da experiência (“sabedoria”) dos “sábios” antigos (israelitas e alguns não israelitas), empenhados em definir as regras para viver bem, para ter êxito, para ser feliz. Alguns dos materiais aí apresentados podem ser do séc. X a. C.; outros, no entanto, são bem mais recentes.

O texto que nos é hoje proposto faz parte de um bloco de “instruções” e “advertências” que vai de 1,8 a 9,6. Trata-se da parte mais recente do “Livro dos Provérbios” (segundo os especialistas, não pode ser anterior ao séc. IV ou III a. C.).

O capítulo 8 do “Livro dos Provérbios” (do qual é retirado o texto que hoje nos é proposto) apresenta-nos um discurso posto na boca da própria “sabedoria”, como se ela fosse uma pessoa: trata-se de um artifício literário, através do qual o autor pretende dar força e intensidade dramática ao convite que ele lança no sentido de acolher e amar a “sabedoria”. Na primeira parte desse discurso (vers. 1-11), o autor apresenta o “púlpito” de onde a “sabedoria” vai discursar (o cume das montanhas, a encruzilhada dos caminhos, as entradas das cidades, os umbrais das casas), os destinatários da mensagem (todos os homens) e apela à escuta das palavras que ela vai pronunciar; na segunda parte (vers. 12-21), o autor apresenta as “credenciais” da “sabedoria” (ela possui a ciência, a reflexão, o conselho, a equidade, a força) e o prémio reservado àqueles que a acolhem; na terceira parte (vers. 8,22-31) – que é a que nos interessa directamente – o autor reflecte sobre a origem da sabedoria e a sua função no plano de Deus.

MENSAGEM

Em primeiro lugar, diz-se que a “sabedoria” tem origem em Deus. O autor do texto põe na boca da “sabedoria” a forma hebraica “qânâny” (“gerou-me”) para expressar a responsabilidade de Deus na origem da “sabedoria” (vers. 22).

Afirma também que ela é a primeira das obras de Deus. Antes de serem lançadas as estruturas do cosmos, a “sabedoria” já existia (vers. 24-29); mais, ela estava lá, tendo um papel interveniente na criação: no vers. 30, a “sabedoria” é apresentada como “arquitecto” (“amon”), isto é, como assistente activo de Deus na obra criadora (embora certas versões antigas leiam como “amun” – “criança” – o que sugere a ideia da “sabedoria” como uma “criança” feliz que brinca e se deleita no meio da obra criada).

Em terceiro lugar, a “sabedoria” afirma que o seu interesse e deleite é estar “junto dos filhos dos homens” (vers. 31): ela dirige-se aos homens e o seu objectivo é “ser para os homens”. Ela desempenha, portanto, um papel em favor dos homens.

Qual é esse papel? A perícopa está dominada por três palavras, que aparecem no princípio, no meio e no fim: “Jahwéh” (vers. 22), “sabedoria” (“eu” – vers. 30) e “homens” (vers. 31). Esta “coluna vertebral” revela, desde já, o objectivo do autor do texto: ao dizer que a “sabedoria” tem origem em Jahwéh, está em íntima relação com Deus e se destina aos homens, está a sugerir-se que ela tem a capacidade de pôr os homens em relação e contacto com Deus. Através dessa realidade criada que a “sabedoria” viu nascer, ela espevita a inteligência dos homens, leva-os a Deus, atrai-os para Deus. A “sabedoria”, presente desde sempre na criação, revela aos homens a grandeza e o amor do Deus criador.

A tradição judaica acabará por identificar esta “sabedoria” com a Torah (cf. Ba 3,38-4,1; Pirkê Rabbí Eliezer, III, 2). Por outro lado, os autores neo-testamentários, conhecedores dos livros sapienciais, atribuirão a Jesus algumas das características que este texto atribui à “sabedoria”: Paulo chama a Jesus “sabedoria” e “sabedoria de Deus” (cf. 1 Cor 1,24.30); considera também que Jesus, como a “sabedoria” de Prov 8, existe antes de todas as coisas e desempenhou um papel privilegiado na criação do mundo (cf. Col 1,16-17); por sua vez, o “prólogo” do Quarto Evangelho atribui ao “Lógos”/Jesus os traços da “sabedoria” criadora de Prov 8 (diz que Jesus é anterior à criação – cf. Jo 1,1) e que Ele deu existência a todas as obras criadas – cf. Jo 1,3).

Os Padres da Igreja verão nesta “sabedoria”, pré-criada e anterior à restante obra de Deus, traços de Jesus Cristo ou do Espírito Santo.

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, na reflexão, os seguintes desenvolvimentos:

• A referência ao Deus que tudo criou para nós com sabedoria faz-nos pensar num Pai providente e cuidadoso, que tem um projecto bem definido para os homens e para o mundo. Contemplar a criação é descobrir, na beleza e na harmonia das obras criadas, esse Pai cheio de bondade e de amor. Somos capazes de nos sentirmos “provocados” pela criação de forma que, através dela, descubramos o amor e a bondade de Deus?

• Olhando para a obra de Deus, aprendemos que o homem não é um concorrente de Deus, nem Deus um adversário do homem. Ao homem compete reconhecer o poder e a grandeza de Deus e entregar-se, confiante, nas mãos desse Pai que tudo criou com cuidado e que tudo nos entrega com amor. Entregamo-nos nas mãos d’Ele, não como adversários, mas como crianças que confiam incondicionalmente no seu pai?

• O desenvolvimento desordenado e a exploração descontrolada dos recursos da natureza põem em causa a harmonia desse “mundo bom” que Deus criou e que nos confiou. Temos o direito de pôr em causa, por egoísmo, a obra de Deus?

• A contemplação da obra criada leva ao espanto e ao louvor. Somos capazes de nos extasiarmos diante das coisas que Deus nos oferece e de deixarmos que a nossa admiração se derrame em louvor e agradecimento?

Subsídios:
1ª leitura: 
(Pr 8,22-31) A Sabedoria divina existe antes de tudo – O A.T. não conhece a revelação de Deus em três pessoas, mas fala do Deus vivo, que age e fala e que, com seu Espírito, penetra todo o ser e a história da humanidade. “Palavra”, “Espírito”, “Sabedoria” de Deus aparecem, para o pensamento do A.T., como realidades divinas atuantes. Preparam a visão das três pessoas divinas no N.T. – Pr 8 é um grande poema, em que a Sabedoria tem a palavra. Fala de sua origem antes dos tempos (8,22-26), de seu lugar ao lado de Deus na criação (27-30), mas também, ao lado dos homens (31). Paulo identificará o Cristo crucificado com a “força e a sabedoria de Deus” (1Cor 1,23-24). Esta é a plena revelação da Sabedoria de Deus: estar junto aos homens (cf. 8,31) no sofrimento e na doação até o fim. * 8,22-26 cf. Eclo 24,5-10[3-6]; Sb 7,22–8,1; Jo 1,1-3 * 8,27-30 cf. Jó 28,20-28; 38,8-11; Sb 9,9; Sl 104[103],7-9; Cl 1,16-17.



Salmo Responsorial

Monição: Deus cria por amor; mas de modo especial rodeia de amor todos os homens imagem e semelhança do Criador e chamados a ser Seus filhos. Manifestemos o nosso agradecimento ao Senhor louvando a Sua infinita bondade.

SALMO RESPONSORIAL – 8

Ó Senhor nosso Deus, como é grande
vosso nome por todo o universo!

Contemplando estes céus que plasmastes
e formastes com dedos de artista;
vendo a lua e estrelas brilhantes,
perguntamos: “Senhor, que é o homem,
para dele assim vos lembrardes
e o tratardes com tanto carinho?”

Pouco abaixo de Deus o fizestes,
coroado-o de glória e esplendor;
vós lhe destes poder sobre tudo,
vossas obras aos pés lhe pusestes.

As ovelhas, os bois, os rebanhos,
todo o gado e as feras da mata;
passarinhos e peixes dos mares,
todo ser que se move nas águas.

Segunda Leitura

Monição: A graça baptismal infundida nas nossas almas pelo Espírito Santo inundou os nossos corações com a caridade. S. Paulo lembra aos cristãos de Roma que o amor de Deus que nos foi dado torna-nos fortes na esperança.

Romanos 5,1-5

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. 5 1 Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 2 Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus. 3 Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, 4 a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. 5 E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O texto com que se inicia o capítulo 5 de Romanos introduz um tema central da carta, o do «amor de Deus» (a ser desenvolvido no capítulo 8), paralelo ao tema da «justiça de Deus» (anunciado em 1, 17 e desenvolvido em 3, 21-31).

2 «Esta graça em que permanecemos»: é a graça, que a Teologia chama santificante, a graça da justificação, que nos torna santos, justos, amigos de Deus e em paz com Ele.

5 «A esperança não engana», não nos deixa confundidos. A Teologia católica insiste numa qualidade da virtude teologal da esperança: a certeza, que procede da virtude da fé e que se baseia na fidelidade de Deus às suas promessas, na sua misericórdia e omnipotência. Esta firmeza da esperança não obsta a uma certa desconfiança de si próprio, pelo mau uso que se possa vir a fazer da liberdade: daqui a recomendação de S. Paulo: «trabalhai com temor e tremor na vossa salvação» (Filp 2, 12). «O amor de Deus foi derramado em nossos corações»; aqui está a garantia de que a nossa esperança não é ilusória, mas firme. Este amor não é apenas algo que se situa fora de nós próprios, uma mera atitude de benevolência divina extrínseca, mas é um dom que se encontra derramado em nossos corações «pelo Espírito Santo que nos foi dado». Fala-se neste texto dum dom e dum doador; daqui que a Teologia explicite que esse dom é a virtude infusa da caridade, inseparável da graça santificante (cf. DzS 800-821), isto é, um «hábito» permanente, bem expresso pelo particípio perfeito passivo do original grego («que permanece derramado»); o doador é o Espírito Santo que, por sua vez, também «nos foi dado» (Ele é a graça incriada: assim se dá a inabitação da Santíssima Trindade na alma do justo).

Fé, esperança e amor, transbordamento do amor divino

A segunda leitura, tirada da carta aos Romanos, fala-nos da justificação pela fé, que se dá pela mediação em Jesus Cristo, e dos benefícios recebidos por esse acesso ao Pai: a reconciliação e a paz (cf. v. 1). O texto de Romanos ainda joga com as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade (amor). As virtudes, principalmente o amor de Deus, foram derramadas nos corações humanos pelo Espírito que nos foi dado (cf. v. 5).

A missão do Cristo é dupla: revelar o Deus uno e trino e conduzir a humanidade à salvação, ou seja, ao próprio Deus Trindade. Em Cristo e por ele, temos acesso à Trindade e participamos também da missão dele de revelá-la, porque o Espírito está em nós e nos transforma em cooperadores dessa missão do Filho, Jesus Cristo.

AMBIENTE

Quando Paulo escreve aos romanos, está a terminar a sua terceira viagem missionária e prepara-se para partir para Jerusalém. Tinha terminado a sua missão no oriente (cf. Rom 15,19-20) e queria levar o Evangelho ao ocidente. Sobretudo, Paulo aproveita a carta para contactar a comunidade de Roma e apresentar aos romanos e a todos os crentes os principais problemas que o ocupavam (entre os quais sobressaía a questão da unidade – um problema bem presente na comunidade de Roma, afectada por alguma dificuldade de relacionamento entre judeo-cristãos e pagano-cristãos). Estamos no ano 57 ou 58.

Paulo aproveita, então, para sublinhar que o Evangelho é a força que congrega e que salva todo o crente, sem distinção de judeu, grego ou romano. Depois de notar que todos os homens vivem mergulhados no pecado (cf. Rom 1,18-3,20), Paulo acentua que é a “justiça de Deus” que dá vida a todos sem distinção (cf. Rom 3,1-5,11). Neste texto, que a segunda leitura de hoje nos propõe, Paulo refere-se à acção de Deus, por Cristo e pelo Espírito, no sentido de “justificar” todo o homem.

MENSAGEM

Paulo parte da ideia de que todos os crentes – judeus, gregos e romanos – foram justificados pela fé. Que significa isto?

Na linguagem bíblica, a justiça é, mais do que um conceito jurídico, um conceito relacional. Define a fidelidade a si próprio, à sua maneira de ser e aos compromissos assumidos no âmbito de uma relação. Ora, se Jahwéh Se manifestou na história do seu Povo como o Deus da bondade, da misericórdia e do amor, dizer que Deus é justo não significa dizer que Ele aplica os mecanismos legais quando o homem infringe as regras; significa, sim, que a bondade, a misericórdia, o amor, próprios do “ser” de Deus, se manifestam em todas as circunstâncias, mesmo quando o homem não foi correcto no seu proceder. Paulo, ao falar do homem justificado, está a falar do homem pecador que, por exclusiva iniciativa do amor e da misericórdia de Deus, recebe um veredicto de graça que o salva do pecado e lhe dá, de modo totalmente gratuito, acesso à salvação. Ao homem é pedido somente que acolha, com humildade e confiança, uma graça que não depende dos seus méritos e que se entregue completamente nas mãos de Deus. Este homem, objecto da graça de Deus, é uma nova criatura (cf. Gal 6,15): é o homem ressuscitado para a vida nova (cf. Rom 6,3-11), que vive do Espírito (cf. Rom 8,9.14), que é filho de Deus e co-herdeiro com Cristo (cf. Rom 8,17; Gal 4,6-7).

Quais os frutos que resultam deste acesso à salvação que é um dom de Deus? Em primeiro lugar, a paz (vers. 1). Esta paz não deve ser entendida em sentido psicológico (tranquilidade, serenidade), mas no sentido teológico semita de relação positiva com Deus e, portanto, de plenitude de bens, já que Deus é a fonte de todo o bem.

Em segundo lugar, a esperança (vers. 2-4). Trata-se desse dom que nos permite superar as dificuldades e a dureza da caminhada, apontando a um futuro glorioso de vida em plenitude. Não se trata de alimentar um optimismo fácil e irresponsável, que permita a evasão do presente; trata-se de encontrar um sentido novo para a vida presente, na certeza de que as forças da morte não terão a última palavra e que as forças da vida triunfarão.

Em terceiro lugar, o amor de Deus ao homem (vers. 5-8). O cristão é, fundamentalmente, alguém a quem Deus ama. Como prova desse amor que age em nós através do Espírito, está Jesus de Nazaré a quem Deus “entregou à morte por nós quando ainda éramos pecadores”.

Tudo aquilo que enche a vida do crente, que lhe dá sentido, é um dom de Deus Pai que, através de Jesus, demonstra o seu amor e que, pelo Espírito, derrama continuamente esse amor sobre nós.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão da Palavra, considerar as seguintes coordenadas:

• Na Solenidade da Santíssima Trindade, somos convidados a contemplar o amor de um Deus que nunca desistiu dos homens e que sempre soube encontrar formas de vir ao nosso encontro, de fazer caminho connosco. Apesar de os homens insistirem, tantas vezes, no egoísmo, no orgulho, na auto-suficiência, no pecado, Deus continua a amar e a fazer-nos propostas de vida. Trata-se de um amor gratuito e incondicional, que se traduz em dons não merecidos, mas que, uma vez acolhidos, nos conduzem à felicidade plena.

• A vinda de Jesus Cristo ao encontro dos homens é a expressão plena do amor de Deus e o sinal de que Deus não nos abandonou nem esqueceu, mas quis até partilhar connosco a precariedade e a fragilidade da nossa existência para nos mostrar como nos tornarmos “filhos de Deus” e herdeiros da vida em plenitude.

• A presença do Espírito acentua no nosso tempo – o tempo da Igreja – essa realidade de um Deus que continua presente e actuante, derramando o seu amor ao longo do caminho que dia a dia vamos percorrendo e impelindo-nos à renovação, à transformação, até chegarmos à vida plena do Homem Novo.

• Está em moda uma certa atitude de indiferença face a Deus, ao seu amor e às suas propostas. Em geral, os homens de hoje preocupam-se mais com os resultados da última jornada do campeonato de futebol, ou com as últimas peripécias da “telenovela das nove” do que com Deus ou com o seu amor. Não será tempo de redescobrirmos o Deus que nos ama, de reconhecermos o seu empenho em conduzir-nos rumo à felicidade plena e de aceitarmos essa proposta de caminho que Ele nos faz?

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 5,1-5) O amor de Deus se derramou em nós – Não por causa de privilégios nossos, mas porque Cristo por nós morreu, somos justos diante de Deus (Rm 4,24-26). Nisso reconhecemos que Deus nos quer salvar e nos amar; por isso esperamos. Que somos capazes de participar de sua vida, é obra de seu Espírito em nós. * 5,1-2 cf. Rm 3,23-25; 8,18-23 * 5,3-4 cf. Tg 1,2-4; 1Pd 4,13,14 * 5,5 cf. Sl 22[21],5-6; Rm 8,14-16; Gl 4,4-6; Ez 36,27; Rm 8,9; 1Cor 3,18; Ef 3,16-19.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém (Ap 1,8).

Evangelho

Monição: Jesus nos revela que Deus é Trindade de Pessoas numa única natureza. Procuremos nos também criar laços de comunhão entre as pessoas por meio da caridade.

João 16,12-15

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 16 12 Disse Jesus a seus discípulos: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. 13 Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A leitura é um pequeno trecho do chamado discurso do adeus (Jo 13 – 17), de grande alcance na revelação do mistério da SS. Trindade.

13 «Dirá tudo o que tiver ouvido». O Espírito Santo, directamente ou através dos seus carismas, jamais trará uma «nova» revelação, nova, tanto no sentido de contraditória, como no sentido de uma revelação que possa deixar «ultrapassada» a revelação de Cristo. Não obstante, vai ser o Espírito Santo quem possibilitará a plena compreensão da Revelação na vida da Igreja e que a completará com a pregação dos Apóstolos (cf. Dei Verbum, nº 4). O Espírito Santo não é autónomo; por isso a sua acção está em perfeita coerência e continuidade com a obra de Jesus. «Anunciará o que está para vir» não significa uma previsão dos acontecimentos futuros, mas antes o sentido do futuro e a nova ordem das coisas resultante da obra redentora de Jesus.

14-15 Temos aqui o texto bíblico mais claro a falar simultaneamente de unidade da natureza divina e da distinção real das Pessoas da Santíssima Trindade, concretamente, sobre a procedência, por parte do Espírito Santo, do Pai e do Filho. O Espírito Santo não é autónomo; por isso a sua acção está em perfeita coerência e continuidade com a obra de Jesus. «Tudo o que o Pai tem é Meu», portanto, também a natureza, que em Deus não se distingue da sua ciência. Por isso mesmo, quando Cristo diz que o Espírito Santo «receberá do que é meu», indica, como bem o exprime Santo Agostinho, a procedência da Terceira Pessoa do Pai e do Filho: «Ele não é de Si mesmo, mas é d’Aquele de quem procede. Donde Lhe vem a essência, também Lhe vem a ciência: d’Ele Lhe vem a audição que não é mais do que a ciência» (In Jo. tract. 99).

O Espírito da verdade nos conduzirá à plena verdade

O evangelho traz pequeno trecho de um discurso de Jesus conhecido como “discurso de despedida” (cf. Jo 13-17). Nesse discurso, Jesus instrui os discípulos sobre vários assuntos e sabe que fala de coisas que os discípulos ainda não são capazes de entender. Por isso, aponta para um tempo futuro, no qual o Espírito, aqui qualificado como “Espírito da verdade”, irá conduzi-los à plena verdade. O texto de João vai ainda mais longe e diz que o Espírito “não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido” (v. 13).

Como vimos nas liturgias dos domingos anteriores, o Espírito é um dom primeiramente do Pai, porque foi quem o prometeu, mas, na liturgia de Pentecostes, vemos que o Espírito é “soprado”, concedido pelo Ressuscitado; portanto, é enviado também pelo Filho. Essa relação estreita entre Pai, Filho e Espírito é reafirmada no último versículo: “Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso disse que o que ele receberá e vos anunciará é meu” (v. 15). Assim, tudo o que o Espírito nos anuncia vem do Pai e do Filho. Esse trecho é claramente trinitário!

AMBIENTE

Estamos no contexto da última ceia e do discurso de despedida que antecede a “hora” de Jesus.

Depois de constituir a comunidade do amor e do serviço (cf. Jo 13,1-17) e de apresentar o mandamento fundamental que deve dar corpo à vida dessa comunidade (cf. Jo 15,9-17), Jesus vai definir a missão da comunidade no mundo: testemunhar acerca de Jesus, com a ajuda do Espírito (cf. Jo 15,26-27).

Jesus avisa, no entanto, que o caminho do testemunho deparará com a oposição decidida da religião estabelecida e dos poderes de morte que dominam o mundo (cf. Jo 16,1-4a); mas os discípulos contarão com o Espírito: Ele ajudá-los-á e dar-lhes-á segurança no meio da perseguição (cf. Jo 16,8-11). De resto, a comunidade em marcha pela história encontrar-se-á muitas vezes diante de circunstâncias históricas novas, diante das quais terá de tomar decisões práticas: também aí se verá a presença do Espírito, que ajudará a responder aos novos desafios e a interpretar as circunstâncias à luz da mensagem de Jesus (cf. Jo 16,12-15).

MENSAGEM

O tema fundamental desta leitura tem, portanto, a ver com a ajuda do Espírito aos discípulos em caminhada pelo mundo.

Jesus começa por dizer aos discípulos que há muitas outras coisas que eles não podem compreender de momento (vers. 12). Será o “Espírito da verdade” que guiará os discípulos para a verdade, que comunicará tudo o que ouvir a Jesus e que interpretará o que está para vir (vers. 13). Isto significa que Jesus não revelou tudo o que havia para revelar ou que a sua proposta de salvação/libertação ficou incompleta?

De forma nenhuma. As palavras de Jesus acerca da acção do Espírito referem-se ao tempo da existência cristã no mundo, ao tempo que vai desde a morte de Jesus até à “parusia”. Como será possível aos discípulos, no tempo da Igreja, continuar a captar, na fé, a Palavra de Jesus e a guiar a vida por ela? A resposta de Jesus é: “pelo Espírito da verdade, que fará com que a minha proposta continue a ecoar todos os dias na vida da comunidade e no coração de cada crente; além disso, o Espírito ensinar-vos-á a entender a nova ordem que se segue à cruz e à ressurreição e a discernir, a partir das circunstâncias concretas diante das quais a vida vos vai colocar, como proceder para continuar fiel às minhas propostas”. O Espírito não apresentará uma doutrina nova, mas fará com que a Palavra de Jesus seja sempre a referência da comunidade em caminhada pelo mundo e que essa comunidade saiba aplicar a cada circunstância nova que a vida apresentar, a proposta de Jesus.

Aonde irá o Espírito buscar essa verdade que vai transmitir continuamente aos discípulos? A resposta é: ao próprio Jesus (“receberá do que é meu e vo-lo anunciará” – vers. 14). Assim, Jesus continuará em comunhão, em sintonia com os discípulos, comunicando-lhes a sua vida e o seu amor. Tal é a função do Espírito: realizar a comunhão entre Jesus e os discípulos em marcha pela história.

A última expressão deste texto (vers. 15) sublinha a comunhão existente entre o Pai e o Filho. Essa comunhão atesta a unidade entre o plano salvador do Pai, proposto nas palavras de Jesus e tornado realidade na vida da Igreja, por acção do Espírito.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar os seguintes desenvolvimentos:

• O Espírito aparece, aqui, como presença divina na caminhada da comunidade cristã, como essa realidade que potencia a fidelidade dinâmica dos crentes às propostas que o Pai, através de Jesus, fez aos homens. A Igreja de que fazemos parte tem sabido estar atenta, na sua caminhada histórica, às interpelações do Espírito? Ela tem procurado, com a ajuda do Espírito, captar a Palavra eterna de Jesus e deixar-se guiar por ela? Tem sabido, com a ajuda do Espírito, continuar em comunhão com Jesus? Tem-se esforçado, com a ajuda do Espírito, por responder às interpelações da história e por actualizar, face aos novos desafios que o mundo lhe coloca, a proposta de Jesus?

• Sobretudo, somos convidados a contemplar o mistério de um Deus que é amor e que, através do plano de salvação/libertação do Pai, tornado realidade viva e humana em Jesus, e continuado pelo Espírito presente na caminhada dos crentes, nos conduz para a vida plena do amor e da felicidade total – a vida do Homem Novo, a vida da comunhão e do amor em plenitude.

• A celebração da Solenidade da Trindade não pode ser a tentativa de compreender e decifrar essa estranha charada de “um em três”. Mas deve ser, sobretudo, a contemplação de um Deus que é amor e que é, portanto, comunidade. Dizer que há três pessoas em Deus, como há três pessoas numa família – pai, mãe e filho – é afirmar três deuses e é negar a fé; inversamente, dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são três formas de apresentar o mesmo Deus, como três fotografias do mesmo rosto, é negar a distinção das três pessoas e é, também, negar a fé. A natureza divina de um Deus amor, de um Deus família, de um Deus comunidade, expressa-se na nossa linguagem imperfeita das três pessoas. O Deus família torna-se trindade de pessoas distintas, porém unidas. Chegados aqui, temos de parar, porque a nossa linguagem finita e humana não consegue “dizer” o mistério de Deus.

• As nossas comunidades cristãs são, realmente, a expressão desse Deus que é amor e que é comunidade – onde a unidade significa amor verdadeiro, que respeita a identidade e a especificidade do outro, numa experiência verdadeira de amor, de partilha, de família, de comunidade?

Subsídios:
Evangelho: (Jo 16,12-15) O Espírito faz reconhecer a manifestação do Pai em Jesus – Enquanto Jesus não é exaltado e o Espírito, derramado, os discípulos não entendem plenamente (2,22; 7,39; 12,16 etc.) A “plena verdade” (16,13) é a manifestação de Deus em Jesus Cristo, na qual o Espírito, depois da morte e ressurreição de Cristo, nos conduz, mostrando a glória dele (16,14). A obra do Espírito é “memória” (14,26 – cf. 6º dom. da Páscoa), mas não só isso: é também penetração no mistério de Deus com vistas ao que há de vir (16,13). A revelação de Deus em Cristo é uma realidade permanente, não apenas um passado. É Pentecostes permanente. * 16,13 cf. Jo 14,6.16-17.26; 16,7; Rm 8,14-16 * 16,15 cf. Jo 17,10; Mt 11,27; Lc 15,31.

***   ***   ***

Deus é o “mistério”. Isso não significa, estritamente, sua inacessibilidade ou incognoscibilidade. Significa antes que, enquanto “nele nos movemos e existimos” (At 17,28), nossa compreensão não consegue englobá-lo. Por isso, ele se manifesta exatamente naquilo que nos envolve, em primeiro lugar, na insondável sabedoria com que o universo foi feito. Assim, o judaísmo viu na sabedoria de Deus uma realidade preexistente ao próprio universo: a primeira criatura de Deus (1ª leitura).

Aos poucos, o que os antigos vagamente vislumbraram articulou-se mais claramente naquele que João chama “a Palavra” (de Deus), Jesus Cristo, que não apenas nos faz ver a maravilha da inteligência divina na Criação, mas nos revela o mais íntimo ser de Deus: seu amor (evangelho) Porém, a revelação de Deus em Jesus Cristo, necessariamente histórica – pois ser amor para homens históricos só é possível de modo histórico –, não desapareceu com Cristo. O Espírito que animou Cristo ficou conosco e tornou-se para nós sua memória atuante, eterna presença daquele que, no sentido mais pleno pensável, é o “Filho de Deus”.

É essa a linha que une a 1ª leitura ao evangelho. No meio (2ª leitura) está um texto de Paulo sobre o mistério do amor divino manifestado em Jesus Cristo: Rm 5,1-5. O homem encontra a justificação, ou seja, a aceitação por Deus, na fé em Jesus Cristo: fé que é confiança de vida e adesão comprometida. Entregando-se a Jesus Cristo, a sua palavra e exemplo, o homem cai, por assim dizer, nos braços de Deus. Por isso, até as tribulações enfrentadas por causa do Cristo são uma felicidade, pois nos unem a ele mais ainda. A vida se transforma então em constância que não decepciona, pois já temos as primícias da realização da plenitude: o Espírito que foi derramado em nós. Paulo conhece Cristo somente “no Espírito”. Não o conheceu fisicamente, mas o “vive” pela presença de seu Espírito – presença que é o início da plenitude das promessas de Deus, a “paz” (cf. v. 1).

Na presente liturgia aparece claramente que o mistério da SS. Trindade contempla o que nos ultrapassa: a tríplice realidade da una divindade, do uno Deus-Amor. Parece “incompreensível”, mas não é inacessível. A riqueza da realidade divina, presente em Jesus de Nazaré e em seu Espírito, que anima a história da Igreja como animou também a história salvífica anterior, não se deixa “com-preender” em nossos conceitos lógicos, mas envolve-nos.

Pode-se comparar Deus com o horizonte. A gente nunca o consegue englobar na vista, antes pelo contrário: quanto mais se penetra nele, tanto mais ele se amplia e se aprofunda. Descobrimos tal horizonte, não só na transcendência que fundamenta todo o ser (Deus criador), mas também na existência de Jesus e na atuação do Espírito transcendente (não sujeito a nossas categorias) que nos impulsiona. Penetramos nesse horizonte, e quanto mais nele penetramos, tanto mais se revela como mistério. Não o podemos compreender, mas sim, celebrar.

A partir da presente liturgia pode-se fazer uma meditação sobre a inserção do cristão neste mistério, hoje. Um mistério serve para inserir-se nele (cf. os “mistérios” da antiga Grécia), um horizonte toma sentido quando a gente se deixa envolver nele. Ora, se em Cristo conhecemos o Pai (Jo 16,15a), e se tudo o que se realizou em Cristo, em termos de revelação divina, é atualizado para nós na percepção do momento histórico eclesial (16,13), a verdadeira celebração da tríplice presença de Deus acontece quando, diante da realidade de hoje, rejeitamos os falsos deuses da posse, do poder e do prazer, assumindo o caminho de Cristo, o caminho do amor que fala de Deus, no engajamento proposto pela comunidade eclesial, animada por seu Espírito: o caminho dos pobres, das vítimas dos falsos deuses...

Outra linha de explicitação da liturgia de hoje poderia ser o tema a justificação pela fé, sobretudo por estarmos no ano “lucano” (Lc tem em comum com seu mestre Paulo uma especial atenção pela gratuidade do amor de Deus). O texto de Rm 5,1ss sugere que a justificação gratuita pela fé é o deixar-se envolver na comunhão do amor do Pai e do Filho.

DEUS COMUNICA SUA INTIMIDADE

Para muitas pessoas, a pregação da Igreja a respeito da Trindade é obscurantismo. Para que ofender a inteligência dizendo que Deus é ao mesmo tempo um e três? Tal pergunta é tão precipitada quanto o marido que não tem tempo para escutar sua mulher quando ela lhe abre a complexidade de seu coração. Deus quer manifestar a sua riqueza íntima, mas nós não queremos escutar o Mistério. Preferimos o nível de entendimento de uma maquininha de calcular...

Deus é um só, sempre o mesmo e fiel, mas ele abre seu interior em Jesus de Nazaré, um ser pessoal, livre e autônomo. Deus se dá a conhecer no modo como Jesus, livremente e por decisão própria, nos amou e nos ensinou, sendo para nós palavra de Deus, muito mais do que a sabedoria tão elogiada pelo Antigo Testamento (1ª leitura). E depois que Jesus cumpriu sua missão, perpetua-se para nós a “palavra” que ele tem sido, numa outra realidade pessoal, o Espírito de Deus, a inspiração que, vinda de Deus e de Jesus, invade o nosso coração, a ponto de nos tornar semelhantes a Jesus (2ª leitura). Tanto em Jesus como no Espírito Santo, quem age é Deus mesmo, embora sejam personagens distintas.

Riqueza inesgotável que a Igreja nos aponta para que saibamos onde Deus abre seu íntimo para nós: no seu Filho Jesus e no Espírito de Jesus que nos anima. Lá encontramos Deus, e o encontramos não como bloco de granito, monolítico, fechado, mas como pessoas que se relacionam, tendo cada uma sua própria atuação: o Pai que nos ama e nos chama à vida; o Filho Jesus, que fala do Pai para nós e mostra como é o Pai, sendo bom e fiel até o dom da própria vida na morte da cruz; e o Espírito Santo, que doutro jeito ainda, fica sempre conosco. O Espírito atualiza em nós a memória da vida e das palavras de Jesus e anima a sua Igreja. E todos os três estão unidos e formam uma unidade naquilo que Deus essencialmente é: amor.

Essas reflexões não visam a “compreender” a Trindade como se compreende que 1+1=2! Visam a abrir o mistério de Deus, que é maior que nossa cabeça. Santo Agostinho, ao ver uma criança na praia colocar água do mar num poço na areia, caçoou dela, dizendo que o mar nunca ia caber aí. E a criança respondeu: “Assim também não vai caber na tua cabeça o mistério da Santíssima Trindade”. Pois bem, se não conseguimos colocar o mistério do amor de Deus em nossa cabeça, coloquemos nossa cabeça e nossa vida toda dentro desse mistério!

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Como é possível ter acesso ao mistério da Santíssima Trindade, o qual nos parece tão impenetrável? O evangelho nos informa que a experiência da Trindade passa pela ação do Espírito Santo em nós. Somente pela docilidade ao Espírito compreenderemos a relação íntima e profunda entre o Pai, o Filho e o Espírito. A vida e a missão de Jesus revelam a decisão de Deus Pai de caminhar com a humanidade desde o antigo Israel, com os patriarcas Abraão, Isaac, Jacó, José, Moisés, os profetas, os reis e todo o povo. Jesus escolhe os doze e se revela como Salvador, mas o pleno entendimento só acontecerá quando a comunidade experimentar a ação do Espírito em seu meio. “Tudo que o Pai possui é meu”, afirma Jesus no evangelho (v. 15). O Espírito foi encarregado de nos revelar tudo sobre o Pai, de nos dar toda a compreensão dessa relação de amor.

— Em Jo 14,9 Jesus nos diz: “Quem me vê, vê o Pai”. Aproximamo-nos de Jesus pela força do Espírito; somos conduzidos a adentrar nessa fonte de vida que passa do Pai para o Filho e do Filho para o Pai por meio do Espírito, derramado abundantemente nos corações. Podemos afirmar que a Trindade é amor. Então, é esse mesmo amor que deve conduzir nossa existência. Mas que amor é esse? Como fazer o amor ser verbo de ação em nossa vida? A conscientização de que, em Cristo, somos inseridos na Trindade nos compromete a decidir aceitar o desafio de usufruir desse transbordamento íntimo de amor e de nos pormos a caminho com nossos irmãos e irmãs, partilhando suas dores e alegrias.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

O Mistério da Santíssima Trindade na Igreja

Na vida da igreja tudo começa e acaba com a invocação às três divinas Pessoas. É lógico que assim seja, porque a própria Igreja é uma comunhão de vida com o Pai o Filho e o Espírito Santo; e toda a Criação tem a sua origem e o seu fim na Santíssima Trindade. Compreende-se assim que a oração e o gesto mais repetido pela Igreja seja o Sinal da Cruz. Quando o fiel cristão se benze, traçando o Sinal da Cruz sobre a sua pessoa, invoca a Santíssima Trindade que mora nele pela graça, afirma que a graça é fruto da Cruz, e faz um acto de fé nestas verdades.

O Santo Padre recorda-nos, na sua última encíclica, que Deus, no seu desígnio de salvação, quer introduzir os homens na sua Vida divina por meio da comunhão de pessoas que é a Igreja: «A Trindade é absoluta unidade, enquanto as três Pessoas divinas são pura relação. A transparência recíproca entre as Pessoas divinas é plena, e a ligação de uma com a outra total, porque constituem uma unidade e unicidade absoluta. Deus quer-nos associar também a esta realidade de comunhão: «para que sejam um como Nós somos um» (Jo 17, 22). A Igreja é sinal e instrumento desta unidade» (E. Caritas in Veritate, nº 54). Por isso o significado do sinal do cristão (a Santa Cruz com a invocação da Santíssima Trindade) é também uma afirmação da sua missão apostólica. O cristão tem como missão ser um sinal «mais» (a Cruz) lá onde se desenvolve a sua existência. Ser uma cruz ou um sinal «mais» quer dizer que com a sua vida deve unir, somar, criar comunhão dos homens entre si, para os introduzir na comunhão com o Pai o Filho e o Espírito Santo.

O Mistério da Santíssima Trindade na vida do cristão

A Igreja deseja, com a celebração de hoje, que nos tornemos mais conscientes de que tudo na nossa vida deve estar presidido e orientado (começar e acabar) pelo Mistério Trinitário. O facto de ser um mistério quer dizer que a sua compreensão excede a nossa inteligência, como a luz do sol é excessiva para a limitada capacidade de visão dos nossos olhos; mas podemos saber que o sol existe, e captar indirectamente a sua luz, reflectida nos objectos. Também podemos e devemos conhecer cada dia um pouco melhor o Mistério central da nossa fé pelo estudo do Catecismo, por exemplo, e pela nossa oração.

Pode ajudar-nos, também, considerar que as operações «ad extra» da Santíssima Trindade, a Criação, a Redenção e a Santificação das almas, sendo operações conjuntas das três divinas Pessoas apropriam-se a uma de elas de modo especial. Ao Pai a Criação, ao Filho a Redenção e ao Espírito Santo a santificação das almas.

Na vida de todo cristão existem três dimensões que podemos relacionar com Pessoas divinas e as obras «ad extra»: o trabalho, o apostolado e a vida interior.

Quando trabalhamos, seja qual for a tarefa realizada, estamos a colaborar na obra da Criação do Pai, e como Deus cria por amor também nos devemos trabalhar por e com amor, ou seja, com perfeição espírito de serviço, rectidão de intenção, etc.

Quando testemunhamos a nossa fé, e damos a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo e o Evangelho, estamos a colaborar na obra da Redenção do Filho, e o devemos fazer com a plena doação com que o Senhor o fez.

Quando oramos, aprofundamos na Doutrina, recebemos os sacramentos, etc. o Espírito Santo age na nossa alma de maneiras diversas, e temos de procurar escutar a sua voz e seguir docilmente as suas indicações

O Mistério da Santíssima Trindade e a unidade de vida

São Josemaria costumava utilizar nos seus ensinamentos o conceito de «unidade de vida», para designar a coerência do cristão que vive a sua fé em todas as dimensões da existência, de um modo simples e forte. Na conduta dum cristão que vive desta maneira, não existem zonas de penumbra em que a fé não ilumina.

O fiel em cuja vida faltasse algum dos aspectos antes referidos ou fossem vividos de modo desconexo ou em graus irregularmente desenvolvidos não possuiria essa unidade de vida que é sinal de maturidade na fé.

Na Santíssima Trindade, não existe prioridade temporal nem desigualdade entre as Pessoas divinas; também no cristão o trabalho, a vida interior e o apostolado devem desenvolver-se por igual e constituir uma unidade harmónica. De modo semelhante podemos afirmar que assim como na Santíssima Trindade as divinas Pessoas estão sempre unidas, no cristão o trabalho deve ser oração e ocasião de apostolado; o apostolado se apoia na oração e é feito com a responsabilidade e o esforço de um bom profissional; e a oração deve ser esforçada e desenvolver-se no horizonte da missão apostólica.

Nesta Solenidade em que desejamos centrar mais a nossa vida no mistério da Santíssima Trindade, acudamos a Aquela a quem a Igreja invoca como Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa de deus Espírito Santo, para que interceda por nos com a sua «Omnipotência suplicante».

Fala o Santo Padre

«Jesus revelou-nos que Deus é amor, ‘na Trindade de uma só substância’»

Prezados irmãos e irmãs

Depois do tempo pascal, culminado na festa de Pentecostes, a liturgia prevê estas três solenidades do Senhor:  hoje, a Santíssima Trindade; na próxima quinta-feira, Corpus Christi […]; e finalmente, na sexta-feira sucessiva, a festa do Sagrado Coração de Jesus. Cada uma destas celebrações litúrgicas evidencia uma perspectiva a partir da qual se abrange todo o mistério da fé cristã:  ou seja, respectivamente a realidade de Deus Uno e Trino, o Sacramento da Eucaristia e o centro divino-humano da Pessoa de Cristo. Na verdade são aspectos do único mistério da salvação, que num certo sentido resumem todo o itinerário da revelação de Jesus, da encarnação à morte e ressurreição até à ascensão e ao dom do Espírito Santo.

No dia de hoje contemplamos a Santíssima Trindade, do modo como Jesus no-la fez conhecer. Ele revelou-nos que Deus é amor, «não na unidade de uma única pessoa, mas na Trindade de uma só substância» (Prefácio):  é Criador e Pai misericordioso; é Filho Unigénito, eterna Sabedoria encarnada, morto e ressuscitado por nós; é, finalmente, Espírito Santo que tudo move, cosmos e história, rumo à plena recapitulação final. Três Pessoas que são um só Deus, porque o Pai é amor, o Filho é amor e o Espírito é amor. Deus é tudo e somente amor, amor puríssimo, infinito e eterno. Não vive numa solidão maravilhosa, mas é sobretudo fonte inesgotável de vida que se doa e se comunica incessantemente. Em certa medida podemos intuí-lo, observando quer o macro-universo: a nossa terra, os planetas, as estrelas e as galáxias; quer o micro-universo:  as células, os átomos e as partículas elementares. Em tudo o que existe está num certo sentido gravado o «nome» da Santíssima Trindade, porque todo o ser, até às últimas partículas, é um ser em relação, e assim transparece o Deus-relação, transparece por fim o Amor criador. Tudo deriva do amor, tende para o amor e se move impelido pelo amor, naturalmente com diferentes graus de consciência e de liberdade. «Ó Senhor, nosso Deus / como é admirável o vosso nome em toda a terra» (Sl 8, 2), –  exclama o salmista. Falando de «nome» a Bíblia indica o próprio Deus, a sua identidade mais verdadeira; identidade que resplandece sobre toda a criação, onde cada ser, pelo próprio facto de existir e pelo «tecido» de que é feito, faz referência a um Princípio transcendente, à Vida eterna e infinita que se doa, em síntese, ao Amor. «É nele – disse São Paulo no Areópago de Atenas – que realmente vivemos, nos movemos e existimos» (Act 17, 28). A prova mais forte de que fomos criados à imagem da Trindade é esta:  somente o amor nos torna felizes, porque vivemos em relação, e vivemos para amar e ser amados. Utilizando uma analogia sugerida pela biologia, diríamos que o ser humano traz no seu «genoma» o vestígio profundo da Trindade, de Deus-Amor.

Na sua humildade dócil, a Virgem Maria fez-se serva do Amor divino:  acolheu a vontade do Pai e concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Nela o Todo-Poderoso construiu para si um templo digno dele, fazendo do mesmo o modelo e a imagem da Igreja, mistério e casa de comunhão para todos os homens. Maria, espelho da Santíssima Trindade, nos ajude a crescer na fé no mistério trinitário.

Papa Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 7 de Junho de 2009


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo da Santíssima Trindade, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. DAR LUGAR AO SILÊNCIO.
É sempre difícil falar da Trindade, de explicá-la, de descrevê-la… Daí a importância de prever algum (ou alguns) momento forte de interiorização e de adoração durante a celebração: depois da homilia… depois da comunhão… Dar espaço ao silêncio para que a Trindade ecoe em nós.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus eterno, Pai e criador de todo o universo, contemplamos o céu, a terra, os oceanos e todas as suas maravilhas, onde vemos a obra admirável da tua Sabedoria. Por todas as tuas obras, nós Te bendizemos. Nós Te confiamos as nossas inquietações quanto ao futuro da tua criação e ao equilíbrio da natureza, que as nossas técnicas violentas já muito perturbaram.

No final da segunda leitura:
Pai, nós Te damos graças pelos dons incomparáveis com que nos gratificaste: a justiça, a paz, a fé, a esperança e, sobretudo, o teu amor, que derramaste nos nossos corações pelo Espírito Santo que Tu nos deste. Nós Te pedimos pela unidade das Igrejas, outrora quebrada por diferentes compreensões da justificação. Ilumina-nos com o teu Espírito.

No final do Evangelho:
Deus fiel, Pai revelado pelo teu Filho no teu Espírito, nós Te damos graças, porque nos introduzes na comunhão da tua glória e na verdade do teu amor. Nós Te pedimos: Deus, Espírito de verdade, guia-nos para a verdade completa e dá-nos a força de levar as mensagens do Evangelho.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
O pintor crente Roublev tentou mostrar, numa troca de olhares, a relação de amor que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito: quando o Pai e o Filho se olham, cada um guarda a sua personalidade e revela ao mesmo tempo a personalidade do outro, e esta relação de amor faz existir o Espírito que olha o Pai e o Filho, eles próprios deixando-se olhar, olhando ao mesmo tempo o Espírito de Amor que faz a sua unidade. Muitas vezes basta um olhar para dizer muitas coisas, basta um olhar para dar de novo esperança, confiança e vida, basta um olhar para dizer “amo-te!” e ouvir dizer em eco: “amo-te!” A Trindade é um intercâmbio de “amo-te!” Há unidade e, ao mesmo tempo, personalidades diferentes: cada um diz “amo-te!” e pode acrescentar “eu sou amado!” Tal é o segredo da sua existência e da sua eternidade. Mistério! Não por ser incompreensível, mas por, sem cessar, merecer ser melhor compreendido. E a Trindade não é o único mistério, a humanidade também o é, porque criada à imagem de Deus, homens e mulheres capazes de dizer “amo-te!” e capazes de dizer “eu sou amado!”

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
Esta passagem de São João retoma o que Jesus nos dizia domingo passado na Solenidade do Pentecostes sobre o Espírito de verdade que nos guiará para a verdade total… É o Espírito que nos dará a força para a compreender. Domingo passado, reflectimos sobre a verdade que o Espírito Santo desvela progressivamente, ao longo da história da Igreja. Hoje, estamos atentos ao facto de a verdade do Evangelho nos atingir enquanto seres em crescimento de humanidade e de fé. Ora a fé, contrariamente ao que por vezes se imagina, não é uma luz que cega. Ela é uma espécie de luz obscura, uma confiança dada na noite. Ela implica um salto no desconhecido. Isto verifica-se particularmente a propósito do mistério da Santíssima Trindade. A palavra não se encontra na Bíblia, mas a realidade que quer exprimir está muito presente no ensino de Jesus. Assim, hoje, vemos com que insistência Jesus fala de seu Pai e do Espírito de verdade. Jesus diz, o mais explicitamente possível, que entre o Pai, o Espírito e Ele tudo é comum… Deus que é Pai, Filho e Espírito, Deus Único mas não solitário, Deus comunhão eterna de Amor infinito no mais profundo do seu mistério, é a pedra angular da fé cristã, a diferença, sem dúvida, fundamental em relação às outras concepções de Deus. O nosso acto de fé é aqui decisivo e determina se somos verdadeiramente “de Cristo”. “Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé”.

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística IV, que traça todo o plano de salvação, da criação à vinda de Cristo, e situa-o sob o signo da Aliança que é comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Mergulhar no coração do mistério… Uma festa para celebrar a relação de Amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Um mistério imenso que ultrapassa as nossas concepções humanas e no qual somos convidados a entrar. Durante a próxima semana podemos dedicar um tempo à oração, à contemplação, para nos deixarmos mergulhar no coração deste mistério de Amor da Trindade… e um tempo para recentrar de novo as nossas vidas de baptizados: a vida, o amor, a paz, o serviço… passam livremente através de nós? Ou estamos desgarrados do conjunto?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Santificai, Senhor, os dons sobre os quais invocamos o vosso santo nome e, por este divino sacramento, fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor …

Prefácio: O mistério da Santíssima Trindade

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza. Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo. Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade. Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo.

Monição da Comunhão: Quando recebemos o Filho encarnado na Sagrada Comunhão, também o Pai e o Espírito Santo se tornam mais presentes na nossa alma. Louvemos agradecidos tão grandes favores.

Gal 4, 6
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Porque somos filhos de Deus, Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima e na sua indivisível Unidade, concedei-nos, Senhor nosso Deus, que a participação neste divino sacramento nos alcance a saúde do corpo e da alma. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Reunidos no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, regressemos às nossas ocupações mais conscientes da presença da Santíssima Trindade na nossa alma e da comunhão que formamos com os irmãos.


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ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

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Celebração e Homilia: CELESTINO CORREIA FERREIRA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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